Redenção

1 Prólogo


Notas iniciais
Olá pessoal esse é um prólogo de uma fic que surgiu depois de um sonho. Espero que gostem.
Não está betada então perdoe os erros.

Prólogo

Samuel Griffs era exatamente como seu papai tinha dito. Alto, moreno, lindos olhos azuis. Nathan jamais tinha visto alguém tão bonito com exceção de seu outro pai. Parecia com os príncipes das histórias que lia nos livros. O coração de Nathan batia acelerado, afinal esperava há muito tempo por este dia.

O homem olhou para ele com seus olhos azuis e o coração de Nathan saltou de emoção. Nathan usava a sua melhor roupa, uma calça de linho preta com uma blusa pólo na cor vermelha, os sapatos estavam lustrosos, seu pai disse que ele gostava de gente limpa e bem vestida, mas por que ele não sorria? Será que não tinha gostado? Papai Paul tinha lhe dito para ficar imóvel e com a postura reta. Disse que ele gostaria mas não era isso que sua face mostrava.

— Ele não é o menino mais lindo que você já viu, Samuel? – Papai disse com a voz que soava tensa e estranha – Ele não é lindo?

Nathan viu o homem franzir as sobrancelhas. Ele não parecia esta feliz. E sim zangado, com raiva. Parecia-se com Paul quando Nathan fazia algo que ele não gostava ou fazia perguntas demais.

— São só alguns minutos Samuel...

— Por que esta fazendo isso, por que quer me obrigar a aceitar essa aberração? – O homem falava entre dentes.

— Ele é seu filho, ele queria te conhecer... Pelo amor de Deus homem ele é apenas uma criança.

— Marta!

— Ela não está em casa, eu dei o dia de folga para ela. – Papai disse de queixo erguido.

— Ora... Mas isso é bastante conveniente para você não é mesmo? – Ele usava um tom frio ao falar – Dá folga para a empregada e querer se livrar do menino jogando-o para cima de mim.

Ele se aproximou mais de Paul seu olhar dava medo, logo a criança se escondia entre as pernas do seu progenitor.

— Escute muito bem o que vou lhe dizer Paul. Eu já tenho uma família e não preciso de outra, quando deixei que você fosse adiante com essa grávidez foi por que você me prometeu que entre eu e a criança não seria criado nenhum tipo de vinculo. – Ele me lançou mais um dos seus olhares de desprezo – Eu não quero e não preciso de um filho e principalmente um filho Tal neo, uma aberração. Por Deus isso não é certo, vocês não deveriam existir.

O pequeno Tal Neo viu Paul fechar os punhos com força.

— O que sou para você então?

— Ora... meu querido, você é a garantia de uma boa foda depois de um dia exaustivo e um escape do meu casamento. – Samuel segurou o amante pelo queixo – Pare de sonhar, e se quiser continuar desfrutando de toda as regalias, benefícios e continuar sendo sustentado por mim, livre-se dele.

A expressão de Paul era de medo e Nathan olhava de um para o outro tentando entender o que acontecia.

— Papai...

— Não me chame assim.

O menino levou um susto, ficou confuso com a reação de Samuel. Ele era sim seu pai, afinal seu outro pai havia dito. E papai Paul nunca mentia, desde quando Nathan era muito pequeno seu pai sempre lhe falava sobre quem ele era, e hoje com sete anos Nathan sabia perfeitamente de onde pessoas como ele vinham e o dom que possuíam, tudo isso devido a um acidente nuclear que ocorrera a sete anos, sim Nathan fora uma das primeiras crianças nascidas com o dom de gerar assim como seu pai que vivia na cidade atingida na época se tornando assim um Tal neo ou como eram chamados os homens dos olhos vermelhos. Dentre as características que os classificavam estava a androgenia, eles nasciam com corpos delicados, feições perfeitas, uma beleza incomparável e a capacidade de gerar. Claro que essa última fora uma surpresa para Paul que só descobriu a gravidez depois de esta há muito tempo envolvido com Samuel Griff um homem de posses e de uma família tradicional, religioso ao extremo e cruel.

