Redenção Tomione
26 Muito Mais Que Um Presente (Parte I)
Notas iniciais
MUITO MAIS QUE UM PRESENTE
Parte I
— Tom, o que na terra é esse cheiro? — Hermione perguntou enquanto ela enrugou o nariz em desgosto.
Tom apenas riu. — É um esgoto Hermione, o que você esperava?
Uma rachadura sob os pés de Hermione fez com que ela rangesse os dentes enquanto ela seguia Tom pelo esgoto mal cheiroso e úmido abaixo Hogwarts. Ela sabia que eles eram apenas esqueletos de ratos, mas o pensamento de pisar em alguma coisa morta naquele lugar a fazia se sentir um pouco enjoada.
— Sabe Tom, de repente eu não me sinto tão bem. — Hermione mentiu. — Eu acho que preciso voltar para a ala hospitalar.
Tom parou a meio passo e olhou para Hermione, o aborrecimento escrito claramente em seus olhos escuros. — Hermione, eu passei uma hora discutindo com Madame Pomfrey para que ela liberasse você e você estava muito feliz em sair de lá. Agora você diz que quer voltar só porque você está com medo, mas você realmente acha que eu deixaria alguma coisa acontecer com você? Além disso, pelo que você me contou o basilisco foi morto há anos e ela era a única ameaça aqui.
—Ela?— Hermione perguntou carrancuda para ele.
— Nági era uma menina. — Tom respondeu secamente. Por muitos anos ela fora sua única amiga.
— Que encantador. — Hermione foi ironica.
— Hermione, pessoas tem cachorros, gatos, passarinhos, papagaios. Eu tinha a Nági e ela era a minha única amiga.
Hermione o encarou de forma insegura. Tom realmente parecia gostar de seu estranho e altamente perigoso animal de estimação.
Tom suspirou e segurou as mãos de Hermione na sua. — Eu sei que é um pouco assustador aqui embaixo, mas nada vai prejudicá-la. Esta é minha última chance de trazê-la aqui antes dos estudantes começarem a retornar das férias de inverno e eu estou morrendo de vontade de lhe dar seu presente.
Hermione sorriu e lançou uma das mãos para retirar a pequena chave de ouro escondida no bolso de seu vestido. Ela havia se recuperado no dia anterior de seu encontro com a morte e ficou surpresa quando Tom tinha conseguido fazer com que Madame Pomfrey a liberasse da Ala Hospitalar. Malmente deu tempo da castanha tomar um banho rápido e vestir-se.
Ela estava extremamente animada quando Tom disse-lhe que estava levando-a para que ela pudesse descobrir qual era o seu presente, mas desde que ela deslizou para baixo do túnel escuro do banheiro das meninas perto das masmorras Hermione entrou em modo de defesa.
Ela corou quando percebeu o quão tola estava sendo e ela inclinou-se na ponta dos pés para beijar Tom na bochecha. — Eu sei que você não deixaria nada me ferir Tom. Desculpe-me por ser tão infantil.
Tom sorriu, expondo duas fileiras de dentes perfeitos e começou a conduzi-la mais uma vez através de um labirinto de túneis de esgoto até chegar a um beco sem saída. Após uma inspeção mais próxima, Hermione viu que havia algum tipo de porta circular fixada na parede.
Tom falou em língua de cobra e Hermione viu que a porta começou a destravar e abrir. Ele se virou para Hermione apenas para encontrá-la corando e olhando para seus próprios pés.
— O que há de errado? — ele perguntou.
Hermione olhou para ele e mordeu o lábio nervosamente. — Você falou em ofidioglosia novamente. — ela disse calmamente.
Tom fez uma careta. — Sinto muito se isso a incomoda, mas essa é a única maneira de...
— Não, — Hermione interrompeu. — Isso não me incomoda, é só... — ela parou de falar e mordeu o lábio novamente.
— O que é Hermione?— Tom perguntou. Ele a viu corar novamente e, de repente, ocorreu-lhe o que poderia ser.
