Redenção Tomione
30 MEU NOME É TOM
Notas iniciais
Beijos lindas! (Aguardem o Bônus e o Epílogo) E comentem bastante! Beijos!
MEU NOME É TOM
Você tocou meu coração, tocou minha alma... Você mudou minha vida e meus objetivos. E o amor é cego e eu soube disso quando meu coração foi cegado por você. Beijei seus lábios e segurei sua mão. Compartilhei seus sonhos e compartilhei sua cama. Eu te conheço bem, conheço o seu cheiro. Eu estive viciado em você. Adeus minha amante. Adeus, minha amiga. Você tem sido a única. Você tem sido a única para mim.
No Vauxhall Park Cemetery não havia muito o que olhar.
Cercado e bastante isolado, o cemitério era pequeno e um tanto mal cuidado. O capim era alto em alguns trechos, algumas lápides estavam tortas e apagadas e muitas estavam sem flores, como se os parentes não fossem visitar os seus mortos por muito tempo. Os salgueiros eram altos e seus cipós pendiam abaixo deles, sendo eventualmente balançados pelo frio do inverno. O silêncio era o companheiro eterno daquele ambiente inóspito. Aquele cemitério era realmente um espetáculo deprimente.
As pobres almas que foram estabelecidas para descansar lá raramente recebiam visitantes, embora muitos deles não tivessem qualquer família enquanto estavam vivos. Era um lugar triste de descanso para os trouxas, mas havia ali uma lápide que era diferente, aquela que tinha ficado em seu túmulo há mais de sessenta anos, sozinha e esquecida... Até agora.
(...)
No silêncio do cemitério o som da aparatação soou como tiros. Um espaço que antes era vazio, agora abrigava cinco pessoas que apareceram do nada.
Assim que Harry sentiu o chão sólido sob seus pés ele caiu para baixo, segurando a cabeça como se fosse dividi-la em dois.
— Harry! — Gina gritou em pânico. Ela conseguiu pegá-lo antes que ele caísse completamente, mas ele era muito pesado para ela segurar.
Ron, que ainda estava segurando o Tergiversatio por Vicis, correu para a frente com Tom e ajudou a puxá-lo para cima. Seu corpo tremia sob suas mãos e o grupo trocou olhares preocupados.
— Eu estou bem. — Harry sussurrou. — É só... Minha cabeça. Ele está tentando nos seguir. Eu posso sentir isso, eu posso... — Harry fez uma pausa e seus olhos parecem vidrados. — Eu posso ouvi-lo, na minha cabeça. Ele está sussurrando para mim.
— O que ele está dizendo? — Hermione perguntou quando ela se agachou ao lado dos outros.
Harry olhou para ela e quando ele encontrou os seus olhos ele sentiu o ódio vencê-lo. Esta menina, ela tinha causado tudo isso. Ela estava conseguindo destruí-lo! Ele não iria deixá-la viva!
Harry balançou a cabeça, tentando apagar esses pensamentos que não eram dele. Ele se sentiu tão doente, tão cansado, mas quando ele olhou para seus amigos que foram se agachar ao seu redor uma sensação calmante fluiu através dele. Ele estava seguro, enquanto ele estivesse com eles. Eles eram sua família.
— Harry. — Hermione perguntou novamente: — O que ele está dizendo?
Ele olhou para ela. — Ele está vindo. — Harry disse. Ele virou a cabeça para olhar para Tom que parecia ao mesmo tempo preocupado e resoluto.
— Que ele venha. — Tom disse. — Ele não vai estar vivo por muito mais tempo.
Os dois meninos olharam um para o outro por um momento antes de Harry acenar com a cabeça.
— Você não tem muito tempo. — Harry disse-lhe. Tom e Harry olharam para Hermione.
— Vamos preparar as coisas. — Ron disse. — Eu posso conjurar o sal bizâncio, enquanto Harry e Gina irão ler o feitiço. Vocês dois vão em frente. Vá se despedir Tom.
Hermione e Tom olharam para os outros e todos balançaram a cabeça e sorriram. Tom ajudou Hermione a levantar-se e foi tudo tão de repente e não havia muito a dizer, mas eles não tinham tempo.
