Reencontro
15 Preocupações
Notas iniciais
Assim que Prudence foi embora, Valerie foi procurar Roxanne. Encontro Roxanne perto do poço.
-Rox, você pode caminhar comigo?
-Posso sim.--respondeu Rox.
-Roxanne eu vou te contar um negócio só que você tem que me prometer que não conta para ninguém, ok?--disse Valerie.
-Claro, pode ficar despreocupada.
-Eu vi o Peter ontem a noite, e acontece que eu fiquei muito tempo com ele, e cheguei em casa tarde, e disse para minha mãe que eu estava na sua casa, por favor, se ela vier te perguntar algo você confirma, tá bom?
-Tá, mas como que o Peter veio aqui?--perguntou Roxanne.
-Andando?
-É lógico que é andando né, mas o que eu to querendo perguntar é... ah sei lá, você entendeu muito bem Valerie.
-Ah ele veio, sei lá Roxanne. Só sei que foi maravilhoso, foi a melhor noite das minhas vida.--disse Valerie com um sorriso enorme no rosto.
-Valerie toma cuidado. Você não sabe se ele é o lobo.--disse Valerie.
-Ele não é o lobo.--mentiu Valerie.
-Ah é? Você perguntou para ele?--perguntou Rox.
-Não.
-Então como você sabe? Você ao menos perguntou o por quê dele ter sumido?--perguntou Roxanne.
-Perguntei!--mentiu Valerie.
-E o que ele respondeu.
-Que não aguentava mais Daggohorn.--Valerie mentiu mais ainda.
-E você acreditou.
-E por que não? Rox ele é o homem que eu amo.--disse Valerie.
-Você poderia muito bem amar o Henry, Henry é um rapaz bom, que vai te dar segurança, mas parece que você gosta de perigo.--disse Rox.
-Roxanne você sabe muito bem que a gente não manda no nosso coração.
-É eu sei.
-Agora eu tenho que procurar o Henry, eu preciso falar com ele o negócio da fogueira.--disse Valerie.
-Vai lá.
Elas se despediram, e Valerie foi encontrar Henry na ferraria.
Henry estava se arrumando para sair.
-Aonde você vai?—perguntou Valerie.
-Vou caçar mais lobisomem de novo. —disse Henry.
-Henry, preciso te falar algo.
-Diga!—disse Henry.
-É... não mate o lobo, por favor. —disse Valerie.
-Por que Valerie?—Henry estranhou.
- Porque... —Valerie mediu as palavras. —Henry eu vou te contar um negócio, mas você vai me prometer não contar para ninguém, e me prometer que vai pensar bem antes de agir. Ok?
-Sim.
Valerie contou tudo e quando finalizou a história de Peter, Henry ficou olhando para ela, pensando no assunto.
-Henry, por favor, não faça nada contra ele. Você sabe o quanto ele é importante, você sabe que se ele morrer não vou ter mais motivos para viver. —disse Valerie.
-Valerie dói ouvir você dizer isso, sabia? Poxa eu aqui te amando e você amando um outro cara, que virou lobisomem. —disse Henry.
-Henry, por favor, por favor, não faça nada com Peter.
-Não sei, vou pensar! Preciso pensar. Agora o que ele tem que eu não tenho Valerie?—perguntou Henry.
Valerie ficou surpresa com a pergunta, ficou calada por uns instantes, e depois respondeu:
-Nada Henry, só acho que você não é o cara certo pra mim. Você merece ter uma pessoa melhor que eu. —disse Valerie
-Só quero ver eu achar alguém melhor que você, duvido Valerie.
-Henry, você é meu amigo, eu te amo como um irmão ama o outro. Desculpe-me Henry. Não é a minha intenção te machucar, de fazer você sofrer.
-Eu sei Valerie, você nunca seria capaz de me fazer nada para me machucar. —disse Henry.
-Que bom que você sabe disso, agora você me promete que não vai fazer nada?
-Prometo Valerie, aliás, eu não consigo te negar nada.
-Brigada!—agradeceu Valerie.—Amanhã vai ter a noite ao redor da fogueira, vamos?
-Claro! Quem que vai?
-Eu, Roxanne, Victor, Prudence, Erick e você. —respondeu Valerie.
-Ok! Victor é bem legal.
-Você foi a única pessoa que não virou para mim e perguntou “Quem é Victor?”—Valerie disse e riu ao mesmo tempo.
-É eu converso com ele desde o dia em que ele chegou aqui.
-Faz outro favor?—perguntou Valerie.
-Qualquer um?—disse Henry.
-Rox está afim dele, descobre pra mim se ele está afim dela também, por favor?
-Sim, pode deixar. —disse Henry.
-Obrigada, e Rox também agradece.
Henry riu e perguntou:
-E as tonturas, os desmaios? Melhoraram?
-Sim!—mentiu Valerie.
-Não minta Valerie.
-Como...?
-Por que eu sou seu amigo. —Henry corto Valerie.
-Mas isso não significa que você perceba que eu estou mentindo.
-Também. —disse Henry. —Agora me fala a verdade, e me fala se você contou isso para o Peter.
-Tá não melhorou, e sim eu falei sobre isso para o Peter.
-Ah tá. E o que o Peter falou?
-Começou a me falar para me cuidar, e etc. Igualzinho a você, isso as vezes me irrita.—disse Valerie.
-O que te irrita?—perguntou Henry.
-Vocês estão me tratando como uma bebezinha.—disse Valerie.
-Estamos preocupados com você. —disse Henry.
-Eu sei, mas você exageram. Peguem mais leve, ok?
-Ok!—disse Henry.—Mas sempre que você desmaiar eu vou te levar para CASA.
-Casa não.—choramingou Valerie.—Minha mãe come o meu fígado.
Henry riu e disse:
-A sua mãe tem que ficar sabendo do que acontece com você.
-Eu sei, mas... AIII CHEGA. CHEGA— Valerie se estressou. —deixa eu, ok?
-Ok, eu entendo isso.
Ela ficou com remorso de ter gritado com Henry.
-Henry agora vou ter que sair.
Eles se despediram, e Valerie começou a andar, imaginando em como seria se nada disso tinha acontecido. Ela queria Peter de volta. Ela tinha Henry aqui, mas ela amava mais Peter. Henry era como o seu irmão mais velho que protegia ela de todo o mal.
Valerie se sentiu enjoada, mas não sabia o por que desse enjôo. Chegando em sua casa, sua mãe não estava, ela achava melhor assim, pois só assim ela poderia fazer o que quisesse para ver se melhorasse o enjôo. Ela tomou um chá de ervas doce, mas pareceu que piorou, pois ela vomitou tudo que tinha comido no dia. Valerie deu graças à Deus que sua mãe não estivesse em casa, pois se não ela ficaria preocupada. Depois de vomitar, o enjôo passou, ela ficou imaginando o porque de enjôo.
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