Redenção

9 Morte, Redenção, Ressureição


Notas iniciais
Yo minna-san! Prmeiramente desculpe a demora e segundamente (essa palavra existe? '-') peço que leiam até o final! não parem no meio porque se não vão perder a parte mais bonita que é o fim! leiam tuto~ mas né... Boa Leitura!

3 Homens encontravam-se no meio de um parque. 2 Anjos e 1 demônio. O céu previa mais um temporal. O clima entre eles era tenso.

- Desculpa-me Angelus, mas fui designado a matar-lhe...

- Como? Pai do que estas a falar?

Miguel semicerrou os olhos em raiva e fitou Gokudera.

- A cauda é ele! Ele é o culpado!

- Eu não fiz nada ao seu filho!

- Se envolveu com ele! Isso naturalmente é impossível! Um de nós com um deles!

- Não fale assim! A culpa não é dele! É minha!

- A culpa não é sua! É dele! Se não fosse ele não precisaria te matar!

- Porque só a morte dele? Porque só o Tsuna?

- Seu nome não foi citado nenhuma vez... já é um demônio, não há nada a se fazer!

Miguel avançou para cima de Tsuna já empunhando sua espada. A velocidade que suas asas lhe proporcionavam era inacreditável. Mas um Venator também tinha essa mesma velocidade monstruosa. Dependia das habilidades corporais para sobreviver em uma batalha. Pulando na frente do pequeno e o empurrando para longe parou a espada em um shinkei shiradori.

- Não o machuque!

- Tenho que cumprir minhas ordens... Mesmo que isso inclua a morte de um dos meus filhos

- Você me da pena...

Gokudera empurrou Miguel, separando-se.

- Vai matar o próprio filho, por ordens!

- Não posso parar após receber uma ordem... Fui criado assim!

- Então eu vou, no lugar dele... Sei que isso é possível!

- O que?

- Pelo que eu saiba morrer no lugar dele é possível. O nome dele sairá da lista de morte... Mas se tornara um mortal.

- Nunca! Um de nós virar um reles mortal!

- Você é maluco?! Prefere ver o próprio filho morto ao vê-lo vivo, mas mortal!

Gokudera exaltou-se. Não estendia a frieza e teimosia do pai de Tsuna. O mesmo estava longe o suficiente para não conseguir ouvir direito a conversa e não se machucar com a batalha. Debulhando-se em lagrimas. Com uma torção grave em sua perna direita, gritava para que parassem, mas nenhum dos dois dava ouvidos.

- Você vai dar sua vida para ele! Vou ter o maior prazer em matar-lhe... o causador de tudo isso!

- Pois venha... Estou pronto!

O menor ficou parado. Miguel levantou sua espada em direção ao seu alvo. O silencio permanecia entre os dois. O demônio mantinha o cenho franzido e um olhar decidido. O olhar de uma besta. A chuva começou a cair vorazmente. Uma tempestade como nenhuma outra. Em poucos minutos estavam totalmente encharcados.

(Musica de Fundo: http://www.youtube.com/watch?v=vOu8mGYKzlc)

Tsuna não se movia por causa da torção. Mas um milésimo de segundo foi o bastante para parar seu coração por alguns segundos. Um trovão caiu, iluminando a cena. O pequeno não conseguiu enxergar muito bem por causa do clarão. Mas não era necessário enxergar perfeitamente para saber o que havia acontecido.

Seu pai, Miguel, atravessara a espada no peito de Gokudera. Mais precisamente seu coração. Um pouco de sangue começara a escorrer pelo canto de sua boca, sinal de uma hemorragia interna. Pousou uma das mãos em cima da lâmina. Olhou para Tsuna e juntando o resto de suas forças, sorriu. Caiu com o rosto no chão logo após Miguel retirar a espada de si. O pequeno sentiu tudo em volta de si desmoronar em segundos. O tempo parou quando ouviu o baque do corpo do maior no chão. As lagrimas britavam sem aviso prévio. Seus pulmões se encheram de ar e pronunciou a plenos pulmões.

- Nããããããããoooo!!!

