Redenção

24 Capítulo 23


Notas iniciais
Olá, como vão?
Aqui vai mais um capítulo de Redenção, creio que mais dois ai acaba... Não está betado então perdão pelos erros.
Contém limão e palavras de baixo calão.

Capitulo 23

“O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades.”

Vinícius de Moraes

— Confessa Kai, você o ama e não consegue passar dois dias longe dele. – Steve falou divertido vendo as árvores passarem com um borrão enquanto seguiam com a caminhonete carregada, pela estrada de terra, de volta a fazenda.

— Estou com um mau pressentimento. – O índio respondeu.

— Você está estranho desde que foi a casa de Jordan. – Steve encarou o amigo – Está preocupado com o que ele disse sobre o oficial de justiça.

— Sim, ele me jurou que não tinha contado sobre a traição. Mas, quando o cara chegou lá já sabia de tudo. Droga! Como?

— Ah... cara relaxa não vivemos mais na época medieval, somo seres humanos evoluídos.

— Não quando se trata de pré-conceito e tal neos, Steve. – Falou sombriamente.

— Ei?! olha lá... – O negro apontou para a frente da estrada e Kai pode ver uma viatura policial vindo em alta velocidade. Kai jogou a caminhonete no acostamento e abriu a boca para falar algo mas foi interrompido quando mais dois carros de vidros escuros passaram.

— Que droga é essa? – Steve perguntou olhando a van e a limusine passarem – Quem será que estava dentro não deu pra ver.

— Merda, aconteceu alguma coisa eu tenho certeza. Luke... — Falou irritado girando a chave na ignição.

A caminhonete voltou a estrada em velocidade máxima. Kai batia contra o volante se amaldiçoando por não ter dado ouvidos ao seus instintos. Depois de trinta minutos subindo a montanha eles chegaram aos portões da fazenda. Steve desceu apressado abrindo-o enquanto Kai atravessava com o veiculo, depois que Steve fechou o grande portão de madeira tomou seu lugar no banco do carona e seguiram para a frente da casa de Joshua.

Kai parou o carro e seus olhos duplicaram de tamanho quando ele viu Luke jogado no chão.

— O h meu Deus! – Ele correu até o amante enquanto Steve ia até Joshua e estava caído na varanda.

— Luke meu amor. – o índio se jogou no chão de terra ao lado do tal neo e o trouxe para o seu colo, a raiva o dominou quando se deparou com o rosto banhado de sangue e cheio de hematomas. Luke meu amor! – Kai chamava enquanto passava a mão pelos fios negros.

Os olhos vermelhos foram se abrindo e o alivio pode ser percebido nas expressões do moreno enquanto o desespero veio sobre o tal neo, ao se lembrar dos fatos recentes.

— Kai eles o levaram... M-meu garoto... O meu Nick.

— Quem Luke? O que aconteceu? Onde está Nathan e as crianças?

— Kai! Joshua precisa de um médico. – Steve gritou ao lado da varanda.

Kai olhou para o amigo e estreitou ainda mais quando Brian e as crianças se aproximaram chorando do corpo do pai.

— Pai! – Brian se abaixou ao lado de Joshua com Paul ainda em seus braços. Logo atrás estava Sara e os gêmeos um deles segurando Aidan. — Pai! Acorda, onde está Nathan e Nick? – Brian gritava com o pai desacordado.

Luke se sentou e sentiu seu mundo girar.

— Kai me ajude, precisamos cuidar de Joshua. E também achar uma jeito de trazermos Nick e Nathan de volta.

— Sim, mas antes temos que cuidar do seu rosto, parece que quebrou o nariz. – Kai falou segurando a face ensanguentada do amante – Quem fez isso? Diga que vou caçá-lo e matá-lo como um verme.

— Não creio que será tão fácil, eu estou bem... Joshua precisa de nós e as crianças também. – disse se apoiando no braço forte do moreno e ficou em pé.

Luke caminhou cambaleante até o dono da fazenda. Verificou a pulsação e os batimentos cardíacos do fazendeiro e pediu para que Kai e Steve o levassem para dentro. Luke foi até o banheiro onde lavou o rosto e a boca, retirou todo o sangue e sujeira. Ele se olhou no espelho... Estava horrível seu nariz estava torto, dois dentes quebrados e um hematoma horrível no olho direito. O enfermeiro respirou fundo e com um único movimento colocou o nariz no lugar.

— Puta merda! Como isso dói. – Gritou.

— Luke está tudo bem? – Kai perguntou abrindo a porta do banheiro.

— Não, mas vai ficar. Trouxe minha bolsa?

— Aqui.

Luke pegou o objeto e conferiu se tudo estava ali.

