Redenção

10 Capítulo 09


Notas iniciais
Eu tinha esquecido como esse negócio de férias é bom, tb dois anos sem tirar... Está dando para eu atualizar bem rápido as fics.
Capítulo dedicado a maravilhosa Thayná Freire, obrigada linda pela recomendação tão fofa.
O capítulo não esta betado!
Apreciem com moderação...



Capítulo 10

"Perdoar não significa esquecer."

A Cabana



Nathan acordou, sentindo um peso sobre suas pernas. Tentou se mover, mas suas costas doeram terrivelmente. Ele gemeu e abriu os olhos constatando que não estava em seu quarto na cabana e sim no quarto de Joshua, na cama dele. O moreno fez um esforço para se sentar foi quando se viu rodeado de crianças para todos os lados na cama de casal.

— Eles não queriam sair de perto de você. Parece ter enfeitiçado meus filhos Nathan.

O moreno se assustou ao escutar a voz rouca de Joshua no quarto.

— Joshua?! O que... – ele estava confuso.

— Depois que você apagou, eu e Brian chegamos bem a tempo de impedir que o urso lhe fizesse mais mal. – Ele se levantou da cadeira onde estava sentado indo em direção a cama – E quando chegamos com você desacordado os três ficaram desesperados e se recusaram a sair do seu lado.

Nathan ficou olhando ele se aproximar, o castanho estava mais belo do que nunca. Seu tórax estava à mostra já que vestia somente uma calça jeans. O maior subiu sobre a cama e por um momento Nathan se esqueceu das crianças e ficou a imaginar se Joshua o tomaria ali mesmo. Seus olhos se perderam na pele bronzeada pelo sol e nos músculos que se moviam com perfeição a cada gesto do maior. Sentiu seu corpo queimar, um formigamento percorrer sua virilha e ficou imaginando como seria esta naqueles braços fortes novamente sendo tomado com desejo.

— Ei, levanta está na hora de acordar.

— Hum...

Nathan respondeu ao ser tirado de seus pensamentos um tanto quentes.

— Como? – Ele olhou para o maior, só que este, tentava acordar os filhos. Nathan corou quando o maior o fitou e sorriu provavelmente tinha notado como estava corado e seu olhar de desejo.

— Vamos acordem, Nathan já acordou e está com fome.

A primeira a acordar e pular no colo do moreno foi Sara e foi seguida por Michael e Matheus. Brian apenas levantou e ficou observando de longe.

— Aí... Meu ombro crianças.

Nathan afastou os pequenos e percebendo que seu dorso estava enfaixado.

— Você deslocou a clavícula. Depois de alguns dias estará novo em folha. – Ele abriu a porta do quarto – Crianças vamos sair, Nathan precisa descansar.

— Ah... Não papai... Eu queria ficar aqui mais um pouco. – Sara falou deitando no colo do tal neo.

— Sara meu amor obedeça a seu pai, mais tarde vamos continuar com as lições eu espero que os três já estejam com as tarefas prontas.

— Esta bem.

As crianças saem sem mais nada dizerem, e quando Joshua iria acompanhá-los escutou a doce voz de Nathan.

— Obrigada por ter salvado a minha vida... pela segunda vez.

— Não foi nada.

Joshua fez menção de sair.

— Espere...

O Castanho parou.

— Me perdoa! – O maior se virou e agora Nathan tinha toda a sua atenção – E-eu fui um tolo, arrogante e imaturo.

Joshua fechou a porta e caminhou até a cama se sentando do lado do menor.

— É você foi mesmo. – Falou sem parar de encarar Nathan.

— Eu não te usei, eu queria estar com você antes de partir, queria ter algo bom para me lembrar. – Ele encarou o maior — Mas, entenda que eu não posso ficar.

— Diga que não me ama.

— Não é nada disso. – O menor desviou o olhar das esmeraldas que pareciam ler seus pensamentos.

