Notas iniciais
Nota da Mandy
***
Ei, pessoal! Espero que gostem deste capítulo... Tem a minha cena goopy primeiro. Goopy como faz o seu estômago quando está enjoado de tanta doçura... lol. Espero que desfrutem. Mandy
***Notas da Debby
Nos vemos lá embaixo! To gostando de ver! Haha
Já sabem, mesmo esquema! Erros gramaticais e incoerências perdoadas com antecedência. Trabalhei até mais tarde e maridão está doente, então tenho que me virar em mil para cuidar de tudo. XoXo

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CAPÍTULO VI

A CENA DA VARANDA

Hermione não sabia quantas vezes ela tinha visitado aquela varanda. Aquele local oferecia-lhe alguma paz e sossego, bem como uma vista deslumbrante de toda a área circundante do castelo. Às vezes ela ia até ali com um livro e se aconchegava em um cobertor e outras vezes ela ia apenas para sentar e clarear a cabeça. Com todas as fortes emoções que ela vivia juntamente com Ron e Harry era comum ela ficar confusa com pensamentos e idéias.

O ar fresco e varreu-lhe o rosto e a fez sentir-se revigorada após estar no castelo abafado durante todo o dia.

Suspirando, Hermione abriu o seu cobertor macio e azul no chão que ela tinha trazido consigo. Estava começando a ficar escuro e logo as estrelas estariam a vista; observar as estrelas era uma de seus passatempos favoritos.

Ela e Gina tinham ficado na biblioteca durante cerca de duas horas, quando Gina começou a ficar um pouco inquieta e decidiu sair. Hermione ficou para trás com a desculpa de que ela tinha que estudar, mas quando Gina saiu, Hermione conjurou um cobertor e foi para seu lugar favorito. Nenhum de seus amigos sabia sobre a varanda e Hermione gostava que as coisas fossem dessa maneira. Era algo que ela tinha para si mesma, enquanto o resto de sua vida era praticamente um livro aberto, e nada muito emocionante a não ser o fato dela ser uma bruxa e de Harry Potter ser um de seus melhores amigos.

Assim, as primeiras estrelas pouco a pouco começaram a iluminar o céu escurecido. Hermione ouviu um barulho. Alguém tinha tossido para chamar a sua atenção. Ela estava deitada, então sentou-se e virou-se. Seus olhos cor de mel se reuniram ao olhar escuro e insondável.

Quando ela olhou para Tom ela pareceu perder o repouso que tinha acabado de preenchê-la. Ela queria dizer algo, mas sua boca parecia que estava colada. Por que ela estava agindo como uma menina boba com uma paixão? Tom era apenas um amigo.

Ela se perguntou quem iria quebrar o silêncio que parecia estar sufocando o ar em torno deles. Ela não teve que esperar muito tempo.

— Hey, — Tom disse-lhe baixinho. Era tão baixo que ela realmente pensou sobre ele ter dito as palavras.

Hermione apenas olhou para ele por um momento e percebeu que Tom parecia bastante doente. Ele estava muito pálido e gotas de suor se formavam em seu rosto, mas nenhuma delas escorria. Ele também olhou cauteloso, como se tivesse acabado de ver algo que o fez questionar tudo.

— Tom, você está bem? — ela perguntou, a preocupação pingando em sua voz.

Tom apenas balançou a cabeça em um —não— como resposta. Ele estava muito envergonhado de falar com ela. Por que ela deveria mesmo estar falando com ele? Ele não merecia a sua amizade ou a de qualquer outra pessoa. Ele não merece nada...

— Por que... Você está aqui? — Tom perguntou desconfiado. Se ele não podia sequer confiar em si mesmo, então por que ele deveria confiar em alguém como ela? Ele nem sequer realmente a conhecia.

— Eu sempre venho aqui para pensar ou simplesmente relaxar. — Hermione não gostou de como ele havia questionado ela como se ela estivesse tramando algo.

— Como você encontrou este lugar? — Tom perguntou rispidamente. —Ninguém sabe sobre este lugar além de mim — Ele não sabia por que estava ficando com raiva dela. Talvez ele precisasse de alguém para culpar.

— Se você queria que eu fosse embora... — disse Hermione se levantando. — Então tudo o que você tinha que fazer era pedir. Eu posso ver que você quer ficar sozinho. — Ela melancolicamente pegou o seu cobertor e começou a passar por ele quando de repente ele agarrou seu braço e puxou-a para frente dele.

— Não... Por favor, não vá Hermione. Estou arrependido. Eu magoei você... Desculpa... É só que... — ele suspirou sem saber o que dizer a ela. Ele olhou para os olhos de Hermione e viu o medo lá. Por que ela está com medo? pensou. Eu nunca faria nada com ela...

