Redenção Tomione
23 Dormindo Profundamente
Notas iniciais
ESSE É TOTALMENTE INÉDITO.
Portanto, comentem MUITO
DORMINDO PROFUNDAMENTE
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— Acabei de ouvir algumas notícias interessantes Rabicho.
Pedro se encolheu ao ouvir a voz cruel e inclinou a cabeça mais baixa em uma patética tentativa de manter-se olhando para aqueles olhos sem alma.
— Parece que a sangue-ruim finalmente vai morrer. Que pena. — Voldemort riu de sua observação sarcástica.
— É uma notícia maravilhosa, milorde. — Pedro disse, levantando os olhos lacrimejantes ao encontro de seu mestre. — Ganhamos o Tom, então? Porque Hermione certamente não irá viver.
— Como você ousa... — Voldemort sibilou, — Falar o nome dessa sangue-ruim na minha frente.
— Perdoe-me milorde. Perdoe-me! — Pedro disse apressadamente. — Eu não deveria ter desonrado o senhor falando... Esse nome horrível, horrível...
— Basta, Rabicho! — Voldemort cuspiu no homem acovardado diante dele. Ele não sabia o porquê, mas ouvir aquele nome lhe dava calafrios pela espinha. Era quase como se ele tivesse... Medo dela. Não, ele não tinha medo de nada.
— Vamos esperar até que a sangue-ruim esteja morta antes de atrair Tom. Eu quero ter certeza de que ele irá vê-la morrer antes de eu trazê-lo de volta para mim.
— Sim, milorde, é claro. — Pedro disse rapidamente.
— Por enquanto, porém, eu tenho algo mais importante para lidar. Parece que temos um traidor em nosso precioso meio, Rabicho. —Voldemort disse porcamente, com sua voz de nojo ofídica.
— Tem certeza milorde?
Voldemort apenas sorriu e acenou para Pedro ficar de pé. O homem-rato ficou de pé e disparou olhares hesitantes para o monstro diante dele.
— Tudo será revelado no tempo certo, Rabicho. — Voldemort disse calmamente. — Deixe-me só.
Pedro curvou a cabeça mais uma vez em uma reverencia rápida antes de correr porta afora. Ele avidamente engoliu ar, tanto quanto podia, agora que ele estava no corredor. Estar perto do senhor das trevas sempre o fez se sentir como se estivesse sufocando.
Pedro andou lá embaixo, grato por estar vivo por mais um dia, mas sabendo que amanhã poderia ser seu ultimo dia. Especialmente porque o lorde das trevas desconfiava de um traidor. Era bem capaz dele brincar de uni-duni-dê com avada kedravas com os comensais até ter sua raiva amainada.
Pedro engoliu em seco ao lembrar que o seu lorde era o melhor legilimente que existia.
Pedro sentiu-se muito mal de repente. O que ele iria fazer? Fosse o que fosse, ele sabia que não poderia fazê-lo sozinho. Ele precisava de ajuda... Ele precisava de Severo.
(***)
— Droga! Nós nunca vamos encontrar nada! Que tipo de biblioteca é essa?! — Tom vociferava, batendo na capa grossa e empoeirada na frente dele. Ele já havia procurado através de vários livros sobre venenos, todos sem sucesso.
— Acalme-se Tom! — Gina disse com firmeza. — Nós só estamos aqui por uma hora. Dê-nos tempo para procurar melhor. E, além disso, — a ruiva disse delicadamente, suavizando sua expressão, — Hermione não gostaria que você perdesse a calma nesse momento.
Sua voz falhou um pouco, mas ela engoliu as lágrimas da forma que conseguiu conter o choro.
— Você está certa, Gina. — Tom suspirou. Ele passou a mão trêmula pelo cabelo desgrenhado antes de se estabelecerem na frente de outra pilha de livros antigos.