Tempo... Uma coisa frustrante. Havia tão pouco e tanto, mas agora não era suficiente.
— Eu sei onde ela está. — Hermione sussurrou e ela levou Tom pelas mãos enquanto os outros começaram a se preparar.
Tom segurou a mão dela em um aperto enquanto ele seguiu Hermione para uma área isolada a poucos metros de distância de onde tinham aparatado.
Já estava escuro, quase escuro demais para ver alguma coisa, mas Hermione sabia onde ela estava indo. Ela parou ao pé de um túmulo, que era adornado com uma grande pedra cinzenta, e uma pequena placa preta tentava resistir ao tempo e ao desgaste climático.
Nenhuma data de nascimento ou de morte foi gravada no marcador, apenas um nome em letras pequenas que estavam começando a desaparecer. Tom, no entanto, podia lê-las claramente.
Merope Riddle
Sua mãe, a quem ele nunca tinha conhecido. Ele nem sabia como ela era, mas isso não importava para ele. O que importava era que ele estava aqui, pela primeira vez em sua vida, com a mulher que ele tinha ignorado por tê-lo abandonado.
Tudo havia desmoronando para ele naquele momento e ele percebeu que estava prestes a perder muito, mas que também ganhara coisas inestimáveis.
A mão de Hermione segurou a sua e ambos se abaixaram ao lado da lápide. Atrás deles podiam ouvir Rony falando animadamente com os outros. Ele deve ter conseguido conjurar o sal bizâncio então. Eles tiveram que se apressar.
— Olá mãe. — Tom sussurrou. — Eu sei que eu nunca tinha vindo antes, mas eu suponho que eu estava zangado demais para olhar para você. —sua cabeça estava baixa com vergonha. A respiração de Hermione soou um pouco errática e ele sabia que ela estava se esforçando para não chorar.
— Eu não tenho... Eu não era uma boa pessoa, antes de vim para esse tempo. Eu não me importava com nada além de mim, porque isso era tudo que eu tinha. Eu odiava e invejava a todos porque as suas vidas pareciam muito mais simples do que a minha, mas eu estava errado sobre tudo.
Ele apertou a mão de Hermione e olhou para ela, fazendo-a olhar para ele, por sua vez. Olharam-se nos olhos enquanto Tom falou de novo.
— Eu fui trazido aqui para aprender, para mudar. Eu não tinha certeza se eu queria em primeiro lugar, eu não achava que eu poderia, mas eu consegui porque eu encontrei minha alma gêmea.
Hermione mordeu o lábio enquanto as lágrimas brotaram em seus olhos. Ela sorriu tristemente para Tom cujo olhar não tinha vacilado do seu rosto.
— Ela me deu uma escolha, como ninguém jamais havia feito antes. Eu poderia ter optado por me afastar, mas eu não podia... Não com você aqui Hermione. — ele já não estava falando apenas com a sua mãe. —Eu acho que eu sabia disso no segundo que eu a vi. Você era tão estranha e tão familiar. Você me salvou Hermione, desde o primeiro momento. Eu nunca vou te esquecer. Nunca.
Hermione sentiu uma lâmina de lágrima pelo seu rosto, mas ela não se importava mais. Ela permitiu que as lágrimas descessem por tudo o que ela estava prestes a perder.
O cemitério parecia escurecer mais rapidamente, e não era uma escuridão natural. O ar estava pesado em torno de deles, e o vento fazia o cabelo da castanha ricochetear. As folhas estavam agitadas em torno das sepulturas formando redemoinhos e os galhos das árvores balançavam acima deles.
Parecia que uma tempestade estava chegando, mas o casal sabia exatamente o que era aquilo. Principalmente Tom. Aquele era o resultado da magia negra que se aproxima e a natureza protestava. Voldemort estava próximo.
Eles podiam ouvir Harry chamando-os.
— Sinto muito vocês dois, mas temos de nos apressar. Ele está perto!
Tom virou para olhar para a lápide e ele estendeu a mão para rapidamente identificar as letras do nome de sua mãe.
— Eu volto mãe, eu prometo.
— Adeus Senhora Riddle. — Hermione sussurrou. — Eu amo o seu filho, muito, e eu sempre amarei. Eu... Eu vou sentir falta de vocês dois.
