Notas iniciais
VOA VOA VOA VOA BRABUULETAAA (?) Não liguem... Estou sofrendo uns distúrbios ultimamente aposkaopks. Whoa! Segurem esses corações meninas! Tensão e lágrimas à vista. EH bom mesmo manter os lenços preparados. UM, DOIS, UM DOIS TRES, CREUZEBECK. A CHANTAGEM TA VALENDO DOU-LHE UMA, DOU-LHE DUAS, DOU-LHE TRES DOIS ALTO! kkkkkk Pois eh... NOS SURPREENDAM GIRLS!

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DESESPERADORAS SURPRESAS

— Hermione, é melhor beber. Não me olhe desse jeito jovem! Você sabe que você tem que beber isso!

— Gina, eu me sinto bem sem isso.— Hermione reclamou.

— Droga Mione! Eu vi você bocejar cerca de cinco vezes nos últimos três minutos. Beba!— Gina ordenou.

Hermione olhou para o frasco com a poção vermelha viva em sua mão e fez uma careta. Aquilo tinha um cheiro horrível, mas o gosto era infinitamente mais desagradável.

Gina suspirou e encarou a castanha.

— A poção ou a ala hospitalar. Você decide. — Gina disse, colocando a mão no ombro de Hermione.

—Eu não preciso de nenhum dos dois! — Hermione protestou. Ela sentiu um bocejo levantando-se em sua garganta e ela segurou-o de volta com uma mordida na bochecha. A dor tornou-a mais alerta, mas a sensação logo desapareceu e ela ficou grogue mais uma vez.

— Hermione, você tem que beber a poção de pimenta. É a única coisa que te mantém acordada. — um olhar preocupado brilhou nos olhos azuis de Gina que fez Hermione desviar o olhar. Ela sabia que estava assustando seus amigos, mas não havia nada que pudesse fazer. Ela sempre estava tão cansada.

— O que está acontecendo com você Mione? — Gina perguntou tristemente. — Tem que haver uma razão para você estar tão cansada.

— Eu já te disse Gina, assim como eu disse a todos os outros. Eu não sei o que há de errado comigo. — Hermione resmungou. Ela estava extremamente chateada com o que estava acontecendo. Ela podia lidar com o fato de estar doente, mas não saber o que estava errado com ela a levou a um nível extremo de chateação.

— Bem, até você descobrir como acordar a si mesma, você vai beber o Poção de Pimenta. Além disso, — Gina acrescentou com um sorriso —Tom não vai deixar você abrir todos os presentes se você chegar tropeçando nas escadas com os olhos meio fechados e meio abertos.

Hermione sorriu apesar de si mesma. Era finalmente manhã de Natal e ela ia dar a Tom o seu presente de Natal. Merlin sabia o quanto custou uma eternidade para que ela conseguisse, mas ela era persistente. Ela só esperava que ele fosse gostar e não se magoasse com a sua intenção.

—Tudo bem Gina—, Hermione suspirou em derrota. — Você venceu.

Hermione tampou o nariz e bebeu o líquido vermelho em um gole de mau gosto. A sensação de queimação na garganta da castanha a fez tossir e Gina afagou-lhe as costas para tentar ajudar o líquido quente a descer.

— Ugh, eles precisam fazer uma versão mais fria. — Hermione se queixou enquanto esfregava sua garganta em chamas.

— Mas eu aposto que você se sente muito melhor agora, hein?— Gina perguntou presunçosamente.

—Tudo bem senhorita sabe-tudo. Achei que esse título era meu. —Hermione riu, finalmente conseguiu respirar após a poção ter se estabelecido em seu estômago.

— Agora que você está se sentindo melhor, devemos ir até o Salão Comunal. Aposto que os meninos já estão esperando na árvore de natal, loucos para abrirem os pacotes. — Gina disse enquanto ela puxou seu manto marrom sobre os ombros.

Hermione sorriu e colocou os pés em suas pantufas favoritas em formato de coelho. Gina riu baixinho. Os pés de Hermione pareciam que tinha sido comido por um monstro peludo branco.