O rosto de Tom se iluminou com um sorriso safado que só fez Hermione corar mais ainda.
— Isso é muito sonserino de sua parte... — ele disse suavemente. —Você acha que é sexy não é?
Hermione fez uma careta para ele. — Então, e se eu achar? — Hermione falou olhando para longe, corando feito um tomate maduro e fazendo um beicinho proeminente, mas não deixou de imaginar Tom falando em língua de cobra ao pé de seu ouvido e só esse pensamento enviou arrepios ao longo de todo corpo da castanha.
Tom resolveu provoca-la mais um pouco.
— Será que Harry conhece esse seu fetiche Srtª Granger? Alguma vez você levou-o a falar a língua das cobras para você antes de eu chegar aqui?
Hermione abriu a boca incredulamente.
—Tom Marvolo Rid... —
— Você estava esperando que fosse falar isso para você? — Tom interrompeu, os olhos brilhantes de malícia. — Você têm fantasias sobre isso?
— Oh Merlin, eu nunca deveria ter tocado no assunto. — Hermione gemeu. Ele estava se divertindo muito com isso.
Tom inclinou a cabeça para baixo mais perto dela e levou os lábios ao seu ouvido. Ele sussurrou algo em língua de cobra e reprimiu um sorriso quando sentiu o arrepio Hermione.
— O que... O que você disse? — Hermione perguntou.
— Eu me considero muito cavalheiro para dizer isso normalmente. — Tom disse, sorrindo e mordendo os lábios.
Hermione respirou profundamente.
— Sério? — ela se inclinou e sussurrou algo em seu ouvido neste momento. — Tom Riddle... Você não imagina o quanto eu quero voltar a fazer aquilo que fizemos na sala vazia.
— Hermione Granger! — ele exclamou.
Foi a vez de Hermione de sorrir maliciosamente. — Você não deveria ter me tentado sr. Riddle.
— Eu não estou reclamando senhorita Granger.
Hermione riu e deu-lhe um rápido beijo nos lábios. — Hum, eu realmente quero saber qual é o meu presente agora.
Tom sorriu e pegou a mão de Hermione e a levou até a entrada da Câmara.
— Bem-vindo à Câmara Secreta, Hermione.
Hermione olhou para a sala e deixou escapar um suspiro tranquilo. A vasta caverna estava cheia de pilares de pedra que sustentavam um teto que estava longe demais para ser visto. Pedras esculpidas com cabeças de serpente estavam alinhadas a um caminho que levava a uma enorme estátua da cabeça de um homem no final da Câmara. Na base da estátua havia algo grande e esquelético que ambos sabiam ser o basilisco derrotado.
No estado de Hermione de espanto ela não tinha realmente percebido para onde estava se encaminhado. Ela caminhava lentamente para poder absorver cada mínimo detalhe da Câmara e ele ficou muito contente ao vê-la tão cativada.
— É lindo, não é?— Tom perguntou-lhe em voz baixa.
Hermione balançou a cabeça e continuou a andar nas suas imediações. Havia um estranho brilho verde e mágico no lugar que acrescentava uma beleza maior a sua mística. O lugar também não cheirava mal como o resto dos esgotos, o que foi surpreendente, considerando o fato de que o basilisco estava apodrecendo lá por vários anos. Talvez fosse algum tipo de magia impregnado no ambiente, afinal aquilo tudo fora criado por um dos fundadores de Hogwarts.
Uma vez que o casal chegou ao final do caminho ficaram cara a cara com os restos remanescentes do basilisco. Hermione ficou surpresa com a rapidez com que tinha decaído, considerando o seu tamanho.
Sua atenção estava focalizada na estátua diante deles. Era de um homem com cabelos compridos e uma barba ainda maior. Ele lembrava a Hermione algum tipo de deus mitológico e ela se viu tendo algum respeito por ele, mesmo sabendo quem ele era.