— O que aconteceu? — perguntou ela com medo de estar sozinha com um Tom chateado em um lugar onde ninguém poderia ajudá-la. Ela confiava nele, mas ele ainda tinha um longo caminho a percorrer antes que de estar totalmente livre de Voldemort. E se ele fizesse alguma coisa com ela?

— Por que você está tremendo Hermione? — Tom perguntou gentilmente. — Eu nunca faria mal a você... Eu estou apenas apavorado com algo que eu vi. — Tom havia afrouxado seu controle sobre o braço de Hermione, mas ele ainda a mantinha perto dele.

— O que você viu? — Hermione perguntou gentilmente.

Tom apenas olhou para o seu rosto por um momento antes de responder. — Harry mostrou-me uma lembrança de sua memória... Uma que mostrava ele com Lorde Voldemort. Eu... Eu vi o que eu me tornei. Ele me contou sobre como todos sabem da Câmara Secreta... Sobre como eu tinha usado Gina para abri-la... Sobre como eu te machuquei. —

Tom começou a esfregar o dedo em pequenos círculos no braço de Hermione. Ele sentiu o arrepio na pele sob seu o toque e ele sorriu levemente.

— Frio? — ele perguntou com uma voz suave.

— N-não —. ela sussurrou. — Eu, hum. Eu só... Não sei o que pensar. — ela rapidamente mudou de assunto não querendo que ele a pressione sobre o porquê dela estar tremendo.

— Eu não posso acreditar que Harry teve coragem de te contar sobre o seu futuro. Você não está pronto para conhecer ou ver algumas coisas ainda.

—Eu sei que não estou, mas eu tinha que ver. Eu tinha que saber... É só o jeito que eu sou. Eu tenho que saber tudo, não me importando com o que isso vai causar a mim ou aos outros. Eu acho que eu sou apenas egoísta desse jeito.

— Tom, você não é egoísta. Eu posso ver isto em seus olhos e o quanto doía-lhe aprender todas essas coisas. Você vai aprender um monte de coisas terríveis sobre si mesmo, mas vamos estar lá para você. Vamos estar lá e ajudá-lo a passar por isso. Nós nos preocupamos com você Tom, mais do que você pensa. Mesmo que você não tenha fé em si mesmo, ainda temos fé em você... Eu tenho fé em você. — ela sorriu, sincera sobre tudo o que ela tinha dito.

— Você? — perguntou ele inclinando a cabeça ligeiramente para o lado. — Por que você se importa tanto Srtª. Granger? — Tom tinha removido o cobertor das mãos dela deixando-o cair no chão e ele começou a empurrar Hermione ternamente para trás, segurando em suas costas para que ela não caísse.

— Eu odeio formalidades Sr. Riddle — ela murmurou. Ela sentiu seu coração começar uma corrida acelerada e de repente tornou-se difícil para ela respirar corretamente. O que ele estava tentando fazer? Seduzi-la? Eles quase não se conheciam.

Ela sentiu seu corpo encostar-se ao balaústre da varanda e ela engasgou um pouco. Tom estava praticamente em cima dela agora, ela podia sentir o seu batimento cardíaco, pois estava tão rápido que ela quase podia ouvir o martelar em seu ouvido. Ele se movimentava como uma serpente hipnotizando-a com os olhos escuros e profundos.

— Eu vou ter que me lembrar disso Hermione, — ele disse. Sua voz estava rouca. Ele sabia que não deveria estar se aproveitando dela assim, mas ele não poderia ajudá-la. Ela era tão perfeita, tão disponível, tão amável... E ele precisava disso, ele tinha isso sempre que necessário, mas nunca tinha conseguido aquele afeto de ninguém.

— T-tom —, Hermione gaguejou. — Você só está fazendo isso p-porque você está chateado. — ela não tinha certeza do que fazer ou dizer... Ela estava com muito medo de sequer pensar. — Você só precisa se acalmar por um minuto. — Tom começou a passar a mão pelo braço, deixando um rastro de arrepios na sua esteira dedos. Toda o protesto de Hermione só fez com que Tom a quisesse mais.

Ele lentamente abaixou o seu rosto enquanto ele mantinha forte contato visual com ela. Ele tinha chegado tão perto que agora seus lábios eram fantasmas sobre os dela e Hermione podia sentir sua respiração quente em sua boca.

— Tom, somos a-apenas amigos. Eu te trouxe aqui para ajudá-lo, n-não para isso. — ela queria sair de suas garras, mas ela descobriu que não conseguia sequer olhar para longe dele.

