Redenção
12 Capítulo 11
Notas iniciais
O capítulo está leve e vamos ver quem capta a mensagem surpresa....rsrsrs
Capítulo 11
O por do sol era uma das mais belas visões que podia se ter de uma pequena colina onde se erguia uma grande macieira na fazenda Redenção. O céu passando de azul, para alaranjado e depois arroxeado até esperar que o manto da noite pairasse sobre o céu, era por si um belo show da natureza. Nathan já tinha visto muitos pores-do-sol, mas nenhum tão lindo quanto o daquela tarde. Ele e Joshua estavam deitados nus embaixo da macieira, Os corpos entrelaçados após fazerem amor. Nathan deitado sobre o peito de Joshua passando a mão pelo rosto másculo sentindo a barba por fazer. Joshua por sua vez fazia círculos imaginários nas costas do menor.
— Meus parabéns! – Nathan cortou o silêncio.
Joshua permaneceu com as caricias mas franziu o cenho como se tentasse lembrar de algo.
— Por quê?
— Oras, por ser um homem de palavra. Nós fizemos amor por toda a fazenda e ainda me fez gritar seu nome muitas vezes em todos os lugares.
Joshua gargalhou.
— É verdade. – Ele se colocou em cima do corpo do menor em um movimento rápido – Agora me diz se eu não sou um garanhão. – começou a distribuir selinhos no rosto do moreno.
— Convencido... – tentava afastá-lo, pois a barba por fazer fazia cosquinhas – Para...hahahaha... Isso faz cócegas. Gostei mais quando estávamos na cachoeira.
— Ah é? Posso saber por quê?
Nathan corou.
— Sempre tive essa fantasia de transar dentro de um rio ou do mar. – Falou escondendo o rosto com as mãos. Joshua retirou-as e roçando os lábios carnudos nos finos iniciando um beijo singelo e cheio de devoção e carinho.
— Temos que repetir no celeiro, foi uma delícia meter em você enquanto gemia gostoso no meio de todo aquele feno. – Joshua disse fazendo uma cara safada.
— Nada disso, não quero os cavalos nos olhando sem falar em toda aquela palha no meu cabelo.
— Bem, quando fizemos agora os cavalos nos viram. – Joshua falou mostrando os cavalos que pastavam em baixo da macieira. – Tão lindo corado, meu Deus!!!
Joshua depositou mais beijos pelo corpo do menor que se contorcia rindo. Quando Nathan ficou ofegante ele parou e mirou o moreno profundamente.
— O que foi? Por que esta me encarando? – Nathan perguntou fazendo bico infantil.
— Estou aqui pensando em como eu pude cair de amores assim por alguém sem antes conhecer direito, sem saber nada sobre ele. – o castanho estava deitado de lado com a cabeça apoiada em um dos braços – Mas como dizem, agente não escolhe quem vamos amar, e eu me sinto bem por hoje eu ter você ao meu lado.
— Josh...
— Espera... Deixa-me terminar. – Ele respirou fundo e olhou nos olhos vermelhos – Você é meu tudo, um presente de Deus. Eu quero te dizer eu te amo todos os dias, quero te envolver em meus braços todas as noites até você adormecer.
Nathan tinha lágrimas nos olhos, aquele homem não existia. Joshua continuou sem que ele o interrompe-se.
— Eu te dou meu coração como prova do meu amor, você aceita? Você aceita casar comigo, Nathan?
— Josh eu... – Nathan titubeou sentando e abraçando os joelhos. Joshua se sentou a sua frente, tocou os cabelos negros de leve e Nathan entendendo o sinal voltou a encará-lo.
— Eu sei que se nos casarmos ninguém poderá te tirar dos meus braços. Nem mesmo aquele demônio. Deixa eu te proteger, fica comigo.
Os olhos vermelhos mergulharam dentre dos verdes do maior, eles carregavam tanto carinho e eram tão verdadeiros que era impossível não se entregar.
— Eu aceito, ficar para sempre ao seu lado, até que seus cabelos fiquem branquinhos e você vire um velho gagá. – Aceitou o moreno sorrindo da gargalhada gostosa que Joshua deu.
O castanho transbordava de felicidade, ele levantou e pegando o tal neo no colo começou a rodopiá-lo no ar.
— Josh para eu estou ficando enjoado, tudo está girando.
Joshua depositou o menor no chão a sua frente e segurando-o pela nuca o trouxe para perto, para que assim seus lábios tomassem os finos e tão convidativos, o menor abriu a boca e o castanho deixou sua língua massagear a do moreno, devagarzinho ele foi deitando-o na grama e Nathan somente deixou o corpo relaxar. O maior segurou as duas ereções juntas sem apartar o beijo e começou a massageá-las, a fricção arrancava gemidos baixos de Nathan. Joshua beijou o canto dos lábios do tal neo e desceu, mordendo suavemente seu queixo, para logo seguir outro caminho. Chegou ao pescoço, deixando sua língua fazer o resto, chupava e lambia aquela pele branca e macia. Começou a chupar e mordiscar os mamilos rosados sempre alternando. O moreno se contorcia de prazer, na última semana vinha se sentindo tão sensível aos toques do amante, seu corpo parecia pegar fogo sobre as habilidosas mãos.