— Estou indo para o trabalho a noite passarei por aqui e espero não ver esse bastardo mais por aqui. – Falou dando as costas aos dois.

— Como pode dizer isso? Como pode não amar um filho que tem o seus sangue? Você nem deu uma chance a ele, nem o conhece. Não sabe como ele é lindo, inteligente e corajoso.

— Os filhos que tenho com a minha esposa já me bastam. Eu disse a você que não queria mais um até arrumei uma solução quando você disse está grávido. Ele não devia ter nascido, Paul, mas você insistiu em fazer as coisas do seu jeito.

— Eu não seria capaz. Como esperava que eu matasse um filho assim? Eu o desejava pois ele era uma parte de você. Você não entende?

— Esse era o verdadeiro motivo realmente? – Ele se aproximou perigosamente de Paul – Ou foi por que você achou que um filho poderia me prender.

Paul não conseguia falar mais nada, tinha os olhos cheios de lágrimas

— Não acredito que você acredite nisso, você é um tolo! – Paul se jogou no chão com as mãos cobrindo o rosto – Ah o que foi que eu fiz? Desistir de tudo por você! Família, amigos, o meu amor próprio e tudo que eu acreditava...

— Eu comprei essa casa para você e dou todo o dinheiro que você precisa. Mas desde que aquele menino nasceu você só fala nele só quer esta com ele.

Paul estava chorando.

— Não fale mais nada...Eu não quero ouvir...

— Eu queria que ele nunca tivesse nascido. – Samuel ditou por fim.

Paul avançou contra o moreno que era maior que ele e começou a esmurrá-lo no peito o xingando de vários nomes que Nathan sabia serem palavras feias que uma criança não poderia esta escutando, assustado o pequeno correu para dentro da casa, sentindo-se muito triste sem saber o porquê. Ele subiu as escadas, direto para o seu quarto e sentou na cama abraçando um urso de pelúcia que segundo Paul tinha sido presente do seu pai Samuel.

Pouco tempo depois Paul entrou no quarto do filho, seu rosto inchado e os olhos que tinham a cor vermelha estavam ainda mais por causa do choro ele se ajoelhou aos pés da cama e colocou a cabeça no colo do pequeno.

— Não se preocupe meu bem, vamos superar isso e seu pai vai voltar para nós.


Porém Samuel não voltou, Paul emagreceu e ficou abatido por semanas. Ficava na cama até tarde e quando levantava não tinha disposição para nada, então os dias foram passando...

Então em uma manhã fria que Nathan brincava perto da lareira, um moço apareceu para falar com seu pai, Nathan ficou observando seu pai conversar com ele. As únicas pessoas que apareciam naquela casa eram o Sr. Smitwers, que levava o dinheiro que papai mandava, e Bob, o namorado de Marta. O Moço entregou um envelope para o Tal neo e depois se despediu indo embora. Paul abriu o envelope com as mãos tremulas e depois de ler o conteúdo caiu sobre uma poltrona chorando copiosamente.

Marta que voltava das compras, quando viu o estado de Paul correu até ele perguntando se estava tudo bem, o rapaz como resposta apenas entregou o papel para que a empregada lesse. Marta correu os olhos por todo o conteúdo da carta e rapidamente pediu para que Nathan fosse brincar no quarto.

Nathan desconfiado apenas se escondeu no corredor e se pôs a escutar toda a conversa.

— Senhor pelo menos ele mandou algum dinheiro.

— Eu não me importo com dinheiro, eu o amo, quero ficar com ele mas... Oh Marta depois de todos esses anos que me dediquei a ele fui fiel. E ele faz isso conosco, ele nos expulsa dessa casa com uma mão na frente e outra atrás.

Marta olhava o rapaz em desespero sentindo seu coração apertar, sentia por não poder fazer nada.