—O que há de tão engraçado? — Hermione perguntou, quando percebeu Gina rindo.

—N-nada, eu só estava pensando... Sobre, meias. — Gina disse, mentalmente estapeando-se por ter falado uma mentira tão coxa,

— Ah dona Ginevra... Você está rindo de meias? — Hermione perguntou com uma sobrancelha levantada.

— Sim... Sim, eu estou. — Gina disse indo rapidamente para a saída do dormitório das meninas.

Hermione revirou os olhos e sorriu. Seus amigos eram muito divertidos.

Hermione resolveu vestir uma roupa mais adequada e abandonou suas pantufas confortáveis para calçar uma bota de cano médio e salto agulha combinando com um vestido vermelho estilo grego com um tecido esvoaçante e lindo que ia até a altura dos joelhos. Laços dourados adornavam a parte do busto. Era bem grifinório.

Quando as meninas saíram do quarto, o som de músicas natalinas chegaram aos seus ouvidos.

— Hey, as meninas estão aqui! — Ron gritou, parando os outros dois rapazes que conversavam animadamente próximos à árvore.

— Feliz Natal! — Hermione e Gina gritaram enquanto desciam as escadas. O salão comunal estava cheio de enfeites e luzes, e Tom havia encantado o teto para que caísse neve real, mas que desaparecia antes de tocar o chão, evitando que tudo ficasse ensopado. As meninas estavam olhando para aquilo incrédula. Tom era realmente bom.

— Olhem para todos os presentes! — Ron disse feliz. Ele deu em Hermione e Gina um abraço rápido, antes que ele corresse para a árvore grande que foi cercada por presentes belamente embalados.

Harry e Tom se aproximaram das meninas e deram em cada um deles um abraço também. Tom enlaçou os braços ao redor de Hermione após o seu abraço e olhou em seus olhos.

— Como você está se sentindo esta manhã? — ele perguntou delicadamente enquanto ele acariciava seus cabelos. Hermione sabia que ele estava perguntando por causa da preocupação, mas ele escondeu isso bem na sua voz calma.

— Tudo bem. Tomei a poção antes de eu vir para baixo, então eu me sinto ótima. — Hermione lhe deu segurança.

Ela sentiu uma pontada terrível no coração. Ela odiava mentir para ele e para todos os seus amigos. Hermione estava tomando a porção de pimenta há cerca de uma semana, mas ela só tinha funcionado nos primeiros dias. Agora, quando ela bebeu a poção, a sensação de queimação durou apenas por alguns segundos antes de se tornar ineficaz. Ela estava tão cansada como estava antes ou até mais. Mesmo em suas pesquisas ela não havia descoberto o que estava acontecendo com ela. Era um inferno sangrento, mas ela era boa em disfarçar a fadiga dos outros.

— Eu gostaria que você me deixasse levá-la para a ala hospitalar. Eu não gosto do fato de que você ainda tenha que tomar a poção para manter-se desperta. — Tom disse a ela.

— Tom, por favor. Eu ficarei bem. Daqui a pouco eu vou ter que colocar uma placa em néon com as palavras: ESTOU BEM!

Tom olhou para ela com ceticismo. Ele poderia dizer com certeza que ela estava escondendo algo grave.

— Vocês dois vão ficar aí se abraçando toda a manhã, ou vocês vão vir aqui e abrir alguns presentes. — Ron gritou do outro lado da sala.

Tom e Hermione sorriram e se dirigiram até onde seus amigos estavam reunidos em torno da árvore.

Hermione estava agradecida por essa distração. Ela não tinha certeza de quanto tempo ela poderia enfrentar Tom. Ele descobriria mais cedo ou mais tarde que o seu estado de saúde piorou.

— Ron, tudo bem, já que você está com tanta pressa para abrir os presentes, por que você não abre o seu primeiro? — Harry sugerido.

