Redenção
21 Capítulo 20
Notas iniciais
Desculpem a formatação desregular, mas é o Nyah sinceramente esse novo editor deles é péssimo, eu desisto. o
Capítulo 20
“ Você me ver assim do jeito que eu sou e faz de mim o que bem quer. ”
Ana Carolina
O canto dos pássaros, o som do gado mugindo no pasto, das galinhas e do canto do galo pela manhã. Não eram mais os sons característicos da fazenda Redenção. O som que era escutado de madrugada seguindo até de manhã era do mais novo integrante da família de Joshua e Nathan.
— Por Deus Paul... Por que você chora tanto. – Joshua balançava o filho andando de um lado para o outro no quarto do bebê – Que par de pulmões potentes. – Resmungou olhando para o rostinho vermelho que se contraia.
A porta do quarto se abriu e por ela passou um moreno com os cabelos emaranhados, olhos vermelhos cheios de olheiras e aparência cansada. Nathan caminhou até o marido e pegou o pequeno Paul sem dizer uma palavra, sentando-se na poltrona para amamentar.
— Desculpe não poder ajudar mais. – Joshua falou sensibilizado ao olhar para o esposo, que mesmo depois de uma semana que havia dado a luz, ainda não tinha se recuperado totalmente.
— Tudo bem... – Ele ficou observando Paul afoito, sugar o bico do seu peito e ergueu o olhar para o maior – E como dizem “ser mãe é padecer no paraíso”. – finalizou com um sorriso.
Joshua abaixou-se em frente ao esposo e acariciou a face de tez aveludada.
— Sabe que eu te amo, não sabe?
Nathan sorriu mais uma vez.
— Eu sei... E você sabe que eu te amo mais. – O moreno se inclinou para frente, diminuindo a distância entre eles.
Joshua tomou os lábios do esposo, os lábios que para ele tinham um sabor único e viciante,o beijo era cálido e apaixonante. E por um momento ambos esqueceram de onde estavam. Chão e paredes não mais existia e a atmosfera mudou dando lugar a um clima erótico e sensual.
— Josh o bebê. – Nathan falou baixo após separem do beijo em busca de ar.
O castanho olhou para o pequeno tal neo que dormia nos braços de Nathan e selou com um beijo a cabeça cheia de fios castanhos.
— Coloque-o no berço, quero cuidar de você. – Ditou sensual.
Nathan sentiu o desejo crescendo dentro de si. Saber que era desejado e amado por Joshua era como um bálsamo para todas as suas feridas.
Depois que acomodaram o pequeno Paul no berço, Joshua tomou Nathan em seus braços o levando para o quarto do casal. Está nos braços de Joshua, sendo afagado pelas mãos fortes e olhado com intensidade enquanto era despido com cuidado, era tudo o que seu coração poderia desejar e no momento em que era penetrado profundamente, tudo o que podia desejar é que sua vida nunca mudasse e que pra sempre ele pudesse desfrutar do amor e do alento que a presença de Joshua lhe trazia.
O castanho mesmo depois do gozo recente e ainda dentro do menor passou a mão pelo rosto suado retirando os fios negros e molhados da testa do esposo.
— Não me canso de você, adoro olhar seu rosto depois de fazemos amor, gosto de sentir seu cheiro após o sexo e gosto da sua pele em contato com a minha. Assim desse jeito.
Nathan não soube o que dizer, então enlaçou o pescoço do esposo mordendo o queixo com carinho e depois mordiscando o lábio inferior para depois beijá-lo com devoção e simplicidade. Ambos deixaram-se levar pelos momentos de carinhos, Joshua e Nathan se completavam. E nada mudaria isso.
♣ Redenção ♣
— Uau! Sim... Assim bebê, usa essa boca gostosa! – Kai jogou a cabeça contra a parede ao mesmo tempo em que segurava Luke pelos cabelos e o forçava mais contra o seu pau duro.
Luke não tirava os olhos do amante, passou a língua novamente pela cabeça em forma de cogumelo, para depois deslizá-la por toda a extensão do pênis do outro, tratando-o como se fosse um gostoso picolé de frutas.
Segurou forte o par de coxas amorenadas e cheias de músculos e tratou de engolir a ereção túrgida até onde dava. Kai estava sentado na cama, eles tinham acabado de acordar, quando Luke propôs um sexo oral para começar o dia, mas aquilo estava bom demais, além do que o índio poderia imaginar.
— Droga Luke! Vou gozar...
Luke soltou o membro tão depressa que foi como se sua boca fosse um desentupidor de pia.
— Não sem mim. – Falou o tal neo, sentando nu sobre a virilha do maior.
— Deixa eu te preparar. – Falou rouco de desejo o moreno.
— Não precisa. – Luke se apoiou sobre uma mão e com a outro guiou o pênis de tamanho considerável até sua entrada que pulsava ansiando ser preenchida por aquele homem viril.
