Reencontrar
7 Capítulo 7
- O que isso significa? – perguntei, me sentando na cama.
- Vamos jogar? – Gustav perguntou, estendendo a garrafa para mim.
- Vamos! – respondi – mas vai precisar de mais que uma garrafa de vodka, ou vocês não sabem beber?
Fazia meses que eu não bebia nada. Eu era uma viciada, vamos dizer assim, eu fumava e bebia antes de mudar de universidade. Eu sempre fumei, mas dera um tempo para que eu me acostumasse com os hábitos das pessoas, eu fumava de vez em quando, escondida.
- Yuuki, você bebe? – Tom se admirou.
- Tom, você sabe poucas coisas sobre mim. – respondi.
Gustav se levantou e foi para a cozinha pegar mais garrafas de vodka e eu fui até minha bolsa e peguei meu cigarro.
- Espera aí! — Tom se exaltou – você também fuma, menininha?
- Sim, por quê? – perguntei.
- Eu tenho tentado não fumar por meses para que você não me xingue, e você fuma... Eu não acredito. — Tom falou.
Gustav subiu e se deparou com dois fumantes no quarto.
- Ai meu Deus, Tom, para que caminho estamos levando essa menina? – ele falou e riu.
Abrimos as garrafas e começamos o jogo. Primeiramente, em quem a garrafa parasse, a pessoa tinha que dar um gole generoso na bebida, direto no gargalo da garrafa. Eu não me lembro quanto tempo depois, mas quando começamos ficar bêbados, começamos jogar o jogo de verdade ou desafio.
- Yuuki – disse Tom em tom bêbado, aliás, todos estávamos bêbados – verdade ou desafio?
- Verdade. – respondi, em soluços.
Eu não pensava quando estava bêbada, mas sabia o que fazia, eu achava. Eu sempre ficava alta.
- Verdade? – ele pensou – Porra, Yuuki, eu não sei quase nada sobre você, caralho.
Pessoas sempre ficam bocas sujas quando bêbadas. Mas admito que Tom bêbado era muito sexy e provocante.
- Você é virgem ainda? – Tom continuou. Um olhar de malicia atingiu seu rosto ao fazer a pergunta.
- Sim, eu sou! – respondi – e tenho certeza que você consegue pensar em perguntas melhores.
Rodamos a garrafa novamente. Gustav me perguntava.
- Escolho desafio – eu disse desafio porque já estava dizendo o que viesse a minha mente.
- Que tal fumar isso aqui? – Gustav me ofereceu um cigarro que eu nunca vira. – É maconha.
Eu nunca fumara maconha, mas eu estava bêbada, eu não estava nem ai. Peguei o cigarro de maconha e dei uma tragada muito forte. Os meninos riram quando fiz aquilo. Após isso, Gustav pediu que esperássemos e saiu. Ele voltou alguns minutos depois com uma lata de cerveja, ele sugava algo lá de dentro. Entorpecente.
Peguei aquilo e dei uma baforada, foi a coisa mais louca da minha vida. Todos estávamos muito altos. Desafio foi o que Tom escolheu quando Gustav o perguntou. Ia sobrar pra mim, eu sabia.
- Você deve tirar sua camiseta e deixar a Yuuki te lamber. – ele disse com um sorriso tarado no rosto.
Eu ri. Devo admitir, Tom era muito gostoso sem camisa. Eu fiz o que Gustav propusera para Tom. Percebi que Tom ficou excitado com aquilo, eu fiquei sem graça e parei.
Depois, o desafio foi para Gustav. Tom desafiou que Gustav saísse correndo nu pelo campus. Gustav tirou as roupas e saiu gritando. Todos os alunos que não haviam viajado saíram, de madrugada para ver aquilo, foi a maior piada, até hoje isso é uma vergonha para Gustav.
- A gente tá muito louco, Yuuki. – Tom falou logo que Gustav voltou.
Estávamos bêbados e drogados. Eu nunca fizera aquilo na vida. Eram as influencias de Tom.
Gustav voltou, nós bebemos mais e fumamos mais maconha. Desafio para mim.