Arrastando-se Tsuna chegou a Gokudera. Totalmente em pânico, não sabia como agir. Segurou as costas do maior, trazendo-o para si. Deitou-o em seu colo apoiando suas costas em um dos braços e com o outro trouxe seu rosto próximo do seu.

- Gokudera-kun! Gokudera-kun!

O pequeno olhava a grande ferida em seu peito a qual brotava sangue sem cessar. Tsuna estava em pânico, descontrolado.

- Acalme-se! Esta tudo bem...

- Não está tudo bem! Você está morrendo! Pare de falar...

- Você não precisa... Morrer mais... Entende?

- PARE DE FALAR! –exaltou-se-.

- Eu te amo... Nunca se esqueça disso...

- Eu também te amo muito!

Tsunayoshi selou os lábios de Gokudera pela ultima vez. Seu pulso já não era mais sentido, não se mexia e também não respirava mais. O pequeno ainda não processara que o maior teria morrido. O balançava em lágrimas.

- Gokudera-kun! Gokudera-kun! Acorde! Não me deixe... Haaa Gokudera-kun!

O menor parou de balançá-lo. Finalmente entendera que a única coisa que existia ali no momento era seu corpo. A vida o abandonara. Miguel que observava o sofrimento do filho de longe se aproximou, tocando o ombro do filho. Tsunayoshi chorava como se não houvesse amanhã, e, para ele, não havia.

- Ele morreu por você Angelus. Honre seu sacrifício...

- Pai, por favor, saia daqui!!!

- Angelus?

- Acaba de tirar o que me era mais valioso! E pele para que eu honre isso? Acho que o acertou no coração porque não tem um...

- ...

- Virarei um mortal a essas custas... Não poderei mais ver anjos ou demônios... Adeus pai!

Tsuna abraçou o corpo de Gokudera. Saberia que daqui pra frente não haveria mais nada para ele. Não haveria mais guerras. Não haveria mais anjos ou demônios. Afastar-se-ia de tudo. Levou uma das mãos ao rosto do maior retirando alguns fios alvos de sua face, beijando-lhe a testa.

- Tenho que levar o corpo... Como prova...

- O que?

- Tenho que levar o corpo!

- Você... Não vai tocá-lo!

- Angelus! Saia daí! Percebes que estás a chorar em cima do cadáver de um demônio?

- ...

- Me dê ele!

- Você não entende! Cale-se!

Miguel perdera a paciência. Empurrou Tsuna para o lado e segurando a mão do corpo de Gokudera, o arrastou. Com o empurrão sua torção piorara. Não conseguia meche-la. A única coisa que pode fazer foi observar o corpo de seu amado ser levado.

- Pare! Traga-o de volta aqui!

- Chega disso Angelus! Vou levá-lo!

Miguel que parara voltou a andar, mas, desta vez, não conseguiu. O corpo que arrastava não se movia. Como se o chão tivesse colado a ele. Tentou puxá-lo com toda sua força, o que só fez com que o chão a volta do corpo começasse a rachar, quebrando-se. O anjo parou. Entre a chuva forte e o céu nublado alguns raios de sol atravessavam a escuridão da tarde, alcançando o corpo de Gokudera. Toda a claridade agora se concentrava nele. Tsuna e Miguel olharam simultaneamente para cima.

- Não pode ser... Sereph? –pronunciou Miguel-.

O serafim descia do céu. Deslumbrante e magnífico. Pousou ao lado de Gokudera ajuntando-o do chão. Sem nenhuma palavra levou o demônio em seus braços, batendo suas quatro asas. Entrando pela fenda de luz nas nuvens. Em quanto Sereph carregava Gokudera, Tsuna já virara um mortal. Miguel tentava chamar em vão o filho, que não conseguia ver nem ouvir algo do “outro plano”. Desistindo, o anjo subiu também, voltando do lugar da onde veio.

