Redenção

5 Capítulo 4


Notas iniciais
Ainda estou no modo sádica...
É o ultimo neste estilo eu prometo.. por enquanto.
Não esta betado então perdoem a minha falta de intimidade com o português.

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Capítulo 05

"Não basta fugir, é necessário fugir-se para o lado mais conveniente."

(Charles Ferdinand Ramuz)


A velha caminhonete parou com ímpeto em frente à loja do velho Bret, que logo veio receber o amigo a porta.

— Mas vejam só! Quem é vivo sempre parece. – O senhor cumprimentou o homem que descia da caminhonete e começava e desatar as cordas que prendiam a lona que cobria o veículo.

— Também senti a sua falta sua raposa velha. – O homem mais alto ditou retirando uns caixotes de legumes de cima do veiculo de carga – Onde coloco a mercadoria?

— Coloque tudo dentro da loja depois eu chamo os garotos para arrumarem. E como tem passado? Estava preocupado foi quase um ano sem noticias suas e das crianças. – O homem segurou a porta da loja para que o mais novo passasse com as caixas – Como elas estão?

— Estão bem. – respondeu simples – Sarah está um pouco resfriada, mas nada que o ar do campo não cure.

— Homem de Deus! Quando que você vai entender que ela é apenas uma criança e precisa ser cuidada, ela precisa de uma mãe que a oriente e ensine como uma garota deve se comportar... Todos precisam de uma mãe, de alguém que se preocupe com eles.

— Eu já sou o suficiente. – O homem resmungou enquanto trazia mais caixas para dentro da loja.

— Seus filhos precisam estudar, ou você prefere vê-los se matando de trabalhar naquela fazenda?

Joshua olhou para o homem a sua frente por um momento e voltando sua atenção as batatas, resmungou:

— Eu sei disso, só acho que eles não estão preparados para substituir a Claire.

Bret chegou mais perto do mais novo tocando em seu ombro.

— Não digo para esquecê-la e sim se dá uma nova chance de ser feliz, não só você, mas para as crianças também.

Joshua o olhou pensativo. Há cinco anos que sua esposa Claire havia morrido por causa de uma doença grave. Deixando Joshua Mason viúvo e com quatro filhos para criar, desde então tudo se tornaram mais difícil, pois com filhos e uma fazenda para cuidar sozinho as coisas não estavam fáceis. Ele sabia que não estava se saindo muito bem, mas fazia o seu melhor para dá comida e um teto para seus filhos e, a seu ver, isso era o bastante.

— Ok! Vamos deixar essa conversa para outra hora. – O corpulento lojista foi para atrás do balcão conferindo a mercadoria recebida – Estou precisando de mais um fornecedor de leite e derivados. Você se habilita?

— Bem que eu gostaria amigo, mas com apenas duas vacas fica complicado. – Joshua respondeu.

— Como assim? O que aconteceu com seu rebanho?

— Tive que vender boa parte para não perder a fazenda. Esse maldito prefeito resolveu cobrar a divida.

— Se fosse o velho Martin isso não teria acontecido.

— Verdade! Mas ele está morto e com esse cara novo no lugar dele, a corda parece sempre quebrar para o lado mais fraco. – Joshua ajeitou o chapéu e virou –se para a porta quando a mesma abriu dando passagem a um belo jovem.

Ao perceber que o jovem pareceu notar que ele o encarava rapidamente Joshua ajeitou o chapéu novamente e desviou o olhar para o balcão perguntando alguma coisa sem importância para Bret.

Nesse momento viu pelo canto do olho o rapaz ir para atrás de algumas prateleiras, Joshua não prestava muita atenção no que Bret dizia até que:

— Ele é lindo, não é? – disse Bret.

O velho deu um sorriso de orelha a orelha, vendo a expressão no rosto do fazendeiro.

— É o Angel, o tal neo mais bonito a oeste da montanha e provavelmente do leste também, o único da região.

