Redenção Tomione
16 EU TE AMO PARTE II
Notas iniciais
EU TE AMO PARTE II
Harry sentou-se no canto da biblioteca e ficou olhando através de uma janela para as terras nevadas abaixo. Ele desejou por um momento poder saltar dali e ir de encontro a sua morte e acabar de vez com sua infelicidade momentânea. Ele sentou-se olhando para o vidro esperando que se quebrasse e ele seria sugado para fora.
Hermione percebeu o mau humor de Harry e revirou os olhos. Ela não podia acreditar que ele estava agindo dessa forma só porque ele tinha que estudar quando queria estar lá fora jogando quadribol.
— Harry, — ela retrucou, fazendo-o saltar. — Você pode abandonar sua atitude meditativa e iniciar o seu trabalho? Eu sei que você quer estar lá fora jogando, mas você tem que fazer seu trabalho de poções e eu posso até imaginar o que Snape faria com você se acaso você negligenciasse a tarefa.
— Não me importo com que o Snape faria... Quero ir lá fora, — ele murmurou. Ele odiava ficar trancado quando o Natal estava chegando e ele não teria muito mais tempo para praticar com sua equipe.
Ele olhou para Hermione e sorriu para o rosto carrancudo. Ela só estava tentando ajudar e ele estava sendo um pouco imaturo.
— Okay, okay... Eu vou começar o trabalho. Eu só desejo que em breve eu possa praticar quadribol com os outros.
— Harry, ainda são 16h50min e não ficar escuro até por volta de 18h00min. Apresse-se e estude agora e então você pode começar a jogar mais tarde.
Harry balançou a cabeça e olhou para seu livro de poções. Nem cinco minutos se passaram enquanto ele ouvia Hermione suspirar pela centésima vez naquela noite.
— Pensando em Tom? — ele perguntou gentilmente.
Hermione olhou para suas anotações e lhe deu um pequeno sorriso. Havia passado uma semana desde que Tom e Bailey tinham rompido e agora Tom parecia estar evitando Hermione, por algum motivo.
— Eu só gostaria de saber por que ele está fugindo de mim. — ela disse com tristeza.
— Ele não está evitando você Hermione. — Harry disse a ela. — Você não vê o quanto ele quer te dizer uma coisa sempre que ele está ao seu redor? Eu acho que ele apenas está um pouco assustado com tudo.
— Oras Harry! Do que Tom Marvolo Riddle teria medo? — Hermione perguntou confusa e exasperada. — Ele e Bailey não estão mais juntos e ela mesma veio até mim em particular e me disse que ela estava feliz por mim e Tom. Porque diabos ela está feliz? Tom e eu ainda não estamos juntos! — ela choramingou enquanto seus olhos enchiam-se naturalmente de lágrimas de frustração.
Um 'SHHHHHHH' soou lá dentro na direção de Hermione e Harry e ambos sorriram e reviraram os olhos. — Aquela mulher poderia reclamar de uma agulha caindo aqui. Eu juro que ela seria capaz de ouvir o barulho! — Hermione deu uma risadinha. Harry riu baixinho. Deu certo, ele viu a sua amiga sorrindo.
Seu rosto de repente tornou-se sério quando ela pensou em algo. — Harry, você já falou com Ron ultimamente? — a castanha perguntou.
— Eu tenho falado com ele sim. Eu percebi que ele se deu conta do que fez e está arrependido. Eu disse que ele precisa pedir desculpas a você e a Tom e eu acredito que ele o fará em breve.
Hermione parecia muito aliviada. — Eu estava preocupada que ele nos odiasse para sempre.
— Que é isso Mi. Pra sempre não... Apenas por alguns dias.
Hermione riu e se recostou na cadeira um pouco.
— Sabe Harry, — ela começou — Eu realmente não sinto vontade de estudar mais. Eu acho que vou tomar um banho ou algo assim.
Harry fez uma careta para ela. — Nunca pensei que viveria para ouvir você dizer que não quer estudar. — Hermione riu da expressão estupefata de seu amigo.
