Redenção

6 Capítulo 5


Notas iniciais
Férias.... Uhuuuu.... o
Espero que curtam o capítulo.
Não esta betado.

Capítulo 05



“"Não é da natureza do amor forçar um relacionamento, mas é da natureza o amor abrir um caminho"

A Cabana



— Mas que porra é essa que vocês estão dizendo? Como não viram para onde eles foram? Como não sabe aonde Carl se enfiou? Acha que eles foram abduzidos, por acaso? Sumam da minha frente e só apareçam quando tiverem aquele puto e o traidor de volta. – Dominique estava furioso, assim que os seguranças saíram ele chutou uma cadeira que estava perto. E lançou um olhar furioso para o corpo do mordomo estendido no chão do quarto, onde antes Angel se encontrava – Eles irão pagar meu amigo, eu encontrarei Angel e farei ele pagar muito caro.

O francês saiu do quarto em direção ao escritório. Agora mais do que nunca precisava cobrar alguns favores de aliados poderosos.


♣ Redenção ♣


A chuva já durava dias. Ela riscava os vidros das janelas como lágrimas, inundava a terra. A mesma caia cada vez mais forte e mais rápida. Não havia nenhum verde em parte alguma somente cinza e marrom.

Angel podia escutá-la ao longe. Ele gostava da chuva, pois eram em dias chuvosos de muito frio, que os homens deixavam de ir visitar seu pai no velho barraco do cais e o mesmo pegava Angel e o sentava em seu colo enrolando ambos no cobertor. Então o pequeno tal neo passou a gostar da tempestade, porque quando ela vinha, ele podia ter o pai só para ele.

Ele se remexeu sobre a superfície macia e quente em que estava, sentiu um cobertor sendo posto sobre si, ele queria agradecer e dizer alguma coisa, mas estava cansado, seu corpo clamava por descanso... Então se sentindo seguro, ele apenas adormeceu novamente.


Dois dias depois...


Angel despertou lentamente sentindo seu corpo dolorido. Pegou no ar o aroma delicioso de comida. Escutou alguns cochichos a sua volta, tentou abrir os olhos, mas os mesmos permaneciam pesados. Ele fez mais um esforço conseguindo, a princípio, enxergar somente alguns vultos.

— Vejam ele está acordando... Eu não disse que ele não estava morto.- uma voizinha se fez ouvir.

— Tá bom espertalhona, eu vou chamar o pai. – A voz de um garoto chegou até aos ouvidos de Angel. Aos poucos o tal neo ia se acostumando com a claridade do local e sua visão ia ficando menos embaçada.

Ele tentou se sentar e gemeu de dor. Sentiu algumas mãos pequenas lhe ajudarem, olhou para três figuras pequenas que colocavam algo atrás de seu corpo para que apoiasse as costas.

Após alguns minutos viu, que os três meninos o olhavam com curiosidade. Angel não estava entendendo nada. Onde diabos estava? Será que ainda estava sonhando? Tinha tido muitos sonhos estranhos, com um homem desconhecido, sonhava com mãos fortes passando pelo seu corpo enquanto uma voz rouca ditava palavras encorajadoras em seu ouvido. Ele observou o lugar onde estava, parecia ser um quarto. O local era simples, pequeno, tinha um guarda-roupa velho encostado à parede, uma velha penteadeira com uma cadeira gasta ao lado. As janelas de madeira batiam com o barulho do vento lá fora das quais, a claridade do dia invadia o cômodo.

— Porque seus olhos são vermelhos?

Angel voltou a olhar para as crianças. Eles eram como dizer um tanto sujos, o menor tinha os cabelos longos, loiros e bochechas apertáveis, não aparentava ter mais que sete anos, estava com os cabelos embaraçados, o rosto sujo de fuligem e usava roupas maiores que seu tamanho, porem os grandes olhos azuis se destacavam no rosto. Os outros dois pareciam ser gêmeos, Angel não sabia dizer se seus cabelos eram marrom por natureza ou se era sujeira. Pareciam ter seus doze anos.

