Reencarnaciòn
5 Quinto ato - Não estou mais sozinho
Notas iniciais

“O verdadeiro amor não é aquele
que se alimenta de carinho e beijos,
mas sim aquele que suporta a renúncia e
consegue viver na saudade...”
(Autor desconhecido)
♣ QUINTO ATO ♣ Não estou mais sozinho ♣
|| Gotham City || Catedral de Gotham ||
Diana olhou na direção do imenso letreiro que exibia as horas em um relógio digital, estampando a imensa logomarca Swatch. Faltavam cinco minutos para a hora do demônio, 3h – Segundo o estranho amigo de Zatanna, John, para manter o equilíbrio, Deus concedera as hordas inferiores uma hora de liberdade. Assim como o filho do Homem tinha sua hora, enviando anjos para este lado, às 15h (hora da morte do Cristo); Lúcifer fez seu uso no extremo oposto, às 3h.
Ele se agachou no topo do telhado da Catedral, misturado às Gárgulas, como se fosse uma delas. A diferença era a capa longa ondulando no vento. Seus olhos cinzentos de avelã cobertos pelas lentes opacas do capuz teriam queimado o prisioneiro com uniforme laranja, escoltado por oficiais da SWAT.
Sob o emborrachado de suas luvas, seus nódulos machucados se apertaram quando o punho se fechara. Um grunhido esfarrapado saiu das profundezas de sua garganta seca, aguçando novamente o sabor metálico do sangue, sentindo-o escorrendo no poço do estômago vazio.
Ele se ergueu, deixando a borda e a companhia das gárgulas, se elevando um nível acima, no topo do telhado. Uma das garras metálicas do antebraço quebraram. Seus olhos atentos procuraram além das sombras do beco, seus sentidos conscientes de perigos ocultos, espreitam até os olhos dos piores de Gotham.
Nada!
Permitindo-se um ou dois segundos de pensamentos livres, ele olhou ao redor e em milésimos de segundos, sua memória exibiu na tela de sua mente, cada detalhe de sua conversa com Diana, um ano antes.
Diana...
Tudo que havia acontecido naquela noite poderia ter sido evitado se ele estivesse patrulhando sua cidade sozinho, como de costume. Mas ele tinha que deixá-la patrulhar com ele. Por que ele não podia simplesmente dizer não pra ela? Diana conhecia as regras: “nada de metas na minha cidade”. Mas quando se tratava dela, não raras vezes ele vacilara em manter seu lendário controle.
Foi assim em Gorilla City, quando ele surtou diante de uma multidão, cavando descontroladamente um buraco com as mãos, para retirá-la dos escombros de um míssil que pesava toneladas. Para sua sorte, era uma multidão de macacos sem contato com a humanidade. Contudo, seu descontrole não escapara dos olhos chocados de Shayera e de John, que o procurou em seguida, preocupado com o que sentira vir dele, desleixado de bloquear sua mente.
Por que diabos ele tomou um avião para Paris e planejou encontrá-la como Bruce Wayne na festa de noivado da princesa Audrey? Primeiro, se convencera que queria se divertir e atuar como Wayne, sem que seus companheiros de Liga desconfiassem... Depois, para investigar Savage. Mentira!! J’onn já havia enviado outra pessoa, mas ele pediu que abortasse o envio de outra pessoa, e que ele assumiria.
Maldita, Amazona! Ela soube que era ele na primeira vez que o viu... Ninguém nunca o reconhecera tão imediatamente.
O beijo no restaurante indiano que o assombra e atormenta seus sonhos até hoje...
“falando no Diabo...”, ele pensou ao ouvir o som do salto pisando no concreto.
(...)
Eles ficaram em um silêncio confortável por um bom tempo. Uma troca de conforto que não precisava ser expressada. Ele agora sabia que ela viera como amiga, provavelmente quando vira os noticiários de TV exibindo o Batman em perseguição para capturar o Joker.
Outro som de passos... Lentos, pesador, cansados... Gordon!
— Você acha que ele vai ficar lá por um bom tempo desta vez? – O comissário James Gordon perguntou, esfregando com os dedos suas têmporas para aliviar a tensão. Seus olhos azuis e cautelosos olharam para o camburão da SWAT levando o prisioneiro em direção ao Hospital de Gotham. Ele permitiu que seus olhos se movessem para Batman, observando de soslaio sua aliada de confiança da Liga da Justiça, tornar-se rígida, com uma postura imponente.
