Notas iniciais
SarahGrifindor OBRIGADA PELA LINDA RECOMENDAÇÃO
Gente... Eu sei, eu sei. Demorei um século para postar esse bendito epílogo, mas eu precisava escrever a última parte dele e estava travada para isso. E sem contar meu excelentíssimo - e viciado em jogos online- esposo que não largava o bendito notebook para nothing!
Espero que vocês gostem.
E meus agradecimento a todos que estiveram presentes e que tiveram paciência comigo. E relevaram os erros e incoerências gramaticais. (relevem aqui também, tive que ser rápida porque minha vida está sendo uma coisa linda que se resume a falta de tempo)
Aii gente. To chorando... E quando marcar a opção "História concluída" vou me debulhar mais ainda em lágrimas. Um ciclo fechado. Enfim...
Debby, Mandy e Safi agradecem a paciência de vocês.
Muitíssimo obrigada a todos e todas.
Chega de conversa... Vamos lá ao enorme epílogo. *ficou grande mesmo* hahaha Kissus!

Epílogo


Onze anos.


Hermione Granger nunca se sentira tão animada e tão nervosa em sua vida. Ela não podia acreditar que ela estava aqui, no lugar que ela tinha sonhado há meses, desde que ela tinha conseguido a sua carta.


Hogwarts. Ela estava em Hogwarts, de pé no Grande Salão, e acima dela havia o teto encantado que ela tinha lido em Hogwarts, Uma História.


O livro não faz a devida justiça, porque tudo era muito mais maravilhoso do que ela poderia ter imaginado.


Ela sentiu uma leve pancada nas costas, enquanto olhava para o teto e ela olhou para trás por cima do ombro para ver quem tinha feito.


Foi aquele menino de cabelo preto que ela conhecera no trem.


Não tinha havido nenhuma cabine sobrando e ele perguntou se podia sentar-se com ela.


“Qual era o seu nome?” Hermione pensou consigo mesma. Potter ou algo assim... Oh sim! Harry Potter.


Eles haviam conversado o passeio de trem inteiro, para grande surpresa de Hermione. Ele parecia tão animado sobre Hogwarts como ela estava, apesar de ele ter dito que seu pai e sua mãe lhe tinham dito tudo sobre a escola, desde que ele era pequeno.


Hermione gostava de falar com ele. Ele era engraçado e inteligente e ele já sabia muito sobre magia.


Ela esperava que eles se tornassem amigos.

Deu-lhe um sorriso de desculpas quando ela olhou para ele com curiosidade.


— Desculpe, — ele sussurrou. — Alguém esbarrou em mim, e me fez esbarrar em você.


— Está tudo bem. — Hermione sussurrou de volta. — Está um pouco apertado agora.


Harry acenou e sorriu para ela. — Boa sorte com a classificação.


Ela sorriu de volta. — Você também.


Hermione olhou ao redor e viu uma mulher em vestes verde-esmeralda, que se apresentou como professora McGonagall. A velha bruxa desatou uma fita vermelha de um pedaço de pergaminho e desenrolou-o.


Havia um banquinho ao lado dela e empoleirado em cima dele havia um velho e desgastado chapéu de bruxo. Hermione franziu o nariz enquanto olhava para ele, a coisa velha precisava de uma boa lavagem.


— Quando eu chamar os seus nomes... — Professora McGonagall começou —, Você irá passar para frente, sentar no banquinho, e colocar o Chapéu Seletor em sua cabeça.


As mãos de Hermione começaram a tremer com os nervos. E se ela fizesse alguma coisa errada? E se ela tropeçasse e caísse na frente de toda da escola?


Ela balançou a cabeça e forçou-se a respirar profundamente.


— Vai dar tudo certo, Hermione. — ela sussurrou para si mesma. A forte sensação de déjà vu tomou de surpresa e ela levou o seu olhar para longe da fila da triagem, olhando ao redor da sala para... O que foi que ela deveria estar procurando?


Ela não tinha ideia do que estava acontecendo, ou porque quatro pequenas palavras iriam fazê-la reagir desta maneira, mas ela tinha certeza de que isso significasse alguma coisa. Se ao menos pudesse se lembrar.