- Yuuki, desafio você a tirar sua camisa. – Gustav me desafiara.
Eu não sou tão magra assim, nunca fui, mas eu estava bêbada. Além de tudo, eu não tenho tanta barriga, só um pouco de gordura, admito. Tirei a camiseta, os meninos pareciam animados.
A garrafa girou e caiu em mim novamente, desafio mais uma vez.
- Uma atração de sexo oral no nosso querido Tom. – Gustav desafiou.
Aceitei. Tenho vergonha disso até hoje. O fiz, Tom queria algo mais, mas eu não estava disposta a fazer isso em publico. Assim foi quase a madrugada toa, bêbados, drogados e fazendo merdas. Mais uma veza garrafa caiu em mim, eu estava apenas de roupa íntima, Tom só de cueca e Gustav já estava nu. Escolhi verdade daquela vez.
- é algo que me intriga há algum tempo – Tom disse – O que significa esse colar para você? Desde que chegou, percebi que você nunca o tira.
Segurei o colar e segurei o choro.
- Foi um presente de um menino que eu, há muito conheci. Eu o amo até hoje, mas já fazem onze anos que não nos falamos e nem nos vemos. Ele foi embora da minha cidade com o irmão e a mão, e me deu este colar, em troca eu lhe dei o meu; nem sei se ele ainda usa, mas eu uso o que ele me deu. É muito importante... O nome dele é o mesmo que o do seu irmão e o irmão dele tinha o mesmo que o seu, Tom. – falei.
Tom ficou em silêncio. Parecia que algo viera a mente dele. Após alguns minutos em absoluto silencio, ele voltou à realidade e disse que era melhor pararmos de jogar aquilo. Ficamos apenas na bebida. Gustav acabou dormindo de tão bêbado que estava. Eu e Tom dormimos juntos, eu não sei se rolou algo, não que eu me lembre.
No dia seguinte. Acordamos às 13 horas, era final de semana. Me assustei com Tom ao meu lado, abraçado comigo. Eu não lembrava de nada, só comecei lembrar de tudo muito tempo depois daquilo. Gustav já não estava no chão dormindo.
Levantei, desci as escadas, eu estava tonta. Vi que Gustav estava na cozinha.
- Tudo bem, Yuuki? – ele perguntou.
- Dor de cabeça, sede, fome. – falei – estou tonta também, e você?
- O mesmo que você. – ele riu, sem graça.
Gustav fez algo para comermos. E ficamos na cozinha esperando que Tom acordasse.
- Foi louco ontem. Fizemos coisas impossíveis – Gustav riu.
- Não me lembro de muita coisa. – falei. – nem sei se tenho coragem de saber de tudo.
Gustav também não se lembrava de muita coisa, ele disse. Mas pelo nosso estado, a noite devia ter sido louca mesmo, pensei.
Comi o que ele fizera para comermos. Tomei o café. Corri para o banheiro, meu estomago estava um lixo. Vomitei tudo o que comera. Fiquei lá, como Tom no primeiro porre dele que presenciei, agarrada ao vaso sanitário, vomitando por um longo tempo.
Após alguns minutos, levantei, escovei os dentes e desci. Tom já havia acordado. Ele estava sem graça, eu não entendi. Aceitei.
- Yuuki, me desculpe por você ficar naquele estado ontem. – ele falou assim que entrei na cozinha.
- Não se preocupe, eu aceitei beber. Onde está meu cigarro? – perguntei.
Gustav me entregou o maço de cigarros. Peguei um e Tom pegou outro. Fomos para a varanda e sentamos na grama em frente a piscina. O Sol parecia nos cegar, mas nos fazia bem. Ficamos o dia todo deitados e tomando agua, apenas agua; pensar em beber novamente nos fazia passar mal.
O sábado passou e o domingo veio rapidamente. Acordamos cedo no domingo, bem melhores. Ficamos jogando vídeo game o dia todo. Quando já anoitecia, a mãe de Tom me ligou.
- Alô. Simone, um minuto, vou passar para Tom. –falei.
- Não, é com você que quero falar primeiro. –Simone respondeu.
Eu gelei.
Fale com o autor