— Definitivamente essa é uma ideia brilhante Harry. — Ron disse quando ele pulou para baixo da árvore. Os outros sentaram-se e riram da vertigem de Rony. Ele parecia uma criança numa loja de doces.

— Aqui, abra o meu primeiro. — Harry disse entregando uma caixa a Ron que estava embrulhado em papel dourado brilhante.

— Obrigado, Harry! — Ron disse animadamente. Assim que Harry lhe entregou o presente, ele começou a rasgar a embalagem.

Harry sentou-se também e viu Ron abrir seu presente com um olhar malicioso no rosto. Os outros perceberam o olhar de Harry questionando-o antes de voltar para Ron.

A caixa tinha sido aberta a partir do seu papel de embrulho brilhante que agora estava sendo rasgado. Um sorriso animado iluminava o rosto de Rony o tempo todo, fazendo-o parecer como uma criança de cinco anos em vez dos quinze anos ele tinha.

Uma vez aberto, Ron olhou para dentro do pacote. O sorriso deslizou lentamente de seu rosto sendo substituído por um olhar de confusão.

—Bem, o que é? — Gina perguntou curiosamente.

Ron levantou os olhos do presente e olhou para Harry antes de responder. Harry ainda tinha um sorriso travesso no rosto enquanto ele olhava para o amigo.

— O que é isto Harry?— Ron perguntou.

Harry riu um pouco, mas ele não respondeu.

— Inferno sangrento Ron, o que é? Diz-me logo. — Gina perguntou de novo, inclinando-se um pouco para tentar ver o pacote.

Ron enfiou a mão dentro e tirou uma pequena garrafa transparente que continha um conteúdo líquido em rosa choque reluzente.

Hermione reconheceu de imediato e começou a rir. Tom parecia se divertir com isso e seu entusiasmo cresceu ainda mais.

— Bem, eu ainda não sei o que é. — Gina disse.

— É... uma... uma poção de... crescer cérebro. — Hermione disse entre gargalhadas.

Gina e Tom começaram a gargalhar também. Ron sentou-se ali, olhando confuso.

— Harry, por que você iria me dar uma poção de crescer cérebro? Eu não entendo. — Ron perguntou.

— É exatamente por isso que você precisava Ron. Você será capaz de fazer as coisas agora. — Harry disse quando o seu sorriso cresceu mais amplo.

— Oh Harry, a sua ideia foi perfeita. — Gina riu. — Se ao menos eu tivesse pensado nisso antes!

Ron olhou para a irmã e suspendendo o lábio superior como um cão raivoso antes de olhar para trás para o seu presente.

— Bem, vá em frente e beba. — Tom disse.

— Não... Acho que vou guardá-lo para mais tarde. — Ron resmungou.

— Oh Ron, pare de olhar tão triste. Foi só uma piada. — Harry disse em tom apaziguador.

Ron se animou um pouco e realmente sorriu. — Eu acho que vai vir a calhar para minhas aulas.

— Acho que eu deveria comprar dois. Deveríamos beber isso nas aulas de poções. O Snape se surpreenderia. — Harry sorriu e logo em seguida todos o acompanharam.

— Tudo bem, quem me deu presentes? — Gina perguntou afoita. Os olhos brilhando pela expectativa.

Harry arrancou o seu papelote de debaixo da árvore e entregou a ela. Tom e Hermione se ajuntaram e logo todos estavam trocando abraços e presentes.

Levou cerca de vinte minutos para terminarem com as trocas presentes entre gargalhadas e surpresas, porque todo mundo teve tempo para parar e mostrar o que tinham comprado.

Ron caiu de volta para seu estado vertiginoso de garoto de cinco anos quando ele abriu o resto dos seus presentes. Ele ainda gritou um pouco quando ele abriu o de Hermione e viu a caixa de fogos de artifícios bruxo. Ele saltou e deu em Hermione um grande abraço e um beijo na bochecha, mas não antes de perguntar a Tom se ele estava tudo bem. Tom riu e disse que ele não se importava, embora observando o beijo amigável de Ron o fez se sentir com um pouco de inveja. Ele sabia que estava sendo ridículo e então voltou a abrir os presentes.