— Eu quero acreditar que sim – O Cavaleiro das Trevas respondeu com o grave rouco do modulador que vigorava ainda mais sua voz – Por via das dúvidas, eu causei bastante estrago... Ossos levam bastante tempo para consertar, comissário.
— Acho que você já fez o suficiente esta noite, Batman – Gordon disse, observando Batman bocejar ligeiramente – Você parece pronto para cair.
— Não consigo descansar – Batman respondeu com uma voz direta.
Gordon assentiu silenciosamente.
— Você já descansou? – Ele perguntou, com preocupação exposta em sua expressão envelhecida.
— Quando Gotham estiver segura – Ele disparou. – Vá para casa, comissário!
♣ Órbita da Terra || WatchTower ♣
Ele não queria ir pra casa e encarar Alfred. A câmera no capuz exibira-lhe toda cena de violência entre ele e o Coringa. Desde o espancamento de Jason até a morte, o que fizera à Bárbara e Jim, a tortura de Tim e o genocídio dos bebês da maternidade de Gotham, seus confrontos com o Coringa são cada vez mais violentos.
Ele não queria ir pra casa porque sabia que por mais que o desgostasse, seu mordomo e pai substituto monitoraria tudo detalhadamente. Para garantir-lhe um backup, caso julgasse necessário (ele chamaria Diana ou Clark).
Bruce não estava arrependido do excesso de brutalidade infligida, ao contrário, cada golpe, comparado ao que o Joker fizera, era irrisório. Mas embora ele não sentisse remorso ou arrependimento, seu único lamento era saber que Alfred podia ver o rosto do Coringa se transformar em uma bola disforme de hematomas cobertos de sangue; que ouvisse o som dos ossos quebrando, como se fossem gravetos.
Chega! – ele sentenciou.
Bruce tirou a armadura no vasto espaço de seu dormitório na Torre. Seus músculos latejavam cansados. Ele gemeu, examinando o hematoma na testa, enquanto a mandíbula ferida apertava. Ele queria controlar a dor, os pensamentos crescentes de vingança, tentando lutar contra o desejo de manchar as mãos com o sangue de seus inimigos. Seu coração sangrava, tentando controlar a fúria em suas veias.
Mas a voz de seu pai ecoando em seu coração, afastou toda a raiva pouco a pouco.
E então, pensou em vê-la em seus braços, como em Kasnia, enquanto seus pés se arrastavam sobre o brilhante chão de granito. Ele queria vê-la, deitada em sua cama, os cabelos negros cobrindo seus ombros bem formados. Mais ainda, ele queria olhar com a calma de seu olhar firme, suas piscinas de oceano azul que era seu único deslumbramento na escuridão de seu mundo.
Ele a amava.
Amava sua teimosia e seu coração.
O amor desmedido e secreto que sentia por ela, recusando-se a revelar-lhe a verdade.
Ela era uma guerreira imortal, abençoada por deuses gregos, um tesouro inestimável da humanidade. E ele era apenas um garoto rico com problemas, que atrai tragédias para sua vida continuamente. Tragédias que atingem também quem faz parte de sua vida, como Jason, Tim, Dick, Bárbara... Ele não arriscaria o sofrimento dela por um capricho mesquinho, por um desejo utópico de amar e ser amado por ela, realizando esse amor juntos.
“Minha princesa”, ele sussurrou.
Seu coração parecia bater no ritmo do nome dela.
Diana.
Bruce olhou ao redor, a imensa cama king size vazia, lençóis de seda intocados, sem o calor do corpo dela. Sua expressão se fechou em uma carranca sombria, ele respirou fundo se moveu silenciosamente em direção a janela que exibia o espaço vasto. Ele sentiu uma batida familiar em seu peito, tentando afastar as lágrimas que ameaçavam cair, lutando contra os recessos mais profundos de sua mente torturada.
— Como ela poderia amar alguém com um coração aleijado como o meu? – Perguntou-se – Se eu nem posso sequer dizer-lhe três palavras; se não posso dizer o que sinto por ela... Então, eu não a mereço.
De repente, ele sentiu-se embriagado pelo aroma inebriante de jasmim e rosas de Themyscira flutuando no ar. O coração acelerou e ele olhou para porta por cima do ombro largo. Ele não ousou abrir os olhos, para apenas respirar profundamente...