— Cala a boca, o pai disse para não o aborrecermos. – Um dos gêmeos, que parecia o mais carrancudo, cutucou o loirinho.

— Eu só queria saber Mat! – O pequeno respondeu fazendo bico.

— Aonde estou? – Angel perguntou aos menores.

— Na fazenda Redenção. – Respondeu o loirinho animado, ele subiu na cama e se colocou ao lado de Angel – Todos moramos aqui... Menos a minha mãe, papai disse que ela está no céu, eu queria que ela estivesse aqui... Meu nome é Sara e o seu?

Angel ficou olhando para a pequena figura tagarela, podia jurar que era um menino, mas depois da mesma ter dito seu nome, olhou atentamente vendo que se tratava de uma menina. A garotinha falava animada de como era a vida com os irmãos na fazenda e Angel ficou se perguntando como alguém podia falar tanto sendo tão pequena.

— Você ainda não disse o seu nome? Papai te trouxe, mas ele não disse nada sobre você. – A menina disse olhando dentro dos olhos de Angel e ele pode sentir um estranho calor aquecer seu coração.

— E-eu sou...

— Sara desça já dessa cama. – a voz grossa invadiu o quarto.

Angel direcionou a sua atenção para o dono daquela voz tão familiar. Uma expressão de confusão e surpresa tomou conta da sua face no momento que reconheceu o cowboy que conhecera na mercearia. Ficou petrificado.

—Mas... papai só estava conversando com ele. – a garotinha respondeu entretecida e saindo de cima da cama.

— Sei... Com certeza estava enchendo Angel com a sua curiosidade excessiva. – Joshua estava parado à porta do quarto, segurava uma bandeja da qual vinha um cheiro delicioso. Ele vestia uma calça de Brin e uma regata branca, que deixava boa parte dos músculos a mostra, calçava botas de cano longo ele se aproximou da cama expulsando as crianças para fora do quarto. – Vamos saiam, preciso falar com Angel.

O moreno viu as três crianças saírem resmungando, porém obedientes. Assim que a porta se fechou Angel olhou para o maior que depositava a bandeja sobre suas pernas.

— Se sente melhor, tem vontade de comer alguma coisa, Angel?

Angel...

Nesse momento. Fragmentos do que aconteceu vieram a sua lembrança... A surra que levara de Dominique, sendo estuprado por Magowan... e a morte da sua amiga.

— Mai... – ele sentiu seus olhos queimarem, seu coração galopava e ele começou a hiperventilar.

— Acalma-se Angel...

— Oh... Meu Deus ela se foi... Eu estou só... – Angel começou a chorar descontroladamente.

Joshua retirou a bandeja do colo do menor e colocou sobre a penteadeira, correu até a cama e se sentou trazendo o corpo magro e ainda um pouco quente para seus braços. Ele esperou que o moreno chorasse tudo o que precisava. Levou algum tempo, até que ele se acalmou.

Angel se sentia perdido, não sabia o que fazer de agora em diante. Sua amiga tinha dado a vida para que ele conseguisse fugir, e pelo que parece ele tinha conseguido, mas... como? E o que mais lhe incomodava, porque aquele homem tinha a ver com tudo?

O perfume natural de Joshua começava a invadir as narinas de Angel e a segurança que aqueles braços lhe passavam eram algo indescritível e perigoso, perigoso demais. O menor se afastou dos braços de Joshua que apenas se levantou, logo voltando com a bandeja com a comida.

— É ensopado de veado, você deve esta com fome?

Ele sentou-se na cama ao lado de Angel e segurou a tigela com o guisado nas mãos junto com uma colher. O moreno viu que ele pretendia dar-lhe de comer.

— Quanto tempo estou aqui?

— Três dias.

— Três dias?!

— Esteve com febre, ficou delirando todo esse tempo. A febre baixou ontem à noite.

— Como cheguei aqui?

— Na minha caminhonete. – ele respondeu simples estendendo uma colherada da comida para Angel que se recusou a comer.