Harry continuou a falar — Não é justo que só você comece a usar o banheiro dos monitores-chefes, enquanto nós, reles mortais, não podemos usufruir do mesmo.
— Você usou antes. —Hermione disse a ele.
— Uma vez... E a Murta me assediou o tempo todo — Harry bufou.
Hermione riu alto sendo mais uma vez repreendida pela Madame Calista.
— Ei, você deveria ficar feliz. Estou te liberando para que você jogue seu quadribol. — Hermione advertiu.
— Tudo bem, eu desisto. Isso foi golpe baixo Mione — Harry suspirou. — Não se afogue na banheira. Merlin sabe, do jeito que aquela banheiro é grande é bem capaz disso acontecer.
— Eu vou levar um colete salva-vida comigo. — ela deu uma risadinha.
Harry sorriu e colocou suas coisas em conjunto.
— Divirta-se. — Hermione gritou para ele enquanto ele se afastava. Acenou e depois desapareceu para além de uma das estantes.
Hermione levantou-se e recolheu os livros. Depois de tudo o que tinha acontecido, ela sentiu que merecia um pouco de tempo para relaxar. Ela só esperava que Murta não aparecesse para estragar a sua paz como ela geralmente fazia.
Suspirando, Tom fechou o grande livro que lia e recostou-se na sua cadeira. Ele estava realmente pronto para passar em todos os testes agora que ele tinha estudado meticulosamente para isso. Ele esfregou os olhos e olhou ao redor do quarto vazio.Todo mundo estava fora na neve ou passeando pelo castelo.
Tom supôs que era em torno de 17h00min e ele sabia que uma vez que todos estavam ocupados ele teria uma chance de tomar um banho calmo e agradável. Dumbledore tinha dito a ele a senha para o banheiro dos monitores no quarto andar, portanto ele estava autorizado a usá-lo quando quisesse. Desde que Tom era um monitor em seu tempo, Dumbledore tinha lhe permitido alguns dos privilégios que eram associados com o título.
Tom levantou-se e espreguiçou-se e em seguida se dirigiu para a porta. Ele adorava ser capaz de se sentar na banheira gigante, que mais parecia uma piscina e limpar sua mente de tudo o que estava incomodando ele.
Ele gemeu interiormente quando ele pensou sobre como Ron ainda estava bravo com ele e Hermione... Oh Salazar... Hermione. Ele queria estar com a castanha, mas cada vez que ele iria falar com ela, ele não conseguia encontrar as palavras certas para dizer. Como isso poderia estar acontecendo a Tom Riddle? Ele sempre tinha certeza de tudo, inclusive do seu grande poder de persuasão. Ele sempre sabia como agir, ele sempre sabia exatamente o que fazer, mas tudo mudou a partir do momento em que ele fora trazido para o futuro. Agora ele tinha inseguranças, medo, amor... Tudo o que sempre considerou fraquezas imperdoáveis, mas ele não se arrependia. Sentir o fazia se sentir vivo. A castanha provavelmente pensou que ele estava evitando-a e ao mesmo tempo que era uma espécie de verdade, era só porque ele ficava tão nervoso em torno dela que mal conseguia se expressar.
Tom tentou colocar todos esses pensamentos de lado por enquanto. Um homem merecia uma chance de relaxar de vez em quando, certo?
Ele só esperava que pudesse tirar Hermione de sua mente por tempo suficiente para que ao menos pudesse encher a banheira... Mas isso parecia uma missão impossível para ele.
Hermione abriu todas as torneiras e viu a banheira encher-se com a água quente. O vapor subia levemente trazendo consigo um maravilhoso cheiro. Ela não podia decidir sobre o tipo de espuma de banho que ela queria então ela optou por usar todos os seus sais de banho. A água estava escondida sob uma espessa camada de espuma perfumada e magicamente colorida como um arco-íris suave, assim como ela gostava.
