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15 Capítulo 15
- Fale, Gustav. – respondi.
- Eu queria me desculpar pelo estresse de sábado. –ele falou.
- Não á para mim que você tem que pedir desculpas. – eu falei – É para Bill. E para o Tom também, você sabe disso.
- Eu sei, mas ele não vai querer me ouvir, você sabe disso. – ele falou – Tom deve estar querendo me matar, suponho.
- Sim, eu também estava. Onde você está? – perguntei.
- Em casa, não fui trabalhar, estou com medo do Tom. – ele respondeu.
Eu também estaria se fosse ele, você sabe, um irmão furioso pode fazer qualquer coisa. Eu não dava razão ao Tom por ele quere matar Gustav, mas também não achava que ele estivesse totalmente errado.
- Venha até aqui, por favor, precisamos conversar. Esses assuntos não devem ser tratados por telefone, você sabe. – falei.
Gustav desligou o telefone e veio em meu encontro. Cinco minutos depois, Gustav batia a minha porta.
- Oi, Gustav, entre. – falei.
Ele entrou e se sentou no sofá. Eu sentei logo ao lado dele e me virei para poder ver seus olhos.
- Você não se envergonha? – perguntei.
- Me envergonho do que? – ele não entendeu.
- Não seja hipócrita. Trair seu amigo que está doente, pegar a namorada dele. Fingir para mim e para o Tom que você não ficava com a Caroline. Saber que Georg também fica com ela e mesmo assim, ficar com ela também. –respondi.
- Eu gosto dela, você não sabe como é isso. – ele falou, estressado.
- Eu seu o que é amar alguém de verdade, sei como é fazer tudo por quem amamos. – falei. – Você não a ama de verdade.
- Eu a amo sim. – ele falou.
- Se a amasse, esperaria que ela terminasse com Bill antes de ficar com ela. Você não trairia seus amigos. –falei. – Georg também sabe disso?
- Não. Ele nem vai saber. – Gustav falou.
- Ah, ele vai sim! Se você não contar, Tom e eu contaremos. – falei. – Você tem inveja dele, tenho certeza, porque a Caroline ama o Georg e não você.
- Você não sabe nada sua puta desgraçada! – Gustav gritou.
Eu me levantei, já estressada. Mais alguém gritando comigo eu não aceitaria.
- O caralho, seu merda! Comigo você não fala assim. Vai se foder, saia agora da minha casa. – gritei no mesmo tom que ele gritara comigo.
Gustav se levantou, e saiu. Ele estava furioso por eu xingá-lo daquele jeito. Tom eu até aceitei que falasse o que falou para mim, mas Gustav não. Eu não aceitaria aquilo. Me levantei e fui atrás de Gustav até que ele passasse pela porta.
- Pense no que fez, pense no desgosto que você é para seu melhor amigo agora. E saiba que Georg saberá disso! –falei.
Gustav me olhou como quem iria contestar, mas não dei oportunidade, fechei a porta na cara dele.
Voltei para o sofá e me sentei para assistir minha televisão. Gustav era meu amigo, eu odiava brigar com amigos, mas fora necessário.
O resto do dia eu fiquei assistindo televisão e arrumando a casa, eu odiava ficar parada; e naquele país, sem quase nenhum conhecido, eu não podia fazer muita coisa.
Logo Tom chegou do trabalho.
- Olá, amor. Como foi seu dia? – Tom perguntou ao entrar e me ver sentada no sofá.
- Estressante. – falei. – e o seu?
- Por que estressante? O meu foi cansativo novamente. Georg não trabalha mais lá e Gustav não foi. –ele respondeu.
- É, Gustav apareceu aqui, hoje a tarde. – falei.
- Como assim? O que ele queria? – Tom aumentou o tom de voz.
- Ele veio pedir desculpas, mas falei que não era para mim que ele devia pedir desculpas. Depois houve um pequeno stress entre nós e nos xingamos e eu o expulsei daqui. – respondi.
Tom ficou abismado com aquilo, mas não falou nada. Eu podia ver no semblante dele que ele estava cansado daquele stress todo. Eu também estava.
- Mas, então, Tom, quando seu irmão poderá ter aulas? – perguntei.
- A partir da semana que vem. – ele respondeu – que é quando nossas aulas começam. Ele está ansioso.
- Sim, eu também estou. – respondi.
- Yuuki, às vezes parece que te conheço há muito tempo. – ele observou.
- Eu também, é estranho, uma vez que nos conhecemos há apenas sete meses. – falei.
Tom concordou com a cabeça e nós dois caímos no riso. Era estranho imaginar aquilo.
- Você fez algo para comermos? – Tom perguntou.
- Não deu tempo, Gustav me deixou atormentada. Vamos para a cozinha ver o que tem para fazermos. – falei.
Acabamos fazendo uma pipoca para comermos. Não estávamos muito empolgados para fazer coisas para comermos.
A semana foi se passando e a monotonia tomava conta do campus. Cada dia que passava, o campus ficava mais lotado e as férias iam chegando mais ao fim.
No sábado, quando Tom saiu para comprar umas coisas que ele queria, recebi a visita de Caroline. Ela queria conversar comigo.
- Caroline, o que você está fazendo aqui? Eu disse que falaríamos quando as aulas voltassem. – falei.
- Sim, mas eu não aguentei, Yuuki, você sabe como eu sou. E o Tom ficará sempre ao seu lado quando as aulas começarem. Ele morre de ciúmes de você. – ela respondeu.
- Tudo bem, entre. – falei.
Eu a conduzi até meu quarto, para não correr o risco de Tom chegar e se deparar com Caroline na sala.
- Yuuki, o que você queria falar comigo ? –ela perguntou, entrando no meu quarto.
- Você sabe. Bill, Gustav e Georg. – falei.
- Então... – ela falou.
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