Mais lágrimas deslizavam pelas suas faces. Tom estendeu a mão para ela e ela avançou em seus braços.
Ficaram ali sentados, apenas abraçados.
— Hermione, Tom! Por favor, ele está vindo! Olhem para o céu! — Gina gritou.
O casal ainda se abraçava quando eles olharam para cima. Algo estava se formando nas nuvens escuras e turbulentas. Era algum tipo de crânio e foi tomando forma em um ritmo rápido.
Era hora de ir.
O casal se levantou e correu para os seus três amigos que pareciam ter tudo pronto.
Ron tinha desenhado um círculo de pó de prata de ampulheta e estava esperando por Gina e Harry, que estavam ambos ainda no chão. O grande livro estava nas mãos de Harry. Ele abriu a página que tinha sido marcada por Dumbledore. Gina sentou-se perto dele para que ela pudesse ver o feitiço e lê-lo com ele, e logo no início ele ficou preso em uma palavra, ele não conseguia pronunciá-la.
Tudo estava preparado para o retorno de Tom. Tudo estaria acabando rapidamente agora.
Tom caminhou em direção ao círculo e entrou. Ele se virou para Hermione, que estava a poucos centímetros de distância dele e suas mãos estenderam ao mesmo tempo. Seus dedos tocaram por um instante, mas foi o suficiente para Hermione avançar em seus braços novamente.
A boca de Tom abaixou na dela e que o casal compartilhou o seu último beijo. Um beijo calmo, gentil, mas era tudo que eles precisavam.
Uma rachadura que soou como um trovão rasgou o céu, assustando os cinco adolescentes e fazendo Hermione se afastar de Tom. O crânio era bem visível nas nuvens e agora tinha uma cobra rastejando em sua boca.
Hermione endireitou-se, mas ficou tão perto quanto ela podia de Tom. Ambos partilhavam um aceno de cabeça, sinalizando aos outros que eles estavam prontos.
— Sentiremos sua falta Tom. — Gina disse, soando quase em lágrimas.
— Vamos vê-lo novamente companheiro. — Ron disse.
Tom não sabia o que dizer, mas o seu sorriso caloroso foi o suficiente para os dois ruivos.
— Nossos caminhos foram feitos para se cruzar Tom, de uma forma ou de outra. — Harry disse a ele. — Estou feliz por ter conhecido você, meu amigo.
Tom desejava que ele pudesse ter dito alguma coisa, mas as palavras pareciam ter falhado. Harry parecia entender embora.
O jovem sorriu e perguntou: — Você está pronto?
Tom olhou para Hermione e prendeu seu olhar no dela.
— Sim. — respondeu o jovem.
Não havia tempo a perder.
Harry começou a magia imediatamente, falando tão claramente quanto ele podia, enquanto Gina sussurrava a pronúncia correta em seu ouvido, dizendo que o feitiço junto com ele apenas no caso de ele tropeçar em uma palavra.
— Influit deus em angelos, angeli em corpora caelestia, caelestia em el Ementa, el Ementa em mixta...
Tom e Hermione olharam um para o outro, nem desviaram o olhar para longe, mesmo quando Ron soltou um grito assustado. Harry e Gina não vacilaram também.
— Mixta no sensus...
Alguém estava gritando. Sua voz era um sibilar, seus gritos de raiva eram histéricos. Eles berrou — Avada Kedavra! — e o som de um corpo batendo no chão ecoou por todo o cemitério.
Ron estava morto.
—Sensus em animum...
— Vai dar tudo certo Hermione. — Tom disse suavemente.
— Eu sei. Eu te amo. — Hermione disse.
Tom sorriu e o grito de fúria de Voldemort não o deteve quando ele disse,
— Eu também te amo, minha Hermione.
— Avada Kedavra!
A voz suave e feminina deu um grito de surpresa e em seguida, ele foi silenciado. Gina estava morta. Voldemort deve ter a intenção de matar Harry, para parar a magia de ser lida, mas, Gina lançou-se em sua frente, salvando-o, sacrificando a própria vida pelo moreno.