— Vamos, onde está Steve?

— Com as crianças, Brian estava descontrolado, dormiu depois de tomar o calmante que você me deu. – Kai disse enquanto eles subiam as escadas.

— Melhor assim.

— Está tudo bem? Quero dizer... Você parece...

— O quê? – Luke perguntou entrando no quarto e seguindo até a cama onde Joshua estava deitado.

— Frio... Achei que estaria desesperado...

— E estou. – O tal neo encarou o nativo americano – Não posso sair gritando e me descabelando. Se o homem que veio aqui hoje e levou Nick e Nathan, for o cafetão Dominique. Temos que agir friamente e com cautela. – Luke abriu a bolsa e retirou seus aparelhos e começou a examinar o amigo – Ele sabia exatamente o que estava fazendo, ele sabia sobre nós Kai... Sabia que trair Jordan e eles usaram a maldita lei contra mim e arrancaram o meu filho dos meus braços.

— O quê? Não é possível. – Kai falou estupefato – Como ele poderia saber. Jordan me disse sobre o oficial de justiça. Porém ele jurou que não comentou sobre a separação.

— Por que foi procurá-lo? – Luke perguntou o encarando.

Kai desviou o olhar e ficou em pé.

— Bem é que eu queria falar com ele sobre seu divórcio.

— Meu divórcio.? – O moreno perguntou sem entender.

— Sim, para que possamos casar você precisa se divorciar. – Kai falou impaciente, estava constrangido, afinal sempre foi um homem muito direto, e o olhar de Luke sempre o fazia sentir como se fosse um garotinho.

Luke sorriu e voltou sua atenção para Joshua que dava indícios que logo despertaria.

— E quem disse que quero casar com você? – Falou para provocar o maior. Claro que estava feliz pela atitude do outro, afinal sempre fora seu sonho casar com alguém que ele amava.

— Oras... Seu...

— Shii.. Ele está acordando.

Joshua abriu os olhos não reconhecendo imediatamente onde estava, ele se sentia confuso como se sua cabeça tivesse sido chacoalhada.

— Como se sente? – Luke falou oferecendo um como com água

— Como se uma manada de búfalos tivesse passado por cima de mim. – Ele sorveu um pouco do liquido e tomou o restante com os comprimidos que o tal neo lhe oferecia.

Joshua se deitou novamente pedindo aos céus que os remédios fizessem efeito e a dor de cabeça e no corpo passassem logo.

— Joshua quem levou Nathan e Nick.

O castanho encarou o índio.

— O nome dele é Dominique.

— O sádico que é dono da mansão dos prazeres. – Kai falou socando uma parede – Cara você tem que ficar bom logo, temos que invadir aquele lugar e arrancar os dois de lá.

— Você e que exército gênio. – Luke arranhou.

Kai bufou.

— Luke tem razão. Mesmo que conseguíssemos tirar eles de lá, aquele desgraçado arrumaria um jeito de pegá-los de volta. Não podemos fugir da lei o resto da vida. E ainda por cima tenho as crianças e Paul. – Joshua virou o rosto para impedir que os amigos vissem as suas lágrimas.

— O que faremos? – Luke perguntou perdido.

O silêncio fúnebre pairou sobre o cômodo. Joshua mergulhado em sua dor e culpa, culpa por não ter cumprido a promessa de nunca se separar de Nathan e a dor devido à ausência e incapacidade.

Luke pedindo aos céus para que seu filho estivesse protegido e que sua alma não fosse quebrada diante dessa nova realidade.

E Kai tentando encontrar uma forma de trazer de novo a felicidade para o homem que amava e para o amigo que o acolheu com carinho e confiança. Senti-se culpado por não ter estado ali na hora que ambos mais precisaram.

♣ Redenção ♣

Nathan segurou firme na mão de Nick ao se ver parado em frente a porta da imensa mansão. Sempre odiara aquele lugar, desejou fugir e nunca mais voltar. Porém parecia realmente que nascerá para pertencer aquele lugar. Era seu destino. Mas, faria tudo o que estava ao seu alcance para arrancar Nick dali, a questão era como?

— Bem vindo de volta ao lar, Nathan e Nick, a sua nova casa. – Dominique falou sorrindo e passando os braços em volta do pescoço de cada um, o que fez os tals neos se separarem, o conduziu mansão adentro.

Nathan percebeu os olhares de espanto dos outros moradores da mansão à medida que chegavam ao meio do salão, a maioria dos homens e mulheres que estavam ali o odiavam, e Nathan tinha plena consciência disso.