O pequeno estava sozinho agora. Sendo um humano por conta própria. Não sabia o que fazer. Enxugou as lágrimas e levantou-se. Começou a caminhar, mancava muito e caia em muitas partes do caminho. Direcionava-se para o hotel. Sua expressão era vazia. Sem vida. Chegando ao hotel, pegou o elevador e foi para seu quarto. Parou ao abrir a porta. Hesitou. Fechou-a e virou-se abrindo e entrando no apartamento de Gokudera. Andou até o sofá e deitou ali mesmo. As lagrimas novamente caiam sem permissão. Chorava copiosamente. Não queria acreditar. Queria pensar que tudo aquilo seria um pesadelo terrível. Que acordaria no outro dia e sentiria o perfume de Gokudera, seu corpo quente colado ao seu e falaria “eu te amo” assim que o mesmo acordasse, abraçando-o. Mas quanto mais lagrimas caiam no sofá, mais estava claro que aquilo não seria possível novamente. Que nunca mais aconteceria. E depois de tanto chorar, adormeceu.

______ ~ * ~ ______ Alguns Dias Depois ______ ~ * ~ ______

Tsuna saiu do hotel e caminhava em direção a uma floricultura. Com um sorriso melancólico no rosto, comprou um buquê de cravos roxos. Caminhando entre as multidões chegou ao parque. Andando em passos lentos, parou em frente a um pedaço de terra totalmente rachado e quebrado. Abaixou-se e ali depositando as flores.

- Não acredito que você me deixou... Eu pensava que iríamos ficar juntos apesar de sermos inimigos naturais. Estou sozinho...

Ficou em silencio e abaixou a cabeça.

- Estaremos juntos... Não importa o que aconteça...

A voz lhe era familiar. Por um momento Tsuna não conseguia acreditar no que ouvira e levantou a cabeça para saber se não era obra de sua imaginação. Viu ninguém mais ninguém menos do que o próprio Gokudera Hayato, sorrindo gentilmente. Julgou ser uma ilusão. Levantou-se e o observou. Estava paralisado. Levou uma das mãos ao rosto do maior. Parou no meio do caminho, hesitante. O maior segurou a mão do pequeno e levou-a até seu rosto.

- Sou real...

- Haaa...

Com os olhos marejados, abraçou Gokudera. Começara a chorar. O maior o abraçou tão forte quanto o mesmo o abraçava.

- C-como?

- Redenção, por meio de sacrifício...

- Pensei que teria morrido para sempre!

- Eu também pensei isso... Sacrifiquei-me por você, então obtive a redenção e logo após, tornei-me um mortal.

- Você teve a chance de viver no céu... E virou um mortal!

- Ser anjo sem você estar lá comigo, não tem sentido...

- Seu idiota! Sabe o quanto eu sofri segurando o seu corpo?

- Prometo que nunca mais-

- Eu te amo... –interrompeu-.

Gokudera suspirou aliviado.

- Eu também te amo... Muito...

O menor afastou a cabeça e fitou os olhos azuis do maior. Tsuna o beijou como se fosse à primeira vez. Um beijo repleto de saudades e amor. O maior segurou a face do pequeno limpando suas lagrimas. Os dois sorriram. Gokudera abaixou-se e pegou o buquê.

- Elas eram para mim?

- Sim...

- Obrigado, vamos? Estou com fome...

- Haha’ claro!

Os dois, agora, mortais, seguiram para a cafeteria. Comeram algo e depois de volta ao hotel.

Com o passar dos anos, arrumaram empregos e compraram uma casa própria. Acostumando-se aos poucos com a vida de mortais.

______ ~ * ~ ______ Décadas Depois ______ ~ * ~ ______

Tsuna e Gokudera encontravam-se no hospital. A velhice os alcançara. Não conseguiam caminhar, ver, mastigar, ou ouvir direito. Ouviram o médico comentar que não durariam mais de uma semana. Era um domingo. Quando, de mãos dadas, simultaneamente seus corações pararam. Com corpos sem vida, mas sorrisos largos.

Por favor, não solte essa mão. Não solte, pois estou ao seu lado. Se sentires alguma tristeza, agarra minha mão, até que ela desapareça. Por favor, não solte esta mão. Não solte, pois estou ao seu lado...

*~ Eles devem ter voltado para o céu de mãos dadas ~*

Fim~

Notas finais
Por favor não me matem! é a unica coisa que eu peço! e se não quiserem me matar... deixem um review~ 'w' pois é né gente... acabou Redenção! eu achei esse fim bem bonitinho. agora eles passaram a eternidade juntos no céu! lalala~
Bjos e até a próxima ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!