Redescobrindo o Amor
32 Consequências
Notas iniciais
CINCO MESES DEPOIS...
CHRISTIA GREY
Já faz cinco meses que ela se foi, cinco meses que tenho sentido a minha vida vazia e sem nenhum sentindo. Tudo roda em torno do trabalho e de tentar achar Anastásia, mas eu não tenho nenhuma pista, elas simplesmente sumiu, e eu temo que algo possa ter acontecido a ela. A cada dia fica mais difícil achá-la, na verdade, eu nem tenho mais certeza se vou encontrá-la.
Sinto a dor consumir todo meu peito a cada minuto e hora longe dela. Todo o dia tenho a sensação de estar morrendo mil mortes, eu sinto tudo queimar por dentro, e nada pode me curar.
O sol se pôs lá fora e se esqueceu de nascer outra vez.
Como eu pude me apaixonar tanto por uma garotinha? Ela não sai da minha cabeça.
Ela tem um jeito todo atrapalhado e confuso, é especialista em fazer um bom drama, sem contar sua bipolaridade. Mas é dona de um jeito único e cheia de mistérios. Ela não tem e nunca teve intenção de prender quem ama, e impor as suas regras, porque sabe que amar é liberdade. Ela não queria mudar qualidades, os defeitos ou os costumes de quem estava ao seu lado. O que ela queria era despertar o melhor que as pessoas podem ser.
E ela sempre tinha razão... Eu nunca me entreguei por inteiro, vê-la com aquela coragem toda me dava medo às vezes, ela sempre enfrentou tudo com um sorriso no rosto, dando as respostas que todos evitavam ouvir, sempre foi forte e me ajudou a ser forte... E mais uma vez eu falhei com ela.
Eu acho que fui egoísta demais e esqueci que o que me importava realmente era todo o amor que só ela conseguia me dar.
A forma como ela me compreendia e me escutava. Como ela sempre pegou no meu pé e me incentivou a correr atrás do meus sonhos.
Tudo que eu tenho, foi ela quem me fez conquistar, e agora que ela não está mais aqui, nada disso faz sentindo.
ANASTÁSIA STEELE
Cinco meses... Cinco meses encasáveis de dor e sofrimento, como eu fui tola. Eu nem o deixei explicar, achei que ele estava errado, que ele tinha mentido. Eu fui tão idiota, tão burra.
Ele fez tanto por mim, e me amava. Ele enfrentou os seus medos só para ficar ao meu lado, e eu o magoei com todas aquelas palavras.
Eu fugi e não dei a chance dele explicar nada.
Graças ao meu maldito medo eu estraguei tudo de novo.
Ouço como um sussurro a frase do meu pai "...Não te atormentes minha menina, dias tristes são um mal necessário, pois até as arvores secam, quase morrem para depois florescer..."
Fecho meus olhos e solto um logo suspiros. Minhas mãos já estão dormente e minha cabeça está doendo pela fome... Eu não acredito que vou morrer nas mãos desse monstro.
A porta se abre e a claridade bate nos meus olhos fazendo com que eu os feche.
—Olá Anastásia... —Elena diz sorrindo.
Fale com o autor