Redescobrindo o Amor
27 Uma Briga e Nomes com Poder
Notas iniciais
ANASTÁSIA STEELE
Entro frustrada no refeitório e procuro por Kate e Mia, mas não vejo nenhuma das duas.
—Olha se não é a novata.
Viro-me e vejo Leila se aproximar.
—Olha se não é a vaca. —Digo ficando mais nervosa.
—Me chamou de quê garota? —Ela grita chamando atenção;
—Precisa de cotonetes para limpar os ouvidos?
—Olha aqui garota, você pode andar com uma Grey, mas você não é ninguém!
—Tem certeza? —Digo com desdém. —Pelo que eu saiba as empresas Steeles são uma das solicitadas no mercado de trabalho.
—Você é um Steele?
—É o que diz minha certidão de nascimento. —Digo sorrindo de forma falsa.
—Você se acha muito esperta, não é mesmo?
—Se eu acho alguma coisa ou não, com certeza não é da sua conta.
—Abaixa seu tom comigo.
—Em primeiro lugar, eu falo no tom que eu quiser, e sem segundo, você com certeza não me diz o que fazer.
—Vadia! —Leila grita e levanta a mão pare bater no meu rosto.
Seguro seu pulso e dou um tapa em seu rosto empurrando-a.
—Meça as suas palavras! —Grito. —Não me compare a você.
Todos no refeitório começam a vaiar e Leila sai batendo os pés.
—O que foi isso Steele? —Kate pergunta se aproximando com Mia.
—Onde vocês estavam? —Pergunto nervosa.
—Ei, calma. —Mia diz. —O que houve?
—Nada!
Viro-me e saio andando em direção ao banheiro.
—Ana? —Kate chama vindo atrás de mim.
—O que aconteceu? —Mia pergunta.
—Me deixem em paz!
Entro no banheiro e jogo um pouco de água no rosto.
Prendo meu cabelo em um coque e solto os suspensórios da meu short.
—Porra Ana, você pode falar o que houve? —Kate diz nervosa.
—Eu briguei com aquele maldito do Bradley e depois tive que aturar aquele menina ridícula me provocando.
—Mas você arrasou no tapa. —Mia confessa e eu não consigo manter a cara séria.
—Isso é verdade. —Kate concorda. —Acho que todos gostaram; a maior parte da escola a odeia por ela ser uma vadia.
—Vocês são muito bobas.
—Mas que história é essa do Bradley?
—Ele veio dar em cima de mim, e nós brigamos.
—Uau! —As duas exclamam em uníssono.
Começo a contar detalhadamente sobre a briga, mas logo o sinal toca avisando que o intervalo acabou.
—Vamos voltar para a sala. —Mia diz sem nenhuma empolgação.
Reviro os olhos e nós três vamos para a aula de química. Assim que entramos na sala vejo a diretora atravessar a porta como um furacão e a vaca da Leila ao seu lado.
—Senhorita, me acompanhe. —Diz a diretora.
—Claro. —Sussurro tentando me controlar.
Levanto-me e olha para Kate e Mia.
Sigo a diretora até a sala dela e me sento em frente a sua mesa, assim como Leila que senta ao meu lado.
—E então, alguém pode me informar o motivo da briga? —Pede a Sra. Lambert.
—Eu não sei. —Leila começa a chorar com um cinismo. —Ela simplesmente me agrediu, e eu não fiz nada.
—Senhorita? —Pergunta a diretora me olha.
—Anastásia Steele. —A Diretora engole em seco ao ouvir meu nome. —Desculpa Sra. Lambert, mas eu realmente acho tudo isso um absurdo, eu fui agredida verbalmente, e acho que nem meus pais e nem meus tios ficariam felizes com isso. E agora, ela simplesmente me acusa, como se não tivesse culpa.
—Você é sobrinha dos Grey, certo? —Pergunta a diretora e percebo seu nervosismo.
—Sim.
—Pode me informar o que aconteceu?
—Eu acho. —Olho para Leila. — que pessoas como a Srta. Williams gostam de implicar com novatos, e a briga começou por isso, eu sei que me exaltei, mas eu tive meus motivos.
—Claro, com toda a razão. —Diz a diretora.
—O que? —Leila diz parando com seu cinismo. —Você vai acreditar nela?
—Eu vou pedir que você se acalme!
A porta é aberta de forma brusca e nós nos viramos vendo Christian entrar.
—Eu posso saber que porra está acontecendo aqui? —Ele berra.
—Sr. Grey. —Diz a diretora mais nervosa ainda.
Ih fudeu!
Ah, quem precisa de inimigos quando se tem um Christian Grey Esquentadinho?
—Que história é essa que você se meteu em uma briga Anastásia? —Christian grita, mas eu vejo seu olhar divertido.
Cara de Pau!
Como ele consegue?
—Sr. Grey, não foi culpa dela. —Diz a diretora e eu mordo o lábio para não rir. —Ela foi provocada.
—Ah, foi? —Christian diz. —Então espero que você discipline melhor seus alunos. Vamos embora Anastásia.
Christian segura meu braço e eu levanto, ele olha minha roupa de cima a baixa e agora eu acho que ele ficou nervoso, pois a forma que ele me puxou da sala da diretora não foi nada gentil.
—Ei. —Digo puxando meu braço.
—Você não deveria vir vestida assim para escola.
—Falou o cara que adora tirar minha roupa. —Digo e Christian me fuzila.
—Você tem sorte por ter razão.
—Ah, claro! —Digo rindo. —Como você soube?
—A Mia me contou.
—E ai você veio salvar a donzela em perigo?
—Não muito donzela, porque pelo que ouvi você deu um tapa nela.
—Eu queria ter dado muito mais, tipo um tiro, ou até mesmo explodir uma bomba em sua cabeça. —Digo com raiva. —Mas um tapa foi o suficiente.
—Você é sem dúvidas uma terrorista Anastásia, no segundo dia de aula já quer matar alguém.
—E você me ama por isso.
—Claro que amo.
Christian sorri e me dá um beijo rápido.
—Volte para a sala, te vejo depois.
—Tudo bem. Eu te amo.
—E eu te amo.
Christian se vai e eu vou para a sala.
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