Seu olhar foi subitamente chamado para a mesa principal, onde os professores e o diretor se sentavam enquanto observavam os trabalhos da classificação.


Ela olhou de um lado da mesa para o outro, ainda não tinha certeza do que ela estava procurando, até que ela trancou os olhos com um homem que estava sentado no lado direito do diretor.


Ah... Ah quanto tempo ele não olhava naquele rosto? Quantas décadas... Quantas décadas esperando por esse momento?


Hermione olhou-o com a expressão um pouco perturbada, então o seu rosto suavizou instantaneamente e ele lhe deu um sorriso caloroso, que ela rapidamente retornou.


Havia algo confortante sobre ele, mas Hermione não conseguia descobrir o que era.


Ele era um homem mais velho, mas definitivamente era o mais bonito em todo aquele ambiente. Ela pensou bonito? Não... Ele era estonteantemente maravilhoso e ela corou por ter esses pensamentos em relação a alguém que poderia ser seu tio ou numa hipótese dolorosa que a sua mente automaticamente rejeitou, o seu pai.


Ele tinha um desses rostos jovens, mas ao mesmo tempo carregava a sabedoria de uma vida inteira. Em relação a sua idade, era impossível adivinhar a sua idade real. Seu cabelo era escuro com nuances de cinza nas têmporas que davam-lhe um ar de imponência. A sua postura era perfeita, como um aristocrata, um lorde.


Ele tinha um poderoso e sábio olhar, naturalmente majestoso. Hermione não tinha ideia de quem ele era ou por que ela se sentiu tão... Feliz? Calma? Segura? Sim, era isso. Ele fez ela se sentir segura e misteriosamente como se tivesse encontrado seu lugar no mundo.


Que estranho...


— Hermione Granger!


Ela estava tão assustada que ela quase engasgou, mas conseguiu recompor-se com rapidez suficiente. Ela desviou o olhar do homem sorridente quando ela fez seu caminho através da multidão de primeiranistas.


Eles separaram o olhar e ela se viu em pé cara a cara com o Chapéu Seletor. Ela respirou fundo e mudou-se para perto do banco e, em seguida, sentou-se.


Ela colocou o chapéu velho na cabeça e prendeu a respiração.


Uma voz baixa de repente sussurrou em seu ouvido.


— Hmm... Você tem muita força de vontade, mais então eu estou acostumado a ver em alguém tão jovem como você ter isso. Você tem uma mente excelente. Um coração bom... Sempre preocupada com as pessoas mais próximas a você. E você é uma trabalhadora. Você ficaria bem em Corvinal, isso é certo, mas não é o lugar certo para você. Não, você tem o coração de um leão, e na cova dos leões você deve ir para Grifinória!


Hermione suspirou de alívio e tirou o chapéu estranho e falador para fora de sua cabeça. Ela pulou do banco e colocou o chapéu para trás. Antes que ela virasse, no entanto, ela chamou a atenção do homem que tinha estado olhando para ela antes e ela se surpreendeu ao vê-lo batendo palmas com tanto entusiasmo. E era sua imaginação, ou ele tinha um olhar... Orgulhoso?


Ela sorriu para ele, sem saber mais o que fazer, e então se virou e fez seu caminho em direção à mesa da Grifinória. Eles estavam todos batendo palmas para ela e ela não conseguia parar o sorriso largo que se espalhava por todo seu rosto. Ela se sentiu tão bem quando ela se sentou na mesa e ela estava contente que o Chapéu Seletor tinha colocado ela aqui.


Ela sabia que pertencia àquele lugar. A classificação passou muito rapidamente.


Ela estava muito contente porque Harry Potter tinha sido sorteado para a Grifinória também. Ele caminhou até a mesa, apertou as mãos de poucas pessoas, e depois se sentou ao lado de Hermione e começou uma conversa calma com ela imediatamente.


Ela sorriu o tempo todo, feliz que ela já encontrou um amigo na escola.


O ruivo alto chamado Ronald Weasley foi selecionado para a Grifinória também e ele foi rápido em fazer amizade com Harry e Hermione, falando ao mesmo tempo em que mastigava um frango assado e batatas cozidas quando a Festa de Boas Vindas começou.