A voz de Harry soou mais alta do que antes. Mais firme. Mais convicta. — Animus em animal! Viator, Vado tergo!
Estava consumado.
Voldemort gritou novamente e a fúria do seu grito foi suficiente para fazer até mesmo o mais corajoso dos homens se acovardar em terror, mas não importava. O feitiço foi concluído, não havia nada a temer.
Um vento forte passou em torno de Tom e havia algo puxando-o de todas as direções. Não doeu, mas o fez se sentir sonolento e tonto, como se ele estivesse prestes a desmaiar.
Ele quebrou o contato visual, pela primeira vez com Hermione e olhou a cena a sua frente. Ron estava morto no chão. Gina estava morta também, mas embalada no colo de Harry enquanto ele carinhosamente acariciava seus cabelos vermelho bonitos.
Em sua fúria, Voldemort tinha contornado Harry e Hermione e se aproximava rapidamente. Tom olhou para ele, o monstro em ruínas que mais parecia uma criatura ao invés de um ser humano.
Tom nunca seria igual a ele. Ele se mataria antes de ele deixar isso acontecer. Tudo ficaria bem. Ron seria salvo, Gina seria salva, Harry seria salvo, sua Hermione seria salva e não havia nada a temer.
Ele olhou para Hermione novamente e era quase impossível para ele para ver corretamente. Sua visão foi embaçando e aquela sensação de tontura foi aumentando, mas ele não se importava.
— VAI DAR TUDO CERTO! — Ele gritou tão alto quanto podia.
A última coisa que viu, antes de tudo ficar escuro, era a sua amada Hermione sorrindo para ele. Voldemort havia encostado nela, mas ela nunca desviou o olhar para o lado, mantendo-o sempre em Tom, nem mesmo quando a varinha de Voldemort pressionou a parte de trás da sua cabeça.
— EU SEI AMOR! — ela gritou para que ele pudesse ouvir. — EU SEI!
— Avada Kedavra! — Tom ouviu, mas não podia mais olhar. Ele sabia. Ela estava morta.
Aquela sensação intensa puxando-o aumentou. Era o tempo, ele percebeu... O seu próprio tempo e ele estava tentando arrastá-lo de volta.
Tom parou de resistir e deixou que o vento o levasse.
Ele fechou os olhos e sorriu, pensando em Hermione. Ela estaria segura agora.
— Vai dar tudo certo. — ele pensou com todas as suas forças.
Ele abiu os olhos.
O mundo em torno dele havia mudado completamente, tudo em questão de poucos segundos. A vertigem, o puxar, a escuridão, o vento rápido... Tudo se acabou.
Suas mãos tremiam ligeiramente enquanto olhava aos seus arredores, sentindo-se calmo e na borda ao mesmo tempo. Ele estava de pé em Hogwarts, isso era certo, mas em que ano estava? Será que a magia havia sido bem sucedida?
Ele não podia ter certeza, pois nunca Hogwarts realmente mudou ao longo dos anos. Talvez ele não estivesse de volta em seu tempo?
— Não. — ele disse para si mesmo, irritado com o tremor em sua voz. —Oh Merlin... Tinha que ter dado certo.
Ele se recusou a acreditar que tudo tinha sido em vão. A morte de Ron, de Gina... De sua Hermione.
— Não. — ele disse novamente. Eles estavam seguros agora e nada disso tinha acontecido. Voldemort não apareceria porque não havia Voldemort, não mais. Ele se certificaria disso.
Nenhum de seus amigos morreram, nada disso aconteceu. Seria apagado de vez, mas não de sua mente. Nunca seria apagado de suas lembranças.
Pensou em Hermione e seu coração doía. Mesmo se ela foi salva, eles nunca poderiam estar juntos. Ele havia encontrado sua alma gêmea e a tinha perdido tão rapidamente.
O corpo de Tom corpo tremia e ele caiu para trás contra a parede. Sua parte inferior das costas bateu em alguma coisa dura e ele virou-se em surpreso. Era o puxador da porta.
Ele sabia que porta era aquela. Era o banheiro de meninas e no interior, desconhecido para todos na escola, era a entrada para a Câmara Secreta.