Todos estavam severamente felizes. Cada um havia recebido algum tipo de doce e havia abundância de quinquilharias e bugigangas e um monte de piadas da Zonko para Rony e Harry. Mesmo Tom tinha recebido algumas piadas de presentes, mas ele não tinha ideia de como usá-las.

Hermione recebeu lotes de livros, que era de costume, mas ainda assim ela ficou encantada com todos que ela tinha ganhado. Os livros que Harry lhe dera eram todos muito caros e Ron tinha dado a ela um livro que ela estava querendo há muito tempo. Ele riu quando viu o quão feliz ela ficou e disse-lhe para não ficar tão animada sobre um livro cujo o tema era “Elfos domésticoseles também tem sentimento”.

Tom ficou surpreso com a quantidade de presentes que havia recebido, ou talvez fosse porque ele nunca tinha recebido um presente antes, não um de verdade, um de coração sem ter antes um interesse maquiavélico por trás do mesmo. Claro que os trabalhadores do orfanato davam a cada criança um presente no Natal, mas não era um presente real. Não lhes foi dado por sua família ou entes queridos. Tom pensava neles como presentes vazios, algo dado porque tinha que ser feito.

Ele abriu cada um de forma lenta e com um sorriso em seu rosto. Ele não rasgava as embalagens como os outros fizeram, mas com cuidado abria o papel cuidadosamente, tão lento quanto possível. Os outros iam se tornando um pouco agitado com ele por efetuar essa tarefa de forma tão devagar, mas deixaram-no desfrutar da experiência.

Harry, de todas as pessoas, sabia o que era a sensação de finalmente receber um presente depois de uma infância sem eles.

Os outros haviam dado a ele um monte de coisas boas. Livros, doces, roupas. Ele sentiu muita sorte de ter amigos tão maravilhosos, especialmente porque nenhum deles tinha algum interesse obscuro por detrás da amizade singela que ofereciam.

Quando os presentes foram todos abertos, Harry, Gina e Rony decidiram ir a uma caça ao chocolate quente. Tom e Hermione ficaram para trás, no entanto, e disseram adeus a seus amigos quando eles fizeram o seu caminho até o Salão Principal.

— Quero dar o seu presente agora. — Hermione disse. Seu sorriso era tenso e não era pra menos. Ela estava constantemente a morder a bochecha a fim de manter-se acordada.

— Você ganha o seu primeiro. — Tom disse enquanto ele tirou um pequeno pacote de dentro de seu manto.

Ele colocou o presente na mão de Hermione e deu um beijo no topo da sua cabeça aspirando o cheiro gostoso de seus cabelos enquanto ela sorria para ele.

— Vá em frente, abra-o. — Tom disse.

Hermione sorriu novamente quando ela começou a desembrulhar o pacote pequeno. Uma vez que a caixinha foi aberta do seu invólucro verde, Hermione tirou o objeto que estava dentro. Era uma pequena chave de ouro.

— O que isso abre? — Hermione perguntou enquanto ela examinava a chave dourada e reluzente mais de perto. Não havia nada que denunciasse o que poderia ser, nem na expressão de Tom, mas Hermione poderia dizer que aquela chave devia abrir algo importante.

— Essa é a segunda parte de seu presente, mais tarde, ainda esta noite. — Tom disse enigmático. Seu sorriso travesso só fez Hermione mais curiosa para saber o que a chave abriria.

— Você é cheio de surpresas Sr. Riddle. — Hermione disse. Foi ficando mais difícil para ela manter a sua farsa. Cada segundo era uma agonia e ela desejou poder apenas se deitar e dormir. Apesar de toda a sua dor, no entanto, nunca o seu sorriso vacilou e ela lutou para suprimir cada bocejo que ameaçava explodir de sua boca.

— Você vai amar o seu segundo presente, mas eu queria fazer você esperar um pouco, é mais divertido dessa maneira. — Tom sorriu.

