Reencontrar
8 Capítulo 8
O que será que ela queria comigo? Eu ligara para ela quando fiquei bêbada? Eu fiquei me perguntando isso mentalmente.
- Bem, pode falar, então. – falei, ansiosa.
- Eu queria te agradecer. Bill começou falar ontem. Ele falava seu nome. Eu não sei a razão, mas acho que ele ouviu seu nome e acordou falando ele. – ela disse.
Fiquei sem reação. Eu estava feliz demais. Meu coração parecia que ia saltar pela boca, ou parar.
- Imagine, eu só fiz meu papel de amiga. – falei.
- Pois é. Amanhã ele terá alta e poderá ir para o hotel; ficará aqui por dois meses para sua recuperação na terapia. Eu gostaria de perguntara você se você poderia ficar dando aulas à ele durante esse tempo. –ela sugeriu.
- Mas como? Eu não posso largar a universidade e ir para Alemanha. – falei.
-Pois é, não precisa. É como uma vídeo chamada, mas como eu não tenho webcam aqui, apenas o Bill te veria. – ela disse.
Concordei com aquilo. Eu estava disposta a ajudar. Eu tinha a impressão de que algo aconteceria, estava com medo. Mesmo assim, aceitei. Simone me agradeceu novamente e pediu que eu passasse para Tom.
Passei para Tom e me pareceu que ele estava levando uma bronca dela. Pensei se ele teria ligado para ela enquanto estava bêbado e comecei a rir.
O resto das férias foi a mesma coisa. Levando em consideração que tínhamos apenas mais duas semanas de férias. De segunda a sexta, Tom e Gustav iam trabalhar e eu ficava em casa. Nos finais de semana, saíamos, mas nada de porres. Ficaríamos um bom tempo sem beber.
Logo, as pessoas começaram voltar para o Campus, e ele começou a lotar novamente. Jovens todos empolgados contando como fora as férias de todos. Georg chegou junto com Carol, eu percebi.
- Olá Caroline. Como foram seus dias de férias? – perguntei.
- Ótimos! Encontrei com Georg lá. – ela respondeu, meio sem graça.
- Legal. – olhei de Carol para Georg e continuei – preciso falar com você depois.
Caroline ficou sem graça, consentiu com a cabeça e entrou. Georg entrou logo atrás, ajudando Carol com as malas. Observei os dois. Dentro da casa, quando Carol avistou Tom, voltou a fingir que mal conhecia Georg e subiu. Georg deixou as malas dela lá em baixo também fingindo que só tinha sido cavalheiro.
- Fizeram o que de bom na minha ausência? – Georg perguntou para Tom.
- Nada demais. – ele respondeu.
Georg olhou de mim para Tom, e Tom percebeu o que Georg queria dizer.
- Não, não, não, não. Nada de mais, Georg, nem pense nisso. – Tom falou como se tivesse remorso de algo.
Georg deu de ombros, se despediu e foi para a republica dele, se encontrar com seu colega, Gustav.
Subi para meu quarto para arrumar minhas coisas que estavam uma bagunça. Arrumei meu quarto, tirei as garrafas de baixo da cama, as quais estavam lá há semanas. Arrumei meus materiais, meu guarda roupa, limpei o banheiro do meu quarto e lavei algumas das minhas roupas.
- O que você quer, Yuuki? – Carol entrou no meu quarto e se sentou na cama que eu acabara de arrumar.
- Eu acabei de arrumar a cama, por favor, Carol. – falei.
Ela se levantou e sentou no chão.
- Então, Yuuki... – ela cruzou os braços – o que você quer?
- Quero te pedir uma coisa. – falei.
- O que?- ela perguntou.
- Que, para menor sofrimento de ambas as partes, você termine com Bill. – falei.
Ela começou gargalhar de tanto rir.
- O que você quer dizer com isso? Você mal conhece meu namorado e já está querendo roubá-lo de mim? – ela perguntou.
- eu não quero roubá-lo de você; sei que você está saindo com Georg, pensa que eu não percebi? Eu liguei as coisas. – falei.
Caroline ficou sem reação.
- Eu não vou terminar com Bill. Entenda, Georg é gostoso e ótimo na cama, mas não tem um futuro promissor. Bill é inativo às vezes, é bonito, mas não me satisfaz, não termino porque sei que o futuro dele é brilhante e eu não nasci para me casar com um homem pobre, entende? –ela falou.
- Como você é fútil. Mais do que pensei. Eu sei que você gosta do Georg. E caso alguém além de mim descubra, você acha que vai acontecer o que com vocês? – respondi.
- Isso é uma ameaça? – ela desdenhou.
- Não, só digo que não quero ver ninguém sofrendo. Suas amigas não são tão suas amigas assim. – falei – Mas a vida é sua. Já pode sair do meu quarto.
Ela saiu reclamando e dizendo que se vingaria de mim. Ela disse que me odiava e quebrou meu quadro preferido. Eu quase quebrei a cara dela. Ela saiu gritando feito louca do meu quarto. Tom subiu as escadas para ver que gritaria era aquela.
- Nada, merda! – ela gritou.
Tom não entendeu nada e foi até meu quarto perguntar o que havia acontecido. Eu disse para ele ir perguntar para Georg ou para a própria Caroline. Tom ficou uns minutos me acalmando; eu odiava tumultos. Meia hora depois, Tom saiu para ouvir explicações.
- Carol, o que houve? Você mal voltou e já está arrumando confusão com a Yuuki. – ele disse.
- Ela me persegue, Tom. Eu não sei que tipo de caso você tem com ela, mas cuida dela pra que ela não roube o seu irmão de mim, porque é isso que ela quer. –ela falou toda estressada.
- Caroline, você não sabe de nada sobre a Yuuki, por favor, não tire essas conclusões, se você não é capaz de manter seu namoro, a culpa não é minha. – Tom disse, já perdendo a calma – Arrume suas coisas, faça o que quiser.
Caroline concordou com a cabeça e começou desfazer suas malas.
- Ah, não sei se você se importa, mas Bill já acordou, ele saiu do coma. E ele acordou falando um nome... o da Yuuki – Tom disse enquanto saía do quarto.
- Sai daqui agora! – ela gritou.
Ouvi a porta bater e alguma coisa se quebrar atrás dela. Tom desceu as escadas e foi assistir televisão. Era noite, ultima semana de férias. Eu terminei de arrumar minhas coisas no quarto e desci para falar com Tom, ele estava estressado.
- Tom – sentei-me ao lado dele, abraçando-o –não se estresse com ela, não vale a pena.
- Às vezes ela me irrita muito, principalmente com esse lance de ela nem se importar com meu irmão de verdade. Ela só está com ele porque ele é popular e bonito e também tem um futuro promissor. – ele respondeu, com voz de quem se lamenta.
- E seu irmão gosta dela? – perguntei.
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