Joshua já tinha ouvido falar do fenômeno Tal Neo, mais nunca nesses vinte anos, desde o acidente nuclear, que os transformará tinha posto os olhos em um. O achou extremamente fascinante.

Viu o moreno sair de onde estava e seguir até Bret. Joshua simplesmente não conseguia desviar seus olhos da figura pequena ao seu lado. Sua pele era branca, seu rosto apesar dos hematomas parecia ser de uma boneca de porcelana, seus cabelos negros como petróleo brilhavam e exalavam o aroma doce das rosas. Os lábios vermelhos parecia um morango suculento pedindo para ser provado, e ao ouvir a voz suave sair daqueles lábios ele teve a certeza de está na frente de um verdadeiro anjo.

Ele observava cada detalhe daquele ser perfeito. Viu Bret sair para pegar alguma coisa para o jovem e continuou olhando para ele. O rapaz o impressionara profundamente. O menor exalava uma áurea de dignidade e ao mesmo tempo trágica e um tanto séria.

Joshua quando se viu só em frente ao balcão suspirou sem saber o que estava acontecendo consigo, nunca sentira atração por desconhecidos e muito menos por homens. Situações não planejadas não faziam parte de sua vida. Ele retirou o chapéu e passou as mãos na cabeleira castanha e seus olhos verdes se fixaram em algum ponto do balcão onde colocara mais algumas mercadorias. Então foi desperto com a porta do pequeno mercado se abrindo novamente e viu o Tal Neo passar correndo por ela e logo Bret lhe entregou o remédio para a roseira o obrigando a ir atrás do rapaz.

Joshua obedeceu e chamou o jovem que entrava em um carro importado na frente do comércio ele correu até a janela estendeu o pacote e ofegante disse:

— Você se esqueceu disso.

— Obrigado! – Ele ouviu a voz suave novamente tocar os seus ouvidos e por um minuto que pareceu uma eternidade se perdeu naquelas dois rubis que o encaravam profundamente como se gritassem por ajuda.

De repente ele sentiu o carro começar a se mover e olhou de relance para o motorista que sustentava uma face seria e compenetrada, concentrado somente em sair dali e pegar a estrada.

Joshua foi até a sua caminhonete pegou uma caixa de maçãs e jogou nos ombros e olhou mais uma vez para rua e não vendo mais o veiculo subiu os degraus e entrou novamente na loja.

— O que sabe dele? – Perguntou depositando a caixa no chão.

— Só o que todo mundo sabe, eu acho. Ele não costuma aparecer muito na cidade.

— Quem é aquele homem com ele? O marido? – a idéia desanimadora passou por sua cabeça.

— Marido? – Bret gargalhou – Tá mais para segurança, ele cuida para que ninguém o importune. Ninguém chega a menos de trinta centímetros ao menos que pague o preço cobrado.

Joshua franziu a testa e olhou profundamente para Bret.

— Como faço para conhecê-lo Bret?

O velho sorriu triste.

— Entre na fila meu amigo. Dominique cobra muito caro para deixar que alguém tenha o privilegio de passar uma hora com a sua mina de ouro.

— Que Dominique?

— O dono da Maison de Plaisirs ou mansão dos prazeres como preferir. O dono do maior bordel da região, a grande propriedade do início da cidade. – completou vendo que o outro parecia não compreendê-lo.

Joshua parecia ter levado um chute na boca do estomago, ele arregalou os olhos para Bret que não reparou, pois estava concentrado conferindo as maçãs.

— Então ele é um prostituto? – ele não queria acreditar.

— Não é qualquer prostituto, Joshua. Angel pelo que ouvir dizer é o número um, o suprassumo. Teve treinamento especial. E por ser um Tal Neo dizem que é o melhor sexo que alguém pode ter. Mas não tenho como pagar para descobrir isso por mim mesmo.

Joshua estava com o nó na garganta e por um momento seu mundo pareceu ruir.

