Redenção Tomione
2 Evitando as Tentações
Notas iniciais
A Safi e a nova best beta do pedaço.
Ela irá postar os capítulos
Desculpem-me pelo fato de ter brochado
Não estou bem de saúde, estou trabalhando muto e to azuadinha da silva.
Será que alguem ainda aparece aqui?
Kisses
Debby
CAPÍTULO II
Evitando as Tentações.
Os três estudantes foram levados para o escritório de Dumbledore. Hermione não podia fazer mais nada e sentiu como se estivesse sendo levado para seu próprio funeral. Como o diretor havia encontrado-os? Ela pensou consigo mesma.
Hermione amaldiçoou sua sorte maldita quando percebeu que ela e Harry não tinha verificado o Mapa do Maroto antes de realizar o feitiço. Eles estavam ansiosos demais, nervosos demais e esse foi um erro imperdoável.
Se o tivessem feito, então eles poderiam ter adiado a magia por um momento e teriam esperado o diretor passar. Ela se sentiu como se estivesse se afogando.
— Pastéis de abóbora —, disse o diretor para o gárgula que protegia seus aposentos e logo em seguida o monstro de pedra saltou para o lado para o quarteto de passasse. Durante toda a viagem para o escritório de Dumbledore cada um dos quatro não tinham sequer pronunciado uma única sílaba, mas agora que eles tinham chegado ao seu destino, Hermione finalmente falaria.
— Diretor, eu sei que fizemos algo ilegal, mas é realmente minha culpa e não de Harry. Se você precisa de expulsar alguém, então que seja eu...
Dumbledore levantou a mão para silenciá-la. Se ele estava louco de raiva teria sido difícil dizer, pois ele parecia muito calmo sobre a situação toda. Hermione tremia por dentro.
— Primeiro, deixe-me dizer —, começou Alvo, — que ninguém será expulso.
Hermione e Harry soltaram um suspiro de alívio. Hermione tinha certeza que ela nunca tinha amado o diretor mais do que este momento.
— É muito interessante Srtª Granger, que você tenha escolhido o feitiço Reto Tempus, pois como tenho certeza que você sabe essa mágica está localizado em um livro que está na seção restrita da biblioteca e, por sua vez está fora dos limites para uma aluna de quinze anos de idade. —Dumbledore exclamou com os olhos cintilantes.
Hermione empalideceu. Ótimo, pensou ela, ele sabe que eu escapei para a seção restrita. Então por que ele não parece bravo ou louco...?
— Sentem-se vocês três, enquanto iremos avaliar toda essa situação e tudo o que ela implica. — os três estudantes cumpriram as ordens do homem mais velho e cada um sentou em uma confortável poltrona voltada para o diretor que se instalou na sua cadeira atrás da mesa.
— Primeiro Harry e Hermione, a razão pela qual que eu não estou louco ou até mesmo levemente irritado sobre toda esta situação é porque eu mesmo antes já havia considerado esta idéia. Tive a mesma idéia que você teve, Hermione, pensando que era uma maneira louvável de derrotar o Lorde das Trevas... Trazer de volta o seu jovem eu. — á menção de um Lorde das Trevas, Tom sentou-se um pouco mais reto em seu assento. Ele está falando de mim? Tom pensou consigo mesmo. De repente, ele sentiu como se ele fosse o único com problemas ali em vez dos outros dois estudantes que eram os verdadeiros culpados.
— Você pode ver Srtª Granger... Como eu tenho certeza que você tenha pensado exatamente a mesma coisa. Todo mundo tem o bem dentro de si. Exatamente, como você também deve ter pensado, Tom Riddle é o lado bom do que hoje chamamos de Lord Voldemort.
Neste momento Tom saltou de sua cadeira e olhou para o diretor com raiva e medo em seus olhos. Ele não sabia onde estava ou como essas pessoas sabiam sobre ele e seu —pseudônimo—, mas ele agora iria exigir respostas. O velho enxerido devia-lhe isso. Ele nunca antes gostou de Tom e Tom sabia que entre todos os professores, Dumbledore era o único que não acreditava em sua farsa minuciosamente montada.
— Em que ano estamos? — Tom perguntou com o pânico em sua voz. Ele começou a gritar levantando-se num impulso.
— Como vim parar aqui?
Como você sabe de Voldemort? Eu não fiz nada de errado e ainda assim você faz isso soar como se eu tivesse matado alguém. Eu exijo saber o que está acontecendo.
Neste momento Tom virou para olhar os outros dois alunos que estavam com ele e ele notou que ambos tinham empalidecido consideravelmente após sua explosão.