Quando ele abriu os olhos, sentiu a dor dentro dele se desfazer. A luz da lâmpada iluminara sua pele viçosa, o corpo bonito, esguio, de musculatura desenhada sem exageros, mantendo a feminilidade e as curvas generosas.
Ela estava usando um vestido simples, com o cabelo preso em um rabo de cavalo que deixava alguns fios soltos caindo em seu rosto. A beleza das belezas, que embelezava até o desleixo.
— Bruce – Firme e suave... seu nome dito na voz dela parecia-lhe perfeito.
Seus lábios cheios, pintados de carmesim vibrante, se abriram para emoldurar o sorriso deslumbrante e os olhos azuis celestiais brilharam como letreiros, exibindo a mensagem de que estavam apaixonados.
Diana caminhou até o meio do cômodo e ambos se encontraram na mediana escala no centro do quarto, tendo Bruce tomado o caminho até ela, em um movimento consonante.
— Princesa – Ele se perguntara se em público, quando falava com ela, mesmo sua voz denunciava seus sentimentos. Ele nunca poderia saber. Porque ele jamais poderia fazer uma pergunta que revelava muito sobre ele, coisas que revelariam suas fragilidades e pontos fracos.
— Pensei que você estivesse voando para Themyscira... Clark me disse que lhe dera uma licença de uma semana para você poder passar um tempo com sua mãe e suas irmãs.
— Eu fui à Themyscira ontem, para celebrar 6 mil anos de reinado de minha mãe respondeu Diana, olhando profundamente em seus olhos – Mas meu coração estava angustiado, me pedindo pra voltar e eu retornei esta tarde. A noite eu vi a perseguição na TV.
— Você está bem, princesa? Você e Artemis se divertiram se machucando?
— Não me diga que você estava preocupado comigo, Bruce? – Ela sorriu, cantarolando cada palavra.
— Eu só estou verificando... – Ele ficou com os lábios apertados por um momento, o coração galopou em seu peito – A Liga precisa de você e uma equipe se preocupa com seus membros.
— Estou bem, Bruce! – Ela respondeu, formando um suave bico nos lábios, chateada com a resposta.
— Ótimo – Ele respondeu, apertando os lábios.
— Me admira que você esteja saltitando sobre carros perseguindo aquele psicopata quando há três semanas eu estive em Gotham para vê-lo e você estava na baía médica da caverna com duas costelas fraturadas e uma lesão no abdômen.
— Estou acostumado a consertar ossos quebrados, princesa.
Diana aproximou-se, estendendo a mão e tocando a cicatriz no bíceps direito.
— Ninguém suportaria o que você já suportou, Bruce. De onde você tira tanta força?
Bruce fechou os olhos e sussurrou... “de um amor... um amor que me dá esperança...”
— Você ama... alguém?
— Alguém... Sim, Diana. Eu amo! – Seus olhos permaneceram fechados.
Ele não viu seus olhos tristes... Imaginando quem fosse.
— É só um sonho, princesa... Eu nunca poderia tê-la. Mas se ela estiver no mundo, me basta para continuar dando o meu melhor por ele – Bruce respondeu, afastando os olhos dela. Ele abaixou a boca, lutando contra o entupimento das palavras na garganta.
— Talvez eu possa ajudar... – Ela tentou sorrir.
— Não pode, princesa – Ele parecia se fechar de novo.
— Bruce... – Diana sussurrou, mas sua voz baixa cortou o silêncio. Ela deu um passo à frente, colocando as palmas das mãos em seus firmes peitorais e encontrando seu nível dos olhos, e eles ficaram trancados nas sombras do outro com dor oculta.
— Você não deveria ter voltado para me ver – Ele se afastou dela. – Eu sou um perigo para você.
— Você me diz isso há muito tempo – Ela sussurrou.
— Sim, porque é verdade, princesa – Ele balbuciou, cruzando os braços sobre o tronco. – Haverá o dia em que eu vou entrar em um lugar muito escuro, e nunca mais vou sair de lá. Eu não posso arrastar você pra lá.
Diana balançou a cabeça: – Você sabe que nunca vou permitir que você fique neste lugar, Bruce.