— Você esta parecendo um touro que acabou de levar uma marretada na cabeça. – Bret comentou – Ou talvez tenha ficado muito tempo na fazenda, para desejar outro homem.

Ele sorriu e pegou uma caixa de nabos levando para o porão deixando Joshua com seus pensamentos. Quando voltou viu o mais novo sentando em um dos caixotes.

— Ei esqueça isso, não vale à pena e também não é uma boa se meter com Dominique se você não puder pagar a quantia que ele exige. Se bem que quando acertarmos nossas contas aqui você terá dinheiro suficiente para encontrá-lo.

— Esse dinheiro já tem um propósito e garanto que não é para gastar com sexo. – Joshua disse secamente, estava decepcionado, algo dentro de si pareceu ter revivido e estava sendo morto aos poucos novamente.

— Como queira, mas ainda tem a Marie ela é limpa e cobra barato se quiser posso avisá-la que está na cidade. Quanto tempo vai ficar? – Entregou o o dinheiro para Joshua que conferiu e depois guardou no bolso da jaqueta.

— Dois dias, só o tempo de descansar as crianças não podem ficar sozinhas por muito tempo. Joseph cuida bem dos irmãos, mas eu sinto falta deles. – Disse pegando seu chapéu para sair da loja – E quanto a Marie avise que estou no lugar de sempre. – Seguiu até a porta.

— Antes de partir passe aqui para despedir. A estação das chuvas está chegando e só Deus sabe quando nos veremos novamente, já que ficará isolado por meses.

— Claro, essa é a desvantagem de morar nas montanhas. – Sorriu se despedindo do comerciante, saindo da loja e subindo na caminhonete. Ele seguiu caminho até um hotel barato, onde sempre se hospedava. Estacionou o veiculo na frente e pegando a chaves com a moça da recepção seguiu para o quarto onde tomou um longo banho quente. Quando terminou sentou-se na cama ainda enrolado na toalha e enquanto enxugava os cabelos mais uma vez seus pensamentos foram levados a figura do rapaz de olhos vermelhos. Como era possível alguém ser tão belo. Não conseguia parar de pensar nele, estaria ele apaixonado? Droga, sempre fora uma pessoa racional e não seria por causa de uma cara angelical que ele iria se deixar levar. Joshua batalhava contra o turbilhão de sentimentos que invadiam seu coração e foi assim o resto do dia até que noite chegou e ele escutou leves batidas na porta.

Suspirando ele levantou da cama onde já estava deitado vestindo somente uma calça jeans, ele abriu a porta e deu de cara com uma loira de seios fartos e corpo cheio de curvas, seu rosto já trazia os traços do tempo que nem mesmo o seu sorriso conseguia amenizar.

— Joshua meu querido, sentir saudades. – disse manhosa já entrando no quarto.

Joshua permaneceu serio e fechou a porta do quarto e quando se virou a mulher já estava nua a sua frente.

— Vem deixa eu cuidar de você. – Ela se deitou na cama se oferecendo descaradamente. E por alguma razão Joshua não conseguia se mover e ir até ela. Eles já se conheciam há anos sempre quando ia a cidade era com Marie que ele saciava a sua fome de sexo, pois como homem sentia falta do ato, esse era o combinado entre eles apenas sexo sem envolvimento. Quando vinha dirigindo pela estrada chegara a ter uma ereção imaginando a loira fogosa em seus braços. Mas porque agora ele não sentia mais tal desejo? Por que não parecia certo ela está ali?

Estava tão perdido em seus pensamentos que não percebeu quando a mulher se ajoelhou em sua frente começou a abrir sua calça. Joshua sentiu seu pênis ser segurado pelas mãos da mulher e ser masturbado com certo carinho.

— O que foi Joshua está preocupado com alguma coisa? Não me diga são seus filhos? Eles estão bem? – disse olhando-o nos olhos – Já disse a você que precisa se casar com uma mulher que o ajude com as crianças.