Ela tirou toda a roupa e caminhou até a borda da banheira. Ela estava prestes a entrar quando, de repente ela ouviu a porta bater atrás de si. Ela não estava com medo de ser vista nua em primeiro lugar, porque ela sabia que provavelmente era alguma das meninas uma vez que os monitores-chefes dos meninos geralmente tomavam banho atrasados, ou seja, bem tarde da noite. Ela se virou e deixou escapar um suspiro tranqüilo.
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Tom tinha entrado no banheiro, mas não imaginava que houvesse alguém lá dentro. Quando ele olhou para cima todo o seu corpo congelou. Hermione estava de pé próxima a banheiro completamente nua.
Sua reação imediata teria sido dar a volta, mas seu cérebro parecia ter desligado e ele não conseguia desviar o olhar... Ele sentiu que não conseguia nem respirar no momento.
Suas pernas pareciam que tinha se transformado em geléia e um calor constante estava subindo pelo seu corpo todo. Era a sensação mais incrível e igualmente assustadora que ele já sentiu.
Hermione não podia acreditar no que estava acontecendo. Tom Riddle tinha acabado de entrar no banheiro e estava olhando para o seu corpo nu e delgado. Ele pareceu surpreso no início e depois um olhar estranhamente vidrado tomou posse de olhos escuros. Era como se ele nunca a tivesse visto antes e estava agora a olhar para a coisa mais incrível que ele já tinha posto os olhos.
Hermione sentiu como se seu suprimento de ar tivesse sido cortado. Ela sentiu um calor estranho diante daquele olhar e sua razão abandonava vertiginosamente seu corpo. Ela se sentiu muito tonta. A castanha sabia que deveria estar tentando cobrir-se, mas seus pés estavam enraizados no chão. Tudo o que ela podia fazer era olhar para o rapaz na frente dela que a olhava despudoradamente e de maneira desejosa.
Hermione viu como os olhos de Tom afastaram-se do rosto afogueado dela, até seus seios e depois desceu e desceu um pouco mais. Tom não conseguia parar de admirá-la. Ela era perfeita. Os cabelos castanhos e levemente cacheados caiam ao redor dos ombros, mas não cobriam os seios perfeitos de bico rosado. Ele olhou como seu corpo era bonito e longilíneo, o ventre liso e perfeito, um sinal marrom escuro projetava-se no seu baixo ventre do lado direito e mais abaixo uma pelugem rasa e quase loira, mas perfeitamente aparada se projetava dando mais harmonia ao conjunto perfeito.
Ele a olhava com um desejo ardente e logo sentiu o seu corpo despertando de maneira perigosa. Sentiu a dor de sua excitação refreada. Seus músculos se contraíram pela vontade.
A castanha ficou ali tremendo e pensando no que fazer. Ela queria dizer a ele para ir embora, mas ela não sabia se podia falar. Na verdade, uma parte infame dela queria que ele ficasse..
Ela finalmente encontrou forças e abaixou para pegar seu roupão de seda que estava no chão.
— Não, — Tom falou em voz baixa e rouca.
Hermione parou e olhou para ele. Tremendo ainda mais, ela finalmente falou.
— Tom, você não deveria...
— Eu sei que não deveria..., — ele sussurrou, — Mas eu não posso fazer nada para ajudá-la. Você é linda demais... Sensual demais... Gostosa demais para o seu próprio bem... — a voz dele estava extremamente rouca pelo desejo.
O rosto de Hermione corou ainda mais e seu coração pulou algumas batidas. Tudo o que ela podia fazer era suplicar com os olhos enquanto Tom voltou ao silêncio olhando para ela.
Ela viu quando o seu olhar lentamente passou pelo corpo dela de novo e viu o desejo em seus olhos. Ela tinha que parar com isso. Não que ela realmente quisesse fazê-lo.
— Não Tom, isto não está certo... Você tem que ir. — ela disse-lhe com firmeza e pegou o roupão mais uma vez. Sua parte racional entrando em ação.