— Eu encontrei um pouco mais. — Harry disse, quando ele se aproximou dos outros três adolescentes com os braços cheios de livros. Seus óculos estavam ligeiramente tortos e seu rosto estava salpicado de manchas de poeira, mas ele não parecia notar. Estavam todos bastante desalinhados, de fato, mas as aparências eram a menor de suas preocupações.
O problema era que a tarefa de procurar qualquer livro na biblioteca velha deixava cada um deles muito mais nervosos, principalmente pelo fato de estarem longe de Hermione, principalmente para Tom.
— Aqui Ron, tente olhar alguns desses. — Harry disse enquanto entregava a Ron metade de seus livros. — Eles são todos sobre venenos. Foi tudo o que eu pude encontrar na Seção Restrita. — Harry acrescentou melancolicamente. Descobriu-se que a Seção Restrita não era tão útil quanto todos pensavam que seria.
Ron levou os livros de Harry e sentou-se na mesa mais uma vez. Abriu um livro chamado Os Venenos Mais Venenosos e começou a ler o índice. Ele pulou de seu assento. Gina surpreendeu-se porque estava sentada ao lado dele.
— Eu sei a resposta! — ele gritou engasgando-se.
— O quê? Você sabe? Como? Qual é a resposta?— Gina perguntou esperançosamente. Tom e Harry deixaran cair seus livros e correram para Rony que estava virando as páginas de forma selvagem com felicidade.
— É tão simples! Como não percebemos? E até mesmo o Snape. Como ele não poderia saber? — Ron perguntou a si mesmo.
— O que ele poderia não saber Ron?! — Tom perguntou apressadamente.
— Um bezoar! Um bezoar poderia curá-la! Quero dizer, se cura quase todos os venenos, um bezoar poderia curá-la, não é?
Gina e Harry olharam animados por um momento antes de eles notarem a expressão triste que brilhou no rosto cansado de Tom.
—Vo-você não acha que ele vai funcionar, Tom?— Harry perguntou em voz baixa.
— Eu sei que não vai funcionar. Eu tive que fazer um trabalho sobre bezoares no meu quarto ano e conheço cada veneno que eles podem curar. Amorea não é um deles.
Ron lentamente afundou em sua cadeira com uma expressão derrotada estampada em seu rosto.
— Não fique chateado Ron. Foi um palpite muito bom, mas Amorea não é apenas um veneno fraco como veneno de cobra ou algo assim. Ele ataca a alma... Drena a sua vida... Mata lentamente. — Tom mordeu o lábio para tentar parar o seu estremecimento.
Ron olhou para seus amigos e forçou um sorriso muito pequeno.
— Nós vamos continuar procurando depois. — Ele disse confiante. — Deve ter alguma coisa em todos esses livros. — Ron sorriu tristemente para si mesmo e riu um pouco enquanto pensava em alguma coisa. —Hermione faz essa coisa de pesquisa parecer tão fácil. Eu vou ter a certeza de lhe perguntar como ela consegue fazer isso tão rápido.
Gina não aguentava mais e ela começou a chorar. Ela odiava chorar na frente dos outros, mas ela não poderia mais segurar-se. Hermione era sua melhor amiga e agora parecia que nunca seriam capazes de ajudá-la como ela havia ajudado a eles todas as vezes em que precisaram.
Tom, Harry, Ron encaminharam-se para Gina e envolveram seus braços em volta dela. Um abraço coletivo.
— Não chore Gin. — Ron disse miseravelmente. Ele odiava ver sua irmãzinha triste, não importa o quanto ela chateasse ele.
— Vai ficar tudo bem, amor. — Harry sussurrou confortavelmente em seu ouvido. Ele estava esfregando pequenos círculos nas costas para tentar acalmar os seus soluços altos, mas eles continuavam chegando e aumentando.
— Eu... Oh Merlim. Me d-d-d-des-culpem. Eu só quero que ela fique bem. —. Gina gritou. — Ela... Ela estava tão bem depois que te conheceu Tom. Eu... EU nunca vi a Mi tão feliz e agora ela vai morrer! —Gina chorou.