Ela colocou o membro semi ereto na boca e começou a sugá-lo com habilidade, quando percebeu que o outro não reagia, retirou os lábios e novamente começou a masturbá-lo.

— Se quiser estou disposta a me casar com você e até morar naquele fim de mundo.

Marie não o amava queria apenas sair da vida que levava. E como ele era único cliente fiel e solteiro que possuía resolveu investir nele, apesar de detestar crianças, mas isso seria apenas um pequeno problema que ela não se importava de resolver com o tempo.

Joshua olhou para a mulher que colocava seu membro novamente nos lábios. Sentiu repulsa. Ele levou as mãos até os ombros nus e a afastou.

— Sinto muito fazê-la vim até aqui Marie – Ele subiu o zíper da calça e foi até a bolsa pegou uma quantia e entregou a mulher, que estava estática ainda no chão – Tome, acho melhor ir embora agora.

Ele caminhou até a porta e jogou o vestido para a loira e abriu a porta indicando para que ela saísse.

— E-eu fiz algo errado? – Perguntou com raiva.

— Não, eu que não estou bem.

— Mas, deixe-me passar a noite com você, posso cuidar de você...

— Apenas vá embora, por favor.

Marie colocou o vestido e guardou o dinheiro entre os seios. Caminhou até porta e lançou um olhar desconfiado para o homem.

— Quem é ela?

Joshua a olhou espantando.

— Como?

— Quem é a vadia pela qual você se apaixonou? – Ela parou na frente dele com os olhos estreitos – Por que eu conheço essa cara, já a vi muitas vezes em homens que eu precisei “consolar”, e essa cara é de alguém que está apaixonado.

— Está enganada. – Disse sem muita convicção.

— Espero... Por que depois de anos sendo usada por você eu espero um pouco mais de consideração.

— Pelo amor de deus mulher! Você é uma prostituta. Você leva essa vida por que quer e se ficou comigo foi por que quis também, eu nunca te obriguei e nem prometi nada. – Joshua falou ríspido ainda segurando a porta aberta – Agora saia, estou cansado.

A loira saiu batendo pé e jurando a si mesma que as coisas não ficariam assim ela descobrira quem era a vadia que se atreverá a roubar o seu homem.

Joshua bateu a porta com um estrondo, seguiu até a cama se jogando lá. Apaixonado, não sou mais um adolescente... Angel – ele disse em voz alta saboreando o nome com a língua. Apenas experimentando. E soube, na hora em que falou, estava realmente apaixonado.


♣ Redenção ♣


Dois dias depois...

A porta da sala foi aberta com violência e por ela Dominique e Magowan, passaram segurando Angel e Mai Ling, respectivamente. Logo atrás vinha Gabriel com um sorriso no rosto e Carl muito serio.

Angel foi jogado em cima de um sofá tentou se apoiar só que a dor o impediu, ele segurou o braço que estava torcido. Sentiu suas entranhas se contorcerem ao ver o local onde estavam, era a mesma sala em que há oito anos atrás Robert havia sido assassinado por Magowan.

O moreno olhou com ódio para Gabriel. Por culpa dele, ele e Mai Ling estavam sendo punidos por algo que nem chegaram a fazer. Angel viu com horror Mai Ling sendo jogada no chão pelo mordomo e o mesmo esmagava a sua traquéia com um dos pés.

— Para, por favor, eu faço qualquer coisa. – Implorou ao ver a expressão de medo nos olhos da amiga.

— Sinto muito Angel, mas essa foi a gota D’água. – Dominique falou com uma voz fria, Angel sentiu calafrios – Se não fosse por Gabriel você já poderiam estar longe não é mesmo? Fico feliz que ele tenha descoberto sobre fuga e me contado tudo – Ele caminhou até o latino e afagando o rosto completou – Me espere na Maison de Plaisirs, quero recompensá-lo, Carl o acompanhe.

— Senhor não que eu o ajude a castigá-los. – O segurança falou firme.