— Tudo bem! Tudo vai dar certo! – Paul se colocou de pé e enxugou as lágrimas – Por favor Marta me ajude a arrumar as minhas coisas...

— Mas senhor ele lhe dá um prazo de um mês não precisa ter pressa e quem sabe ele não muda de idéia.

— Não Marta não fico mais uma noite nessa casa. Você viu a condição para que fiquemos juntos é se eu der meu filho e isso eu jamais farei.

Nathan subiu para o quarto e mais uma vez chorou, a dor que invadia seu pequeno coração ele não compreendia. Tudo o que ele queria saber era por que seu pai não o amava. Seria ele feio demais? Burro? Desengonçado? Teria feito algo errado? O pequeno Tal Neo chorou até não ter mais forças, acabou pegando no sono. O pequeno acordou com a cabeça dolorida e saiu do quarto para pedir seu pai que fizesse a dor passar, chegando a sala viu Marta e Paul arrumando as coisas dentro de algumas caixas.

— Olá meu amor... Vá até a cozinha comer alguma coisa, já passa da hora do almoço. – Paul foi em direção do pequeno e ficou olhando para aquele rosto angelical, os cabelos negros e os olhos vermelhos eram uma bela combinação. Nathan era uma bela criança todos sempre disseram isso por onde eles passavam e isso era motivo de orgulho para Paul – À tarde partiremos para a casa dos seus avôs – ele disse tentando parecer animado, mas seus olhos parecia estarem mortos – Eles não o conhecem.

Nathan fez o que seu pai pediu. Depois de algumas horas tudo estava arrumado e ajeitado em um carro, Paul se despediu de Marta e agradeceu por tudo, recebendo um boa sorte da empregada.

Os dois viajaram durante toda a tarde, quando era altas horas da noite Paul encontrou um hotel de beira de estrada e resolveu parar. Colocou os óculos escuros e pediu para Nathan esperá-lo no carro. Afinal Tal Neos eram sempre confundidos com prostitutos e provavelmente em um hotel cheio de caminhoneiros não seria diferente. Ele chegou a recepção que era pequena e para seu alivio estava vazia, somente uma senhora estava sentada atrás do balcão.

Ele pagou pelo quarto pegou a chaves e sai apressado em direção ao carro, Paul pegou o pequeno Nathan que segurava seu ursinho, e caminhou com ele para o quarto.

Na manhã seguinte bem cedo já estavam na estrada e não demorou para chegarem na antiga cidade onde Paul nascera. Ele engoliu em seco ao olhar para a casa bonita na qual havia parado em frente. Suas recordações não eram boas. Ele olhou para Nathan que dormia no banco de trás do carro e suspirado saiu do veiculo em direção a porta da frente da casa. Pensou duas vezes antes de estender a mão até a campainha e finalmente munido de toda a coragem que lhe restava apertou o botão.

Uma mulher atendeu era alta, magra e com os cabelos grisalhos, usava um vestido florido com uma avental branco por cima. Quando seus olhos pousaram sobre Paul logo se encheram de lágrimas.

— Oh...oh... Paul...

— Voltei para casa mãe

A mulher pareceu vacilar por um momento, mas logo tomou uma faceta seria.

— Não é tão fácil assim filho, sabe que não é?

— Não tenho mais para onde ir e também não estou só.

A senhora olhou para o carro e viu Nathan do lado de fora do veiculo parado ao lado da porta.

— Nem preciso perguntar se é seu filho. – Disse com um sorriso triste – É um belo menino, parece com você.

— Por favor, mãe.

— Espere aqui vou falar com seu pai.

A senhora abriu a porta a fechando logo após entrar. Paul olhou para trás e acenou para Nathan com um sorriso nos lábios, virou para frente e repetiu o mantra que tinha se tornado frenquente em sua boca.

Pocuo tempo depois a mulher volta com um semblante transtornado.

— Não.

Apenas isso receberia de seu pai? Uma palavra nada mais?