— Diga que não me ama. – Joshua repetiu segurando o queixo fino o obrigando a lhe encarar.

— Estou cansado e ferido, e o amor machuca. Eu vi o que ele fez com meu pai. – Nathan se afastou do que do castanho se encostando a cabeceira da cama.

— E seu te prometer que nada e ninguém vai te machucar por que eu não vou deixar. – O maior falou com a voz profunda e calma.

— O que você espera de mim? – Nathan estava irritado com aquela calma o que ele pensava que era invencível ou onipotente? Como ele o protegeria se Dominique resolvesse aparecer – Você não pode me proteger, não prometa o que você não pode cumprir. O que você quer afinal? – Gritou a ultima parte. Estava frustrado porque aquele homem não deixava ir, tinha que ficar falando de amor.

— Eu quero tudo o que você tem. – Continuou sem se abalar com a gritaria do menor.

Nathan ouviu o que ele disse com aquela voz rouca e calma, já tinha estado com muitos homens e escutado todo tipo de voz, mas nenhuma como a dele.

— É melhor não esperar grande coisa de mim – ele resmungou – Vai ter que se contentar com o que sobrou, com o resto.

— Isso está bom pra mim.

Nathan se comoveu com as palavras e apenas se deixou levar para os braços dele e não lutou, não tinha forças para lutar contra Joshua. Se ele fosse um homem comum tudo bem, ele saberia como combatê-lo, fazê-lo desistir, mas não era. Nada do que ele dizia parecia incomodá-lo, o homem era uma montanha de determinação.

Nathan sentiu que a armadilha se fechava em volta dele. Agora não estava preso em um belo quarto de uma mansão e sim atado aquele homem que tinha a chave do seu coração.

Ele sentiu as lágrimas brotando uma após a outra e encostou a cabeça no peito do maior e se derramou ali de uma maneira como jamais havia feito. Todo a dor guardada desde menino veio a tona.

Joshua compreendia sim, ele poderia ser um homem do campo, mas ele era um conhecedor do sofrimento. Sabia desde a primeira vez que vira Nathan que ele carregava uma imensa dor e que tinha medo, medo de viver plenamente. Começou a dizer palavras de carinho ao pé do ouvido do tal neo enquanto suas mãos gentis acariciavam os fios negros.

Nathan chorou tudo que tinha e como Joshua pediu, entregou tudo o que tinha, lhe deu toda a dor, tristeza e desalento. Ele agora sentia a boca seca , a cabeça dolorida, estava com os olhos inchados e mal conseguia abri-los. Decidiu que era melhor os manter fechados, estava gostoso ali no colo de Joshua recebendo carinho.

— Você já se apaixonou, Nathan?

O moreno demorou a responder abriu os olhos e ficou fitando a janela por onde os raios do sol entravam, escutou o canto dos pássaros e a risada das crianças do lado de fora da cabana.

— Já uma vez. – sua voz estava tremula – Ele era o filho do jardineiro da mansão aonde eu viva. Então Dominique, o dono do lugar descobriu sobre nós e que... Eu estava esperando um filho dele e...

Joshua sentiu que boa coisa não viria, abraçou forte o corpo do menor tomando cuidado com o ombro.

— E...

— E os matou.

— Como? Esse Dominique matou seu filho? – Joshua estava chocado e um ódio imenso invadiu seu coração só de pensar em como seu amado havia sofrido.

— Sim... Iríamos fugir, ele descobriu matou Max junto com o pai e depois chamou um médico para fazer o aborto. – Sua voz saiu estranha, embargada – O procedimento foi sem anestesia de forma brutal, o médico disse que é provável que eu não possa mais ter filhos. Dominique disse que era para eu me lembrar desse dia e nunca mais tentar fugir.

Nathan levantou um pouco a cabeça para olhar o rosto de Joshua que se encontrava muito sério.

— Entende agora por que não posso ficar. Ele faria o mesmo com você e as crianças se me encontrasse aqui.