— Não Hermione, — Tom disse-lhe novamente, sua voz calma estava tremendo um pouco. — Eu sei que não deveria estar aqui... Fazendo isso... Mas eu... — ele não sabia mais o que dizer. Ele não queria falar de qualquer maneira. Ele só queria olhar para ela.
Apesar do que ele havia dito, Hermione agarrou seu roupão vermelho de seda e renda e os passou rapidamente pelo braço dando um laço frouxo. O roupão era curto ficando no meio de suas coxas, o que a castanha achou que não iria ajudar em muita coisa na situação. Ela estava queimando por dentro também e era uma sensação à qual ela não estava habituada.
— Tom, por favor, vá. — ela disse-lhe baixinho. Tom se moveu, mas não para deixá-la. Ele começou a caminhar em sua direção.
— Tom, por que coisas como essas continuam acontecendo entre nós? — Hermione perguntou de repente. Tom parou apenas a alguns metros de distância dela e olhou para ela com tristeza.
— Oh Merlin, eu queria tanto estar com você e pensei que poderíamos finalmente ficar juntos e depois você me ignorou por toda esta semana, eu não posso continuar sentindo isso por você. Um momento você age como se você quisesse estar comigo e, em seguida, você me ignora! Você não tem nenhum problema em ver-me nua e ainda assim você não consegue nem me convidar para sair em um encontro! Tom eu...
— Eu te amo.
Hermione congelou. Ele havia dito aquelas palavras de forma tão sincera e tão apaixonadamente que levou todo o fôlego de Hermione para longe e mesmo assim, ela não queria acreditar nele.
— O que? Você... Não... — ela balbuciou rapidamente.
— Eu te amo — disse ele mais forte, mas com uma voz suave. Ele deu alguns passos para mais perto dela.
— Tom, você não pode... Nós nem sequer tivemos a chance de falar sobre isso. — ela queria matar seu lado racional, que sempre pareceu tomar conta dela.
— Eu te amo. — ele falou novamente ignorando todos os protestos da castanha enquanto se aproximava mais ainda e parava de frente a sua adorável bruxinha apenas a poucos centímetros de distância. Dava para ela sentir a respiração dele varrendo o seu rosto.
— Vo-você apenas está dizendo isso da boca para fora. Você não queria realmente dizer isso. — mas a voz de Hermione parecia esperançosa agora.
— Eu te amo. — ele disse novamente inclinando-se para baixo e sussurrando em seu ouvido. Hermione estremeceu.
— Por quê? — ela perguntou confusa e com pensamentos incoerentes. Ele olhou nos seus olhos cor avelã e sorriu.
— Porque você me ama também... E ninguém nunca me amou antes.
O lado racional estava oficialmente morto.
Hermione lhe deu o maior sorriso que ela pôde fazer. — Eu amo...
Os lábios de Tom que estavam agora colados ao dela tinham cortado a sua fala antes que ela pudesse terminar.
Tom a imprensou em uma parede próxima sem tirar os lábios do dela. As línguas se massageavam num beijo cheio de desejo e paixão. Sorviam os sabores. A língua de Tom explorava o interior da boca de Hermione em um beijo diferente, ousado, enquanto suas mãos emaranharam-se no cabelo da castanha e a outra passeava por seu braço esquerdo e descia até a cintura a mantendo ali, presa ao seu toque urgente. Ele sentiu a carne macia por cima do roupão de seda. Ambos os adolescentes estavam agora perdidos no beijo mais surpreendente que já tinham experimentado um com o outro, ou com qualquer outra pessoa para essa matéria. Hermione deixou as mãos enroscarem-se no pescoço do moreno enquanto as mãos de Tom estavam acariciando a sua cintura e seus cabelos. Ele sempre gostava de tocar seus cabelos bonitos.