— Salazar... — Hermione disse. Tom sabia que era uma declaração em vez de uma pergunta, mas ainda assim ele acenou com a cabeça dizendo que sim.
— Hmm. Engraçado... — Hermione pensou.
— O que? — Tom perguntou.
— Ele não parece com você. Tem certeza que ele é mesmo seu ta-ta-ta-ta-ta-ravô?
Tom olhou para ela por um momento antes que ele começasse a rir.
—Você é mesmo uma atrevida. — ele disse a ela com carinho.
Ela apenas sorriu para ele e o casal voltou a olhar ao redor da Câmara, quando algo chamou tanto as suas atenções.
Esparramada no chão a poucos metros de distância da cobra gigante havia uma poça que parecia ser tinta preta e seca. Tom deu a Hermione um olhar confuso que ela sabia ser a sua maneira de perguntar como aquela tinta tinha ido parar ali.
— Harry não lhe contou o que aconteceu aqui embaixo entre ele e sua memória? — Hermione perguntou.
— Ele só me disse que ele foi capaz de destruir o diário, mas ele não disse como.
Hermione deu um pequeno sorriso antes de virar para olhar para a tinta seca no chão.
— Harry foi capaz de destruir o basilisco com a espada de Gryffindor enfiando-a em sua cabeça, ou algo parecido. Ele enfiou a espada pela boca do basilisco, mas foi ferido por um de seus dentes. Ele estava morrendo, mas depois Fawkes, a Phoenix de Dumbledore, o curou com suas lágrimas e Harry perfurou o diário com a presa que havia se desprendido da boca de Nági — Hermione tentou mostrar um pouquinho de respeito pelo animal de estimação de seu namorado. — Ele disse que essa tinta começou a jorrar do ferimento causado no diário até que ele morresse digamos assim, razão pela qual essa poça está aí.
Tom olhou para ela de olhos arregalados, ele limpou a garganta. — Eu acho que Harry faria uma fortuna se ele escrevesse livros sobre todas as suas aventuras. Um livro para cada ano que ele está na escola. É... Ele seria o mais rico bruxo em toda a Grã-Bretanha.
Hermione sorriu carinhosamente para ele. — Eu acho que Harry tem fama suficiente para uma vida inteira. Mas escrever a história dele não é uma má ideia. — Hermione riu condescendente.
— Bom, basiliscos bem mortos e livros de lado, eu acho que é hora de você finalmente ver o seu presente. Você tem a chave? — Tom perguntou.
Hermione abriu sua mão direita e mostrou a Tom a chave de ouro pequena que descansava na palma da mão.
Tom sorriu e levou Hermione em torno do esqueleto do basilisco, até que ficaram na frente a uma poça d’água que Hermione não tinha notado antes.
Os olhos de Hermione se arregalaram quando ela olhou para a água escura. — T-tom... Não vamos mergulhar aí, não é? — ela perguntou, inquieta.
— Não seja boba. — Tom disse. Hermione soltou um suspiro aliviado.
— Nós vamos nadar aí. — Tom disse alegremente.
— O quê! Mas você acabou de dizer... Você disse que não íamos mergulhar nessa água preta! — Hermione gritou.
— Exatamente Mi! Você me perguntou se íamos mergulhar ali, que é uma grande diferença de apenas nadar pela superfície. —Tom explicou.
— Oh maravilhoso. — Hermione disse revirando os olhos. Ela olhava apreensivamente para a água turva.
— Tem certeza que você é mesmo uma grifinória Hermione Granger? — Tom ralhou com ela suspirando logo em seguida. — Acho que não tem ir se você não quiser. — ele puxou sua varinha de dentro de seu manto e ajoelhou-se à beira da água. Ele murmurou um encantamento e tocou sua varinha na água e viu quando ela começou a congelar.
Uma vez que a pequena piscina estava completamente congelada, ele se voltou para cima e sorriu para sua namorada que fazia beicinho.
— Exibido. — Ela resmungou. Seu beicinho desapareceu, no entanto, quando ela aproximou-se dele para beijar seus lábios em agradecimento. Um selinho casto.