Ele olhou com firmeza em seus olhos desafiadores:
— É você, Diana... Meu amor é seu... Eu penso em você e tudo faz sentido. Quando tudo era melancolia na minha vida, após a morte dos meus pais, deixou de ser quando você entrou nela... Eu posso me reerguer. Eu posso começar mais uma vez quando a deusa da lua ilumina minha vida. Diana, minha deusa... Eu sei que nunca poderia ter você, mas eu posso sonhar. Seu amor me salva da escuridão todas as noites, princesa.
Ela sentiu seu coração preencher-se, as lágrimas brotando em seu rosto, o homem que ela amava, nunca esqueceu seu amor por ela. Ela sabia... Ele nunca a esqueceu.
— Eu te amo, Bruce. Me deixe entrar!
Bruce sentiu os músculos da garganta contritos:
— Não posso fazer isso, Diana – Ele respondeu, fechando os braços em torno de sua cintura, os nódulos ásperos cavaram nas costas dela.
— Mas eu posso mostrar que te amo! – Ele rosnou, tirando a mão de suas costas, passando o fio de cabelo negro entre os dedos, e depois a pressionou contra ele enquanto sua boca faminta desceu sobre a dela.
You're the sound of a song and I can't get you out of my head/
Você é o som de uma música que não consigo tirar da cabeça
You're the calm in the storm/ Você é a calma na tempestade
You're the voice saying: Come back to bed/ Você é a voz dizendo: Volte pra cama
Maybe I'm just too tired to keep running/ Talvez eu esteja muito cansado para continuar correndo
Maybe you're what I never saw coming/ Talvez você seja o que eu nunca vi chegando
Seus lábios rígidos no início, os pensamentos se amontoando dentro dela, saboreando os lábios aquecidos dele. “pelos deuses”, ela sentia tanta saudade.
Ele a sentiu arfando. Os amplos seios subindo e descendo contra seu peitoral. Ela fechou as pálpebras, relaxou seu corpo contra o dele, curvas encaixadas perfeitamente com seus quadris delgados no corpo de Bruce. Como se sempre tivesse pertencido a ele.
Sua boca se moveu lentamente embaixo da dele, devolvendo o beijo com urgência proibida. Ele desprezou seus lábios na superficialidade e permitiu que sua língua escorregasse dentro da boca dela, devagar e implacavelmente.
As mãos estavam enroladas sobre os ombros, agarrando a parte superior das costas. Seus dedos se espalharam pelas curvas generosas de seus quadris, fazendo com que sua pele se inundasse com o calor e o vigor. Ela estava quente... Ele estava quente. A garganta queimou e os olhos ficaram nebulosos. Ela o beijou, longa e profundamente. Relaxando com o sabor ardente de sua boca escorrendo sobre a língua até que ela precisasse respirar.
Ela se separou dele, ofegante e olhando para seus olhos cintilantes. Tudo foi perfeito. Eles se deixaram amar novamente.
Bruce colocou a mão na mandíbula, aproximando seu rosto, "eu amo você, Diana". Ele confessou, beijando-a suavemente, sussurrando, como se tivesse medo de dizer-lhe.
Diana sorriu, "eu também te amo".
Os olhos de Bruce brilhavam com contentamento vívido e os lábios pressionados suavemente contra os dela com alívio. Ele sentiu os pedaços de sua vida solitária, serem reparados, pedaço por pedaço. Era alguém inteiro, não mais tão quebrado quanto ele. Não era alguém que ele precisava consertar. Ela poderia consertá-lo. Ele sentiu-se completamente novo. Renovadamente novo. Realmente vivo, pela primeira vez em sua vida.
Am I in your head, half as often as your on my mind?/
Eu estou na sua cabeça metade das vezes em que você está na minha cabeça?
If I don't make sense, please forgive me I can't sleep at night/
Se eu não fizer sentido, por favor me perdoe, não consigo dormir à noite
At least not alone, not anymore/
Pelo menos não sozinho, não mais
Not since I found what I never went looking for, and/
Não desde que encontrei o que nunca fui procurar, e
Now you're in my head/ I must've lost my mind
Agora você está na minha mente / Eu devo ter perdido a cabeça
O contato enviou tremores na espinha, fazendo com que eles se pressionassem um contra o outro com mais força. A necessidade de suporte adicional os fez empurrar o outro para a parede. Sua força superior venceu quase que imediatamente, fixando-o na parede atrás dele.
