Redenção

15 Olhos abertos


Notas iniciais
Eu demorei? Sim, para um cacete... Mas, o capítulo já estava pronto há umas 3 semanas e não consegui postar pois fiquei sem pc e a anta de Varsóvia aqui esqueceu de salvá-lo num pen drive... Que lindo! Enfim, quero agradecer a quem comentou no último capítulo e peço, por favor, me perdoem e não desistam de mim! Boa leitura ♥

P.O.V. Stephen Strange:

Eu estava na sala com a diretora Hill respondendo perguntas intimidadoras. Contudo, estava tranquilo, minha consciência estava limpa, pois tinha convicção de não ter feito nada comprometedor a não ser uma injustiça que cometi com Clea. Por sorte, ela havia me perdoado e minha única preocupação no momento era de como contaria à Wanda o que havia acontecido.

O dia estava belo e feliz demais para ser verdade. O comunicador de Maria tocou. Ela atendeu de forma ríspida e ao ouvir o aviso do agente, seu semblante era de total preocupação. Murmurou um singelo “ok, estou indo aí”, me encarou e respirou fundo antes de dizer:

— Clea foi apunhalada na barriga por Wong. – vomitou aquelas palavras, sem saber qual seria minha reação.

Estiquei as mãos algemadas sobre a mesa, que se mostraram mais trêmulas que o normal. Apoiei a cabeça no meio dos braços, fitando o chão. Assim fiquei por alguns segundos. Segurando-me para não gritar em desespero.

Finalmente ergui a cabeça e consegui balbuciar algo:

— Eu sou médico. Deixe-me ajudá-la!

Sem hesitar, Hill tirou as algemas, me escoltou até uma sala de cirurgia, onde Clea estava desacordada, com aparelhos facilitando sua respiração e medindo seus batimentos cardíacos.

Aproximei-me dela, vendo um pano coberto de sangue que estancava o ferimento. Puxo-o devagar, vendo a grande ferida. Analiso-a cautelosamente. Utilizo dos meus poderes para meu auxílio. A diretora e seus agentes começam a ficar aflitos.

— A paciente não foi só apunhalada. O punhal que a feriu também estava contaminado com uma espécie de veneno asgardiano, capaz de matar quaisquer seres. Ela está morrendo e se isso não for tirado rapidamente dela, será rápido, pois está se espalhando na corrente sanguínea. – aviso.

— Então a salve! – Maria contra-argumenta. Dou uma risada pelo nariz e seus olhares são confusos. – Do que está rindo, Strange? – essas últimas palavras saíram com fúria.

— Se eu pudesse salvá-la não estaria perdendo tempo em avisar a vocês sobre o caso dela. Só há uma pessoa que pode nos ajudar... Será que tenho direito a um telefonema? – ergo uma das sobrancelhas.

Ela me entrega seu celular e observa atentamente para quem eu ligava. Apertei uma sequência de dígitos e prontamente a voz doce de Maximoff me atendeu.

— Wanda, sou eu, Stephen!

— Stephen! Ah meu Deus, como você está? O que estão fazendo com você? – antes que seu interrogatório continuasse, interrompo-a.

— Preciso que mande o Thor vir aqui. AGORA! – dou ênfase na última palavra e desligo.

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Estava sentado no corredor próximo à ala em que Clea estava, quando de repente vejo Wanda e Thor correndo em minha direção.

— O que está fazendo aqui, Wanda?

Quem me responde é o loiro.

— Ela queria te ver. O que aconteceu, mago? Onde Clea está?

— É sobre ela que preciso conversar. Mas antes, vocês viram o Wong?

— Ele saiu hoje pela manhã, disse que veio te visitar e não voltou mais para casa. Ele não está aqui? – Maximoff questiona.

— Longa história... – começo a contar-lhes sobre o acontecido da manhã.

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— Como pudestes deixar isto acontecer? – o deus do trovão gritava com Hill, deixando-a acuada.

— Nós não prevíamos... – ela tenta se explicar.

— Precisamos focar em Clea. – coloco minha mão direita no ombro esquerdo dele, alterando a voz. – Se não a curarmos rapidamente, ela não resistirá. – aviso.

Ele assente e entramos na sala de cirurgias.

— SAIAM TODOS DAQUI! AGORA!!! – brada para a equipe médica que se assusta e sai correndo.

Thor se ajoelha.

— Pedirei ajuda à Força Odin. Aconselho que peça ajuda a teus... Seja lá quem forem! – fecha os olhos.

Enquanto isso, me sento em um canto da sala, cruzo as pernas, medito. Em pouco tempo eu flutuava no ar, sem ajuda do meu Manto de Levitação. Falo com Vishanti para que eu possa fazer o impossível em salvar aquela mulher. Aparentemente, Thor fazia o mesmo com sua entidade.