— Por favor, sente-se Tom, — Alvo disse em uma voz suave. — Eu sei que você está confuso e você tem todo o direito de estar, mas vou explicar tudo para você.
Tom lutou contra o impulso de continuar a gritar e decidiu que era melhor fazer o que lhe era pedido. Afinal, sua necessidade de entender o que estava acontecendo era muito maior do que sua necessidade de se defender.
— Para responder à sua primeira pergunta Tom, o ano é 1997.
Tom não podia acreditar, ele estava cinqüenta e quatro anos no futuro.
— Você está aqui Tom por causa dessas duas pessoas que se estão sentados ao seu lado, — Dumbledore continuou. — Você vê, nós vivemos em tempos perigosos neste momento. Há uma guerra acontecendo Tom. O lado bom parece estar perdendo. Mais e mais pessoas estão a desaparecer e sendo encontradas mortas e mais e mais estudantes estão saindo de Hogwarts para estar com suas famílias. Estes são tempos verdadeiramente cruéis e que exige medidas desesperadas. É por isso que você está aqui Tom... Nós precisamos de sua ajuda.
— Ajuda com o que? — Tom começou com cautela.
— Quero que você me ajude a derrotar o Lord Voldemort. Sim Tom, eu sei que é como você chama a si mesmo em seu próprio tempo. Eu sabia desde quando eu era o seu professor de Transfiguração aqui em Hogwarts. Como você vê os boatos foram se espalhando e você pediu a seus amigos íntimos para chamá-lo pelo nome de Lord Voldemort. Quando eu tinha descoberto isso sobre você Tom, eu percebi que você já estava imutavelmente decidido, então eu entendi porque você escolheu um nome que iria conduzir o medo nos corações de bruxos e de trouxas. — Dumbledore fez uma pausa quando percebeu quão assustado Tom estava olhando para fixamente para o rosto do diretor.
— Não fique tão assustado meu filho, pois você não está com problemas, no momento você de fato ainda está muito longe disso.
Dumbledore parou novamente e examinou o rapaz bonito na frente dele.
— Eu sei que você não é uma má pessoa Tom —, o diretor começou em voz baixa. — Algumas pessoas simplesmente ficam tão perdidas em sua própria dor que eles se focam para outras coisas que tomem as suas mentes que não seja a tristeza e a solidão. Coisas indevidas. Coisas cruéis. Você vai se tornar uma dessas pessoas, Tom. Você se tornará to obcecado com as artes das trevas que vai deixar isso consumirem-lo. Em seu futuro, você se torna o Lord Voldemort... O mesmo monstro que aterroriza o tempo que agora vivemos.
Parecia que Tom tinha esquecido como respirar. Ele sabia que um dia ele iria se tornar um mago muito poderoso, mas ele nunca pensou que iria se transformar em algo tão terrível. Ele agora sabia por que aquele menino de cabelos escuros tinha olhado para ele do jeito que ele fez. Embora tudo parecesse loucura ele não duvidava da veracidade das palavras do diretor. Como ele poderia ter se deixado tornar um monstro? Por que ele deixou o poder consumi-lo? Tom de repente se tornou dolorosamente consciente de que estava sendo encarado por essas três pessoas como se ele fosse algum tipo de aberração de circo, o que apenas o deixou mais constrangido.
— Então deixe-me entender tudo corretamente diretor Dumbledore — Tom colocou uma forte ênfase na palavra do diretor. — Você quer que eu o ajude a destruir a mim mesmo? O que você acha que eu sou, um louco?
— Sim, você é. — Tom virou para olhar para o menino de cabelos escuros que tinha acabado de falar pela primeira vez. Ele estava começando a se perguntar se o rapaz sabia como falar depois de ter permanecido tanto tempo calado.
— Nós dois, Hermione e eu, trouxemos você de volta para lhe dar uma segunda chance na vida. E só para lhe informar, no meu presente você é muito mais que louco, isso não definiria você, não mesmo. Você é um monstro. E agora nesse momento você teria que ser simplesmente estúpido de não aproveitar esta oportunidade, mesmo que embora, Merlin sabe, você não mereça isso. Você não tem idéia da quantidade de dor que você já derramou sobre as vidas de tantas pessoas... Incluindo a minha. — com isso, o menino de cabelos escuros levantou o cabelo que cobria sua testa e ele revelou uma cicatriz viva na forma de um relâmpago.