Ele disse-lhes sobre sua grande família e apontou seus irmãos mais velhos (que também eram da Grifinória) e até o final da festa Hermione tinha feito mais amigos naquele momento do que fizera em sua vida inteira.


O dia não poderia ter sido mais perfeito.


Mas ainda havia algo incomodando ela.


— Ron, você sabe quem é aquele professor? — ela perguntou quando Ron tinha engolido uma boca cheia de comida.


Ela apontou o homem que tinha estivera olhando para ela antes, ele estava agora conversando com o diretor, mas os dois homens pareciam alegres enquanto eles conversavam.


Ron deu de ombros. — Não sei. Hey Percy! — ele gritou de repente. O outro ruivo levantou os olhos do prato e sorriu para seu irmão mais novo. — Quem é aquele lá em cima sentado ao lado de Dumbledore? O homem com o cabelo escuro.


Percy não teve sequer que olhar para cima. — Esse é o professor Riddle. É o filho do diretor Dumbledore e ele ensina Defesa Contra as Artes das Trevas. Ele é um excelente professor, está aqui há anos. Você vai aprender muito com ele.


— Riddle? — Hermione perguntou. O nome não soa familiar e, ainda assim era incomensuravelmente significativo. Era tudo muito bizarro.

Percy continuou. — Ele é realmente muito famoso fora da escola. Ele até tem uma Ordem de Merlin, Primeira Classe pelo seu brilhante trabalho no desenvolvimento de contra-encantos de duas das Maldições Imperdoáveis. Além de ser considerado o bruxo mais bonito da Inglaterra. — Percy retorceu um pouco os lábios em uma evidente discordância.


— Oh... Eu já ouvi falar dele. — Ron disse. — Ele também é considerado um dos mais inteligentes bruxos vivos, ou algum lixo parecido. Pelo menos é isso que o artigo no Profeta disse. Ele deve ser o orgulho do Diretor.


— Eu o conheço há algum tempo. — Harry disse. Todo mundo olhou para ele. — Ele ensinou a minha mãe e meu pai quando eles vieram para Hogwarts e eles realmente se tornaram bons amigos depois que se formaram. Ele visita nossa casa, às vezes. Ele é muito bom, apesar de meio estranho. Eu o peguei olhando para mim uma vez, quando ele foi visitar os meus pais, e ele parecia realmente, eu não sei, orgulhoso de mim ou algo assim.


Hermione olhou para ele com os olhos arregalados.


“É apenas uma coincidência”, pensou, tentando se acalmar. “Não exagere quando você não sabe de nada.”


— Esquisito... — Ron disse comendo mais um punhado imenso de comida.


— É, mas ainda assim, ele é um cara bom. Acho que minha mãe gostava dele quando ela era estudante. Meu pai gosta de provocá-la sobre isso. — Harry disse, rindo.


Os outros riram também e Hermione de repente sentiu-se melhor. Ela confiou na palavra de Harry, pois ele é o conhecido Professor Riddle e se Harry disse que ele é um homem bom, então ela acreditou nele.


Mas ainda era muito estranho. Quando o Grande Salão foi magicamente limpo fazendo toda a comida desaparecer, Hermione pegou o Professor Riddle olhando para ela novamente.


Ela corou e afastou-se com Harry e Ron em seu encalço.


O pequeno grupo de alunos da Grifinória do primeiro ano seguiram Percy Weasley enquanto ele os levou em uma excursão pelo Salão Comunal da Grifinória.


Hermione estava tão fascinada pelas pinturas animadas, as escadas móveis, a decoração magnífica do castelo, que ela mal conseguia manter-se com o resto do grupo.


Ela estava cercada de magia, onde quer que ela ia parecia que algo incrível estava acontecendo e ela mal podia conter sua excitação. Hogwarts era como um lugar dentro de um sonho e que ia ser a sua casa pelos próximos nove meses.


— Maravilhoso... — ela sussurrou, não percebendo que ela tinha dito isso em voz alta.


— É, não é?


Hermione pulou, assustada ao ouvir uma voz tão profunda, e ela se virou.


Seus olhos se arregalaram de surpresa quando viu quem era.