—Ssshhh! Não diga isso Gina. — Tom disse suavemente. — Vamos encontrar uma maneira de curá-la.
— Oh, Tom, eu deveria ser mais forte. Mas eu não estou conseguindo. — Gina disse miseravelmente, as lágrimas amainaram um pouco por causa de todo o conforto que ela estava recebendo.
Tom sorriu para ela e beijou sua testa. — Você é um doce Gina, mas Hermione não vai gostar de saber que a amiga durona dela se desesperou desse jeito quando ela acordar. Prepare-se para ouvir um grande sermão de Hermione Jane Granger.
Gina riu um pouco e enxugou as lágrimas de seus olhos. Ela se sentiu muito melhor agora que ela tinha colocado tudo aquilo para fora de seu sistema, mas ela ainda não estava tranquila.
— Tom, por que não você e Gina não vão passar algum tempo com Hermione? — Harry disse. — Ron e eu podemos lidar com esses poucos livros que restaram, e eu acho que Hermione precisa de alguns amigos perto dela agora.
— Vão vocês dois. — Ron adicionou. — Isso pode fazê-la se sentir melhor, principalmente se você estiver ao lado dela, Tom.
— Não, nós deveríamos ficar. Vocês vão precisar de toda a ajuda possível. — Tom disse.
— Há apenas alguns livros restantes, Tom. Temos procurado nesta biblioteca de cima para baixo e os livros que encontramos estão espalhados por essas mesas. Se não há nada neles, então não há nada nessa biblioteca. — Harry disse.
—Bem... Eu não sei. — Tom disse hesitante.
— Vá em frente. Vamos correr para lá, assim que nós encontrarmos algo ou... Mesmo que não encontremos nada. — Harry acrescentou tristemente.
Tom acenou com a cabeça e olhou para Gina. — Você quer ir Gina?
Gina balançou a cabeça e Tom deu um pequeno sorriso. — Okay, nós vamos, então. Obrigado vocês dois. — ele disse com gratidão quando ele olhou para seus dois amigos.
—Não tem problema. — Harry sorriu. Ron acenou e sorriu também.
Gina olhou para Harry por um momento antes de caminhar até ele. Harry estava confuso pela intensidade do olhar da ruiva. Ela continuava se aproximando decidida, forte. Ele nem sequer registrou o que estava acontecendo até que sentiu os lábios quentes de Gina pressionados contra o seu.
Harry sentiu suas pernas amolecerem, mas de alguma forma ele encontrou forças para se manter de pé. Ele mal teve até a chance de beijá-la de volta, no entanto, porque Gina puxou os lábios dela para longe devagar e olhou em seus olhos verde-esmeralda.
—Obrigada, Harry. — ela sussurrou.
Harry não tinha certeza se ele lhe respondeu ou não. Seus olhos estavam grudados aos seus suaves lábios rosados que foram lentamente curvando-se para cima em um sorriso. Harry levou seu olhar até as lágrimas da ruiva nas bochechas coradas, nos olhos e sorriu de volta antes da realização bater-lhe no estômago.
Ron tinha visto tudo! Ele estava de pé ao lado dele pelo amor de Merlin!
Harry olhou para cima e viu Tom sorrindo para o casal com um olhar engraçado em seus olhos. Tom disse com um senso de conhecimento.
— Eu sabia, Harry!
Harry criou coragem de algum lugar profundo nele e olhou à sua esquerda. A boca de Ron formou um perfeito 'O', enquanto olhava para seu melhor amigo e irmã mais nova, que ainda estavam agarrados uma ao outro pela cintura. Seus lábios começaram a franzir um pouco e Harry se lembrou de um peixe de cabeça vermelha que parecia irritado com alguma coisa. Custou toda a sua força de vontade para não rir.