— Por que estou aqui? – perguntou irritado.

— Porque eu te trouxe.

Angel fechou as mãos em punhos sentindo uma raiva sem razão lhe invadir.

— Você acha que sou algum idiota?! Para de me tratar como se eu fosse um. – ele gritou para o fazendeiro que permaneceu imparcial fez menção que ia levantar mas foi empurrado para a cama novamente – Vocês são todos iguais, só querem usar as pessoas, sempre querendo algo em troca, tolos malditos. – O tal neo respirava afoito, não sabia por que, mas algo naquele homem despertava algo que ele pensou que não sentiria mais.

— Estou feliz que esteja se sentindo melhor. – Joshua disse secamente.

Ele apertou os lábios se recusando a comer, quando o maior levou uma colherada do ensopado a sua boca. Mas o estômago roncou.

— Alimente o monstro em sua barriga. Depois você pode brigar com quem acha que é seu inimigo.

Ele cedeu. Afinal estava morrendo de fome e o cozido que ele tinha feito estava mais gostoso do que qualquer coisa que comera na mansão. Quando terminou, o fazendeiro recolheu a bandeja e colocou uma mochila sobre a cama.

— Eu estava voltando para casa dois dias depois que nos encontramos. Era noite e chovia muito. – ele falava enquanto sentava-se na cadeira – O seu guarda-costas estava com você desacordado dentro do o carro, tudo indica que ele o tirou da mansão dos prazeres, e fugiu. Provavelmente ele bateu o carro porque estavam sendo perseguidos. Foi quando ele me parou na estrada pedindo para que eu cuidasse de você...

— Carl? Não entendo... – Falou surpreso.

— Ele disse que tem uma carta na mochila, onde ele explica tudo. – O castanho colocou a mão na maçaneta para abrir a porta.

— A que distância estou da cidade.

— Uma vida.

— Em quilômetros.

— Duzentos, não se preocupe ninguém irá encontrá-lo.

Angel ficou pensativo por um momento, ele tentava puxar algo em sua mente que o ajudasse a se lembrar de como saíra da mansão. E o pior se Dominique sabia onde estava. Ele olhou para Joshua que já saia do quartodo quarto.

— Espere... Imagino que devo lhe agradecer por ter me ajudado. – disse com amargura.

Joshua apenas o fitou por um instante.

— Não se preocupe.

— O quer de mim?

— Por enquanto nada.

— E depois?

— Não vou machucá-lo. Então para de agir como um animal encurralado. Apenas descanse.

Joshua saiu sem dizer mais nada, deixando Angel pensativo sobre se havia sido grosseiro, mas rapidamente retirou este pensamento da mente, pois sabia que ninguém era bom, assim do nada.

Angel pegou a mochila que estava sobre a cama, depois de abrir viu o conteúdo. Pegou algumas mudas de roupa e jogou em cima da cama. Viu dois envelopes, um continha uma boa quantia em dinheiro e outro tinha seus documentos e uma carta. O tal neo desdobrou o papel com as mãos tremulas pois até então não entendia porque Carl o ajudaria, teria o segurança se apaixonado por ele. Era o que o menor imaginava.

“Olá, Nathan

Se você estiver lendo esta carta é porque provavelmente nos separamos. E isso me deixa feliz por que significa que cumprir a minha promessa.