— Bem, então talvez eu deva esperar para dar-lhe o seu presente também. — Hermione disse enquanto erguia uma sobrancelha elegantemente.

Tom riu. — Parece justo, mas agora nós dois temos que sofrer durante todo o dia com curiosidade mórbida.

Hermione estava sofrendo, mas não era por curiosidade.

— Como você disse, é justo. — Hermione riu.

— É melhor ir nos reunirmos com os outros. Chocolate quente parece que o céu agora. — Tom disse com um sorriso sonhador.

— Vamos ao caminho do paraíso então! — Hermione deu uma risadinha.

Tom sorriu e passou suas mãos habilmente pela parte baixa das coxas de Hermione soltando um sorriso gutural pegando-a nos braços, rindo do grito de surpresa que ela deixou escapar.

— Uma senhora merece ser carregada no Natal. — Tom disse.

Hermione sorriu. Ela se sentiu tão relaxada em seus braços que ela falhou em abafar um bocejo. Ela empalideceu e olhou para Tom com urgência. O rosto de Tom estava carregado de preocupação.

Tom colocou-a em pé com cuidado. Sua carranca fez Hermione sentir-se tão culpada e nervosa, o stress só a deixou mais cansado.

— Tom, não é o que você pensa. — Hermione confessou.

— O que é então? — Tom perguntou em voz baixa. Os dentes trincados numa tentativa de manter a frustração e a raiva contidas. Ele parecia tão desapontado, e parecia tão ferido.

Hermione mordeu o lábio e olhou para longe dele, incapaz de chegar a uma desculpa para bocejar.

— Você tomou a poção e ainda assim você ainda está cansada. Quanto tempo tem sido ineficaz? — Tom perguntou, sua voz ainda baixa. Os braços fortemente cruzados contra o peito.

—Tom, eu...

— Há quanto tempo Hermione? — Tom interrompeu-a praticamente cuspindo as palavras. Um lampejo de raiva passou em seus olhos. Ele não gritou, mas sua voz fez Hermione estremecer.

— Só funcionou por três dias.— Hermione disse, os olhos ainda evitando os dele.

—Três dias? TRÊS DIAS?!— Tom gritou. — Hermione, você está fingindo estar melhor por uma semana agora! Você sabia que você está doente! Nem a poção de pimenta está dando-lhe energia mais! O que há de errado com você?

Tom nunca tinha ficado tão zangado com ela. Como ela poderia mentir para ele assim?

— Tom... Eu sinto muito. — Hermione choramingou. Lágrimas ameaçavam cair de seus olhos enquanto ela olhava para ele.

— Eu não sei o que está acontecendo comigo. — ela chorou. — Estou cansada o t-tempo todo, mas eu não poderia deixá-lo saber. Eu não.. Não quero que todos vocês que se preocupem comigo!

O rosto de Hermione empalideceu assumindo uma cor branca e doente. Tom estendeu as mãos e conseguiu segurá-la antes que ela caísse de cara no chão.



— Hermione, abra seus olhos amor. — Tom pediu carregando-a em seus braços novamente.

Hermione gemia de dor e se aconchegou mais perto de seu peito enquanto ele a carregava para fora do salão comunal.

— Eu não posso Tom. Estou muito cansada. — Hermione disse, sua voz quase um sussurro.

— Está tudo bem amor, você só precisa ficar acordada para mim. Continue a falar. Fique consciente, por favor... O que dói? — Tom pediu urgentemente enquanto ele saiu em disparada pelo corredor com Hermione em seus braços.

— Eu estou tão cansada. Eu não posso... ficar... acordada. — Hermione resmungou.

— Eu sei que está cansada amor, mas você tem que ficar acordada. Ouça a minha voz. Ouça-me. Não feche os seus olhos. Vou levá-la para a ala hospitalar. Você vai se sentir melhor em um momento. — Tom disse suavemente. Ele não conseguia esconder a preocupação em sua voz, no entanto.