— Me desculpe, eu não queria assustá-la. — seu sorriso era caloroso e amigável, como tinha sido no Salão Principal.


— Eu sou o Professor Riddle. Eu serei seu professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, enquanto você estiver aqui.


Ele estendeu a mão e agarrou as mãos de Hermione.


— Eu sou Hermione Granger. — ela disse quando eles apertaram as mãos. — Eu sou do primeiro ano. — seu rosto ficou vermelho, logo que as palavras saíram de sua boca.


Que coisa estúpida de dizer! Claro que ele sabia que ela era do primeiro ano.


Mas o professor Riddle apenas sorriu novamente quando ele soltou a mão dela.


— Eu espero que você goste da minha classe senhorita Granger. Eu sou um professor muito rigoroso, mas a Srtª parece estar à altura do desafio.


Ela não sabia exatamente como, mas sabia que ele não estava brincando com ela. Ele parecia tão certo, como se ele já soubesse que ela era uma nerd...


— Eu vou fazer o meu melhor senhor. — ela disse, e ela quis dizer isso.


— Professor Riddle! — alguém gritou.


Foi Percy. Ele estava de pé com os outros primeiranistas a poucos metros de distância.


— É bom ver você de novo senhor.


— Prazer em vê-lo novamente também Sr. Weasley. — Riddle disse, sorrindo para ele. — Olá Sr. Potter! Estou contente por finalmente ver você aqui... Agora você pode decidir por si mesmo se as aulas são tão difíceis como os seus pais disseram que eram.


Harry sorriu, embora um pouco cansado. — Achei que eles estivessem apenas brincando comigo. — ele disse e depois corou.— Quero dizer, não que eu me importaria se as aulas forem difíceis, é claro.


Riddle sorriu para ele, aquele mesmo sorriso quente que ele tinha dado Hermione. — Claro, claro Sr. Potter.


Harry sorriu.


— E você deve ser Ron Weasley. — Riddle disse, olhando para Ron.

Ron engoliu em seco e assentiu com a cabeça, parecendo um pouco nervoso.


— Parece que você vai ser um jogador de quadribol excepcional um dia. Um goleiro reconhecido se meu palpite estiver correto. Eu vou ter que avisar a equipe da Sonserina para nos mantermos no pódio. — ele disse, e Hermione ficou surpresa ao vê-lo dando a Ron o mesmo sorriso quente e orgulhoso.


— Obrigado senhor! — Ron disse, sorrindo para ele.


Depois o Professor Riddle puxou um relógio de bolso e verificou o tempo. — Bem, é melhor eu estar no meu caminho. — ele disse. — Vocês precisam dormir. Todos nós teremos um grande dia amanhã. Sr. Weasley, me desculpe a interrupção.


— Nenhum problema senhor. — Percy disse.


Tom acenou com a cabeça e, dando ao grupo mais um sorriso, ele se virou e voltou para o corredor.


Ninguém viu o quanto o rosto de Tom retorceu-se em uma avalanche de sentimentos.


Hermione ficou olhando para ele por um momento e balançou a cabeça em admiração.


Ele realmente era um homem maravilhoso. Um pouco estranho e misterioso, sim, mas ele parecia realmente se preocupam com seus alunos. Além de ser... Bem, bonito é pouco.


— Vamos Hermione. — Harry chamou por ela. — Percy já está descendo o corredor.


Hermione virou-se e olhou para Harry e Rony que estavam em pé lado a lado, esperando por ela.


Ela sorriu e juntou-se a eles. Eles rapidamente fizeram o seu caminho em direção ao resto do grupo, falando o tempo todo sobre tudo e qualquer coisa, como se tivessem sido amigos há muito mais tempo e não há apenas algumas horas.


...


Na manhã seguinte, quando ela estava tomando café da manhã com Harry e Ron, uma grande coruja negra voou para o Grande Salão e deixou cair um pacote ao lado de Hermione, quase acertando a tigela de cereais.


— O que na... Quem iria me mandar um pacote? — Hermione perguntou a ninguém em particular.


— Não sei. — Harry disse, e ele levou uma mordida de Hermione brinde. Ron riu com a boca cheia de panquecas.


— Abra-o e veja o que é Mione. — Ron disse rolando os olhos. — Talvez haja um cartão ou algo assim?