Tom sorriu e mudou de lado, inclinando-se ligeiramente e gesticulando com a mão para ela continuar. — Primeiro as damas, milady. — ele disse, olhando para ela e piscando com um sorriso encantador.
Hermione deu uma risadinha e se mudou para a água congelada. Ela colocou seu pé suavemente sobre a superfície vítrea e, em seguida, mudou-se completamente sobre ela. Uma vez que ela estava certa de que era estável, custou a ambos cerca de cinco minutos para atravessá-la, uma vez que o gelo era escorregadio, mas ambos alcançaram o outro lado de forma segura e rindo por todos os escorregões que levaram.
Hermione e Tom estavam agora de pé sobre a plataforma de estátuas, em frente da boca de Salazar que era aberta em forma de um 'O' gigante.
Hermione engoliu quando ela olhou para dentro da boca e não viu nada além de escuridão.
— Por favor, não me diga que estamos indo para lá.
— Não agora. Ali é onde o basilisco vivia. Mas esse não é o seu presente. — Tom disse. — Essa chave abre alguma coisa por aqui.
Tom pegou a mão dela mais uma vez e levou-a ao redor da cabeça da estátua onde parou apenas abaixo de sua orelha. Havia uma rachadura lá que não parecia que estar lá por acaso.
—O que é isso? — Hermione perguntou.
— Em meus estudos sobre ele, descobri que Salazar foi ferido em uma idade jovem, logo abaixo da orelha direita. A lesão nunca cicatrizou direito o que lhe custou com uma cicatriz horrível que nunca diminuiu. Este crack é representa essa cicatriz.
— Mas o que isso tem a ver com esta chave? — Hermione perguntou.
— Isso abre o compartimento que está escondido aí. — Tom disse. —Você vê um buraco de fechadura pequeno, bem no meio do crack?
— Ah, agora eu vejo. — Hermione disse quando ele apontou o local. Seu entusiasmo crescia vertiginosamente a cada minuto.
— Bem, abra e veja o que está dentro. — Tom disse com um sorriso.
Hermione sorriu para ele, então, aproximou-se do crack. Ela colocou a chave de ouro no buraco da fechadura pequena e girou uma vez para a esquerda. Ela recuou quando o crack de algum modo conseguiu abrir, revelando um pequeno compartimento que estava escuro demais para ver por dentro.
Hermione olhou para Tom.
— Bem, o que você está esperando? — Ele disse, sorrindo para ela. —Coloque a mão aí dentro.
Hesitante, Hermione colocou a mão dentro do buraco pequeno e escuro, até que ela sentiu algo contra os dedos.
— É um livro! — ela exclamou quando ela puxou-o para fora de seu esconderijo. Ela segurou o antigo livro em suas mãos e examinou-o de perto. A capa era feita de couro e tinha uma aspecto usado e desgastado em alguns lugares e as páginas tinham amarelado com a idade, mas todas ainda estavam intactas.
Hermione abriu a capa e engasgou. Os nomes de todos os quatro fundadores de Hogwarts estavam escritos na primeira página.
— Isso foi... Isso pertencia a... Aos quatro fundadores. — Hermione disse em reverência.
Tom riu. — Exatamente. Você quer saber sobre o que é esse livro?— ele perguntou.
Hermione assentiu com a cabeça. Ela não tirava os olhos dos quatro nomes escritos ali. Cada fundador tinha caligrafia maravilhosa, com letras cursivas que corriam fluidamente através das páginas.
— É sobre o início de Hogwarts. Cada fundador escreveu todos os feitiços que foram utilizados para a criação e proteção do castelo. Eu acredito que, pouco antes Salazar deixar a escola, ele foi capaz de roubar o livro e escondeu-o aqui nesta Câmara. Ele deve ter planejado que o seu herdeiro o encontrasse, a fim de descobrir alguns dos muitos segredos de Hogwarts, que foi exatamente o que eu fiz. Agora eu estou dando-o a você.
