Redenção
4 Liderança
Notas iniciais

— Lute como se sua vida dependesse disso! – Wanda enuncia. – Um dia, ela pode mesmo depender. – A Feiticeira a prende na parede com seus poderes.
Clea tenta se soltar, mas falha.
Através dos ensinamentos que recebeu do Doutor Estranho, Maximoff evoluiu sua magia. Todavia, também havia aprendido muito do combate corpo a corpo com o Gavião Arqueiro e o Capitão América. Portanto, com uma mão prendia Clea e com a outra, lhe desferia vários golpes.
Aquilo foi irritando a asgardiana, que decidiu se concentrar em atacá-la. Com um feixe de energia cor-de-rosa, cortou as luzes vermelhas que a cercavam, derrubando a rival no chão. Mesmo sentindo seus ossos crepitarem, a loira se levantou e criou uma espada, a qual colocou perto do pescoço de Wanda.
A Feiticeira, acuada na parede, canalizou sua energia e criou uma pequena explosão na arma que Clea segurava, atirando-a longe. Em seguida, criou uma espécie de chicote na cor escarlate, entrelaçou à inimiga e levitou-a com as mãos amarradas através de sua telecinese.
O que ela não esperava, era que Clea também possuía telecinese. Assim, também sendo envolvida por uma faixa cor-de-rosa e levitada no ar. Em seguida, a asgardiana criou uma tesoura que cortou as amarras ao seu redor. Desceu com leveza ao chão e empurrou a Feiticeira contra a parede.
Novamente, com a espada em mãos, estava decidida em matá-la. Mas foi impedida por um escudo triangular que bateu em sua mão e voltou ao dono.
— Chega! – a voz imponente e grave a assustou.
Em seguida, passos se aproximaram e não demorou que Maximoff o reconhecesse:
— Steve! – alegrou-se. Clea soltou-a, permitindo-a correr na direção do loiro que a abraçou fraternalmente.
— Vejo que evoluiu bastante com o Doutor Estranho! – ele exclamou. – Ele me avisou que viriam aqui treinar e me contar sobre os planos de Loki. Irei levá-las à nossa sala onde conversaremos melhor. – o Capitão acenou para a loira, guiando-a para onde deveriam ir.
Subiram uma pequena escada em caracol e saíram diante de uma sala com sofás e cadeiras, organizados em círculo.
Wanda abraçou cada um de seus companheiros que foram presos após a Guerra Civil juntamente com ela. Mas graças a Rogers, agora estavam soltos, porém, procurados como foragidos.
— Gosta de café, senhorita? – o Capitão perguntou à Clea e antes que respondesse, Maximoff interrompeu.
— Melhor não, Steve. Vai ser rápido! – na verdade, ela não queria que outro copo fosse quebrado.
O bandeiroso se sentou diante de todos e apontou para a asgardiana.
— Doutor Estranho me contou o que você fez. Não sabemos se podemos acreditar em você. Mas, num momento tão delicado como esse, precisamos confiar. Não nos decepcione! Conte-nos, o que Loki planeja?
— Não sei muito bem. Só sei que planeja atacar Midgard com um exército. Ele está no lugar de Odin em Asgard e Thor não sabe. Também não acreditaria em mim se dissesse... – ela abaixa a cabeça, entristecida.
— Mesmo que Loki ataque a Terra novamente, iremos protegê-la. Mesmo que sejamos presos! – Rogers infla o peito, orgulhoso. – Com sua ajuda, será mais fácil.
Então, ele começa a relembrar com os companheiros como conseguiram derrotar o deus da trapaça uma vez. Clea os ouve atentamente.
Após longas horas de conversa, Strange abre um portal e surge na sala, assustando a todos. Após desculpar-se e cumprimentá-los, guia as mulheres de volta ao Sanctum, onde jantaram junto de Wong em silêncio. Saber que a Terra estava em perigo novamente, não agradava ao mago.
Não era tão tarde da noite, quando todos já estavam em seus aposentos, preparando-se para dormirem. A loira estava terminando seu banho, quando vê um vulto passar perto da porta.
Ela resolve se secar e vestir-se rapidamente. Depois cria uma faca em sua mão para se proteger. Ao sair do banheiro, vê Loki sentado, sorridente, em sua cama.
— Olá! — Ela tenta gritar, mas ligeiramente ele lhe lança um feitiço que a emudece. — Estás maluca? Queres nos entregar? – pergunta, rangendo os dentes, em seguida removendo o feitiço.
— Desculpe. – ela professa. – Quando poderei voltar à Asgard? – interroga.
— Já matastes Jane Foster? Já matastes o Doutor Estranho? – ele rebate.
— Jane Foster não gosta mais de Thor. Está noiva de outro e muito feliz. Quanto ao Doutor Estranho, não tem por que matá-lo, sendo que minha missão em Midgard já foi relativamente cumprida.
— Aí que se enganas pequena! – Loki se aproxima, cola seu corpo no da loira que dá alguns passos para trás e estaciona quando suas costas encontram a parede. O deus da trapaça passa as mãos pelos cabelos da mulher. – Invadiremos Midgard. Doutor Estranho será um empecilho caso esteja vivo.
— Por que invadir Midgard? – Clea indaga inconformada.
— Avisaste a todos que eu traria um exército e invadiria esta terra. Tudo bem que isto era somente pretexto para que se unisses aos Vingadores, contudo, pensei melhor e por que dominar só Asgard se posso dominar todos os Nove Reinos? – ele ri. – Tiveste uma ótima ideia!