Hermione balançou a cabeça e pegou o pacote, segurando-o cuidadosamente.


— Eu acho que é um livro. — ela disse, agradavelmente surpreendida. Ela gostava de ler e ela estava ansiosa para ver que tipo de livro era, mas ela abriu o embrulho marrom liso com cuidado, ainda se sentindo um pouco cautelosa.


Livro ou não, ela ainda não sabia quem tinha enviado.


Uma vez que a embalagem estava aberta, Hermione sorriu quando ela examinou o velho livro em suas mãos. A capa era feita de couro macio e envelhecido. O papel era um pouco amarelo, mas ela poderia dizer que as páginas foram feitas a partir de materiais de alta qualidade. E era encantado para que não estragasse provavelmente.


Era maravilhoso e ela suspeitava que ele era muito velho, mas que iria lhe presentear com tamanho tesouro?


— Parece muito velho. — Ron disse.

— Existe uma nota, Hermione? — Harry perguntou, olhando para o livro curioso. — Tente abrir a primeira página. — ele sugeriu.


Hermione fez isso, e um pedaço de pergaminho deslizou para fora e em cima da mesa na frente dela.


— Eu sabia. — Harry disse, sorrindo. — É onde eu teria colocado a nota também.


Hermione sorriu e pegou o pequeno pedaço de papel, esperando que ele explicasse alguma coisa.


(...)

Hermione,


Isto pertence a você. Cuide bem dele e mantenha-o sempre seguro, de forma que uma parte de mim sempre estará com você.


Há tanta coisa que eu desejo poder dizer, mas você não entenderia, e eu não quero te causar nenhuma confusão ou problemas.


Só sei que eu não desisti, mesmo quando era difícil, e eu senti que não aguentava mais. Eu não desisti, e eu estou bem agora, por causa de você.


Não tente entender nada disso, só sei que vai dar tudo certo.


Espero que eu tenha feito você se sentir orgulhosa.


(...)


A nota não foi assinada.


Hermione olhou mais confusa do que nunca, mas de alguma forma se sentir confortada também.


Vai dar tudo certo.


Sua cabeça subiu e ela olhou para a mesa principal. Seus olhos pousaram sobre o professor Riddle.


Ele estava comendo seu café da manhã e ouvia algo que o diretor estava dizendo a ele, mas Hermione pensou ter visto um sorriso passar em seu rosto de vez em quando.


Ela olhou para baixo para o livro em suas mãos.


Ele ainda estava aberto na primeira página e ela engasgou com o que viu escrito lá.


~Salazar Sonserina.~

~Helga Lufa-lufa.~

~Godric Grifinória.~

~Rowena Corvinal.~

Os nomes dos Fundadores! Poderia ser... Oh?!


— Ei, Hermione, você está bem? — Ron perguntou.


Hermione olhou para ele, a emoção fluindo através dela, e ela sorriu.


— Eu estou bem Ron! — ela disse.


— Você sabe quem lhe enviou o livro? — Harry perguntou.


— Não. — Hermione disse, ainda sorrindo.


— Sabe o que o livro é? — Ron perguntou.


— Não tenho certeza ainda, mas vou descobrir em breve. — ela continuou sorrindo.


Rony e Harry estavam olhando para ela preocupados.


— Hermione, você tem certeza que está bem? — Harry perguntou, parecendo preocupado.


Hermione olhou para a mesa principal novamente. O professor Riddle estava sorrindo amplamente agora, aparentemente ignorava que alguém o estava observando.


— Eu estou bem Harry.— ela disse, olhando para seus dois amigos. Vai dar tudo certo.

(...)


O professor Tom andava pelos corredores do castelo indo em direção à sala do diretor – seu pai. Ambos tinham uma relação extremamente amorosa e fraterna, de dar inveja a qualquer família. Além de tudo, eram confidentes e atuavam juntos em muitos trabalhos e pesquisas de magia.


Tom entrou no escritório do velho mago, que largou o pergaminho que estava escrevendo imediatamente ao fitar o rosto confuso e contorcido do filho.


— O que houve meu filho? — Dumbledore perguntou suavemente, embora tivesse absoluta certeza do que havia acontecido.