Hermione, que teve seu primeiro amasso com Tom apenas algumas semanas antes, não precisava mais ser instruída sobre como manobrar a língua. Ela trouxe a sua boca até o pescoço do garoto passou a língua roçando os dente em seguida por toda pele exposta. Tom gemeu e deu-lhe mais o acesso ao local. Ele vestia uma camisa branca e calças de moletom escuro, mas a castanha podia sentir os músculos definidos do jovem enquanto ela passava as mãos espalmadas no peitoral do rapaz.
Tom não se conteve mais e retirou as mãos do cabelo da castanha deixando-as escorregar pela lateral de seu rosto indo até o pescoço sensível. Agora as suas mãos estavam sobre ela. Ela estremeceu toda vez que ele tocava uma área sensível e até riu quando Tom encontradou alguns pontos sensíveis a cócegas.
Tom sorriu quando ela achava graça, ele teria que se lembrar onde eram os seus pontos estimulantes.
As mãos de Tom que estavam na cintura de Hermione desceram para a parte de trás de suas pernas com rapidez e de forma habilidosa. Uma das mãos subiu novamente até as nádegas cheias e a outra puxou uma das pernas de Hermione em volta do seu quadril. De repente ele queria que ela sentisse o quanto ele estava desperto. O quanto ele a desejava. Ele fez o mesmo com a outra perna e suportando o seu peso amparando-a pelo bumbum macio por cima da seda do roupão de modo que as duas pernas ficaram enroladas na cintura do rapaz. Ele então moveu sua boca para longe dos lábios avermelhados da castanha e levou beijos molhados e sedutores ao seu pescoço. Hermione revirou um pouco os olhos pela carícia. Tom moveu os quadris para frente e Hermione sentiu o seu grande volume exatamente roçar o seu centro. Ela ofegou de prazer e instintivamente ela retribuiu o gesto. Merlim, aquilo era loucura, mas o desejo suplantava todas as outras necessidades. A boca de Tom chegava perigosamente ao vale de seu colo arrancando suspiros mais altos da garota.
Hermione se sentiu como se fosse explodir pelos beijos suaves de Tom que foram ficando perigosamente perto de seus seios. Ela sentia-se úmida e um calor insuportável instalava-se no centro de suas pernas. Se Tom não as estivesse segurando, certamente elas teriam cedido pela intensidade do prazer que a acometia. Com o nariz ele afastou o tecido tendo o vislumbre de um de seus seios. O rosto roçando a pele da castanha a fazia gemer um pouco mais alto agora. A boca quente de Tom alcançou o bico túrgido e excitado do seio de Hermione e ela soltou um gritinho de prazer quando de repente um ruído que soava como um grito chocado fez Tom parar e olhar para trás por cima do ombro.
Saindo de repente de uma das cabines sanitárias a Murta que geme gritava horrorizada.
Hermione Granger, a rata de biblioteca da escola estava com as pernas ao redor de um menino e vestindo apenas um roupão fino. Mas o que mais surpreendeu Murta foi o fato de que o belo rapaz que estava com Hermione fora o mesmo que estudou com ela em Hogwarts há cinqüenta anos atrás. Tom Marvolo Riddle.
— O que está acontecendo aqui? — Murta gritou. — Como diabos Tom Riddle chegou aqui? E por que ele está beijando você entre todas as pessoas, Granger? — Murta não podia acreditar que sua paixão antiga e platônica estava aos beijos com a Granger.
— Bem, eu deveria saber que você, Murta, se tornaria mais um fantasma de Hogwarts. — Tom sorriu maliciosamente para ela. — Por que alguém tão insuportavelmente irritante consegue manter sua essência viva mesmo depois de morrer por um basilisco... — só podia ser azar que Murta Morgan se tornou um fantasma e ainda assim continuava a importuná-lo, mesmo depois de sua morte.
Ele colocou Hermione para baixo de sua cintura e levou-a até a pilha de roupas. Murta estava gritando histericamente para eles. — Como no inferno que você voltou?! E POR QUE VOCÊ ESTÁ COM A GRANGER!