— Você me deu essa cicatriz quando eu tinha apenas um ano de idade, — Harry começou em um tom abafado. — Você matou meus pais a fim de acabar comigo porque foi profetizado que eu seria a sua ruína. Você não pôde me matar, no entanto, pois minha mãe havia colocado sobre mim uma velha magia de proteção, algo baseado no amor. Algo que você jamais entenderia ou esperaria. O seu feitiço voltou contra você e rasgou o seu corpo. Você não estava morto, mas você não era nada mais do que um espírito sombrio vagando no nada. Em seguida, há um ano atrás com a ajuda de um de seus comensais você foi trazido novamente a sua forma humana, se é que você poderia ser chamado disso.
Harry fez uma pausa e olhou para Tom com uma espécie de tristeza distante em seus olhos. — Um dos meus amigos morreu naquela noite por causa de você... Cedric Diggory tinha dezessete anos e era uma pessoa boa em natureza e em força e sua vida foi roubada dele por nenhum motivo. NENHUM. Eu não gosto de você Tom Riddle e eu não tenho nenhum motivo para gostar, mas ainda assim eu estou disposto a lhe dar uma chance... Se você for forte o suficiente para Agarrá-la. Você tem a chance de ser perdoado, para se tornar a pessoa boa que eu sei que você pode ser. Não deixe essa oportunidade escorregar por suas mãos.
Tom apenas olhou para o menino. Ele queria provar que era forte o suficiente para não deixar o poder controlar sua vida. Ele queria mostrar ao mundo que ele não era uma pessoa cruel e mal como seu pai tinha sido quando abandonou a ele e a sua mãe bruxa. Ele queria provar para si mesmo que ele podia ser forte.
Ele tem que ser impressionável. Hermione pensou aflita.
— Okay — Tom falou em uma voz trêmula. — Eu aceito o que o Sr. oferta.
— Harry —, concluiu o garoto. — Meu nome é Harry Potter. E essa bela garota ao meu lado faz parte dos meus melhores amigos. Hermione Granger. Sem dúvida é a ela que você deve agradecer. Se não fosse por ela eu não teria sido tão concedente com você.
Hermione corou e olhou para o chão com um sorriso subindo no rosto. Ela não podia acreditar que Harry tinha acabado de dizer aquilo sobre ela para Tom Riddle. Ela teria que agradecê-lo mais tarde por isso.
Tom levantou-se e apertou a mão de Harry e depois a de Hermione.
— Eu acho que é seguro dizer que eu não preciso de me apresentar — disse Tom com um pequeno sorriso que fez Hermione corar ainda mais. Ele parece tão bom quando ele sorri, ela pensou consigo mesma. Oh por Merlin! Hermione Granger, você está aqui para ajudá-lo a não para cobiçá-lo
Tom virou-se para o Dumbledore e descobrir que, pela primeira vez naquela noite, o velho bruxo estava sorrindo para eles.
— Diretor, eu estou disposto a tentar consertar as coisas. — que outra escolha que eu tenho? Tom pensou consigo mesmo.
— Excelente. Estou muito orgulhoso pela compreensão de vocês em relação a Tom. — disse Dumbledore.
— O que ele fará a partir de agora diretor Dumbledore? — Hermione perguntou.
— Isso é simples Sra. Granger. Tom será colocado na Casa da Grifinória, onde ele será capaz de escapar das tentações do poder que estão associados com a casa da Sonserina. Vou anunciar para a escola amanhã que ele é um aluno novo que veio transferido de Durmstrang. Não se preocupe em ser reconhecido Tom. As pessoas não sabem que Tom Riddle é Lord Voldemort e eles permanecerão assim. Você estará protegido aqui, bem de qualquer um que possa descobrir a sua verdadeira identidade.
Tom realmente não gostava da idéia de se tornar um Gryffindor, mas ele tinha que se lembrar que essas pessoas estavam fazendo algo muito perigoso para ajudá-lo, quando tudo o que realmente tinha que fazer era matá-lo. Seria a maneira mais lógica e rápida de matar o Lord das Trevas. Seria a maneira que ele faria se acaso estivesse em seus lugares. Tom nunca tinha tido alguém que realmente se importava com ele. A maioria de seus amigos foram bastante intimidados por ele ou se aproximaram por causa de seu poder. Assim, esta nova proposta de amizade e ajuda intrigava-o mais do que qualquer outra coisa que tinha acontecido naquela noite.
— Você vai dividir um quarto com Harry e seus colegas grifinórios e a você será dada as vestes próprias que correspondem a sua nova casa. Confio que Harry e Hermione irão apresentá-lo aos seus novos colegas. Estou certo?
— Sim senhor — respondeu os estudantes.