Tom deixou seu corpo cair na cadeira em frente ao pai.


— Pai... Eu não aguento. Não vou aguentar ficar aqui... Vê-la como a criança que ela ainda é. Não vou suportar ver o tempo passar vendo-a se tornar uma mulher e provavelmente arranjando um namorado de sua idade. Isso é demais para mim.


— Você está sendo pessimista. — Dumbledore pontuou. — Mas eu entendo a sua confusão e o seu terror. O que pretende fazer então?


— Vou aceitar um cargo no Ministério... Dê o cargo de DCAT a Severo. Eu prometo que venho todo o mês, ajudo com seminários, com aulas especiais, mas, por favor, pai... Eu não posso... E não quero ficar vivendo nesse tormento de tê-la tão perto e não tê-la para mim.


Alvo acenou positivamente. Jamais insistiria. Não iria infligir aquele tipo de dor ao seu filho, pois ele presenciara a permanência daquele amor em seu peito durante todos aqueles anos. E ele entendia o afastamento. E apoiava.


...


Um ano depois.


Hermione fora considerada a melhor aluna de Hogwarts obtendo as maiores notas nos N.O.M.s.


Dois anos depois.


Harry e Ron ganharam o torneio de quadribol recebendo a taça das próprias mãos de Alvo e de Tom. Ron fora considerado o melhor goleiro e Harry o melhor apanhador mais jovem de toda Hogwarts.


Três anos depois.


Gina já havia se juntado ao grupo, formando um quarteto inseparável. Só Harry parecia não perceber o quanto ela era apaixonada por ele. E Hermione conseguiu entender o que sentia pelo professor Riddle a partir do que observara em Gina. Ela era impossivelmente apaixonada por ele. E contava os minutos para as suas visitas semanais, e quando ele não vinha o seu coração partia-se em milhões de pedaços sentindo uma dor e uma saudade profunda.


Quatro anos depois.


Harry e Gina começaram a namorar. Ron engatou um romance dom Di-lua, que apesar de excêntrica era uma ótima amiga. Ela juntou-se ao grupo, tornando-se inseparáveis. Ron guardava a certeza em seu coração de que passaria o resto de sua vida com Luna Lovegood e era seguro dizer que a reciprocidade era verdadeira.


Cinco Anos Depois.


Hermione estava com dezesseis anos. O professor Riddle impossivelmente se tornava mais bonito a cada ano que passava. E ele já olhava para ela de forma diferente. Notoriamente nada casto. E ela amava receber os seus olhares e sorria para ele sempre corando logo em seguida pelos seus pensamentos nada puros em relação ao seu professor.


Seis Anos Depois.


Hermione não havia de fato se envolvido com ninguém em todos esses anos. E não importava o quanto todos os seus amigos lhe mandassem esquecer o professor. Ela teimosamente cultivou o sentimento, deixando-o crescer e tomar proporções inimagináveis dentro do seu coração. Ela não era mais apaixonada por ele. Ela o amava. O amava sem nunca ter lhe beijado. Sem nunca ter se declarado. Só o amava e sabia que aquilo duraria enquanto seu coração batesse.


...


Chegou o tão esperado dia. O dia da formatura de Ron, Hermione, Luna e Harry. Tudo pareceu indistinto enquanto os fogos bruxos eram estourados no céu de Hogwarts formando frases e desenhos magníficos no céu que aos poucos ia escurecendo.


Todos os alunos encaminharam-se ao salão principal para a festa de encerramento. Hermione agora usava um vestido vermelho, a parte da saia drapeada evidenciando os contornos do seu corpo. Usou um scapin preto de salto alto e prendeu os cabelos no alto da cabeça, formando um coque alto e requintado. Usou um gloss rosado e sombra escura nos olhos.

Ela, porém, não estava tão aflita para ir ao salão principal como todos pareciam estar, então ficou vagando pelos corredores sem se dar conta que parara exatamente em frente ao escritório do professor Riddle.