— Não, Magowan está aqui e isso será rápido. Vá e se o senador já tiver chegado avise-o que Angel está doente e que só poderá atendê-lo daqui a três dias.

O homem assentiu e saiu com Gabriel fechando a porta e deixando os outros para trás.

Os olhos vermelhos não desviram da chinesa jogada no chão, via a amiga perdendo a consciência.

— Dominique, eu imploro. Solte-a nós não iríamos fugir. Mai já tinha desistido da idéia. – Angel estava desesperado.

Dominique sorriu e caminhou até Angel. Ele sentou no sofá e puxou o moreno para o seu colo. Enfiou a mão por dentro da calça do menor e segurou seu membro com força.

Angel gemeu de dor.

— Levante-se e tire a roupa. – Ordenou com um sorriso no canto dos lábios – Magowan deixe que ela aprecie o espetáculo vá enche a banheira.

O homenzarrão retirou o pé da garganta da chinesa que tossia em busca de ar e foi a uma porta anexa a sala que dava até um banheiro e fez como ordenado.

Angel estava nu na frente de Dominique com a face imparcial somente com os punhos fechados para demonstrar como odiava aquele homem.

— Antes eu pensava que esse seu gesto era apenas uma mania. Mas vejo que é a demonstração de um sentimento. Quem diria Angel o frio Tal Neo desprovido de emoções também sente ódio.

Angel permaneceu imparcial.

— Venha me mostre o quanto quer que sua amiga sobreviva.

— N-Nathan n-não... – Mai sussurrou fraca.

Angel não deu atenção a amiga ferida e caminhou até o sofá e se ajoelhou a frente de Dominique. Ele respirou fundo e abriu a calça do mais velho e segurando a ereção adormecida passou a língua por toda a extensão dando atenção a cabeça em forma de cogumelo, sentiu seus cabelos serem agarrados com força enquanto sua boca era forçada contra o membro já desperto, ele teve sua boca fodida até que o outro gozou fazendo com que ele engolisse todo o liquido branco.

— Hum... Está vendo meu querido por que não posso deixar você ir? – O francês passava as mãos pelo rosto de Angel – Você me pertence, venha quero mais – Ele segurou a mão do moreno a levando até seu membro novamente – Massageio deixe-o duro de vontade de te comer.

Angel engoliu em seco e sentiu-se aflito por esta nesta situação novamente. E resignado simplesmente se viu obedecendo aquele homem sem demonstrar resistência.

Dominique adorava ter aquele menino atrevido a sua mercê, entregue, gostava de subjugá-lo sentia prazer nisso. Vendo que logo gozaria puxou-o para que sentar-se sobre seu membro.

Angel gritou quando teve sua entrada forçado contra o mastro duro de Dominique ele fechou os olhos tentando se acostumar mais uma vez com a dor física e emocional, quando abriu os olhos viu Magowan apontar uma arma para a cabeça de Mai Ling, Angel quis correr até a amiga mas foi impedido pelas mãos de Dominique que com o membro ainda dentro do Tal Neo começou a fodê-lo com fúria.

— Achou que poderia escapar do seu alfa e ômega? Pensou que teria onde se esconder? – Falava ao ouvido de Angel o enquanto se arremetia contra a entrada maculada.

Ele tentou se afastar dele.

— Você é meu, Ah sim, eu sou seu dono... Pra sempre e você.... humf... Sabe disso. – Outra estocada violenta.

Angel dobrou o corpo com a dor.

— Sei o que esta pensando. Eu posso ler a sua mente esqueceu? – Outra investida que fez o corpo do menor sacudir – Eu não vou morrer, eu estarei sempre ao seu lado – Falou gozando dentro do moreno — Mate-a- disse para o mordomo.

— Nãããooo... – Angel gritou quando escutou o tiro e viu a expressão de horror paralisada na face da chinesa. Dominique o jogou no chão e puxou pelos cabelos.