— Bem, eu acho que está tudo bem. — Ron resmungou.
Gina soltou Harry e deu em seu irmão um abraço e um beijo rápido na bochecha. — Obrigada por entender, Ron.
—Tá, tá. —. Ron disse exacerbado. — Vão indo você e Tom.
Gina e Harry sorriram uma última vez antes que Gina fosse até Tom. O ex-sonserino, que ainda estava radiante, colocou um braço em volta dos ombros da amiga e levou-a para fora da biblioteca.
Deixado sozinho, Ron e Harry apenas olharam para o outro, cada um esperando pelo outro para dizer alguma coisa.
— Então, vocês dois estão namorando agora?— Ron perguntou em voz baixa.
— Eu espero que sim. Eu já gostava dela por um longo tempo agora. Acho que ela também já gostava de mim, mas nenhum dos dois tomou a iniciativa. Não sabíamos como você iria reagir, Ron. E depois, veio toda a preocupação por Hermione estar tão cansada o tempo todo. Isso nos distraiu.
Ron balançou a cabeça. — É melhor começarmos a trabalhar. — Ele disse quando ele olhou para a pilha de livros sobre a mesa.
Harry olhou para os livros e sentiu uma pontada de culpa em seu coração. Eles deveriam estar ajudando Hermione, e tudo o que eles estavam fazendo era ficar em pé e falando de namoro.
— Perca esse olhar culpado, Harry.— Ron disse enquanto se dirigiam até as mesas. — Hermione estaria extasiada se ela soubesse que você e Gina estão juntos, então não fique se sentindo mal porque você experimentou alguma felicidade pela primeira vez.
Harry parou em seu caminho e olhou para o ruivo. Ron parou também e se virou para ver porque Harry tinha parado. — O que foi?
— Você andou bebendo a poção para crescer cérebro que eu te dei?— Harry perguntou.
— Não. Por quê?! — Ron perguntou confuso.
— Porque essa é a coisa mais sensata que você já disse, Ron.
Ron estava mais confuso do que nunca, enquanto olhava para o rosto de Harry, que estava brilhando de orgulho.
— O que há de tão brilhante sobre isso? É apenas a verdade.
Harry balançou a cabeça e sorriu. — Vamos Ron, é melhor começar a trabalhar.
— Um dia, Harry, eu vou te entender. Eu juro.
Harry riu antes de pegar um livro na pilha.
O título era As Coisas Mágicas Mais Mortíferas. Harry suspirou quando abriu o livro. Ele orou para que a cura de Hermione estivesse escondida em algum lugar. Algum lugar que ele encontrasse.
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Tom acariciou o comprimento do braço de Hermione, enquanto olhava para seu rosto pálido. Alguém poderia pensar que ela estava morta se não fosse a ascensão e queda de movimento em seu peito que provava que ela ainda estava respirando.
Gina se sentou do outro lado da cama de Hermione e não podia fazer nada senão olhar para baixo, para sua melhor amiga. As palavras de Madame Pomfrey tinham a rasgado internamente, mas sua aparência manteve-se calma. Era o que ela podia fazer naquele momento. Fingir.
Não existiam palavras que pudessem descrever o que Tom estava sentindo naquele momento.
—Então, ela logo vai estar morta?— Tom perguntou em voz baixa. Um murmúrio baixo.
— Sim, Tom. O coração de Hermione tem abrandado mais rápido e sua respiração tornou-se mais rasa. Não tenho certeza se ela pode nos ouvir ou não, mas eu acho que seria uma boa ideia se você conversasse com ela. Pode ajudar a mantê-la viva por mais tempo. — Madame Pomfrey não conseguia olhar para as crianças enquanto ela dizia-lhes isso. Ela não conseguia entender porque as coisas horríveis sempre pareciam acontecer a este grupo de jovens em particular. Todos eles passaram por tanta coisa...