— Esta terra não merece sofrer, Loki. Por Odin! Eles não te fizeram nada! – tenta convencê-lo, mas ele coloca seu dedo indicador sobre seus lábios.
— Não me questiones. Tu, mais do que ninguém, sofrestes muito nas mãos de Odin e Thor. Agora é hora de nossa vingança! – ele a puxa para mais perto, deixando suas respirações próximas. – Venha, tenho uma missão para ti... – arrasta-a pelo braço, os teletransportando dali.
Loki e Clea surgem em um reino diferente, era um lugar obscuro, com céu cinzento. O clima era tenso. Ele a guia para perto de uma cela, onde um homem estava sentado somente de bermuda, de costas para eles.
— Doutor Banner, esta é minha amiga Clea. Ela veio te fazer companhia.
— SAIAM DAQUI! SAIAM! – o homem grita, com os olhos lacrimejando.
O deus se aproxima do ouvido de Clea e sussurra:
— Este é o homem que se transforma no monstro verde conhecido como Hulk. Preciso que controles a mente dele para que fique com raiva e vire a criatura. Em seguida, colocá-lo-emos no campo de batalha de Sakaar, onde terá de lutar pela própria vida.
— Por que desejas fazer isto com ele? – a asgardiana rebate no mesmo tom de voz.
— Ele já machucou o Thor, sabias disso? – Loki mostra uma ilusão no ar de Thor completamente desfigurado. O ódio começa a revirar o estômago de Clea que acredita no que vê.
Seus olhos mudam para a cor rosa e um feixe de luz da mesma cor, segue até o cérebro de Bruce Banner. Nem ela sabia que era capaz de controlar mentes, mas com o aumento de seus poderes, descobriu mais uma habilidade.
Aos poucos, a imagem de Banner começa a mudar para um tom esverdeado. Ele se debate e tenta manter o controle, entretanto a raiva era inevitável e rapidamente, a figura do Hulk surge.
Ele urra, irado, então Loki aproveita que Clea o controlava para colocar um “colar de obediência” no pescoço, o que não o permitiria voltar ao seu estado humano.
Hulk começa a socar as grades da prisão, que entortam.
— Vamos sair daqui, rápido! – o trapaceiro avisa, teleportando-se com a loira novamente para seu quarto no Sanctum. – Ótimo trabalho, Clea! – Loki a puxa e beija sua boca. Ela o empurra, fazendo com que se soltem. – Até mais! – ele some dali, com uma expressão jocosa.
A loira se senta na cama, passa as mãos pelos cabelos e suspira pesadamente.
“O que foi que eu fiz?”— medita consigo mesma. Em seguida, se estira, mas não dorme. Prefere fitar o teto, onde reexamina tudo o que havia ocorrido naquele dia.
BÔNUS
Mordo lia um livro tranquilamente, quando percebe Loki surgir em sua frente.
— Achei que iria demorar mais um pouco... – o homem comenta debochado.
— Cadê o seu mestre? – o deus questiona.
— Acalme-se, iremos vê-lo agora! – Mordo deixa o livro em cima do sofá e começa a pronunciar algumas palavras numa língua estranha para Loki.
Logo, o chão da sala começa a se abrir e um enorme portal os suga para um lugar colorido, porém sombrio ao mesmo tempo. O deus da trapaça sente um pouco de medo, mas o feiticeiro levita tranquilamente continuando a pronunciar as palavras.
Imediatamente surgem diante de um enorme rosto, misturado à vasta escuridão. Somente seus olhos eram perceptivos.
— O que vocês querem comigo? – uma voz demoníaca e extremamente grossa ecoa por todas as partes.
— Ó meu mestre, Dormammu. Eu sou Karl Mordo, mago desta dimensão. Este é Loki, o deus da trapaça. Precisamos de sua ajuda! – Mordo se ajoelha e indica que Loki faça o mesmo. Vencendo seu orgulho, ele o faz, todavia, não de muito bom grado.
— Digam-me para que precisam de minha ajuda? – o demônio lhes questiona.
— Eu quero me tornar Mago Supremo. Loki quer se tornar rei de Asgard. Ambos queremos chegar à liderança, mas temos um inimigo em comum: Doutor Stephen Strange! – Karl se levanta e começa a caminhar de um lado ao outro. – Queremos que mande um demônio para matar os asgardianos que tentarem impedir Loki de tomar seu trono. E um exército para invadir a Terra e matar parte da população. Em troca, mataremos o Doutor Estranho! – conclui e fica sorridente.
— Huuuum... Isto é pouco... – eles se pasmam com a resposta da criatura. – Quero que matem o Doutor Estranho e me tragam as Joias com a Manopla do Infinito.
— Ora, mas isto não será nada fácil, as Joias do Infinito estão espalhadas por toda a galáxia! – Loki se pronuncia. – Para que queres usá-las?
— Para aumentar meu poder e conquistar mais dimensões. – responde-lhes. – Se me trouxerem as Joias, lhes darei seu exército.
— Tudo bem, traremos a você as Joias! – Mordo responde e Loki o encara boquiaberto.
— Achas que será fácil consegui-las? – o deus da trapaça cicia ao feiticeiro.
— Ótimo! Só pelo fato de estarem se comprometendo comigo, já mandarei o demônio Surtur à Asgard. – as mãos de Dormammu se movimentam, criando uma bola de fogo, que em seguida toma forma de um demônio negro, com chifres. – Quanto ao Doutor Estranho, como pretendem matá-lo? – indaga curioso.
— Este é um trabalho para Clea. Outra que está do nosso lado. – Loki responde e sorri para Surtur. – Vamos, Surtur. Temos um reino para conquistar! – ri maleficamente.
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