— Porque você acha que estou com ela garota estúpida? Eu a amo e não é da sua maldita conta como voltei. Então, por que você não tomar banho em algum vaso sanitário ou algo assim? Tom cuspiu, mas seu olhar assumiu o velho brilho homicida que ele costumava ter antes. Murta afastou-se um pouco. Hermione estava muito entorpecida para notar qualquer coisa.
Ele se virou para olhar para Hermione novamente e viu que ela estava corando. O rosto dela acalmou imediatamente qualquer sede de sangue que ele possuía. Ele sorriu para ela e passou a mão pelos cabelos, ele nunca iria superar o quão inocente e feminina ela ficava quando corava.
— Vamos Hermione, nós não temos que ficar aqui. — ele disse a ela com ternura. Hermione sorriu agradecida para ele e viu quando ele tirou sua varinha e apontou-a para a pilha de roupas no chão. Ela viu-os desaparecer e, em seguida, sentiu-as sob o seu corpo.
Ela ainda se sentia completamente nua, no entanto, mesmo com as roupas cobrindo-a. Agora ela tinha tempo para absorver a forma como esteve com Tom.
— Eu gosto... Tanto de você Tom... Eu... Eu vou contar a todo mundo sobre isso. — Murta soluçou. Ela sempre foi muito dramática quando se tratava de coisas que a incomodava.
— Vá em frente e diga Morgan... Quem iria ouvir você de qualquer maneira? E se você me incomodar ou incomodar Hermione novamente, eu juro que vou exorcizar você e vou mandá-la para o nada! — Tom avisou.
Murta deixou escapar um soluço alto e, em seguida, pulou em um banheiro e desapareceu pelo ralo, para grande alívio de Tom e Hermione.
— Vamos amor — Tom disse a Hermione segurando-a pelas mãos e levando-a até a porta.
Ambos saíram do banheiro e depois pararam bruscamente.
Ron tinha chegado a tempo de ver o casal saindo juntos do banheiro. Ambos estavam amarrotados, levemente suados e com os cabelos bagunçados. Seus rostos expressavam confusão e mais alguma coisa que Ron não conseguiu identificar.
Tom e Hermione só ficaram lá segurando as mãos e olharam para Rony nervosamente, enquanto Ron apenas olhou para as mãos dadas de ambos com uma expressão indecifrável no rosto.
Quando ele falava, sua voz parecia nem zangado nem triste, mas era um som sem vida, o que para Hermione foi muito pior.
— Tanta coisa para serem apenas amigos, hein Hermione? — Ron disse ao olhar em seus olhos.
— Ron ouça... — Tom começou, mas Ron o interrompeu.
— Não Tom, tudo bem. Vocês não têm que explicar nada. Eu ia pedir desculpas por como eu agi antes e eu ainda tenho a intenção de fazê-lo. Tom, Hermione, eu estou muito triste pela forma como eu agi antes. Espero que todos nós possamos continuar sendo amigos.
Hermione nunca tinha ouvido Ron falar de forma tão formal e isso a irritou um pouco.
— Claro, Ron. — Hermione disse a ele. — Você é como um irmão para mim e eu quero que sejamos amigos... todos nós.
Ron sorriu suavemente para ela. — Hermione, eu sempre serei seu amigo e seu também Tom. Eu... posso ser um bundão as vezes, mas é o meu jeito natural de ser.
— Acontece com todos nós companheiro. — Tom sorriu.
— Bem... Eu acho melhor eu ir. Estou carregado com trabalho de casa. Eu vou ver vocês dois no Salão Comunal mais tarde.
Hermione e Tom mal tiveram a chance de dizer adeus quando Ron moveu-se passando por eles pelo corredor.
Tom olhou para o rosto preocupado de Hermione e acariciou seu rosto suavemente.
— Ele vai ficar bem. — ele disse a ela confortavelmente.
— Eu espero que sim. — ela sussurrou. — Eu realmente espero que sim.
(***)
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Notas finais
Debby
Mandy
e Safi *--*
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