— Venham todos, se aproximem. – Dominique incentivou os prostitutos se aproximarem – Nathan está de volta ao seio da nossa família e trouxe um amigo. – O francês segurou Nick pelos ombros e o colocou a sua frente, o garoto tremia e tinha os olhos inchados de tanto chorar – Cumprimentem Nick o nosso mais novo tal neo da Maison de Plaisirs.

Um murmúrio geral começou entre os presentes causando um arrepio ao pequeno tal neo. Ele estranho ou local e a maneira como a sua “nova família” estava vestida, ou aos seus olhos, quase vestidos. Ele se desvencilhou de Dominique e voltou aos braços de Nathan.

Dominique se virou e olhou a dupla com curiosidade e logo depois sorrindo, parece ter pensado em algo.

— Vamos subir, quero mostrar seus novos quartos.

Os dois seguiram Dominique pelas escadas e através do amplo corredor, Nathan olhou por um dos grandes vitrais e viu que o sol já se punha, pensou em Paul, o pequeno devia está com fome, seu peito estava cheio e dolorido. Ele levou uma das mãos ao peito e fazendo uma breve prece para que seu filho e sua família aprendesse a conviver sem a presença dele, pois de uma coisa tinha certeza era bem provável que não os veria novamente.

— Pronto chegamos. – O mais velho informou parando em frente a uma porta de madeira bem trabalhada.

Nathan olhou abismado para o cafetão.

— Esse é o seu quarto. – constatou o moreno.

— Sim, você tem razão. – Falou abrindo a porta e indicando que os jovens entrassem.

Nathan se aproximou de Dominique e suplicou.

— Por favor Dominique... Ele é só uma criança, deixe-o ir. E-eu faço qualquer coisa.

— Eu sei que você fará qualquer coisa, afinal você não tem escolha nenhum de vocês tem. – Dominique tocou a face alva e olhou profundamente para os olhos vermelhos – Eu senti falta desses olhos, tão vermelhos e tão vivos. – Ele desviou o olhar para Nick que o olhou assustado e depois abaixou a cabeça – Olhe para ele parece um gatinho assustado, vamos entrem.

O segurança empurrou os dois para dentro do quarto.

Dominique olhou para a cama desarrumada e para o jovem que dormia embolado em seus lençóis. Caminhou até a cama puxando Gabriel pelos cabelos e o jogando no chão.

— Seu cão imundo! Que deu permissão para dormir em minha cama, deveria ter saído ao amanhecer. – Gabriel o olhou atordoado, mas rapidamente catou suas roupas e seguiu para a saída do quarto, antes lançou um olhar indecifrável para Nathan. Ele saiu e fechou a porta deixando somente Nathan. Nick, Dominique e o segurança no quarto.

— Nick que quero você retire suas roupas. – O francês pediu.

— O quê? Dominique...

— Cale-se Nathan ou o afasto do menino. – Falou serio – Faça o que digo criança.

— Nathan e-eu...

Nathan puxou o menor pelo braço e se afastou de Dominique que estava em pé ao lado da cama.

Dominique suspirou e levou a mão a testa.

— Por que vocês não podem obedecer a uma ordem simples. – Ele levantou a cabeça e fez sinal para o segurança.

O homem corpulento se móvel a uma velocidade incrível para o seus tamanho, Nathan não teve tempo de reagir, quando duas mãos fortes o afastaram de Nick e o seguravam com força. Um braço enlaçou seu pescoço enquanto o outro segurava seus braços as costas.

— Por favor, não faça isso com ele não o violente pelo amor de Deus...

Nathan gritou quando Dominique agarrou o menor e o jogou na cama e o prendeu com o rosto contra o colchão.

— Pare de besteiras Nathan, eu só preciso verificar algo. – Ele abaixou a bermuda e a peça intima que Nick usava expondo seu traseiro rosado e redondo. –Veja o que temos aqui Tom?

O segurança riu quando o patrão mordeu as nádegas do tal neo arrancando um grito e deixando uma marca no local.

— Delicioso, agora vejamos se é virgem... – a bunda de Nick foi sendo aberta pelas mãos de Dominique ele analisou a entrada rosada e enrugada no menor e depois enfiou o dedo mindinho, ao que Nick tentou se afastar assustado – Belo e virgem, você vale ouro garoto. – Deu um tapa na bunda dele e se levantou – Pode se vestir. Nathan venha aqui fiquei excitado com esse garoto.

Tom soltou Nathan e ele cambaleou par frente. Dominique o amparou.

Os dois ficaram se encarando por um tempo, Nathan prevendo o que viria e Dominique adorando despertar o medo em Nathan.

— Tom leve o garoto lá para baixo, fale para Lena dá algo para ele comer e fique de olho nele. – Falou sem desviar os olhos do mais novo a sua frente – E outra coisa – ele olhou para o segurança – Não quero ser interrompido.