— Entendo que você passou por um trauma terrível nas mãos de um homem cruel e sem alma. – Joshua passou os dedos com carinho no rosto de pele alva – Compreendo sua dor e sei que viveu desde a sua infância naquele lugar. Mas peço que não me subestime. Não existem somente pessoas como ele e os homens asquerosos que te usaram. Existem pessoas boas.

— Como você...

— Não sou perfeito, tenho inúmeros defeitos. – Fez com que o moreno se achegasse mais contra seu corpo – Mas eu acredito que quando amamos alguém estamos dispostos a fazer qualquer coisa para que ela seja feliz. – Joshua abraçava Nathan com carinho – Mesmo que amar possa doer, como você falou, eu acredito também que você me ama, eu sinto que você virá para mim por completo, mesmo que demore, esse amor irá crescer com o tempo. De minha parte eu já estou vivendo este momento profundamente com você do meu lado.

Nathan sorriu e fechou os olhos, aquela voz suave lhe passava tanta calma, lhe trazia a certeza de que tudo daria certo por mais difíceis que os tempos pudessem ser. Seus olhos pesaram e sua mente vacilou, estava com sono, aquele carinho somado as palavras de afeto foram como asas de um anjo o levando para o paraíso.

Quando Joshua percebeu que o moreno ressonava o deitou com cuidado na cama. Cobriu o corpo pequeno com um lençol fino e ficou contemplado o semblante adormecido.

— Como alguém poderia fazer mal a alguém de aparência tão frágil e tão belo. Não se preocupe meu amor ninguém te tocará novamente. – Jurou para si mesmo que faria Nathan esquecer o passado e refazer a própria vida.



♣ Redenção ♣

As semanas que se seguiram foram de calmaria, Joshua estava mais atencioso com as crianças. Brian se aproximara mais de Nathan, pois percebeu que a presença do moreno fazia seu pai uma pessoa melhor, mais feliz. O tal neo já estava recuperado do ataque do urso e agora retomava suas tarefas para ajudar a todos o quanto podia, era seu pequeno prazer ver o sorriso brotar na face dos moradores da cabana, quando um prato gostoso era servido, quando uma roupa estava lavada e cheirosa, ou simplesmente quando sentava-se em frente a lareira a noite para ler histórias para todos.

Mas nem tudo para Nathan era perfeito, claro que ele procurava disfarçar seu descontentamento, mas algo o incomodava. Joshua estranhamente não tentou mais levar Nathan para a cama. Estavam dormindo no mesmo quarto e partilhando o mesmo leito, mas desde a primeira vez que fizeram sexo nunca mais Joshua o procurou, fazendo Nathan se perguntar se realmente o fazendeiro havia lhe perdoado.

Nathan estava deitado, já era alta noite e apesar de cansado ele lutou para não dormir antes que Joshua viesse para a cama. Hoje sanaria as suas dúvidas. A porta do quarto se abriu despertando Nathan de seus devaneios, ele segurou a respiração diante da visão que entrava pelo quarto.

Joshua completamente nu estava no meio do quarto enxugando os cabelos, o corpo ainda molhado do recente banho, a água ainda escorria pelo tórax cheio de músculos trabalhados, descia pelas coxas grossas e peludas, outras gotícula brincavam nos pêlos pubianos até que caiam sobre o tapete de pele de urso que estava no chão, o cheiro do sabonete de lavanda preencheu o quarto fazendo o menor aspirar o ar a sua volta. Ele acompanhou com um olhar faminto o castanho subir na cama e vim em sua direção, fechou os olhos esperando o toque que tanto ele ansiava, sentiu o braço passar por cima do seu corpo e retesou, abriu os olhos quando percebeu o travesseiro ser puxado de detrás de sua cabeça.

— Não seja egoísta Nathan, pra que precisa de três travesseiros? – Nathan ficou chocado e decepcionado quando Joshua depositou um beijo casto no topo de sua cabeça e lhe desejou uma boa noite.

