Sabe qual o ponto negativo de ser um campeão no instituto da guerra? Você pode encontrar qualquer um no time adversário ou no seu próprio time. Qualquer um mesmo. Desde um campeão que você nunca encontrou fora dos campos da justiça, como a rainha Ashe de freljord, ou até mesmo a solari Leona. Ou conhecidos, como a Katarina. Isso foi um exemplo bom. Dias atrás, eu tive o desprazer de ter como companheiro de time, argh, aquele ser desprezivel chamado Singed. Foi uma das piores experiências da minha vida, e olha que minha vida está cheia de experiências ruins. Mas tem um lado bom em estar aqui. São muitos campeões, e a chance de você encontrar com um campeão que você desgosta ou quer evitar é bem raro. Mas não impossível.

Deixa eu explicar direito meu caso. Hoje estava sendo só mais um dia normal, eu treinei um pouco de manhã para não perder a forma, e a tarde fiquei confinada em meus aposentos pensando em tudo que eu fiz em meu passado negro. Meu nome é Riven, aliás. Conhecida como A Exilada aqui na Liga. Muito prazer. Voltando ao meu quarto, eu remoía mais uma vez o dia em que me tornei uma exilada por vontade própria. O dia que percebi que Noxus já não era a nação que um dia eu admirei. Crescer por sua própria força e valor, era nisso que eu acreditava, era isso que Noxus simbolizava pra mim. Até o massacre desumano de Ionia. Foi nesse dia que eu entendi que Noxus tinha se transformado em uma nação repugnante, que recorreria a qualquer truque sujo por poder. Não era pra mim. Enquanto estava absorta nesses pensamentos sombrios, ouvi claramente em minha cabeça uma voz conhecida.
" Srta Riven? Será que eu poderia contar com sua força agora?" Era o invocador darkangel, meu invocador favorito. Ele era o único que me pedia gentilmente antes de me invocar. Não que isso fosse necessário, mas demonstrava gentileza, e isso é bom.
" Claro, darkangel, estou a seu dispor"

Ser invocada é uma experiencia no mínimo bem peculiar. Não sei como é pra vocês, invocadores, mas vou explicar como funciona para nós, campeões. Existe uma magia interessante, por meio da qual a Liga sabe se estamos no meio de uma atividade importante, antes de podermos ser invocados. Afinal, a xerife Caitlyn não pode abandonar uma perseguição em Piltover assim do nada, não é? Logo após verificar isso, nos é dado cinco minutos para preparação, aí vem a parte mais interessante. Uma aura azul envolve todo o corpo, e então somos teleportados direto para o campo de justiça escolhido. Isso é, bem, sem outras palavras para descrever, incrível.

Nesse dia em particular, eu estava no time roxo, e ficaria com o top. O resto da equipe era composto por Heimerdinger, iria cuidar do mid, Caitlyn e Sona no bot, e pra fechar, a jungle ficaria com Vi. Sona e o Heimerdinger eram icógnitas pra mim, primeira vez que os via na Summoner's Rift. Eu já havia formado equipe algumas vez com as melhores de Piltover, então já sabia mais ou menos como era seu estilo. Agora só faltava descobrir quem seria meu adversário na top lane. Depois de ajudar Vi com o Golem Ancião, segui calmamente para minha lane. Aquela era minha posição preferida, na qual eu melhor me encaixava, mas aquele dia foi miserável pra mim. Ao chegar perto das tropas pra começar a 'farmar', esperando ver o campeão inimigo a qualquer momento, senti o desespero do meu passado me encarar ao encontrar o campeão que eu rezava todos os dias não ter que enfrentar. Cenas de uma Ionia devastada fizeram meus joelhos enfraquecerem, quase pude sentir o cheiro das armas bioquímicas devastando ionianos e noxianos. Minha cabeça rodou, e eu senti a náusea tomando conta de mim. Do outro lado da lane, parada e me examinando com um semblante inexpressivo, estava Irelia.

Notas finais
Se você achou que a história está interessante, pode comentar sem medo, viu?
Se não gostou e acha que eu posso melhorar, comente também.

O próximo capítulo já está quase pronto, falta só alguns ajustes.