— Vocês estão me ajudando —, ele respirou. Ele estava deixando pela primeira vez que os outros vissem a sua dor e demonstrava os seus sentimentos abertamente. Ele queria alguém para cuidar dele, para estar lá para ele quando ele se sentisse perdido como ele estava agora. Hermione era o que ele queria pela sua alma inocente e sua beleza.

Ele parou suas ações por um momento só para olhar para ela. Ela olhou para a sua impressionante beleza ainda mais iluminado pelo luar. Sua pele adquiriu um brilho quase etéreo e seus olhos brilhavam como as estrelas no céu.

—Tom nós devemos apenas... — ela foi subitamente silenciada quando ele pressionou seus lábios nos dela.

Ela ficou tão chocada com o que estava acontecendo que ela ficou paralisada por alguns segundos. Ela não sabia o que fazer. Ela queria detê-lo e ao mesmo tempo ela queria beijá-lo de volta.

Ela se concentrou em seus lábios que estavam desesperadamente tentando levá-la a responder e ela descobriu que ela não podia agüentar mais.

Ela beijou-o...

Tom quase gritou de felicidade quando ele sentiu seus lábios se moverem junto com os dele. Ela estava beijando ele! E era um beijo era maravilhoso.

Era macio e suave, como se estivesse beijando uma asa de borboleta. Ele tinha medo de machucar ela. Tom sentiu seus joelhos começarem a ceder. Ele tinha beijado muitas meninas antes, mas eles eram geralmente apressados e desleixados. Esse beijo era quase surreal... Bom demais para ser verdade. As línguas se provavam, sorviam os sabores adocicados. Lutavam uma guerra sem vencedores numa dança calma, serena. Os movimentos gentis só deixava tudo muito mais prazeroso, mais perfeito. Tom a sugava gentilmente gravando cada movimento.

Ele começou a correr as mãos pelos seus cachos de seda enquanto ela levou as mãos até ao pescoço e encostou-os lá.

Os dedos de Tom se moviam pelo rosto bonito e ele tinha prazer no fato de que sua carícia poderia fazê-la tremer todas as vezes que ele subia e descia a outra mão pelas suas costas num movimento torturante e lento.

Aquele beijo era tudo o que ele não era, e tudo o que ele esperava se tornar. Era doce e inocente, lento e perfeito... Exatamente como Hermione era.

De repente para a desilusão de Tom, Hermione se desvencilhou dele e olhou em seus olhos. Ele ficou confuso e muito decepcionado, enquanto ela parecia um pouco chocada e perturbada.

— Eu-Desculpe. Hermione — Tom começou, embora não estivesse realmente arrependido. — Eu não... Eu nunca quis tirar vantagem de você assim. Eu só... Senti-me mal depois do que eu tinha visto com o Harry. — Por que ele estava mentindo assim de repente? Claro que ele se sentia mal, mas não havia sido por ter beijado ela.

— Tudo bem Tom, eu sei que você deve estar realmente muito chateado.

Hermione disse para ele não encontrando os seus olhos. Ela não sabia por que tinha parado de beijá-lo. Talvez fosse apenas o seu velho eu sensato assumindo o controle novamente. Para ser honesta, ela se sentia um pouco tola. Ele só beijou-a porque ele precisava escapar de sua dor. Não era que ele realmente gostava dela desse modo... Não como ela gostava dele.

Ela se sentiu perdida e agora sabia que ela tinha que ficar longe de Tom. Por que ela tinha que gostar muito dele quando ele não se sentia da mesma maneira?

— Eu estou indo, então... — ela lhe disse com tristeza.

— Não Hermione, você não tem que... —

— Está tudo bem Tom —, ela o interrompeu. — Eu estou cansada de qualquer maneira ​​e eu tenho que estudar um pouco. Tenha uma boa noite. — ela pegou seu cobertor e saiu correndo pelo corredor deixando para trás um Tom Riddle abatido que se sentia como se tivesse acabado de ganhar algum tipo de prêmio incrível só para perdê-lo no minuto seguinte.

Por que ele tinha que se sentir assim com ela? Ele tinha medo dela se afastar e não só isso... A forma desordenada como sua frase assustada saiu soou como se ele tivesse apenas a intenção de usá-la para tirar a sua dor. Mas isso não era verdade, ele queria estar com Hermione... Mas ele estava com muito medo de dizer isso a ela. Ele estava com muito medo de admitir a ela que ele se importava muito com ela.

Nossa, pensou de repente, eu realmente me preocupo com eles... Com todos eles. Se algo acontecesse com Harry, Ron, Gina ou Hermione, então ele estaria completamente perdido. Essas pessoas eram a sua estabilidade, davam-lhe força e eles se preocupavam com ele.