Kai grunhiu ao sentir seu pênis ser envolvido pelas paredes quentes, olhou para o rosto de Luke que se contraia em uma expressão que mesclava dor com prazer, ele era realmente sexy. Correu as mãos pelas costas nuas, apreciando sentir o contato com a pele macia, uniu as bocas sugando a língua do menor que já começava uma sequencia de movimentos cadenciados.
Foi a vez de Luke gemer quando viu as mão fortes em seus quadris o forçando mais para baixo, gemeu profundamente em meio ao beijo, sentindo que o outro estava totalmente dentro de si pulsando de desejo. O beijo foi cortado para que amos pudessem respirar. O tal segurou nos fios longos de Kai e o puxou para que ele encostasse o rosto em seu tórax onde sentiu uma sequencia de chupadas em seu mamilo, começarem. Não se fez de rogado, e começou a cavalgar com ímpeto em cima do mastro duro que o empalava.
Kai abraçou o amante e entrou no ritmo da cavalgado movimento seu quadris pra cima e para baixo, rugiu quando sentiu as unhas gravarem em seu ombro, ergueu o olhar para Luke que estava mordendo os lábios e de olhos fechados, ele exalava o odor que lhe era característico e que o enlouquecia.
Como um animal no cio Kai jogou Luke contra o colchão da cama sem sair de dentro dele, dobrou as pernas até a altura dos ombros e com movimentos selvagens começou a estocá-lo, queria possuí-lo, mostrar que era seu dono...Tentando aplacar o desejo insano que tomava conta dele quando estava na cama com o tal neo.
— Eu... te ...amo – Declarou em meio as investidas.
O corpo de Luke ia para frente e para trás fazendo com que a cama também batesse contra a parede, devido a força que o maior impunha. O menor gritava e falava palavras desconexas enquanto sua cabeça ia de um lado para o outro.
Luke segurou a mão de Kai e a levou até seu sexo esquecido, O índio entendeu a mensagem e começou uma intensa masturbação no mesmo ritmo que o tomava.
Kai adorava vê-lo gemendo, gritando, suspirando de prazer. Era uma cena digna dos mais belos contos eróticos. Abaixou-se sobre o corpo esguio para tomar os doces lábios mais uma vez, foi um ato molhado e lascivo. Luke nunca tinha experimentado algo daquele jeito, daquela forma. Kai o desejava tão intensamente que constrangia.
Kai viu o beijo ser interrompido mais uma vez quando Luke jogou a cabeça contra a superfície macia e gozou fartamente em sua mão, contraindo assim o seu canal apertado contra a sua rigidez o levando a gozar depois de mais algumas estocadas. O maior caiu sobre o corpo do tal neo, ambos suados e respirando afoitamente.
— Eu também te amo, meu moreno gostoso. – Luke declarou beijando com carinho a cabeça de fios negos.
Kai fechou os olhos e ficou por um tempo escutando as batidas do coração do amante.
— Pesado... – Luke gemeu após alguns minutos em que tinham se recuperado do orgasmo intenso.
— Oh.. Baby me desculpe. – O maior disse levantado-se e deixando a mostra os músculos definidos do abdômen.
Luke desviou o olhar daquela visão de um deus grego a sua frente gaguejou alguma coisa que Kai não pode escutar.
— O que disse baby? – Perguntou se sentando no meio da cama.
— Vou tomar banho... E você fica aqui, senão não saímos mais deste quarto.
Kai gargalhou quando viu o amante entrar no banheiro e fechar a porta. Ele cruzou os braços atrás da nuca e ficou pensando em como sua vida tinha se tornado tão boa nos últimos meses.
♣ Redenção ♣
As risadas ao longe, misturando-se ao barulho incessante da cachoeira, davam um ar diferente à antes silenciosa floresta . Ele se viu guiado pela algazarra e sorriu quando saiu da mata dando de cara com sua família e amigos. As crianças, Luke, Kai e Steve brincavam dentro do rio, enquanto Nathan estava sentado em baixo de uma macieira, o tal neo velava o sono do filho, que dormia tranquilo em um pequeno cesto, Paul já estava com quinze dias de vida e continuava trocando o dia pela noite.
— Olá amor... – Se inclinou capturando os lábios do esposo em um beijo delicado – Como está? E nosso príncipe? – completou olhando com carinho para o bebê.
— Estamos bem! Olhando todos se divertirem... Steve parece ter capturado os coração das crianças. – Nathan falava enquanto sentava entre as pernas de Joshua.
Uma brisa suave passou levantando os fios negros que compunham a franja do tal neo, trazendo até as narinas de Joshua o aroma tão marcante que o esposo possuía.
— Eu gosto do seu cheiro. – O castanho disse afundando os nariz nos cabelos do outro.