— Porque fez isso... Eu não ia fugir eu estava com você não estava... – Angel chorava de desespero e tristeza – Porque você sempre tem que tirar as pessoas que amo.

— Você não precisa amar ninguém, o único sentimento que quero ver vindo de você é o medo. – Dominique arrastou Angel até o banheiro o jogou na banheira cheia de água – Eu vou te ensinar de uma vez por todas quem é seu mestre e a quem você tem que ser fiel.

Angel tentava lutar, mas ele não era daqueles que se conseguia jogar para longe facilmente. Foi agarrado pelos cabelos novamente e afundado na banheira. Angel se debatia, sob o peso daquela mão enorme, enquanto seus pulmões pegavam fogo pela falta de ar, quando já estava perdendo a consciência, foi puxado de volta a superfície.

— Chega?

— Chega – Angel disse sorvendo o ar a sua volta.

— Quem é seu dono?

— ...

Ele lhe deu outro caldo. O moreno se contorceu e esperneou, se chocando contra o mármore da banheira. Foi erguido novamente e obrigado a olhar a face divertida do maior.

— Quem é seu dono?

— Você... – disse a contra gosto.

O homem deu uma gargalhada e neste momento Angel percebeu que ele estava se divertindo, foi afundado novamente e abanou as mãos no ar em busca de algo para se apoiar ou simplesmente lançar contra Dominique. Foi quando sentiu ser retirado da banheira e jogado no chão do banheiro, ele engasgou e vomitou.

Dominique estava parado a sua frente rindo abertamente.

Então uma fúria irracional tomou conta de Angel que lhe deu um soco direto e firme. Dominique cambaleou gemendo e o moreno aproveitou para se arrastar para longe dele.

Dominique foi atrás dele. O Tal Neo gritou quando foi agarrado novamente. Angel o chutava e o arranhava, estava ofegante com o esforço.

— Chega seu puto.

O homem avançou contra ele o segurou pela garganta e o jogou contra o espelho do balcão, o mesmo se quebrou com o impacto e alguns cacos entraram na mão de Angel quando ele tentou se levantar, o moreno caiu no chão e foi chutado diversas vezes nas costas e cabeça, sentiu algumas costelas se quebrando e tentou se encolher para se proteger da fúria de Dominique que o espancava sem dó.

— Seu desgraçado, olha só o que você me fazer. – O francês disse com raiva quando viu o Angel sangrando pela boca e um dos ouvidos – Levará mais tempo para se recuperar, mas pode esperar que quando estiver melhor vou cobrar por cada dia que ficou sem trabalhar. Agora levanta a porra dessa bunda do chão e vá se lavar.

Angel não se mexeu. Não por rebeldia, mas sim porque não conseguia mover seu corpo, ele estava destruído não só por fora como emocionalmente também e sua falta de ação apenas demonstrava o quão quebrado e martirizado ele estava. Ele abriu um dos olhos e viu um pedaço grande do espelho, estendeu a mão até ele e o agarrou. Talvez teria sido melhor se ele não tivesse nascido mesmo, assim as pessoas que ele amou não precisavam ter morrido por culpa dele. Um trovão clareou a noite e uma chuva forte começou a cai.

Angel levou o objeto cortante até o pulso, porém uma mão forte o impediu.

— Já te disse você não pode fugir. – Dominique jogou o caco fora e pegou Angel no colo saiu do banheiro dando de cara com Magowan, lhe entregou Angel – Tome o leve para o quarto de hóspedes e depois peça para Carl cuidar dele, quando ele já estiver andando o leve de volta para a mansão dos prazeres – Falou entregando o menor para o mordomo, mas antes de sair ditou: — Vejo que já se livrou do corpo.

— Sim senhor.

— Muito bem, pode se divertir um pouco com ele.

O mordomo sorriu e seguiu escada acima para o quarto de hospedes, colocou o corpo nu sobre a cama e subiu em cima dele sentindo-o gemer.

— Hum... Eu sabia que cedo ou tarde teríamos a nossa vez, aberração.