— Sim senhor. Venha garoto.

Ele segurou no braço de Nick o arrastando para fora do quarto.

— Finalmente a sós. – Dominique assaltou a boca de Nathan em um beijo voraz, sua língua forçou passagem contra os lábios trancafiados de Nathan. Ele puxou os fios negros para trás forçando o moreno a ceder, sua boca entreabriu e a língua serpenteou pela cavidade morna.

Nathan mordeu a boca de Dominique e aproveitou a brecha para se afastar.

Dominique sorriu limpando a boca.

— Eu acho que mereço um prêmio, afinal de contas eu não vou tomar o garoto...

— Claro que não, você não perderia a chance de encher seu bolso com mais dinheiro, afinal a virgindade de um tal neo é algo raro nesse meio. – Nathan falou se afastando até a porta e constatando que a mesma estava trancada.

— Não tem como escapar Nathan, desista . – Ele retirou o paletó e depois a gravata, ele continuava se aproximando perigosamente – Vai ser por bem ou por mau? – Parou ao chegar na frente do homem menor que ele, estendeu a mão para tocá-lo, mas foi repelido com um tapa, tentou novamente e dessa vez recebeu uma cusparada na face – Ok! Jeito difícil então.

Dominique deu um tapa no rosto de Nathan o levando ao chão. Limpou o rosto com a camisa que tinha acabado de tirar e segurando o moreno pelos cabelos o levantou do chão. Ele arrancou com violência o robe que Nathan usava e o jogou nu sobre a cama.

— Você se lembra o primeiro dia em que chegou a essa casa Nathan? – Retirou o cinto de couro que prendia as calças e continuou subindo na cama – Você era um garoto muito desobediente, e tive que corrigi-lo. Ensinar que se deve obediência aos mais velhos. – falou prendendo o corpo de Nathan quando sentou em cima das coxas dele.

— O-oque v-vai fazer? – O tal neo tentou sair debaixo do maior, mas ele parecia uma pedra.

— Te ensinar quem é seu dono, já que o vaqueiro te fez esquecer. – Nathan gritou quando sentiu a pele das costas queimarem devido ao atrito do cinto contra ela – Vamos ver se você aprende rápido – Mas uma cintada – eu sou seu dono, eu possuo a sua alma... E ninguém pode me separar de você.

Nathan apanhou mais um dezena de vezes e quando pensou que havia terminado, sentiu suas pernas serem abertas com violência e a língua quente de Dominique roças me sua entrada.

— Vamos ver se continua apertado, por que gostoso eu sei que sim. – Ouviu o homem sussurrar ao pé do seu ouvido.

Nathan mordeu o travesseiro quando foi penetrado de uma vez por Dominique, não iria gritar não daria esse gostinho ao homem sádico que o estovava com violência.

— Você é minha vadia e será somente meu, tenho certeza que o senador irá comprar a virgindade do garoto. – Dominique segurou nos quadris de Nathan o obrigando a ficar de quatro – geme pra mim, minha puta... – Ele mordeu com força a nuca branca a sua frente arrancando um grito de dor – Aaahhh... Delicia... – O francês segurou os fios negros e montou com força e ímpeto o menor ele cavalgava dentro de Nathan como se estivesse em cima de uma bela montaria e segurasse as rédeas com uma mão só.

Nathan tentou se desligar como fazia antes, porém não o conseguiu somente pensava em Joshua em como o estava traindo, permitindo que seu corpo fosse sujo novamente pelo monstro que transformara a sua vida em um inferno. Ele gemeu alto quando sentiu a Dominique apertar os seus mamilos, viu o leite escorrer e melar a mão do maior e tudo que ele pode fazer foi chorar de dor e desespero. Nunca seria livre e jamais veria sua família novamente.

Dominique lambeu o leite das mãos e aumentou a velocidade das estocadas, quando sentiu que gozaria se retirou de dentro do menor o virando de frente pra ele. Dominique segurou seu membro túrgido e começou a bombeá-lo na direção do rosto banhado de lágrimas do tal neo, logo o francês rugiu e do seu pênis o sêmen saiu como jato lambuzando todo o rosto de Nathan.

O cafetão fechou o zíper da calça e olhou o estado em que ficara Nathan sujo de sêmen, sangue, suor e lágrimas. Sorriu.

— Lembre-se esse é o seu lugar e pra isso que você vive para me satisfazer e quando isso deixar de acontecer, será o fim pra você, Angel!

Continua...

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Notas finais
Obrigada ao todos pelo carinho, seus comentários me deixam lisonjeada. A todos os meu carinho e aos silenciosos o meu respeito.
bjs e até domingo!