Nathan encostou a cabeça nos ombros do maior e fechou os olhos enquanto sentia as mãos fortes alisarem sua pele por baixo da camiseta que vestia. Só lhe restava suspirar.
— Alguma coisa te incomoda, meu amor? – Joshua perguntou após algum tempo de carícias.
Nathan negou com a cabeça.
Joshua o virou para si o mantendo ainda entre suas pernas.
— Não minta, sei que algo te incomoda, há dias tenho sentindo você preocupado. – Ele tocou o queixo do menor o levantando com carinho – Hein, não confia em mim?
Nathan o olhou profundamente. Não sabia explicar o que sentia, vinha tendo pesadelos horríveis nos últimos dias, onde seus maiores temores pareciam se realizar. Ele se via perdendo sua família, todos mortos e restando somente ele.
— Tenho medo! – Respondeu envergonhado e escondeu o rosto no peito do castanho.
— Medo?! Do quê?
— De te perder... Perder Paul e as crianças. Sei que é bobagem, mas não consigo parar temer.
— Você não vai me perder, por que não pretendo ir há lugar algum. E quanto as crianças nós a protegeremos para que cresçam em segurança e tenham um futuro digno. Não com que se preocupar... Somo uma família e nada vai tirar isso de você.
Nathan ergueu o olhar e se perdeu na força que os olhos verdes de Joshua lhe passavam. Aproximou-se da boca de lábios carnudos e a beijou com ânsia.
— Eu te amo... Obrigado por sempre cuidar de mim e está aqui por mim. – disse após o beijo compartilhado.
— Tenho notado que você não tem dormindo bem e vem tendo pesadelos durante a noite. – Joshua abraçou forte o corpo pequeno do tal neo – De agora em diante sua única preocupação será descansar em mim. Afinal já passamos dessa fase, os monstros que te atormentavam devem permanecer enterrados.
Nathan fechou os olhos e relaxou nos braços fortes do vaqueiro. Aquilo parecia tão certo, eles pareciam que foram feitos um para o outro, para permanecerem juntos por toda a eternidade... Então por que ao mesmo tempo se sentia incomodado. Sem querer transparecer mais sua insegurança infundada, ele deixo que sua mente trabalhasse em ritmo mais lento até que o cheiro das árvores, o canto dos pássaros e o barulho do rio, o embalassem e o levassem a terra dos sonhos.
Joshua vendo que Nathan dormira, se recostou mais contra o tronco da grande macieira. De uma olhada para o cesto vendo que o filho também dormia profundamente. Um estranho pressentimento o abateu quando olhou para o seu, nuvens escuras se aproximavam devagar, anunciando que logo teriam uma tempestade.
♣ Redenção ♣
O ruivo chegou até o imenso portão de ferro e decidido tocou o interfone. Após alguns segundos uma pequena janela foi aberta no portão e uma voz grave avisou rudemente.
— Os trabalho só se iniciam a noite. Volte mais tarde, garoto. – A janela foi fechada rapidamente.
Ruy bufou. Analisou os gigantescos muros que cercavam a mansão dos prazeres não teria outro meio de entrar a não ser pela porta da frente, tocou novamente o interfone e sendo atendido pelo mesmo homem.
— Tenho informações do paradeiro do tal neo que fugiu. – disse rapidamente antes que fosse expulso do local.
O segurança estreitou os olhos e o olhou de baixo para cima.
— Tem certeza, o senhor Dominique não gosta de ser incomodado pela manhã ao não ser que seja de estrema importância. – Perguntou serio.
— Sim, sei onde e com quem ele está.
A janela se fechou novamente e Ruy deu dois passos para trás quando depois de certo tempo o portão foi aberto.
Ruy foi convidado pelo segurança a subir em um carrinho de golfe e seguiram atravessando o imenso jardim até a entrada da mansão que mais parecia um castelo.
Quando entraram na casa Ruy não pode conter a admiração, sempre imaginara entrar naquele lugar desfrutar dos favores sexuais dos prostitutos e prostitutas mais caros do pais e também os mais belos e belas.
— Fique aqui, chamarei o chefe.
Ruy assentiu e sentou-se em uma das poltronas do escritório no qual fora conduzido. Tudo cercado de luxo e beleza.
O segurança subiu as escadas e seguiu até o quarto de Dominique bateu na porta mais não obteve resposta, abriu a porta devagar e colocou a cabeça para dentro vendo que a cama estava arrumada, mesmo sendo tão cedo. Constatou que o homem não tinha dormido em seu quarto novamente, então só podia estar no lugar onde passara o último ano aliviando suas frustrações.
O segurança subiu mais um lance de escada e pode ouvir os gemidos confirmando que suas suspeitas estavam corretas. Sem saber bem o que fazer fico em pé a frente da porta do quarto de “tortura” ou como os moradores do local costumavam chamar a masmorra.