— Pelo visto ele não me perdoou por eu ter me tornado um... Eu não tive culpa! – Paul gritou contra a porta ameaçando entrar na casa, foi impedido pela a mãe que bloqueava seu caminho.

— Ele só irá dizer palavras que vão feri-lo.

— Mas do que ele já fez, do que ele me disse? O que pode ferir mais do que a rejeição do meu próprio pai? Por favor mãe... Diga a ele que eu imploro, fico de joelhos, digo que ele tem razão...

— Não vai adiantar, ele disse que não tem mais filho... Disse que você está morto para ele.

— EU NÃO ESTOU MORTO! – Paul gritou girando nos calcanhares indo na direção do carro, sentiu sua mãe enfiar algo no bolso do casaco.

— É tudo o que tenho.

Paul não disse nada segurou a mão do filho e o guiou de volta para o carro, sentou no banco do motorista e retirou o dinheiro do bolso, riu de desespero ao ver a quantia, guardou no porta luvas do carro e ligou o carro seguindo pela rua arborizada até os limites da cidade, as lágrimas escorrendo pelo rosto moreno.

Quando chegaram a cidade vizinha Paul vendeu o carro e conseguiu alugar um quarto em uma pensão, o dinheiro que tinha gastava comida, enquanto procurava emprego mais sem sucesso, visto que ninguém queria contratar um Tal Neo, ainda mais um pai solteiro que era sinal de promiscuidade.

Após alguns meses, as coisas estavam cada vez piores, quando Paul viu que o dinheiro estava acabando juntou o resto de suas economias e comprou um velho barraco no cais do porto. Onde passara a morar definitivamente.

Nathan finalmente viu o mar ele era fétido e tinha lixo boiando nele. As vezes ele descia e se sentava na praia gostava de ouvir os barulho das ondas se desfazendo na areia.

Haviam muitos homens no porto. Marinheiros, homens rudes que chegavam de todas as partes do mundo. Alguns deles iam a casa de Paul e ele pedia para Nathan da uma volta quando eles apareciam, Nathan não ia longe pois esses homens nunca ficavam muito tempo. Eles apertavam a bochecha de Nathan e diziam que iriam voltar quando ele crescesse mais um pouco Nathan não gostava deles, pois todas as vezes que eles iam embora seu pai bebia e chorava a noite toda. E assim se passaram dois anos, Paul não era nem a sombra do lindo jovem que foi um dia, ele agora era o prostituto do cais, vendia seu corpo por miseras moedas ou alguma garrafa de bebida, Nathan estava com nove anos e tudo que fazia era passar seus dias vagando pelo cais, enquanto seu pai recebia os clientes. O pequeno já tinha idéia do que seu pai fazia, e sentia sua solidão aumentar a cada dia, não tinha amigos, pois todos o desprezavam e por viver nas docas não tinha contato com outras crianças tudo que conhecia sobre seres humanos é que eles gostavam de beber e foder

Então um dia Robert foi morar com eles e as coisas melhoraram. Robert era um marinheiro, gordo, barbudo e sem graça, as visitas dos outros homens cessaram e ele agora dormia com Paul na cama enquanto Nathan passara a dormir no chão.

As vezes ele sentava do lado de fora se embebedava e ficava cantando canções sobre mulheres. Quando chovia ele ia para o bar beber mais e voltava para casa tarde da noite para transar com Paul. Nathan tampava os ouvidos com as mãos para não escutar os gemidos, parecia que seu pai sempre estava sendo machucado.

Depois Paul chorava e chorava e dizia que tudo iria ficar bem. Nathan por alguma razão não acreditava mais nele.

Quando as outras crianças do porto zombavam dele por causa da cor de seus olhos ele apenas olhava para todos com desprezo e quando chamavam seu pai de nomes que ele sabia que era verdade, apenas não deixava as lágrimas saírem e as empurrava bem fundo impedindo que brotassem, formando assim uma pedrinha em seu coração. Aprendeu a encarar seus torturadores e as sorrir com frieza, arrogância e desprezo. Aprendeu a fingir de que nada que dissessem poderia afetá-lo.