— A senhora poderia nos dar algum tempo a sós com ela? Por favor? —Tom perguntou em uma voz morta. Tão morta quanto Hermione parecia estar naquele momento.
— Claro, querido. Eu estarei no meu escritório. Se vocês precisarem de alguma coisa é só chamar. — Poppy disse com tristeza. Ela sabia que não era prudente deixar suas emoções dominarem-na, mas ela não conseguia parar a lágrima que escorregou para baixo sua bochecha e queixo. Ela correu para seu escritório e deixou a porta entreaberta no caso de alguém chamar por ela.
Tom inclinou-se e beijou a bochecha de Hermione, ele ainda podia sentir o cheiro delicioso dela de hortelã e pinho.
— Ela esta tão fria. — Tom disse em voz baixa.
— Fale com ela, Tom. — Gina disse calmamente. — Ela vai querer ouvir sua voz.
Tom sorriu para si mesmo enquanto pensava em algo que ele poderia dizer. Ele encostou a cabeça mais perto de seu ouvido.
— Nós nunca chegamos a dar um ao outro os nossos presentes, amor. — ele começou. — Eu queria dizer-lhe agora o que eu tenho para você, mas eu queria que fosse uma surpresa. A chave que lhe dei esta manhã está na minha posse desde o meu primeiro ano, e eu a guardava como minha vida. Abre algo lá embaixo, na Câmara Secreta, mas desde que o basilisco foi destruído por Harry, eu sabia que seria seguro dá-la a você. Estou pensando em leva-la muito em breve, então acho que eu não vou dizer o que abre ainda. Eu quero que você veja isso.
Gina riu um pouco e enxugou os olhos lacrimejantes antes que mais lágrimas pudessem escapar.
Tom olhou para Gina e sorriu para ela. — Hermione, você não vai acreditar no que Gina fez na biblioteca. — Tom disse com um sorriso.
Gina riu de novo e dessa vez ela não conseguia parar algumas lágrimas perdidas de deslizarem para baixo suas bochechas pálidas.
— Ela agarrou o Harry na frente do Ron! Por Salazar, eu juro que pensei que Ron teria um infarto. Você deveria ter visto o rosto dele. Ele parecia um peixe fora d'água. Juro que os olhos ficaram tão esbugalhados que achei que fossem saltar de sua cara.
Gina estava rindo como uma louca e agora ela tomou a mão fria de Hermione na dela. — Bem, eu estava farta de não poder beijá-lo. E eu sabia que faria você se sentir orgulhosa de mim, Hermione. — Gina disse, entre lágrimas. — Especialmente se eu fizesse isso na frente de Ron.
Tom apenas olhou para Gina e viu as lágrimas silenciosas rolando no seu rosto. Ele se sentiu tão impotente e só o fez se sentir pior por saber que todo mundo sentia-se desamparado também.
Gina aconchegou mais os cobertores ao longo do corpo da castanha. Quando ela pressionou mais para baixo, ela ouviu um leve ruído que parecia o farfalhar de papel vindo de debaixo dos lençóis.
— Você ouviu isso, Tom? — Gina perguntou em voz baixa.
Tom acenou com a cabeça levantada. — Tem algo aí. — Tom disse.
— Talvez no bolso capa. — Gina sugeriu. Quando ela estendeu a mão dentro do bolso, pegou um pedaço de papel cuidadosamente dobrado que foi remetida a Tom.
— Curioso — Gina disse para si mesma. — É para você. — ela entregou o pedaço de papel para Tom que parecia tão confuso quanto ela.
Tom pegou-a e só olhava para ele.
— Bem, abra-o Tom. Talvez ela quisesse dar isso a você no café da manhã ou algo assim.
Tom olhou inseguro por um momento antes que ele desdobrasse cuidadosamente o papel. Ele leu o que estava escrito por alguns momentos antes de Gina perceber seus olhos enchendo-se de lágrimas incontidas.