Nós nunca nos vimos até eu chegar à mansão. Mas eu sou o homem que sempre foi apaixonado por seu pai. Paul foi o meu primeiro grande amor, e tenho certeza que fui o primeiro homem da vida dele. Namoramos por um tempo, bem antes de você nascer. Depois que meus pais descobriram o nosso relacionamento fui mandado para outro país, para terminar os estudos. Sei que essa foi a forma que meu pai encontrou de nos separar, os motivos você deve compreender. Mas prometi ao seu pai que eu voltaria por ele, que casaríamos e formaríamos uma família. Pedi para ele me esperar. Então depois de um ano perdi o contato com Paul e depois de cinco anos quando voltei e fui procurá-lo sua avó me disse que seu avô havia o expulsado de casa e que ele tinha mudado de cidade. Passei esses anos todos procurando por ele. Foi quando descobrir que ele teve um filho com um homem casado e poderoso que o rejeitou e que depois de muitas dificuldades vocês estavam morando no porto em uma cidade marítima. Então quando cheguei a dita cidade, meu coração se despedaçou e parte de mim também morreu quando fiquei sabendo da morte de Paul. Me amaldiçoei por todo o tempo que perdi, por ter sido fraco e não ter lutado por ele e principalmente por não ter me dado a chance de fazê-lo feliz. Queria tê-lo visto pelo menos uma vez para ter dito o quanto o amei e que eu não me importava com o que os outros pensavam eu queria esta com ele.

Passado o impacto da noticia, procurei saber o que tinha acontecido com o filho de Paul, foi quando os marinheiros me informaram que você tinha sido adotado por um milionário em outra cidade. Fui a sua procura e investiguei o tal milionário para saber como tirá-lo dele e cuidar de você, eu queria adotá-lo. Você pode esta pensando que eu estava em busca de redenção. Sim eu queria apagar os meus pecados e jurei sobre o tumulo do seu pai que eu cuidaria de ti. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que Dominique não era aquele bem feitor que todos pensavam. Sabia que ele era um homem perigoso. Por isso me infiltrei na mansão com a intenção tirá-lo daquele lugar.

Então se está lendo essas palavras é porque conseguir, eu cumprir a minha promessa. Perdoa-me por ter chegado tarde e não ter podido impedir muitas das atrocidades daquele monstro, mas agora você está livre. Não pense nas consequências de sua liberdade. Mai Ling te amava e queria ver você livre, tenho certeza que ela agora descansa em paz. Aproveite a sua liberdade, fique o mais longe que puder da cidade, deixei algum dinheiro, dá para você alugar um apartamento e viver por um tempo, há também algumas jóias que peguei no cofre, venda-as e use o dinheiro para que possa se manter pelo resto da vida, pois o que elas valem é mais do que o suficiente. E não ouse rejeitá-las, são suas por direito.

Aprenda a confiar nas pessoas, nem todos são como Dominique ou como as pessoas que você foi obrigado a conviver até hoje.

Espero que possamos nos encontrar um dia novamente.

Carl Sammers “

Angel sentiu um nó em sua garganta. Não tinha percebido que já estava com o rosto banhado em lágrimas. Viu a letra feita com caneta ir borrando a folha à medida que os pingos que saiam dos seus olhos caiam por sobre a folha. Ele dobrou a carta novamente e enxugou as lágrimas. Viu uma pequena bolsa de veludo na mochila e a abriu vendo as jóias dentro da mesma. Sim ele tinha ali tudo o que precisava para começar uma nova vida. Ele faria valer o esforço de Carl e o sacrifício de Mai.

Amanhã mesmo estaria indo embora daquele lugar. E desapareceria da vida de Joshua.


♣ Redenção ♣

A sala da cabana onde Joshua vivia com os filhos era simples. O chão era de tábua e as janelas de madeira. Havia uma lareira de pedras coloridas e ao lado um fogão grande de lenha, aonde o mais velho dos filhos de Joshua usava uma colher de pau para mexer algo dentro de um grande caldeirão.

— Pai já está bom. Podemos comer.

— Certo, meninos venham. – Joshua espantou duas galinhas de cima da mesa e retirou a sujeira com a mão mesmo, depois colocou algumas tigelas de cerâmica e pegou umas colheres, as três crianças se sentaram esperando o adolescente que trazia o caldeirão de tamanho mediano e depositava sobre a mesa – Brian na meta a mão na comida sem fazermos a prece.