Quando seus lábios se fecharam no lábio superior, puxando-os, ela usou o lábio inferior para se aproximar dele. Sua língua se moveu para provar seu captor, levando-o a libertar seus lábios. Ela não teve tempo de se arrepender de suas ações quando sentiu sua língua entrar em contato com a dela novamente. As sensações fizeram com que seus lábios e línguas se movessem com um desejo frenético de aumentar o prazer, para satisfazer a sua crescente fome.
Perderam a noção de tempo, enquanto as sensações de seus lábios governavam as ações do resto do corpo.
Ela nunca viu cicatrizes assim antes. Ela nunca pensou em como ele sofrera nesta vida, já que nenhuma das suas lesões deixou um traço físico dessa magnitude. Sua mão pousou delicadamente em seu peito, como se estivesse tocando uma pintura que ela não deveria tocar. Ela rastreou as cicatrizes com reverência amorosa, perguntando-se sobre a fonte de cada uma delas. Como se a mão delicada não fosse suficiente, ela abaixou os lábios no peito dele, beijando-lhe, amando-lhe o heroísmo, devotando-lhe todas as honras que ele merecia. O que o fez engasgar... e fechar os olhos.
Ela o amava de um jeito que ninguém mais sabia como... Porque ela era como ele. Em muitos aspectos!
Sem ser capaz de simplesmente ficar de pé, Bruce deslizou os dedos sob as tiras do vestido, fazendo com que o material de seda deslizasse pelo tronco e emperrasse em seus quadris. Ele moveu as mãos atrás dela, desfazendo os ganchos do sutiã.
Soltando os seios dela, sua pele impecável brilhou na frente dele, levando-o a fechar a distância mais uma vez, deslizando as mãos para baixo atrás de suas coxas enquanto ele a elevava e a movia para a cama. Ele se ajoelhou no pé da cama, deitou-a gentilmente e enterrou o rosto em seus seios, provando sua pele e se movendo até o estômago, deitando beijos como ele fazia em suas vidas desde sempre. Como se fosse instintivo.
Diana olhou enquanto Bruce a deitava, perdendo-se em seu corpo musculoso perfeito. Ele beijou o tornozelo, movendo-se lentamente pelo calcanhar e a perna, atrás do joelho... cada beijo enviando uma sacudida até o núcleo sensível, ganhando um leve gemido que só aumentou de intensidade com cada beijo sucessivo.
Suas mãos apertaram os lençóis, desejando algo mais duro para segurar, mas não se atreveu a interrompê-lo antes de antecipar para onde ele a estava levando. Depois de um último beijo no interior da coxa, ele tentou ignorar o gemido dela para deslizar os dedos de cada lado de seus quadris antes de puxar a calcinha lentamente pelas pernas, sabendo que o tecido criaria uma intensa fricção na sua pele já sensível.
Ele deu a si mesmo uma fração de segundo para arrastar os olhos por seu corpo. Seus seios estavam mexendo, indicando sua respiração aumentada. Ele lembrou-se de como eram delicados e desejava voltar para eles. Suas mãos estavam inquietas, agarrando e puxando nos lençóis. Suas pernas também estavam agitadas, esfregando-se contra os lençóis, os dedos dos pés ondulados e desenrolados.
You're the scars on my skin/ You're the past I don't wanna erase
Vocês é a cicatriz na minha pele / Você é o passado que eu não quero apagar
You're the words on my lips that have left/ But I still seem to taste
Vocês é a fala que sumiu dos meus lábios/ Mas ainda pareço provar
Maybe I'm just too tired to keep lying/ Talvez eu esteja muito cansado para continuar a mentir
Maybe you're all I ever wanted/ Talvez você seja tudo que eu sempre quis
Ele abriu caminho entre as pernas, ansioso para provar o que ela tinha para oferecer no ápice. Uma vez na junção entre as pernas, ele colocou os braços sob as coxas, as mãos curvando-se e descansando na crista do quadril, o rosto colocado perfeitamente para deleitar-se.
Ele provocou-a suavemente seu sabor. Usando as mãos, ele empurrou os quadris para baixo, massageando as cristas através de sua pele. A julgar por seus gemidos, ele sabia que tinha que acabar com sua provocação ou ela não duraria muito tempo com ele.