— Você não parece... muito confiante... — Hermione disse, enquanto dava um sorriso sonolento.

— Você vai ficar bem. — Tom garantiu a ela.

—Se... você diz... então... — Hermione disse assim quando outro bocejo escapou de seus lábios. Tom apressou o passo.

Ele atingiu o segundo andar e chutou as portas da enfermaria. Madame Pomfrey correu para fora de seu escritório e viu Tom que estava tão pálido quanto a garota que ele estava carregando.

— Tom, o que aconteceu? — Madame Pomfrey perguntou quando ela conduziu Tom até a cama onde ele cuidadosamente deitou Hermione.

— Ela está doente há mais de uma semana. Nós não sabemos o que há de errado com ela, mas sua energia parece estar sendo... drenada e ela está cansada o tempo todo. Eu lhe teria trazido aqui mais cedo, mas ela estava fingindo que se sentia melhor. — Tom disse apressadamente.

— Ela tomou alguma poção?— Poppy perguntou, quando ela começou a examinar Hermione. A castanha parecia perto da morte. Sua pele estava branca e leitosa e ela estava fria como gelo; a sua respiração era profunda e lenta.

— Eu dei-lhe poção de pimenta, mas ela parou de funcionar depois de três dias. Eu... Eu não sabia. — Tom disse calmamente.

Madame Pomfrey avaliou Hermione. Ela escolheu as palavras para não assustar Tom. Ele parecia à beira do desespero.

— Sr. Riddle... Hermione está muito doente. Ela está morrendo, mas muito lentamente. — Poppy disse depois de examiná-la.

Tom sentia como se alguém tivesse dado um soco no estômago. Ele realmente podia sentir o sangue escorrendo de seu rosto enquanto ela olhava para forma fraca e lívida de Hermione.

— De-deve haver algo... Tem que ter uma cura!

— Tenho certeza de que tem Tom, mas eu não sei o que está errado com ela. Eu preciso do diretor e de Severo aqui rapidamente. Desça para o Grande Salão tão rápido quanto você puder e...

— Não, eu não vou deixá-la!— Tom gritou.

— Sr. Riddle, Hermione está morrendo e eu preciso de Alvo e Severo aqui...

— Envie outra pessoa! — Tom disse com firmeza. Ele se ajoelhou ao lado da cama e pegou a mão de Hermione envolvendo-a na sua.

— Eu estou aqui bebê... — ele sussurrou em seu ouvido. — Eu não vou te deixar. — ele beijou a bochecha dela e olhou para Madame Pomfrey. Ela estava dizendo a um dos retratos para buscar Alvo e Severo no Grande Salão. O homem na pintura balançou a cabeça e desapareceu rapidamente na imagem.

— Sr. Riddle, continue a falar com Hermione para manter sua consciência. Eu tenho que recolher algumas poções que podem ser capazes de dar-lhe alguma energia.

Tom assentiu com a cabeça e olhou para Hermione. Suas pálpebras de cor lavanda estavam vibrando e Tom apertou a mão dela um pouco para deixá-la saber que ele estava lá.

— Hermione, você pode abrir seus olhos? — Tom perguntou gentilmente.

Hermione abriu-os tanto quanto ela podia e sorriu quando viu Tom sentado ao lado dela.

—Tom... Eu sinto muito.

— Está tudo bem, bebê. Você estava apenas sendo um grifinória imbecilmente corajosa.

Hermione riu. Internamente ela havia amado o novo apelido. Bebê. Certamente ela se sentia assim tendo que ser cuidada por ele.

— Estou tão assustada Tom. O que está acontecendo comigo?

Os olhos de Tom encheram-se de lágrimas, mas ele segurou-as de volta com o último bocado de força que ele tinha.

— Dumbledore e Snape estão a caminho e Madame Pomfrey está verificando as poções que irão ajudá-la. Você vai ficar bem.

— Tudo bem... Se você diz eu acredito. — Hermione disse fracamente. Seus olhos se fecharam novamente quando outro bocejo deslizou por seus lábios pálidos.