Hermione não tinha certeza se ela estava respirando. Ela era agora a atual proprietária de um livro escrito pelos próprios fundadores, que detinham muitos dos segredos de Hogwarts. Este foi o presente mais incrível que qualquer bruxa ou bruxo poderia receber.
— Foi-me dito inúmeras vezes por Harry e Rony de seu amor por Hogwarts – Uma História, então achei que você iria gostar disso.
Hermione olhou para ele e Tom ficou surpreso ao ver as lágrimas descendo suas bochechas coradas.
— Hermione, você está...
Tom foi cortado pelos lábios de Hermione enquanto ela pressionava-se firmemente contra a sua boca. Ela apertou o livro contra o peito com uma mão, enquanto a outra serpenteava ao redor do pescoço de Tom, a fim de trazer a cabeça dele para mais perto dela para que ela pudesse aprofundar o beijo.
Tom estava em choque por uns instantes, antes que ele a beijasse de volta tão profundamente quanto ela o estava beijando. Ele a puxou para perto dele e os dois permaneceram assim por alguns minutos antes que ambos tiveram que separar para tomar um ar muito necessário.
A testa de Tom descansou contra a dela, pois ambos tentavam recuperar o fôlego.
— Então, eu acredito que você gostou do livro. — Tom disse, sorrindo como um idiota.
Hermione, ainda incapaz de colocar a sua gratidão em palavras, inclinou-se e beijou-o mais uma vez.
Ele tomou isso como um sim.
O beijo foi aprofundando-se, tornando-se mais voraz, avassalador. As mãos de Tom começaram a ganhar vida. Era mais forte do que ele. Todos os sentimentos misturados. Ele sentia-se extremamente aliviado por sua castanha estar bem, por ela estar viva. Ele chupava a sua língua avidamente enquanto puxava o corpo dela para perto do seu. Afastaram-se um pouco e Hermione deu um riso malicioso. A castanha sentia-se cada vez mais fora de si. Merlim, Tom a estava deixando louca.
— Quero morder essa boca... — Tom falou sensualmente. Ele não podia evitar. Os lábios entreabertos da castanha estavam tão vermelhos do beijo que haviam acabado de ter. As palavras pareceram um dispositivo incendiário fazendo o sangue da castanha ferver. Tom a beijou novamente, sugando-lhe o lábio inferior, logo em seguida puxou-o delicadamente com os dentes. A castanha gemeu. As mãos de Tom começaram a passear suavemente pelas costas da castanha, caminhando por cima do tecido de seu vestido. As mãos dele encontraram a nuca de Hermione, entrelaçando os dedos longos nos fios de cabelos macios e fechando as mãos um pouco. A posse começava a surgir lentamente e a castanha se entregava cada vez. O corpo de Hermione moveu-se para frente. Era involuntário. Tom a empurrou para o lado da estátua, deixando o corpo dela ficar contra o mármore frio. O beijo não parava, tornando-se cada vez mais intenso enquanto agora Tom, com a outra mão, a que não estava entrelaçada em seu cabelo, apertava a carne macia da cintura de Hermione. As mãos de Tom desceram até as nádegas cheias de Hermione apertando a carne e continuou descendo até a parte de trás da sua coxa, suspendendo-lhe uma das pernas pela parte de trás de seu joelho e fazendo com que ela colocasse essa perna ao redor de sua cintura. Tom empurrou seu corpo já desperto para frente, roçando os corpos com mais intensidade.
— Hermione — Tom murmurou descendo o beijo para o queixo de Hermione, mordiscando o local, o que fez a castanha gemer novamente. Ele continuou descendo com os beijos até alcançar o pescoço da castanha. Ele passou a ponta da língua de baixo para cima em toda a extensão de sua jugular, roçando os seus dentes logo em seguida.