— Mas que diabos esta acontecendo com você? Se não quer me perdoar tudo bem, mas não me trate como uma criança.

Joshua virou para o menor quando recebeu um travesseiro na cabeça.

— Do que está falando? Te perdoar? – Fingiu de desentendido.

Nathan o encarava com fúria, nem ele mesmo sabia por que estava tão irritado.

— Você disse que me perdoou pelo o que eu te disse depois que dormimos juntos, mas não é verdade.

— Claro que é. – Joshua sentou na cama e com o gesto o fino lençol desceu até a cintura nua.

Nathan olhou com desejo e quando se deu conta que encarava demais “aquela” parte desviou o olhar para a face máscula do vaqueiro.

— Então por que não me procurou mais, porque não fizemos mais amor?

— Ah, isso! Bem... Você não pediu.

— C-como é que é? Repete.

— Você não disse que queria fazer amor comigo. – Ele se aproximou do menor, aproximando a boca dos lábios finos – Você não pediu Nathan. De agora em diante só terá sexo se você pedir.

Nathan se sentiu zonzo ao escutar a voz rouca e sentir o hálito quente com cheiro de menta tão próximo.

— O q-que? – Então era isso Joshua queria seduzi-lo, tira-lhe a razão e enlouquecê-lo.

— Vou fazer você implorar para que eu te tome de todas as maneiras e posições possíveis, para que eu te coma em cada canto dessa fazenda até você gritar meu nome e dizer que me ama.

Nathan ficou boquiaberto com que acabará de ouvir. Mas logo se recompôs.

— E por que isso agora.

— Vingança.

— Como assim vingança? Está se vingando de mim, por causa daquilo. – Nathan se levantou e ficou em pé do lado da cama com os braços apoiados na cintura – Então você não me perdoou. – falou irritado.

— Eu te perdoei do fundo do meu coração meu amor, mas não esqueci.

Nathan pegou seus dois travesseiros e um lençol e começou a marchar em direção a porta, virou-se e gaguejou:

— P-pois p-pode esperar deitado por que eu nunca vou implorar por sexo, eu nunca precisei implorar e não será agora.

Abriu a porta do quarto com violência.

— Aonde pensa que vai?

— Vou dormir no celeiro.

Joshua deitou-se novamente e encarou os rubis furiosos.

— Volte pra cama, você não quer ser atacado por ursos e lobos não é?

Nathan estremeceu diante da lembrança do último ataque.

— E as crianças já estão dormindo. Ou você quê, que elas acordem e pense que brigamos? Isso iria deixá-las triste. – O maior bocejou e fechou os olhos – apague a luz já é tarde. E venha pra cama.

Nathan encolheu os ombros vencido ele tinha descoberto seu ponto fraco: as crianças.

Quando Nathan apagou a luz e subiu na cama foi puxado com força e seus lábios foram tomados com maestria e paixão, o moreno sentia a sua língua sendo sugada e seu lábio inferior sendo mordido mais antes que pudesse retribuir foi deitado na cama com cuidado para ouvir Joshua dizer:

— Não se preocupe prometo não te devorar. – Lambeu o lóbulo da orelha do menor e ainda com a boca ali sussurrou — Lembrando que isso pode ser revertido se você pedir.

— Vai sonhando...

Nathan ainda atordoado por causa do beijo se desvencilhou nos braços fortes e deitou de costas para o fazendeiro, sentiu suas bochechas esquentarem, agora pronto parecia uma adolescente apaixonada, corava por qualquer bobagem.


Continua....


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Notas finais
Espero que tenham gostado...
O que acham da vingança de Joshua?
Agradeço os lindos reviews de coração, um beijos para vocês e aos silenciosos o meu respeito e a todos o meu carinho, vcs são a minha inspiração.
Bjs e quem sabe domingo não trazemos a atualização das duas fics.