No inverno em que Nathan completara dez anos, seu ficara muito doente, não quis ir amo médico dizia que precisava só descansar, mas foi piorando a cada dia, vindo a falecer deixando Nathan sozinho com Robert. O homem chorou convulsivamente, mas Nathna não tinha mais lágrimas para chorar. O peso dentro de si parecia pesado demais para ele suportar.

Eel se jogou sobre o corpo do pai gritando em desespero:

— Quero ir com você. Me leve também. Meu Deus por favor não me deixe aqui, quero ir com meu pai.

Robert enterrou Paul, foi algo muito simples somente ele e alguns amigos e o pequeno Nathan que agora já chorava tudo que estava guardado.

Os dias passaram...

O homem recebeu como um ultimo pedido de Paul, para que cuidasse bem do seu filho. Mas ele não saberia como cuidar de uma criança, ainda mais uma diferente. Entrou em contato com alguns amigos do bar e esses lhe deram o endereço de um homem que adotava crianças bonitas, pegou o endereço e em uma manhã de sábado arrumou Nathan como se fosse para uma festa e o levou até a casa.

O local ficava em um bairro nobre da cidade. Era uma enorme mansão dentro de uma imensa propriedade, Nathan caminhou ao lado de Robert que lhe dizia para se comportar que se o homem gostasse dele iria adotá-lo fazer dele seu filho e cuidar como um verdadeiro pai.

— As coisas vão melhorar para você garoto – Disse com um sorriso largo – Eu não prometi ao seu pai que cuidaria de você?

Pararam em frente a porta da mansão e Robert bateu duas vezes, a porta se abriu e um homem vestindo um terno escuro apareceu olhando Robert de cima a baixo com cara de desprezo.

Robert pigarreou e entregou um papel para o homem. O mordomo leu e abria aporta ainda mais, dando passagem aos dois.

— Espere aqui. – Disse polidamente se retirando logo em seguida.

Foram deixados em uma enorme sala com moveis finos, quadros e tapeçarias caríssimas. Robert se aproximou do bar aonde havia algumas garrafas destampou uma de cristal e cheirou o conteúdo.

— Minha nossa...

Virou a garrafa na boca e bebeu metade limpando a boca na manga da camisa.

— O mais perto que já estive do paraíso.

— Vejo que está gostando meu conhaque. – Uma voz grave e profunda invadiu o local.

Robert enfiou a tampa na garrafa e a colocou no lugar.

— Não provo coisa assim a muito tempo. – Nathan notou que Robert empalideceu sobre o olhar do outro.

O homem se aproximou com o mordomo o acompanhando, retirou o casaco e entregou ao empregado, ficou um tempo observando Nathan.

Nathan o achou belo ele sorria enquanto olhava para ele, mas por algum motivo seu sorriso não o acalmou. Algo era estranho, seus olhos pareciam como de um demônio. Ele afundou mais na poltrona em que estava sentado sentindo um calafrio

— Qual o nome dele? – Perguntou fitando-o intensamente.

— Nathan

O homem riu e se aproximou mais de Nathan, examinando-o meticulosamente. Nathan estava tão assustado que não se mexia nem mesmo quando o homem se aproximou mais parecendo que o devoraria. Ele sorriu de novo com um estranho brilho no olhar. Tirou um maço de notas do bolso da calça contou algumas e deu para Robert sem nem mesmo olhar para ele.

Robert pegou as notas satisfeito e começou a agradecer ao homem:

— Obrigado, quando Jefrey me disse que o senhor estava querendo adotar um Tal Neo e mal pude acreditar, pensei que sorte desse garoto, ele já sofreu muito nessa vida.

E continuou falando sem parar mencionado os nomes de todos os envolvidos na negociação, estava bêbado demais, não percebeu a mudança nas feições do dono da casa a medida que ia contando todos os detalhes da “adoção”.

Mas Nathan percebia.