E... Ele engasgou quando a realização o acertou. Este era o lugar onde ele havia aparecido no tempo de Hermione! Ele tinha havia aparecido dentro do banheiro quando o feitiço havia sido convocado, mas ainda assim... Talvez isso significasse que ele realmente estava de volta em sua época adequada?
Seu coração acelerou, enchendo-se de esperança e ele engoliu em seco, precisando de mais provas. Ele precisava saber que Hermione estava realmente bem.
Foi quando ouviu um grito. Assustado, ele olhou ao redor pelo corredor, procurando a causa do ruído.
— Oi! — alguém gritou novamente e Tom viu duas figuras se aproximando dele. Ele os reconheceu imediatamente.
Husky Roderick Lestrange e o magro Alfred Avery estavam fazendo seu caminho em direção a ele, os dois andando tão rápido quanto eles poderiam, com sorrisos largos iluminando seus rostos normalmente agressivos.
Tom quase chorou de felicidade, mas não tinha nada a ver com os dois meninos, como se ele já tivesse tido prazer de ver aqueles dois de qualquer maneira.
Ele estava realmente de volta. A aparência de seus antigos amigos provou-o isso. Estava na década de 40 novamente, onde não havia Voldemort... E nem Hermione. Mas ela estava segura e que agora era tudo que importava. Sua vida significava mais para ele do que qualquer coisa e se ele não pudesse estar com ela, em seguida, pelo menos ele sabia que ela ficaria bem. Ela viveria.
Tom afastou-se da porta e viu como seus 'amigos' se aproximavam.
— Nós acabamos de voltar do escritório de Slughorn. — Avery disse uma vez que ele e Lestrange tinha finalmente se aproximado de Tom. — Nós o convencemos a dar-nos uma outra extensão para o nosso ensaio. O velho torna tudo muito fácil. — Avery e Lestrange riram, mas Tom permaneceu em silêncio.
Esses dois meninos pretendiam apoiá-lo e juntarem-se a ele assim que a escola fosse concluída. Eles prometeram a segui-lo em qualquer lugar.
Tom não queria estar perto deles novamente. Quanto mais longe de sua antiga vida, melhor. Ele teria que cortar os laços com essas pessoas e ele ficaria feliz em fazê-lo.
— Você tem sorte que você é brilhante Voldemort, você nunca tem que se preocupar com as extensões com o cérebro que você tem. —Lestrange sorriu e Avery concordou com a cabeça.
Tom sentia como se alguém tivesse lhe dado um tapa no rosto. Voldemort... Ele nunca seria Voldemort. Nunca.
— Venha. — Avery disse — Vamos ver as novas ideias de Mulciber. Tenho certeza que ele está...
— Tom.
Avery parou de falar bruscamente e olhou para Tom, os olhos arregalados. Lestrange estava olhando igualmente conturbado.
— Vol... Vold...— Avery começou hesitante, mas ele foi cortado novamente.
— Não! — Tom disse de repente. Ambos os meninos se afastaram dele. Mesmo que ele não parecesse com raiva, eles ainda estavam com medo.
Tom respirou lentamente, obrigando-se a manter a calma. Esse nome não significava mais nada para ele iria desaparecer para sempre. Ele tinha certeza disso.
— Meu nome é Tom. — ele disse calmamente. Lestrange e Avery pareciam muito confusos, mas não ousaram falar. — Não digam o nome de Voldemort nunca mais. Não façam perguntas e esqueça que você já ouviu falar dele. Vocês entenderam?
Ambos os meninos acenaram com a cabeça, parecendo mais perplexos do que nunca.
— Bom. — Tom disse calmamente. Ele se afastou deles e fez o seu caminho pelo corredor, nunca olhando para trás..
Ele nunca olharia para trás novamente, pelo menos não quando se tratava de Lord Voldemort. Tom Marvolo Riddle estava recebendo uma segunda chance na vida e ele não ia estragar tudo.
E quando ele e Hermione se reunissem novamente ela iria se orgulhar dele. Ela não se lembraria dele, é claro, não como ele se lembrava dela, mas de alguma forma ele sabia que ela saberia.
Eles eram almas gêmeas, afinal, e nada iria mudar isso, nem mesmo o tempo.
Ele iria fazê-la orgulhosa.
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