Só então, Dumbledore e Severo entraram na sala seguidos de perto por Harry, Rony e Gina.

Madame Pomfrey saiu ao seu escritório com três garrafas de poções colocando-as próxima da cama de Hermione.

— Ela está morrendo Alvo. Eu não sei qual é a causa disso... — Poppy disse a ele.

— Morrendo?! O que quer dizer com isso?! — Gina perguntou alarmada.

—Tom, o que aconteceu? — Dumbledore perguntou se inclinando ma direção de Hermione para examiná-la mais de perto.

— Ela tem estado cansada como se sua energia estivesse sendo drenada. Eu ministrei poção de pimenta por cerca de uma semana, mas não funciona em mais nela.

Gina gemeu e afundou-se no chão ao lado de Tom.

— Eu deveria ter sabido que ela estava mentindo. — ela disse quando uma lágrima desceu por sua face.

— Não é sua culpa Gina. — Tom disse a ela. — Ela estava mentindo para todos nós.

— Que diabos ela estava pensando?! — Ron perguntou furiosamente. —Como pôde deixar-se ficar assim?

— Ron, acalme-se. Você sabe como Hermione é. — Harry disse a ele. —Ela é teimosa, mas ela é forte. Ela vai sair dessa... Ela tem que sair.

Severo, que estava discretamente estudando o estado fraco de Hermione, olhou para Tom e para os outros. Todos pareciam à beira das lágrimas enquanto olhavam para a sua amiga moribunda. Quando ele olhou para Tom percebeu que aquele garoto de apenas dezesseis anos estava prestes a cair aos pedaços. O seu rosto queimava com uma emoção indisfarçável. Ele estava sofrendo... Tanto.

O que havia de tão especial nessa sangue-ruim? Como ela poderia ser tão importante para Tom, quando ele estava destinado à tal grandeza?

— Amorea Mortis...

O som de sua voz levou-o a partir de suas reflexões e o trouxe de volta ao presente. Ele não tinha certeza se ele realmente tinha falado algo até que ele percebeu cada pessoa na sala que tentava desesperadamente salvar Hermione olhando para ele.

— É Amorea. — ele disse novamente. Que diabos ele estava fazendo? Por que ele estava dizendo a eles?

— Claro, — Dumbledore disse calmamente. — É a única coisa que poderia causar estes sintomas.

— O que é Amorea? — Harry perguntou.

— É um veneno. — Tom disse arfando. A garganta fechando-se em um nó horrível. Ele achou por um momento que iria sufocar. — Eu deveria ter percebido, mas é tão raro!

— Um veneno...?— Gina perguntou com medo.

Tom assentiu. Então todas as deliberações foram feitas em um minuto pela mente de Tom. Amorea! Era Amorea! Ele se sentiu a ponto de desmaiar e a bile subindo-lhe à garganta. O coração martelava freneticamente no ouvido. Oh céus!

—Qual é a cura, então?— Ron perguntou, hesitante.

Tom balançou a cabeça freneticamente em um não constante e um tom verde pálido coloriu suas bochechas. Ele sentia as lágrimas querendo furiosamente encher os seus olhos. Ele não sabia a resposta. Ele não sabia qual era a cura.

— Alvo — Poppy disse calmamente: — Eu não sei a cura para Amorea. É muito raro e não parar até que a pessoa está morta. — Poppy falou refletindo os pensamentos do garoto pálido.

— Eu sei Poppy. — Dumbledore disse calmamente. — Vamos esperar que a força da senhorita Granger duro tempo suficiente para que nós consigamos uma cura...

— Q-quanto tempo ela tem?— Harry perguntou em voz baixa.

— Talvez um dia... Se ela tiver sorte. — Snape disse estupidamente.

— E como em diabos ela se deparou com um veneno como a Amorea? — Ron perguntou.

— Não é como Ron... É quem a fez deparar-se com algo assim! — Harry disse a ele. — Alguém a envenenou.