— O que diz aí?— ela perguntou hesitante.
Tom mordeu o lábio inferior e olhou para a ruiva. Ele entregou o papel para ela com dedos trêmulos.
Gina pegou e começou a ler o parágrafo no topo. Era a letra de Hermione.
(...)
Querido Tom,
Sei que esse pode não ser o presente mais glamoroso, mas senti que precisava dá-lo a você, mais do que qualquer outra coisa no mundo. Você passou vários anos de sua vida dedicados ao seu pai (sabe o que eu quero dizer com isso) e tudo o que você fez antes que você viesse até nós, trouxe-o a um passo de destruir o seu pai, mas também de destruir a si mesmo. Espero que este presente ajude-o a encontrar alguma paz com sua família e com a única pessoa a quem eu acredito que você odeie mais do que tudo... Sua mãe.
Eu sei que ela o deixou, Tom. Deixou-o sozinho em um lugar ruim, sem uma família, mas eu sei que ela te amava também. Ela amou o suficiente para dar à luz a você em um lugar onde você estaria seguro, onde você teria uma chance de viver. Espero que você possa perdoar seus pais por deixá-lo, por razões diferentes... E espero que quando você tiver que voltar ao seu tempo, que você faça a coisa certa. Nem por mim, nem pelos seus novos amigos, mas por você mesmo. Pelo homem bom que você sabe que poderá ser.
Eu fui capaz de encontrar alguns registros antigos de uma Merope Riddle que morreu em um orfanato, dando a luz, com a idade de 20 anos. Ela foi enterrada em um cemitério não muito longe de onde você cresceu e seu túmulo é marcado com uma pequena lápide com o nome dela.
Suponho que até aqui, você nunca tenha se interessado por procura-la, mas espero que você possa ir até lá para que você finalmente encontre sua mãe. Ela está esperando por você, Tom. Acho que ela sempre esteve.
Com amor, sempre.
Hermione
Abaixo, a nota eram instruções sobre como chegar ao cemitério onde Merope foi enterrada. Gina estava apenas boquiaberta com a carta sem saber o que dizer ou o que fazer. Foi um belo presente, mas só tornou tudo pior, uma vez que Hermione não tinha sido capaz de dá-lo a ele por si mesma.
Gina olhou para cima da carta e viu algo que ela nunca pensou que veria. Tom segurava a mão de Hermione enquanto lágrimas constantes desciam por suas bochechas. Parecia que ele estava em tanta dor e Gina não aguentava vê-lo com o olhar tão magoado. Ela quis confortá-lo de alguma forma, mas ela não sabia o que fazer.
— Ela está certa. — Tom disse pesadamente. Ele não se preocupou em limpar suas lágrimas. — Eu odeio a minha mãe por ela ter me deixado lá, por não ter sido forte o suficiente. É por isso que nunca me preocupei em perguntar sobre ela. Eu não queria saber onde ela havia sido enterrada, porque eu sabia que eu iria até a sua sepultura e... E eu sinto tanto a falta dela... Mesmo sem a ter conhecido...
Tom engoliu em seco para tentar abafar os soluços que ameaçavam escapar e ele apertou a mão de Hermione apertado, desesperado por qualquer conforto que ele pudesse receber dela.
— Eu não posso perdê-la, Gina, não como eu perdi minha mãe. Eu não posso continuar perdendo as pessoas que eu amo.
— Você não vai perdê-la, Tom. — Gina disse com firmeza. — Hermione vai melhorar, mesmo se eu tiver que empurrar uma centena de bezoares na garganta dela para curá-la.
Tom deu um sorriso aguado e olhou para Gina.
— Estou com medo. — Tom disse como uma criança amedrontada e sem colo.
Gina olhou para ele, os olhos cheios de tristeza e preocupação. Antes ela olhou para a figura da amiga adormecida que ia lentamente desaparecendo.
— Eu também, Tom. Eu também...
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