O rapaz loiro de olhos azuis, fez um bico contrariado recolhendo a mão da cesta de pães. Ele era o mais velho dos quatro filhos de Joshua, tinha quinze anos e era o braço direito do pai. Ele ajudava cuidando da fazenda e dos três irmãos menores. Os gêmeos era a copia do pai, Matheus e Michael tinham doze anos, tinham os cabelos castanhos e os olhos verdes. Matheus era mais serio e não gostava muito de conversar ou de se misturar. Já Michael era totalmente o oposto, era uma criança amorosa, carente e por ser muito sensível chorava a toa. Sentia muita falta da mãe pois sempre fora muito apegado a ela. Já Sara era a princesa da casa, tinha sete anos e era uma cópia da mãe, que morrera depois de ter dado a luz a pequena. Sara era de certa forma negligenciada pelo pai, que mesmo de uma forma indireta achava que a menina era culpada pela morte da mãe, a loirinha crescera a sombra dos meninos, até mesmo a roupas que usava eram as sobras dos irmãos. Mas nenhuma dificuldade parecia tirar o sorriso sempre presente na face infantil da menina. Alegre e gentil, estava sempre disposta a ajudar e fazer as pessoas a sua volta felizes.

Depois da prece todos começaram a comer, animadamente. Michael serviu a irmã já que a pequena não alcançava a comida. Ela agradeceu e começou a comer rapidamente.

— Sara como devagar. – Ralhou o pai sem tirar os olhos do próprio prato.

— Desculpa. – a menina começou a comer mais devagar, sem graça.

— Aposto que quer acabar rápido para ir vê-lo. – Matheus implicou com a irmã.

— E se for? – a menina respondeu sem parecer se incomodar.

— Pai quanto tempo ele vai ficar? – Brian perguntou serio.

— Por que não gosta dele? – Joshua encarou o filho.

— Ele não normal... é um daqueles...

— Não termine essa frase.

— Se ele ficar eu vou embora dessa fazenda. – O loiro disse entre dentes.

— ...

Brian bateu com as mãos na mesa.

— Então pretende ficar com ele? Porque? Para ele poder te dá mais filhos? Deseja substituir minha mãe por uma aberração...

O garoto caiu no chão segurando a face avermelhada e com um olhar furioso encarou o pai que estava em pé a sua frente.

— Vá para o celeiro, termine suas tarefas e durma por lá. E quando estiver se desfeito dos seus preconceitos pode voltar para casa.

O adolescente se levantou, pegou o chapéu e o casaco e saiu da cabana batendo a porta. Joshua desabou na cadeira escondeu a face entre as mãos. Os três menores que assistiram toda à cena, permaneceram calados e voltaram rapidamente a comer depois do pai lhes lançar um olhar aborrecido.

— Eu gosto dele.

Joshua olhou para filha que sorria. Ele amava seus filhos, amava a vida que levava. Mas estava preocupado. Era verdade que seus filhos precisavam de uma mãe, não podia continuar tentando criá-los sozinho, pois estava cada dia mais difícil, precisava de alguém na sua vida para dividir essa responsabilidade. Estava cansado de viver sozinho.

É Verdade tinha visto o Tal Neo e se apaixonado perdidamente por ele. Mas o garoto parecia ter uma carga emocional muito grande, um passado obscuro cheio de feridas e será que estaria ele disposto assumir este problema além dos seus próprios? Joshua riu consigo mesmo, estava querendo fazer planos sem nem mesmo saber a opinião do outro. Infelizmente ele já sabia qual seria a resposta, afinal alguém acostumado com luxo e riqueza jamais gostaria de viver em uma simples cabana, no fim do mundo e cuidando de quatro crianças.



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Notas finais
Gostaram? Com certeza um mundo novo surge diante de Joshua e Nathan, resta sabermos como eles lidarão com tudo.
Essa imagem simples é apenas para ajudar a todos a imaginar um pouco e viajar melhor....rsrsrsrs
Agradeço os reviews carinhosos do capítulo passado e realmente estou surpresa com a aceitação da fic, vcs são uns amores e me estimulam a escrever melhor com seus comentários, à vcs a minha reverência e aos silenciosos o meu respeito. Bjs e até a próxima...