Seu grito indicou que ele havia chegado lá. Seus sentidos ficaram sobrecarregados e ela perdeu todos os sentidos quando seu orgasmo a percorrera.
Diana estendeu a mão para ele vir até ela. E Bruce deslizou sobre sua pele corada, inalando seu cheiro inebriante. Suas mãos suavemente seguraram seu rosto enquanto olhava nos olhos dele. Ele estava desejando por ela, mas podia dizer que ele estava controlando a si mesmo, esperando sua permissão. Ela lambeu os lábios, saboreando-se sobre ele. Ela puxou-o para mais perto, fechando seus lábios contra o dele enquanto sentia seu peso deliciosamente pressioná-la, saboreando o contato de sua pele sobre a dela.
Depois de saboreá-lo completamente, Diana começou a dar-lhe a recompensa por seus serviços na mesma moeda. Seu toque gentil fez com que ele se contorceu, sua mão agarrando os lençóis enquanto o outro apertava a coxa dela. Ela podia sentir seu coração trovejando... Ele a amava!
There's an empty space beside me/ And I'll keep it that way
Há um espaço vazio ao meu lado/ E eu vou mantê-lo assim
Until you're here/ I need you here
Até que você esteja aqui/ Preciso de você aqui
There was another face beside me/ But I sent it away
Havia outro rosto ao meu lado/ Mas eu o mandei embora
Cause you're not here/ Here
Porque você não está aqui/ Aqui
Depois de alguns golpes, ela o guiou para dentro de si, fazendo com que ambos gritassem com prazer. Baixando os quadris completamente, ela deslizou ambas as mãos no peito dele, pegou suas mãos, prendendo-as acima de sua cabeça, abaixando os lábios para os dele.
O balanço lento e gentil de seus quadris enviou ondas de prazer através de ambos os corpos, fazendo-os gemer um sobre o outro. Ela podia vê-lo implorando com ela enquanto tentava mover as mãos, querendo sentir a pele, segurá-la, mas manteve-as presas no lugar.
Através da névoa em sua mente, ela percebeu o poder que ela tinha sobre ele. Bruce, que nunca abandonou seu controle, deu-lhe o poder. Porque ele a amava. Ela sentiu uma onda de emoção desenfreada em seu peito quando ela olhou para aqueles olhos amantes, por vidas, por milênios.
Liberando uma de suas mãos, ela imediatamente sentiu que ela se curvava em sua cintura enquanto ele a aproximava ainda mais. Descansando a testa contra o dele, ela sentiu que eles se aproximavam do clímax mais uma vez.
O torso de Diana gradualmente ficou manco quando seu orgasmo diminuiu e Bruce se levantou para apoiá-la, envolvendo um braço em torno de sua cintura. Enterrando o rosto no pescoço, ele lentamente a virou e a deitou, usando a mão livre para virar o rosto para ele. Seus olhos esmaltados gradualmente se concentraram nos dele, percebendo como ele estava feliz dentro dela.
Estabelecendo um ritmo confortável com seus quadris, ele descansou seu rosto no canto do pescoço, sugando sua pele. Recordando seu desejo anterior, ele arrastou sua cabeça para baixo em seu corpo em seus seios, saboreando a suavidade que eles ofereceram-lhe.
Deixando as alturas de seu amor realizado na carne, eles foram aos poucos, se aclamando.
Diana podia sentir o coração de Bruce batendo devagar através de seu peito, seus olhos relaxados enquanto a olhavam. Ela tentou transmitir seus sentimentos com os olhos dela, prazer em ver uma emoção semelhante refletida no dele.
Ele se tornara vulnerável a ela e ela iria apreciar a dádiva sem ser gananciosa. Ela sabia que ele não se retiraria, não iria embora, como tinha feito há dois anos, desde que se conheceram.
Acariciando sua bochecha, quando ele fechou os olhos, ela o deixou dormir. Satisfeita por ele ter procurado conforto nela. Ela envolveu seus braços ao redor dele, abraçando-o, para seguir-lhe em um sono bem-aventurado.
Am I in your head, half as often as your on my mind?
Eu estou na sua cabeça, metade das vezes que você está na minha cabeça?
If I don't make sense, please forgive me I can't sleep at night
Se eu não fizer sentido, por favor me perdoe, eu não consigo dormir à noite
At least not alone
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