Era surpreendente o fato de que tudo aquilo havia acontecido com ele em pouco mais de vinte e quatro horas. Deve ser a Grifinória em mim. Rá. O pensamento veio com um sorriso que iluminou o seu rosto. O que ele iria fazer a respeito de Hermione?Como ele poderia agir como se ele não gostasse dela?

E ele não podia gostar dela... Isso estava fora de questão. Ele teria apenas que passar por cima disso e... e....

Ele não sabia o que fazer ainda. Mas ele sabia que não podia contar a ninguém sobre seus sentimentos por ela. Não até que eles tivessem ido embora.

Estava começando a ficar realmente frio, então Tom decidiu voltar para o Salão Comunal. Ele passou pelo buraco da mulher gorda e entrou sendo rapidamente saudado com olhares preocupados de seus amigos. Harry, Gina e Rony, todos eles estavam sentados em sofás perto da lareira.

— Hey Tom —, todos eles gritara em uníssono. — Onde você esteve companheiro? — Harry perguntou, olhando nervosamente para ele.

— Estou bem —, Tom disse com um sorriso pequeno, mas reconfortante. — Acabei de andar ao redor do castelo. Eu estava me familiarizando com a Hogwarts do futuro. Eu também fui para o lado de fora para receber um pouco de ar fresco. — E para beijar loucamente a Hermione e depois permitir que ela saísse correndo, ele pensou com tristeza.

— Tem certeza que está tudo bem Tom? — Ron perguntou. — Harry contou-nos sobre o que aconteceu, você sabe, para o caso de você querer falar sobre isso com a gente.

Gina acenou com a cabeça em concordância.

— A única coisa que eu quero Ron e Gina é o perdão de vocês. Mas eu posso entender que se não poder ser dado... Eu não mereço isso de qualquer maneira.

— Tom —, Gina falou. — Você já tem nosso perdão, de todos nós.

— Mas Gina o que eu fiz para você foi imperdoável...

— Não Tom —, ela interrompeu. — Isso está no passado e é no passado que irá permanecer. Além disso aquele era o seu velho eu. Estamos trabalhando no novo e melhorado Tom Riddle que não suga a vida de garotinhas de onze anos — ela riu.

— Obrigado... A todos vocês, eu gostaria de poder retribuir a todos vocês de alguma forma por todas as chances que vocês estão me dando.

— Tudo o que pedimos é que você faça tudo o que puder para não se tornar Voldemort, — Harry disse a ele.

— Você sabe que eu não quero mais isso Harry. — a, na verdade ele quis dizer realmente aquilo.

— Bom, então está resolvido — disse Harry alegremente e, em seguida, seu rosto escureceu um pouco. — Tom você sabe o que há de errado com Hermione?

Tom empalideceu, mas tentou esconder seu pânico, tentando soar casualmente.

— Não Harry, eu hum... Não a vi. Ela disse alguma coisa para você sobre o porquê dela está chateada? — ele perguntou nervosamente.

— Bem, ela só chegou aqui cerca de dez minutos antes de você. Ela disse que estava bem, mas poderíamos dizer que ela estava triste, e ela parecia realmente magoada. Ela quase nem olhou para nós e depois disse que ia para a cama. Eu pensei que ela podia não estar se sentindo bem, mas Hermione tem senso suficiente para ir para a ala hospitalar quando ela está doente, — Gina disse para Tom.

Tom se sentiu o maior idiota do mundo.

— Talvez você devesse ir ver como ela está — Tom sugeriu, mas Gina apenas balançou a cabeça.

— Ela disse que queria ficar sozinha. Espero que nada de ruim tenha acontecido com ela — disse Gina parecendo preocupada.

— Não se preocupe Gina —, garantiu o irmão dela. — Hermione virá a nós se for sério. Afinal ela é uma irritante sabe-tudo. — Ron falou imitando a voz de Snape. Todos deram sorrisos fracos.

— Você está certo Ron. — acrescentou Harry. — Por enquanto nós devemos apenas dar-lhe algum tempo e espaço.

Tom se sentiu muito desconfortável naquele momento e queria sair da sala.

— Eu tenho que tentar dormir um pouco. Eu já tenho alguns testes importantes amanhã e eu quero dormir cedo e descansar o suficiente para compensar a noite passada. — ele esperava que eles pudessem comprar a sua desculpa.

— Claro Tom, vá dormir um pouco, — Harry disse ele gentilmente.

Graças a Salazar que funcionou, Tom pensou.

— A gente se vê amanhã de manhã companheiro — respondeu Ron.

