Redenção

2 Plano de destruição


Notas iniciais
Alguém lê essa fanfic?

— EU QUERO FALAR COM O DOUTOR ESTRANHO! EU QUERO FALAR COM O DOUTOR ESTRANHO! – Clea berrava a todos os pulmões pela presença do homem, socando exasperadamente o vidro.

— Ei... Ei... – um homem branco, de cabelos e olhos negros, barba bem feita, surgiu diante dela. – Para de gritar! O que está acontecendo?

— V-você não é o Doutor Estranho! – ela aponta para ele, com os olhos cheios de lágrimas.

— Não... Ele só é meu irmão de bigode irado! – ele caçoa. – Sou Tony Stark, também conhecido como...

— Homem de Ferro! – a loira completa.

— Isso... Vejo que Loki deve ter falado sobre mim em Asgard.

— Tony Stark, o homem sem coração. Como me poderia esquecer? – Clea sorri. – Porém, não tão sem coração assim. Soubestes que o melhor amigo do homem que amas, matou teu pai, não é? – o bilionário arregala os olhos. – Ah sim, desde que conheceu Steve Rogers, houve amor à primeira vista entre vós. Fingiam odiarem-se para manterem a pose, todavia no fundo emanava amor dos seus olhos. Só que nunca assumiram um para o outro e bem... Veio o governo, criou uma lei que dividiu os Vingadores e te separou dele. Mas a pior parte foi descobrir que o Soldado Invernal, na época, controlado pela H.Y.D.R.A. matou Howard e Maria Stark. Uh, como é sentir-se traído? – ela aproximou o rosto do vidro.

Tony andou para perto dela e a encarou, apertando os olhos.

— Incrível! – a mulher estranhou a resposta. – Você é foda! – ele pegou o telefone e ligou para alguém. – Alô? Stephen? Venha cá, Clea quer falar com você! Ah... Ok... Até mais, irmão de bigode irado!

Antes que qualquer um deles pudesse falar algo, um círculo dourado surgiu naquele ambiente. Strange saiu dele.

— Olá Sherlock! – o doutor cumprimentou Stark.

— E aí, Sherlock! – eles apertaram as mãos. – Clea estava fazendo um escândalo, batendo no vidro, dizendo que precisava falar com você. Inclusive me mostrou as habilidades dela e nossa... Que foda! Eu estaria apaixonado, se não gostasse de outra pessoa...

— Do Steve! – a prisioneira complementa e ele a fuzila com o olhar, sendo respondido com um sorriso jocoso.

— E então, o que deseja falar comigo, Clea? – Stephen questionou, caminhando para próximo do vidro da cela. Como sempre, trajado com sua roupa de mago.

— Loki visitou-me através de sonho esta noite. Disse-me que está planejando atacar Midgard com um exército novamente... – começa.

— E por que está me contando isso? – Strange coça o cavanhaque.

— Porque estou arrependida do que fiz. Matar crianças foi um desacerto! Minha repulsa não é por Midgard, mas sim por Jane Foster. Ela roubou o Thor de mim!

— De novo o Thor? O que esse loirinho tem que todas as mulheres o desejam? – Tony questiona e recebe olhares de reprovação de ambos.

— Por obséquio, Stephen. Se me ensinar a controlar meus poderes, derrotá-lo-ei junto convosco. Sabes que não terão chances sem mim! – conclui.

— E como posso confiar em você se nem consigo mais entrar em sua mente? – o doutor rebate.

— Não sei por que não está conseguindo perscrutar minha psique. Talvez tenha perdido teu poder de telepatia... – a asgardiana dá de ombros e andeja dentro da cela.

— Não perdi nada. Tanto que neste momento consigo ver que Stark está pensando em panquecas...

— EI! – o Homem de Ferro sacode a cabeça.

— Sinto muito, Stephen, todavia, não sei o que está acontecendo. Precisam crer em mim! Loki está no lugar de Odin em Asgard, Thor acha que ele está morto. Na verdade, todos acham! Sem a ajuda do deus do trovão, não conseguirão barrar este ataque! – ela se apoia no vidro da cela. – Por obséquio, Strange. Dê-me mais uma chance, assim como a Anciã deu a ti... – a loira chorava. O sentimentalismo do Doutor Estranho começava a lhe tocar o coração.