Impulsionada por uma coragem que ela não sabia possuir, ela olhou para os lados e entrou no ambiente como uma garota travessa querendo descobrir mais coisas sobre o garoto por quem era apaixonada, mas nesse caso, era um homem... Um belo e maduro homem que fazia seu coração parar só por sorrir. Ela olhou na mesa, viu alguns papéis sem importância. Viu uns objetos mágicos e estranhos, talvez fosse influencia do pai que ele também criasse geringonças mágicas.


Viu uma gaveta e resolveu abri-la. Encontrou uma pasta com o nome dela e seu coração deu uma guinada. Deixou seu corpo cair na cadeira do professor e sentiu o cheiro maravilhoso dele impregnado no assento macio.


Com as mãos trêmulas, ela apanhou a pasta e abriu-a e seu coração simplesmente parou. O que era aquilo? Ela não lembrava daquilo, então como era possível? Havia ali duas fotografias animadas. Numa delas havia ela, um garoto jovem de cabelos ébanos de negros, branquinho e sorridente, juntamente com Ron, Gina e Harry. Eles brincavam enquanto pousavam para a foto. As mãos do moreno estavam possessivamente segurando a cintura de Hermione enquanto ela dava-lhe língua e Ron colocava chifres com os dedos atrás da cabeça do garoto. Na outra foto só havia ela e esse mesmo garoto dançando num lugar bonito e cheio de neve, e logo em seguida, beijando-se. E ela prestou mais atenção às feições do moreno. Ele era... Merlin! Ele era o professor Riddle mais jovem! Sua cabeça rodou vertiginosamente quando o conhecimento lhe atingiu. Como aquilo era possível?


Sua respiração estava instável e os olhos levemente arregalados. O coração batia forte no peito e a garganta ficou seca. Ela não conseguia largar a fotografia.


Ela estava absorta demais e não percebeu que alguém havia entrado no escritório e olhava para ela fixamente.


— Srtª Granger...? — sua voz era baixa, mas profunda. — O que faz aqui?


O corpo de Hermione arrepiou-se ao reconhecer imediatamente a voz. A voz do professor Riddle. Ela sentiu-se profundamente envergonhada, mas a sua mente curiosa não conseguia entender aquelas fotos.


Ela olhou para ele e então ele pode notar o que ela segurava. As fotografias que ele havia guardado. Ele respirou agitado. O que ela estaria pensando agora?


— O senhor sabe... — ela começou abrindo o seu coração. — Que eu sinto algo que não deveria pelo senhor. Há muito tempo eu sou apaixonada pelo senhor... — ela falou levantando os olhos e mantendo a conexão visual enquanto corava violentamente. — E todos me falaram que era uma loucura, mas é algo que não posso controlar... Como se fosse mais forte do que eu, como se não viesse dessa vida. Como se esse sentimento estivesse vivo em meu coração por mais tempo do que eu mesma posso entender.


As lágrimas inundaram os olhos de Tom. Era um alívio saber... Era um alívio perceber que o tempo não destruíra nada do que ambos sentiam um pelo outro.


— Eu posso te explicar tudo... — ele falou aproximando-se vagarosamente dela, pegando as suas mãos com suavidade e adorando o tom vermelho que seu rosto assumiu. De qualquer forma, ele não estava mais falando com sua aluna. Ela agora era formada, independente. Suas mãos escorregaram para as bochechas dela acariciando-a, sentindo um prazer indescritível pelo toque mais intimo, pelo toque lhe fora negado durante aqueles longos anos em que ela estivera tão perto e tão longe.


Mas a convicção em não assustá-la cedia à medida que os corpos se aproximavam como ímãs... E ele a beijou. A beijou intensamente. A beijou como se fosse o primeiro e último beijo. A beijou com toda a saudade das décadas em que seu corpo esperou por aquele momento. Um beijo demorado, lento, suave, doce, perfeito.


Quando ambos se separaram, havia brasa nos olhos dos dois.


— Vamos até a minha penseira Mione... Eu preciso te mostrar as minhas memórias. — ele se sentiu aliviado por, enfim, poder tê-la novamente em sua vida.


(...)


O choro alto de bebê invadiu o quarto.


— É sua vez... — Hermione resmungou virando-se para o lado e encolhendo-se no seu edredom macio.


Tom coçou os olhos e pôs o seu pé para fora da cama, sentindo o chão frio aos seus pés.