Minha projeção astral sai de meu corpo e vejo a projeção de Clea presente na sala também. Flutuo ligeiramente até ela, que chorava muito.

— O que aconteceu? Como sua projeção astral saiu de seu corpo? – interpelo.

— A-Acho que estou em coma. – gagueja.

— Por que Wong fez isso? – acaricio suas costas.

— Não era Wong. Era Loki. Esse tempo todo não era nosso amigo! – aponta.

— E onde ele está? – preocupo-me ainda mais.

— Não sei. Minha única certeza é que, provavelmente, não viverei para contar muitas histórias... – fica cabisbaixa.

— Não fale assim...

Antes que concluísse minha frase, Thor se levanta. Conclama algumas palavras que não compreendo muito bem. Um feixe de luz branco surge. Do meio dele, surge uma criança com asas negras. Ela toca o deus, guiando suas mãos para cima do ferimento aberto em Clea. Em seguida, murmura algumas palavras em seu ouvido, como se o orientasse a alguma coisa.

A luz clareia de forma que cega minha visão e toma conta do lugar. Quando finalmente a recupero, vejo que a projeção astral da loira sumiu. Olho para seu corpo. Sua ferida estava praticamente fechada. A criança sussurra mais alguma coisa ao ouvido do deus e desaparece, criando mais um clarão. Em seguida, a luz do ambiente volta ao normal.

Retorno ao meu corpo físico e ao abrir meus olhos, ofego. Vejo que o filho de Odin estava debruçado sobre a mesa também aparentando cansaço.

— O que aconteceu aqui? – pergunto, levantando-me.

— A presença da força Odin. Clea está curada. – sorri triste.

Comemoro e o abraço. Porém, ele permanece inerte.

— Você não deveria estar animado?

— Meus olhos foram abertos. Nenhum cidadão de Asgard morreu no Ragnarok, mas sim ressuscitaram em corpos midgardianos. Fiz um pacto, preciso recuperar estas almas e reconstruir meu reino. Está na hora de assumir minha responsabilidade como rei. – sai sem despedidas, me deixando inquieto.

Não muito tempo depois, os médicos decidem ver o milagre de perto. Clea estava viva e parecia que não morreria tão cedo. Saio do quarto e vou à sala de esperas, onde Wanda me recebe com um abraço. Estava na hora de dizer a ela tudo o que havia acontecido.

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P.O.V. Clea:

Descerrar os olhos foi um trabalho difícil. Movimentar-me foi mais ainda. Involuntariamente tentei sentar na cama, porém, fui advertida pela Viúva Negra que estava em uma cadeira ao meu lado.

— Fica quietinha e paradinha aí. Você não está em condições. – vi aqueles olhos verdes e pude entender como aquilo era um mar de perdição para os homens. Seus pensamentos estavam claros, foi uma descoberta incrível saber que Natasha Romanoff se importava comigo, mesmo depois de tudo que fiz.

— Precisas ajudar Wong. Ele foi sequestrado e substituído por Loki. – advirto.

— Como sabe disso? – arregala os olhos, obrigando-me a me perder um pouco mais neles.

— Fora ele quem me apunhalara, fingindo ser nosso amigo. Ou seja, o verdadeiro Wong deve estar em algum lugar... E tenho um palpite... A casa do Mordo!

— Você quer que eu vá resolver isso pessoalmente? – ergue uma das sobrancelhas sugestivamente.

— És a melhor agente da S.H.I.E.L.D. em vários quesitos: combate, resistência, espionagem... Quem melhor que tu para vasculhar a casa de Mordo sem que ele perceba? – dou uma piscadela e sorrimos.

— Acho que posso tentar sondá-lo e vou levar alguém que coloca medo em qualquer um para assustá-lo. – sua expressão tinha um ar de malícia.

— Não levarás Strange contigo? – pergunto, lembrando-me dele.

— Ele foi para o Sanctum em busca de possíveis vestígios do falso Wong junto com Wanda. – saber aquilo me despertou ciúmes, todavia, tentei não demonstrar. – Vou levar comigo o Hulk. Esmaga!

— Que ótima companhia! – rio.

— Preciso ir, vou pedir a alguém que fique com você enquanto isso. – ela beija minha testa e sai pela porta.

Fito o teto e meus pensamentos pairam entre Stephen e Thor. O que será que eles estariam fazendo?

Notas finais
Gostaram do capítulo? Natasha vai aprontar horrores! Segurem essa ruiva! Já conhecem o grupo das minhas fanfics no Facebook? Aconselho que entrem, lá eu divulgo todas as novidades sobre minhas histórias, fanfics, drabbles, poesias... Link: https://www.facebook.com/groups/ficsdapaah
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.