Ele estava furioso, e mais do que isso parecia que iria... Ele olhou para Robert e sentiu o pânico aumentando dentro de si. Ele não parava de falar bajulando o homem na frente dele. Foi então que o mordomo se posicionou atrás de Robert e um grito mudo se formou na garganta de Nathan quando ela viu o fio negro enrolar em volta da garganta de Robert e rapidamente ele ir sufocando até cair no chão com os olhos estatelados.

Nathan levantou da poltrona e correu na direção da porta ele puxava a maçaneta mais nada acontecia, a porta estava trancada, quando sentiu uma mão tampar a sua boca e a outra o afastar da porta ele chutou, mordeu, lutou como pode, mas não conseguiu absolutamente nada o homem era de pedra. Ele o jogou por sobre o ombro e subiu as escadas chegando em frente a uma porta de madeira branca ele abriu-a e adentrou o local jogando Nathan em cima de uma cama. Nathan ouviu a porta se fechar. E após algum tempo ser aberta novamente.

Quando ele viu o homem que era o dono da casa, ele rapidamente correu até um canto do quarto se encolhendo.

O homem ficou um bom tempo observando o garoto. Tirou o palito e a gravata e foi em direção a uma porta que até então Nathan não tinha visto, o menino escutou o barulho do chuveiro sendo ligado. Nathan saiu de onde estava e correu para a porta sem sucesso tentou abri-la. Correu até as portas da varanda vendo que as mesmas também estavam trancadas.

— Desista você agora me pertence jamais conseguirá escapar. – a voz novamente preencheu os ouvidos do menor. Ele estava envolto em uma toalha e seus cabelos estava úmidos. Se abaixou a frente do pequeno Tal Neo e passou a mão pelo rosto pequeno.

— Você é lindo demais, acho que vou te chamar de Angel.

Nathan estremeceu violentamente diante do seu toque e virou o rosto para o lado. O homem o puxou de volta o encarando.

— Não acho que aquele bêbado era seu pai, você não se parece nada com ele.

Ele se levantou e tirou a toalha.

— Olhe para mim pequenino.

Quando Nathan viu o homem nu a sua frente, seu coração bateu com tanta força que seu corpo tremeu de terror.

O maior o encarou e Nathan não pode mais desviar daquele olhar.

— Se fizer tudo o que eu lhe mandar vamos nos dar muito bem. – Ele sorriu novamente e acariciou seu rosto, o pegou no colo e o depositou sobre a cama, com movimentos um tanto bruscos começou a retirar a roupa do menor que estava estagnado simplesmente não conseguia reagir.

— Me diz de onde você vem e quem são seus pais? Quanto anos você tem?

Nathan não conseguia responder.

Ele tocou o pescoço, o tórax e os braços de Nathan.

— Não importa. Afinal agora você é meu, e vou ensiná-lo como dar prazer a outro homem, pois foi pra isso que vocês nasceram. – Ele lambeu a lateral do rosto pequeno. Nathan fechou os olhos, já tinha ouvido essas palavras antes, sabia o que aquele homem queria, era exatamente o que todos sempre querem.

— Você está muito calado, será que é mudo? Bem pode me chamar Dominik assim que encontrar a sua língua e aprender a usá-la. – Ele puxou o corpo pequeno até que Nathan ficasse de quatro na cama com o rosto virado para si – O que será logo, eu prometo.

Pegou o falo que estava ereto e esfregou no rosto pálido.

— Agora chupa!

Nathan virou o rosto, o homem puxou um chicote debaixo do travesseiro, virou o menor de costa e acertou-o três vezes arrancando gritos dele. Depois o virou em sua direção e ordenou ao garoto que chorava:

— Abra a boca e chupa.

O home sorriu novamente ao ser prontamente obedecido.

E no dia seguinte, Nathan jurou para si mesmo que jamais amaria um homem, pois eles só traziam dor e sofrimento.



Notas finais
Se quiserem que eu continuem e se vale a pena, digam por favor, Bjs!