— Posso avisar ao Thor o que Loki planeja...

— NÃO! – Clea grita. – Thor está cego por achar-se causador da “morte” do Loki, não acreditará em ti.

— Está bem Stephen, vamos soltá-la! – Stark comenta, assustando-os. – Podemos implantar nela um daqueles chips que vão rastrear cada passo que der. Se ela sair da linha saberemos e prenderemos novamente. Sabe que precisamos de ajuda! Os Vingadores não existem mais. Só temos alguns inumanos e o tal Demônio de Hell’s Kitchen como super-heróis. – ele conclui.

— É arriscado, Stark...

— É necessário Strange! – Tony o interrompe. – Vamos falar com a Hill e explicá-la sobre nossa decisão.

Horas depois...

Maria Hill se aproxima dos botões da cela, acompanhada dos dois homens. Ela reclamava sobre o que estava acontecendo.

— Eu sou contra. Poderíamos recrutar qualquer um, até aquele maluco que parece o Homem-Aranha ninja, mas essa mulher... É ridículo isso! – a morena aperta um botão, que faz um dos vidros se erguer e Clea sai de lá, sorridente, aproximando-se deles.

— Também gosto muito de ti, senhorita Hill... – ela debocha.

— É DIRETORA HILL! Caralho, é tão difícil de vocês entenderem? – ela sai do local, ralhando.

— Você sabe dizer quando exatamente Loki pretende atacar à Terra? – Stark questiona.

— Ele disse em breve, contudo, não deu um prazo preciso.

— Que ótimo! – Strange rola os olhos. – Se quer mesmo treinar, vamos para o Sanctum, onde você aprenderá artes místicas! – Stephen faz um círculo com as mãos e um portal se abre. – Até mais, irmão de bigode! – ele saúda Stark, que arregala os olhos.

— Uau! Tudo isso valeu muito a pena só por esse momento! – ele comenta, observando Clea também adentrar ao portal e eles sumirem de sua vista.

Eles surgem em uma enorme sala, com vários objetos estranhos e decoração peculiar. Como uma caixa, onde sapos jantromeiros viviam ou olhos que havia no teto, ou um pequeno monstro que estava no meio da sala e Stephen teve de expulsar.

— Desculpe-me pela bagunça. Vamos à cozinha, estou faminto! – ele a guia para a cozinha.

Chegando lá, um homem asiático, com a cabeça completamente sem cabelos, servia um prato a uma jovem de pele pálida e cabelos negros, compridos.

— Wong... Wanda Maximoff... Esta é Clea! – ele a apresentou a eles.

Clea e Wanda estreitaram os olhos e se encararam por longos segundos. Maximoff não conseguiu ler sua mente, mas ela sim e não gostou de saber que a Feiticeira nutria uma paixão pelo Doutor Estranho. Ela poderia ser um empecilho para que cumprisse seu plano.

BÔNUS

Loki vai à uma casa em Nova York, entra sem pedir permissão e o dono da mesma não parece gostar muito.

— O que você faz aqui? – o homem negro, de tamanho mediano, o questiona.

— Deves me conhecer. Sou Loki, irmão adotivo de Thor e que há alguns anos atacou Midgard. Soube que você e eu temos algo em comum...

— E o que seria? – o homem se aproxima, segurando um bastão nas mãos, caso o deus tentasse algo.

— Queremos nos ver livres do Doutor Estranho! Não é mesmo, Mordo? – Loki lhe lança um sorriso malicioso.

— E quais os seus planos para derrotá-lo? – Mordo o indaga.

— Digamos que primeiro vou destruir Asgard. Já estou ocupando o trono do falecido Odin. Agora quero conquistar cada um dos Nove Reinos, a começar por Midgard.

— E o que eu ganho com isso? – o feiticeiro franze o cenho.

— Tornar-se-á o Mago Supremo! Só preciso que me diga: Aceitas ou não?

— Mas é claro que sim! – Mordo sorri e eles fecham o trato com um aperto de mãos. Em seguida, Loki atravessa a porta e volta à Asgard para dar início à sua destruição.