Angel estava anestesiado pela dor, mas nem mesmo ela conseguiu amenizar o asco que sentiu ao ser possuído por aquele brutamonte grotesco.

Sentiu um alivio imenso quando o homem o deixou jogado em cima da cama nu, como se fosse uma boneca de trapos. Ele chorou, afundou a face contra o colchão para que seus gritos não fossem ouvidos e deixou que o desespero tomasse conta dele novamente. Estava sozinho agora e não existia esperança.



♣ Redenção ♣

Faltavam poucas horas para o dia amanhecer, a chuva continuava a cair sem trégua. Carl olhava pela janela do quarto de hospedes da mansão de Dominique, viu as luzes Maison de Plaisirs se apagarem. Fechou as cortinas e olhou para o corpo adormecido sobre a cama. Chegou mais perto conferindo a temperatura do menor e viu que ainda estava com febre. Suspirando ele foi até uma mochila conferindo se faltava alguma coisa, a mesma continha uma muda de roupa, um par de sapatos, alguns documentos e uma carta. Ele retirou um saco de veludo do casaco e despejou o conteúdo sobre a mão estava quase tudo ali, só faltava o dinheiro, mas esse não daria para pegar seria arriscado demais, aquelas jóias bastariam. Não estava roubando, elas pertenciam a Angel e era com ele que elas deveriam ficar. Colocou as jóias novamente na sacolinha de veludo e a pôs na mochila junto com alguns remédios.

Saiu de fininho do quarto e seguiu até o de Dominique, conferiu se ouvia algum barulho e não ouvindo nada, abriu a porta e vendo que a cama estava intacta, com certeza ele dormiria na Maison de Plaisirs aquela noite.

Voltou apressadamente para o quarto onde estava Angel, jogou a mochila nas costas e enrolou o menor cuidadosamente no edredom, sentiu o corpo frágil estremecer e escutou um gemido quando o ergueu da cama.

Carl segurou firme o embrulho e saiu do quarto e começou a andar pelo longo corredor, sairia pela cozinha em direção à garagem.

— Onde pensa que vai há essa hora e com essa aberração? – Carl paralisou ao escutar a voz monótona à suas costas.

Ele girou nos calcanhares dando de cara com Magowan.

— Vou levá-lo ao médico, ele está com febre alta. – Falou sem se intimidar pelo olhar malévolo do mordomo – Dominique não vai querer perder seu brinquedo favorito.

— Também acho, por isso vamos chamar o médico aqui, como sempre fazermos. – O mordomo falou indicando que voltassem para o quarto.

Carl mordeu os lábios e seguiu o homem de volta para o quarto, quando colocou Angel de volta na cama escutou ele falar.

— Sabe, eu sempre fui contra você vim trabalhar aqui. Nunca fui com a sua cara – O mordomo falava em pé ao lado da cama — Você apareceu assim do nada pedindo emprego, puxando o saco do chefe, sempre mostrando serviço. Parecia até que precisava da confiança dele, mas você nunca me enganou.

Magoaw puxou a arma e deu um tiro no braço de Carl. O homem ajoelhou segurando o braço ferido.

— Agora diga para onde ia levá-lo, pretendia trair o chefe.

Carl levantou-se devagar sorrindo de lado.

— É... Acho que fui descoberto.

Magowan não teve tempo de ver o que lhe atingiu, pois a adaga foi atirada com precisão contra a garganta do mordomo que foi ao chão em um instante.

— Eu também nunca fui com a sua cara.

Ele pegou o menor novamente e saiu apressadamente do quarto, estava quase amanhecendo e isso dificultaria a fuga. Ele desceu os degraus da escada da mansão e chegando a garagem colocou Angel no banco de trás de trás do veiculo, deu a partida depois de abrir as portas da garagem seguiu rumo aos portões da mansão. Os seguranças não se importaram com a desculpa que ele deu, pois sabiam que ele era o segurança do Tal Neo.