— Tenha uma boa noite de sono Tom. — Gina disse-lhe com um sorriso.

— Estaremos em breve juntos com os outros meninos que deverão estar aqui em breve — Harry disse a ele.

Tom assentiu e disse boa noite e depois fez o seu caminho até as escadas e para o seu quarto. Ele realmente esperava que ele conseguisse dormir um pouco e não pensasse em demais Hermione.

Mas no momento ele não podia evitar. A lembrança o invadiu como uma torrente. De repente Hermione estava na varanda de novo... Banhada de luar, com as costas aprisionadas contra a parede de pedra. Ele ainda podia cheirar seu perfume de pinho e menta que ele tanto amava... E ele ainda podia sentir o seu corpo tremendo sob seu toque.

Ele sabia que levaria um tempo antes que ele pudesse dormir.

(***)

— Vocês não acham que a razão Hermione estar chateada é por causa de Tom, não é? — Gina perguntou a seus amigos assim que Tom saiu da sala.

— Eu não sei Gina, — Harry disse a ela. — Mas ele ficou um pouco pálido quando você mencionou que ela estava chateada. Talvez eles se encontraram e algo aconteceu? — o final da frase tornou-se uma pergunta.

— Você não acha que ele fez alguma coisa para a Mione, não é? Ele não iria machucá-la, não é? — Ron perguntou com raiva crescente em sua voz. Sempre foi óbvio para Harry que Ron tinha um sentimento por Hermione, só que o ruivo nunca tinha feito nada a respeito. Ele só conseguia irritá-la de tempos em tempos. Era fácil ver que Ron estava ficando com ciúmes com a idéia de ela e Tom se tornarem próximos.

— Quem sabe Ron? Nós apenas temos que tomar cuidado com os dois. Eu realmente não gostaria que qualquer um deles se machucasse —, Harry disse a ele. Ele não esperava que seu plano já estivesse desmoronando por causa de algo que poderia ter acontecido entre eles. Eles iriam ter que esperar.

Mais tarde naquela noite, quando o trio havia ido para a cama, Gina entrou em seu quarto que já estava cheio de meninas dormindo. Ela tinha um sentimento de que Hermione não estava tão bem e então a ruiva decidiu tentar falar com ela.

Gina caminhou para a cama da amiga e sentou-se na borda. Hermione estava do seu lado e estava tão concentrada na parede que Gina achava que ela estava tentando fazer um furo através da mesma.

— Hermione... Você está bem, amor? — Gina perguntou baixinho. A morena simplesmente balançou a cabeça e não fez nenhuma tentativa de olhar para Gina. Quando ela estava triste, Hermione sempre ficou um pouco distante e gostava de ficar sozinha.

Gina se inclinou e beijou sua melhor amiga na testa. — Quando você estiver pronta para falar Hermione, então eu vou estar aqui. Mas até então você pode tentar dormir um pouco. — Gina disse-lhe confortavelmente. Ela havia herdado a preocupação natural de sua mãe para com os outros... Assim como a sua atitude impetuosa.

Hermione balançou a cabeça em agradecimento e sentiu Gina se levantar de sua cama. Ela estava realmente se sentindo infeliz no momento. Tom tinha feito ela se sentir um pouco usada, mesmo sabendo que não era a intenção dele. Ele era estava apenas passando por um monte de dor e choque.

Ela se sentiu muito idiota por beijá-lo quando ela sabia que deveria ter parado antes que tivesse.

Ela começou a lembrar o que tinha acabado de se passar entre eles e não podia evitar se sentir confusa. Se ele não gostava dela daquele jeito, então por que ele agiu como se ele gostasse? Seu toque era tão suave e macio. Era como se ela fosse uma boneca frágil, de valor inestimável que ele tinha medo de quebrar.

Ela estremeceu quando ela se lembrou de como suas mãos tinham nadado sobre a sua pele arrancando-lhe arrepios e de como os lábios pairavam sobre os dela enquanto ela tentou (e falhou) parar o inevitável.

Hermione sabia que as coisas iam ser estranhas entre eles e agora isso só a fez se sentir pior. Ambos teriam de agir como se nada tivesse acontecido. Mas não importava o quanto tentasse, ela sabia que nunca seria capaz de esquecer a sensação de seus lábios nos dela.

Se ao menos ele se sentisse assim também..., pensou ela, de forma infeliz. Ela estava enrolada debaixo dos seus cobertores. Seus olhos estavam começando a pesar e seu último pensamento consciente foi de uma um belo garoto de cabelos negros que certamente havia roubado o seu coração e depois o devolveu como se fosse algo indesejado...

Notas finais
XoXo