Correu para o quarto ao lado e sorriu ao ver a sua filha com as mãozinhas segurando-se na grade do berço, tentando se levantar. Ela tinha menos de um ano, mas já havia apresentado sinais fortes de magia e era esperta. Ela vestia um pijama azul, com lua e estrelas e no meio o rosto de Dumbledore se movia sorridente. Embaixo da barriguinha em forma de meia-lua havia a seguinte inscrição: Sou do Vovô.


Tom riu novamente. O próprio Alvo havia tricotado aquele pijama e enfeitado ele magicamente.


Assim que a bebê viu o pai parado na soleira da porta parou de chorar e colocou as mãozinhas no ar chamando-o.


— Pá, pá, páápá! — ela falava sem parar e ele se aproximou mais dela pegando-a no colo.


— O que foi Mérope? Sua mamãe precisa dormir sabia, mocinha? — ele falava com ela como se ela pudesse entender suas palavras.


Ele começou a embalar sua filhinha em seus braços, cantando uma canção de ninar. Logo os olhinhos castanhos de Mérope – idênticos ao de Hermione, pesaram e fecharam-se em um sono calmo e tranquilo. Tom não havia percebido que Hermione estava parada na soleira da porta, observando-o ninar calmamente Mérope. Ele a colocou no berço de novo e quanto iria virar-se surpreendeu-se ao ver Hermione olhando-o ternamente.


— Eu o amo tanto Tom Percival Wulfrico Brian Dumbledore Riddle. — ele sorriu ao ouvir Hermione chamar-lhe pelo nome completo que havia ganhado de seu pai.


— Eu também a amo Hermione Riddle. — ela sorriu aproximando-se dele. Sentaram-se numa poltrona ao lado do berço de Mérope e ficaram calados apreciando a beleza da pequena criança que dormia ali.


— Acho que você vai ter que acordar mais vezes agora... — ela falou lentamente colocando as mãos no ventre. Ele olhou para as mãos de Hermione e olhou novamente em seus olhos. Logo um sorriso alastrou-se em seu rosto.


— Quanto tempo? — ele perguntou colocando as mãos por cima da dela, acariciando-lhe com suavidade.


— Sete semanas.


Ela continuou com lágrimas nos olhos. — Talvez agora possamos colocar o nome que o seu pai quer.


Tom torceu o rosto. — Não acho que Texugueiro Beterraba seja um nome interessante para um bebê.


Hermione riu amplamente jogando a cabeça para trás.


— Como você sabe que vai ser um garoto? — ela perguntou aninhando-se a ele.


— Não vai ser só um garoto. Ele vai ser o meu garotão! — ele falou todo orgulhoso. — E Ron não vai querer mais nos matar por termos escolhido o Harry para ser padrinho de Mérope.


Hermione sorriu de novo.


— Deu tudo certo... — ela sussurrou alojando a cabeça na curva do pescoço do esposo.


— Deu tudo certo... — ele repetiu tomado por emoção, roubando os lábios da esposa em um beijo profundo. E ele sabia. Valeu a pena resistir. Valeu a pena esperar. Valeu a pena sofrer, porque valia a pena amá-la. Porque nada no mundo o faria mais feliz. Porque nada no mundo o fazia mais completo. Porque ele sabia que enquanto ambos existissem, enquanto os seus corações batessem vívidos, eles sabiam no fundo de si, que seriam sempre felizes... Porque amavam-se. Acima do tempo, acima do ódio, acima dos preconceitos e das adversidades. Amavam-se. E Tom tinha o que sempre sonhou. Uma família feliz e completa. Um pai, uma esposa. Filhos. Como não agradecer ao destino pela sua cota de felicidade? Porque era à isso que a sua vida se resumia agora. Uma pura e constante felicidade. Interminável. Constante. Perfeita.

Ele deu um último sorriso enquanto sentiu o corpo de Hermione amolecer em seus braços, enquanto a castanha sorria feliz, entrando em um sono calmo e tranquilo.


— Eu realmente te amo... — ele falou baixo em seu ouvido antes dele mesmo dormir em um sono tranquilo, agradecendo aos céus por, enfim, poder tê-la em seus braços...


FIM



Notas finais
Comentem por favor, por favor!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!