Carl sentiu seu braço ficando dormente, a fronha que ele tinha amarrado para estancar o sangue já estava encharcada, o que foi percebido por um dos seguranças que pegou o interfone para contatar a mansão, enquanto o carro de Carl se afastava.

— O que? Puta merda! – Falou o segurança – Atrás dele.

— O que aconteceu cara.

— Carl matou Magowan e o parece que ele esta fugindo com o Tal Neo.

— Caramba! Até Carl deixou se levar pela beleza do puto.

Os seguranças saíram correndo para os seus carros na intenção de seguir Carl, passaram a ordem pelo rádio e logo ficaram sabendo que Dominique se juntaria a caçada.

Carl que dirigia a toda velocidade ouviu pelo rádio HT que estavam sendo perseguidos, pegou uma rota para fora da cidade. Estava difícil dirigir naquela madrugada, pois a chuva estava muito forte e a visão de Carl se tornava embaçada devido à perda de sangue. Ele fez uma curva em alta velocidade e entrou na rodovia, seguiu alguns quilômetros sempre verificando no retrovisor se estavam sendo seguidos ou como estava Angel.

Foi quando um animal atravessou na frente do veiculo e ele perdeu a direção batendo em uma árvore.

Carl se xingou mentalmente e voltou-se para trás e vendo que Angel gemia de dor foi até a mochila e tirou uma seringa contendo um forte sedativo. O segurança aplicou a medicação na veia do menor vendo ele se acalmar aos poucos.

... Atenção todos... eles foram visto entrando na rodovia fora da cidade...

— Droga! Parecem um bando de urubus. – Carl resmungou saindo do carro, a chuva cai sem dó.

Ele conferiu o veiculo vendo que o motor estava destruído com a batida, estava começando a ficar desesperado quando viu um par de faróis vindo em sua direção um pânico tomou conta do homem e logo ele alcançou a arma.

Carl fechou os olhos ao ter a claridade dos faróis ferindo suas retinas. Ao perceber a caminhonete parada a sua frente sentiu as esperanças se renovarem.

Ele correu até o veiculo que parara a sua frente.

— Por favor, preciso de sua ajuda. – Carl ficou mudo ao ver o motorista da caminhonete só podia ser o destino. O mesmo homem que Angel encontrará na mercearia e sobre o qual ele estava sempre comentando com Mai Ling – Me ajude tem alguém ferido no carro.

— Traga-o vamos levá-lo para o hospital.

Joshua falou quando viu o homem segurando alguém coberto com um edredom, ele abriu a porta para o segurança colocar Angel no banco ao seu lado.

Joshua congelou ao ver o rosto de Angel.

— Não podemos voltar para a cidade, eles o matariam. Por favor o leve com você e cuide dele. Diga que tem uma carta na mochila que explica tudo.

— Sim...

— Droga! – Carl disse ao ver dois carros vindo pela estrada. – Vá!

— E você? Vem conosco.

— Não posso, tenho que despistá-los. – Ele tocou o rosto adormecido de Angel – Seja feliz menino. – Fechou a porta da caminhonete e ficou no meio da estrada com a arma apontada na direção dos carros.

Joshua deu a partida no veiculo e avançou na direção oposta com o Tal Neo adormecido do seu lado, ele olhou para o belo rosto e depois para a estrada a tempo de ver Carl disparando varias vezes contra os dois veículos, os carros se chocaram capotando várias vezes. Uma bola de fogo surgiu quando um dos carros explodiu, obstruindo assim a visão do que acontecia. Joshua acelerou mais e seguiu em direção as montanhas eram quase dois dias de viajem. Ele olhou novamente para o menor vendo ficar cada vez pálido e começou e pediu aos céus que ele agüentasse a viajem.



Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Agora é esperar para ver como Angel irá lidar com essa nova realidade.
A todos o meu carinho e a minha reverência vcs são a minha inspiração, Bjs e até domingo.