Dumbledore deu um suspiro satisfeito e levantou-se. — Acredito que vocês passaram por muita coisa hoje. Voltem para os seus respectivos quartos e durmam tanto quanto vocês puderem hoje à noite. Quando você chegar lá Tom, você vai encontrar uma cama para você, assim como vestes novas. Não tenha medo de perguntar coisas a Harry e Hermione. Pode conversar sobre quaisquer questões que possam estar incomodando você. E assim, dou-lhes uma boa noite.
Os três adolescentes se levantaram e desejaram ao diretor uma boa noite, bem como ele os havia desejado, e então se retiraram para seus dormitórios.
Os três ficaram em silêncio enquanto faziam seu caminho para os quartos Comunal da Grifinória. Tom sentiu-se um pouco nervoso em torno de ambos, especialmente Harry, que tinha todos os motivos para tirar sua varinha e amaldiçoá-lo naquela mesma hora fazendo Tom explodir em milhões de pedaços. O fato de que Tom havia matado os pais de Harry e ainda assim o menino estava disposto a ser seu amigo o deixava nervoso e confuso. Tom sentiu uma sensação de admiração para com o jovem de quinze anos.
— Você vai gostar da Grifinória. — Hermione começou, quebrando o silêncio desconfortável que cercavam o trio.
— Todo mundo é muito bom e vai aceitá-lo num piscar de olhos. Apenas atente para Fred e George Weasley, eles são os nossos fabricantes de travessuras residentes. — Hermione acrescentou com um sorriso.
Tom sorriu de volta. Por alguma razão ele se sentiu muito confortável com essa garota que ele acabara de conhecer. Ela não só era bonita, mas pelo que ele havia percebido até agora, ela parecia ser inteligente e carinhosa. Ele esperava que ele ter mais de sua companhia e se surpreendeu com aquele pensamento.
Harry percebeu os sorrisos sendo trocados entre os dois e ele não podia deixar de sorrir também. Parece que Hermione não irá passar muito tempo na biblioteca, agora que Tom está aqui, ele pensou. Agora, naquele momento olhando para Tom Riddle, era fácil vê-lo como uma pessoa diferente de Voldemort. Ele era apenas um garoto. Um garoto que sorria. Um garoto que precisava de amigos.
Eles chegaram ao buraco do retrato da Grifinória. Harry falou a senha e ficou de lado esperando a porta abrir. Tom olhou ao redor e percebeu como era diferente da partir da Sala Comunal da Sonserina. As masmorras eram tão sombria, fria e deprimente, enquanto aquele lugar era aconchegante e acolhedor. Ele gostou imediatamente.
— Bem, este é o lugar onde eu deixo vocês dois —, disse Hermione com um bocejo. — Eu vou encontrá-los aqui pela manhã... bem, é quase manhã praticamente, mas vocês entenderam o que eu quis dizer.
Como era comum ela deu um abraço em Harry, e para a sua surpresa havia abraçado Tom também. Ela corou depois de ter percebido o que acabara de fazer.
— Ah, e Harry, amanhã nós precisamos dizer a Ron e a Gina sobre Tom. Gina vai saber quem ele é de qualquer maneira e quando Ron ouvir o seu nome, ele saberá também, por isso é melhor apenas dizer-lhes de imediato.
— Isso é o que eu estava pensando também. Eu só espero que eles entendam... — Harry acrescentou tristemente. Ele odiava ter que fazer isso com Gina e talvez seria difícil convencê-la que Tom realmente queria mudar.
— Eu também espero — , disse Hermione. — Boa noite.
Ambos os meninos disseram boa noite e viram Hermione subir as escadas da ala feminina, que se estendia ao longo do caminho. Tom ficou incomumente triste vê-la ir, porque ele tinha um sentimento de que Harry não seria tão confortável com ele como Hermione tinha sido.
— Então eu quero saber sobre porque Ron e Gina não aceitariam... Ou isso é uma longa história? — Tom perguntou nervosamente.
— É uma história longa, — Harry disse. — Eu vou te dizer sobre isso amanhã, depois tivemos uma noite decente de sono.
— Harry —, Tom perguntou em voz baixa. — Estou realmente tão ruim neste momento?
Harry olhou para Tom por um momento e depois sorriu tristemente. — Eu tenho medo do que você é Tom, mas com a nossa ajuda e um pouco de esforço, você não tem que se tornar essa pessoa. Você tem que salvar a si mesmo.
— Eu vou tentar — Tom disse tentando imputar mais força em sua voz.
— Bom — Harry acrescentou sorrindo. — Agora vamos para a cama antes que eu desmaiar aqui no chão.
Com isso Harry levou Tom até o novo quarto, onde os dois meninos esperavam que fossem capazes de dormir um pouco depois de tudo o que tinha acontecido.
Fale com o autor