As mãos de Tom agora desciam as alças do vestido de Hermione, enquanto beijava e mordia seus ombros desnudos, nunca deixando de fazer a movimentação do seu quadril para frente, fazendo com que os corpos se friccionassem. Isso estava deixando a castanha louca de vontade e ela respondia a altura também inclinado seu quadril pra frente, buscando o seu próprio prazer. Um dos seios de Hermione fora exposto, o bico rosado e duro fez Tom morder os lábios em antecipação. Sua boca foi direto à carne de seu seio e dessa vez a castanha soltou um gritinho pelo prazer que a boca quente de Tom lhe proporcionou. Sua língua rodeava as auréolas levando-a a um nível maior de prazer.
— Oh, Tom. — Hermione gemeu mais alto enquanto sua mão agarrou o cabelo macio do moreno. A castanha passava as mãos nas costas fortes de seu namorado. As mãos ganhando vida enquanto ela tentava puxar a camisa para cima. Ela queria vê-lo. Precisava disso.
— Hermione... — Tom sussurrou novamente tentando se afastar dela. Ela piscou confusa
.
— O... O que há de errado, Tom? — de repente ela sentiu-se confusa.
— Você disse que não estava pronta, lembra...? Se continuarmos assim, eu sei onde isso vai parar. — ele falou tentando conter uma careta pela dor de sua excitação refreada.
A castanha respirou fundo, colocando as mãos no rosto pálido e bonito de Tom.
— Eu não estava, realmente não estava, mas eram os meus próprios preconceitos que falavam mais alto. Eu amo você Tom Riddle. O amo com cada parte de mim. Com tudo o que eu sou. Eu te quero Tom, te quero e te desejo de uma forma insana e me sinto louca por isso. Eu não quero perder mais tempo. Eu estive a ponto de morrer e eu sabia que me arrependeria por não ter me permitido viver esse amor que temos dessa maneira plena. Entenda isso como a minha forma de dizer que eu confio plenamente em você e eu sei que tudo ficará bem. Tudo ficará bem quando você tiver que voltar, tudo ficará bem quando as coisas parecerem mais escuras, por que você é capaz de amar e você se permitiu ser amado. Vamos nos permitir, Tom. Vamos nos permitir enquanto ainda temos tempo.
Tom sorriu com lágrimas graves em seus olhos. O moreno não tinha palavras para responder aquele discurso maravilhoso. Ele só esperava ser bom o suficiente para que ela estivesse certa e para que ele realmente merecesse toda aquela confiança que ela sempre depositou nele. Ele diminuiu a distancia entre ele e sua castanha e voltou a beijá-la, dessa vez de forma mais casta.
— Quero te mostrar outra coisa. — ele sussurrou sorrindo e consertando a alça de seu vestido.
Ele deu a volta na estátua levando-a consigo até a boca de Salazar. Hermione estremeceu pela escuridão que tinha ali.
— Quero te mostrar algo. Lumus Solem — um raio de luz saiu da ponta da varinha de Tom iluminando o caminho a sua frente.
Ele puxou Hermione pelas mãos e entraram na boca escura de Salazar. Tom murmurou mais alguma coisa em língua de cobra fazendo um compartimento grande abrir lá dentro. Era uma porta.
Ali dentro havia um quarto magnífico. Uma grande cama de dossel centralizava o ambiente. Ela era de madeira escura, trabalhada e perfeitamente esculpida e dela pendiam cortinas de renda verde jade. O quarto todo era em prata e verde. Era magnífico, ostentoso. Havia grandes almofadas verdes e pratas em cima da cama.
Eles entreolharam-se novamente. As palavras esquecidas. Ali, naquele quarto secreto, dentro da câmara secreta, eles iriam ter a confirmação física do amor entre o dois.
...
O beijo voltou a acontecer voraz. Tom devorava a boca de Hermione. Um novo Tom assumindo a postura. Um Tom muito mais dominante. O Tom que tomava as rédeas da situação. O Tom que sabia exatamente o que fazer para provocar todas as sensações que queria que sua castanha sentisse.
Fale com o autor