— Não estou vendo você cavalgar, Gabriel está querendo me irritar? – Ouvi-se a voz impaciente de Dominque.
— Aargh! – O grito foi escutado, provavelmente toda a mansão escutara.
O segurança ergueu a mão e mesmo hesitante deu duas batidas na porta.
— Entre.
Dominique não desviou o olhar de Gabriel e fez um gesto com a mão para que o segurança entrasse.
O recém-chegado viu o patrão sentando em uma poltrona de veludo em um canto do quarto enquanto que no meio do cômodo se encontrava um cavalo esculpido em madeira, e sobre ele estava Gabriel nu, com as costas e corpo marcado por chicotadas, seu rosto estava inchado de tanto chorar e seus lábios sangravam. Seu estado era lastimável.
Dominique se levantou da poltrona deixando o copo da bebida em cima de uma mesinha e seguiu até o prostituto com o chicote em mãos.
Ele abaixou a cabeça em direção ao traseiro do outro que tremia sentado em cima do objeto. Tornou a olhar serio para o prostituto.
— Ainda vejo que não entrou tudo...
— P-por favor, n-não posso...
Foi então que o segurança viu que em cima do cavalete em forma de equino havia uma pênis de madeira, provavelmente esculpido junto com o cavalo. Gabriel sustentava com visível dificuldade o objeto dentro dele, e mesmo assim Dominique o forçou a sentar-se completamente sobre o pênis fazendo com que o mesmo entrasse completamente.
Gabriel gritou e estremeceu, parecia que iria desfalecer.
— Não se atreva a desmaiar novamente, ou perderá mais do que uma mão dessa vez, seu imprestável. – Dominique falava frio enquanto chicoteava as costas nuas – Comece a cavalgar e quero ouvir seus gemidos.
Sem alternativa o menor obedeceu, pois sabia do que o outro era capaz, tinha aprendido sobre a crueldade de Dominique desde que pedira para ser o seu predileto, quando o cafetão perdeu Nathan.
Dominique se virou para o segurança parecendo só o perceber naquele momento.
— O que quer?
O homem se enrijeceu. Desviando o olhar do prostituto que cavalgava o objeto de madeira e gemia de dor. E não prazer.
— Senhor, tem o rapaz que o aguarda em seu escritório. Ele alega ter informações sobro o tal neo.
— Nathan! – Dominique disse encarando o homem a sua frente – Sabe quantos caçadores de fortuna tivemos neste último ano e nenhum com informações verdadeiras?
— Sim senhor... Mas o rapaz jura dizer a verdade.
— Deixe-me ver o que ele tem para mim então. Se ele estiver mentindo você e ele estarão mortos.
O homem engoliu em seco e saiu do quarto depois do patrão.
Gabriel quando viu que Dominique tinha se retirado saiu com muita dificuldade de cima do cavalo de madeira, sem conseguir ficar de pé caiu no chão sobre o braço sem mão. Olhou com ódio para o mesmo, porém logo sorriu. Parecia que seu martírio teria fim.
Dominique escutou tudo o que Ruy lhe disse, com um semblante indecifrável.
— Posso levá-los até lá. – Disse o ruivo por fim, após dá todas as informações sobre a nova vida de Nathan e onde ele morava.
— Por enquanto eu devo confirmar se suas informações são verdadeiras, enquanto isso você é meu convidado para ficar aqui na mansão. – Dominique fez sinal para que o segurança retirasse o outro da sua frente.
Ruy se assustou quando Foi segurado pelo braço.
— Sério, senhor obrigado, será que eu poderia ter a companhia de algum dos sues garotos? – Perguntou hesitante.
Dominique o olhou com repugnância.
— Leve-o para Jim, ele precisa de treino. E se suas informações estiverem corretas você será bem recompensado.
— Obrigado senhor.
Dominique ficou olhando os dois homens saírem e recostou-se contra a poltrona de couro. Precisava pensar afinal pelo que o garoto tinha dito, Nathan estava mais próximo do que imaginara, precisava planejar com cuidado o que iria fazer. Pois ele não abriria mão de Nathan, nunca desistiu durante o ano que se passou e agora o destino parecia trabalhar ao seu favor... Sim ele traria Nathan de volta e lhe ensinaria que um cão jamais deve abandonar o seu dono.
Continua...
Notas finais
então aí está o link
http://s1211.beta.photobucket.com/user/SuperciliaDF/media/capitulo20_zps859072e0.jpg.html
Estamos caminhando para o fim de Redenção a todos que tem me acompanhado até aqui os meus sinceros agradecimentos e como vou ficar em casa de boa 4 dias vou tentar trazer mais um capitulo na segunda ou terça. Bjs e agradeço aos que tem comentado.
Fale com o autor