— Quem? — Ron pediu urgência.

— Nós não sabemos quem Ron. — Harry disse.

— Porque se eu soubesse quem fez isso... Essa pessoa não estaria respirando agora. — Tom agarrou o ódio.

— Tom é o suficiente. — Dumbledore disse com firmeza. — Agora temos de nos concentrar sobre a cura de Srtª Granger, em vez de vingá-la.

— Certo, a parte da vingança virá mais tarde. — Ron murmurou para si mesmo com os dentes trincados pela raiva.

— Afastem-se, todos vocês. — Poppy disse apressadamente. — Eu preciso dar a Srtª Granger estas poções. Elas podem ser capazes de dar-lhe alguma força.

— Severo, eu preciso que você venha ao meu gabinete. Eu tenho vários livros que podem nos dar algumas respostas. — Severo assentiu e Dumbledore virou-se para os quatro adolescentes que pareciam doentes de preocupação. — Eu preciso de todos vocês para fazer uma pesquisa na biblioteca. Eu lhe dou permissão para usar a Seção Restrita. Pode haver alguma coisa lá dentro que tenha a ver com Amorea.

— Mas senhor, eu pensei que você disse que não havia cura?— Gina perguntou.

— Nós dissemos que não conhecíamos uma cura, mas isso não significa que não exista uma. — Snape disse. — Amorea é um veneno muito incomum, e é por isso que sabe-se tão pouco sobre ele.

— Então nós vamos encontrar tudo o que pudermos. — Harry disse. Ele e Rony se levantaram e ajudaram a Gina a levantar-se; Tom, no entanto, ficou sentado ao lado da cama de Hermione, sua mão ainda segurando firmemente sobre a dela. As poções que Poppy tinha derramado pela sua garganta parecia colocar alguma cor de volta nas suas bochechas, mas seus olhos não tinham aberto e Tom sabia que ela estava dormindo.

— Tom, nós não podemos fazer isso sem você... — Harry disse suavemente.

Tom sabia que ele tinha que ir, mas ele não queria deixar Hermione sozinha.

— Ela vai ser bem por agora Tom. Você será necessário em outro lugar. — Dumbledore lhe disse.

Tom assentiu com a cabeça e levantou-se ao lado dos outros. Ele colocou um pequeno beijo nos lábios de Hermione antes do grupo correr para fora da ala hospitalar e para a biblioteca.

— Venha Severo, Srtª Granger não tem muito tempo. — Dumbledore disse. — Cuide bem dela Poppy.

— Estou com medo Alvo... Eu nunca vi algo assim. Eu não sei se ela durará até amanhã... —— Poppy disse, enquanto sacudia a cabeça tristemente.

Snape lançou um último olhar para a forma adormecida de Hermione, antes que ele seguisse Dumbledore para fora da enfermaria.

(***)

— Precisamos entrar em contato com os pais de Hermione.—Dumbledore afirmou, enquanto os dois homens andavam em um ritmo pensativo ao redor do gabinete de Alvo.

— Diretor, mesmo eu que sou conhecedor exímio de poções desconheço uma cura para esse veneno. Você realmente acha que vamos encontrar uma cura?— Snape perguntou.

—Temos de encontrar Severo. Eu sinto que isso pode ter algo a ver com Voldemort e se isso é assim, então isso significa que ele está desesperado. Ele sabe que está perdendo Tom para nós... Para ela.

Os dois bruxos calaram-se enquanto analisavam aquela questão.

Snape sabia quem era a única pessoa que poderia saber a cura para Amorea, mas ir para o Lorde das Trevas estava fora de questão. Foi ele, afinal quem deu a Severo a atribuição para envenenar a menina em primeiro lugar.

Snape esperava que Voldemort nunca descobrisse que foi ele quem disse a Dumbledore e aos outros sobre a Amorea. Ele não viveria para ver um novo dia.

Notas finais
CHANTAGEM PRA QUE TE QUERO... AI AI ESPERAMOS MESMO MUITOS VIEWS!