— Vaqueiro você é insaciável. – gemeu com emoção.
Joshua nada disse apenas aumentou a velocidade da masturbação e quando estava próximo do ápice, sentou-se a frente do menor.
— Vem senta no colo do seu garanhão e cavalga no meu pau.
Nathan mordeu os lábios, as palavras do castanho lhe davam tanto tesão, ele se ergueu para logo depois agachar sobre o ventre do maior. Com suas mãos pequenas segurou a ereção de tamanho considerável, guiou até a sua entrada e com cuidado e com a ajuda de Joshua que segurava seus quadris, foi descendo devagar.
Joshua gemeu, pois Nathan era apertado e apesar de já está lubrificado, devido à última relação amorosa, seu membro rígido e latejante entrava com dificuldade, sentindo-se ser sugado pelas contrações do canal do moreno, que naturalmente rejeitava a invasão, arfou diante da visão do tal neo em cima de si. A seu ver Nathan era incomparável, os gemidos que ele soltava, as expressões faciais e o corpo que se encaixava perfeitamente ao seu. Tudo nele era perfeito.
O moreno sentiu as pregas do seu orifício se alargar para dar passagem ao invasor, e quando ele sentiu-se totalmente preenchido, ficou parado por um tempo, as mãos de Joshua alisavam suas coxas e ele lhe dizia palavras de carinho. O homem era incomparável. Para Nathan, os gestos de carinhos, as palavras de amor ditas ao pé do ouvido, os pequenos mimos e atenção dispensada a ele foram os motivos, que o levaram a amar tão pedidamente aquele homem, sem falar que o sexo nunca era monótono. Joshua parecia um kamasutra ambulante.
Ele jogou a cabeça para trás, soltou um gemido longo e baixo quando o outro passou a mover a mão contra sua ereção, estimulando-o de maneira lenta e cuidadoso no mesmo ritmo da cavalgada, abaixou o corpo a fim de deslizar os lábios e a língua pelo pescoço e ombros do outro. Dando um verdadeiro banho de gato.
Joshua moveu o quadril para entrar ainda mais no corpo do menor, se é que era possível, enquanto o masturbava. O moreno apoiou as mãos sobre o seu abdômen e começou a acelerar o sobe desce, seu corpo estava suado por causa do esforço, ambos os corpos estavam quentes.
Nathan sentia os tremores espalhavam-se por todo o corpo e ele teve que segurar as coxas de Joshua para não se desequilibrar, um espasmo violento veio quando sua próstata foi atingida, ele arqueou as costas e gritou de prazer. O maior percebendo que o outro logo chegaria ao orgasmo, pediu que ele cavalgasse mais de pressa e no mesmo instante foi atendido, Joshua aumentou o ritmo da masturbação.
— Joooossshhh...E-eu vou... aaaahhh...
— Vamos juntos... humf..humf... Vem pra mim meu amor, goza... AAaaahhh...
Os dois chegaram ao ápice juntos, sentindo a onde de choque percorrer os corpos suados e exaustos do sexo intenso e extasiante.
Nathan caiu por sobre o corpo do maior e ficou tentando recuperar o fôlego enquanto escutava as batidas aceleradas do coração de Joshua e sentia o vibrar da carne em baixo de si. Passou os braços pelo pescoço largo e voltaram a beijar-se, apreciando um o gosto do outro de forma lenta e molhada.
— Parece que os cavalos apreciaram o nosso show. – O castanho falou sorrindo depois que apartaram os lábios.
Nathan virou o rosto para onde o noivo indicara, o casal de animais olhava da direção deles enquanto pastavam. Nathan bufou diante da gargalhada de Joshua e saiu de cima dele e automaticamente de cima do membro, flácido. Começou a vesti as suas roupas sendo observado pelo par de esmeraldas.
— Para de ficar me olhando homem, temos que voltar já está escurecendo e as crianças passaram o dia praticamente sozinhas. – Jogou as calças e a camisa para o vaqueiro que pegou no ar.
— Elas não estão sozinhas, Brian esta cuidando dos três. — Falou para o moreno que arrumava a cela da égua branca, presente dado por ele.
— Brian também é criança...
— Precisamos contar a novidade.
— Você acha que eles vão aceitar, quero dizer tudo bem que eles gostam de mim, mas daí a ser pai deles. – Nathan ditou preocupado ao lado da égua.
Joshua que já havia selado seu cavalo virou-se sorrindo e cheio de confiança, acalmou o outro.
— Claro, meu amor! Eles te amam e quando souberem que iremos à cidade para o casamento ai que eles vão adorar a idéia.
— Nós vamos à cidade?! Mas... – O tal neo estremeceu ao pensar em ser encontrado por Dominique.
— Não se preocupe é apenas uma vila ao norte daqui é pequena, mas lá tem um cartório e lojas onde você pode comprar as roupas e outras coisas que você precisa. – Ele subiu no cavalo – Eu só vou a cidade quando é para vender a colheita, pequenas coisas eu faço na vila mesmo é mais perto. Fica só meio dia de viajem, vamos...
Nathan aliviado e feliz colocou o pé no arreio pára montar.
— Aíaí...
— O que aconteceu? – Joshua correu até o tal neo que estava caído no chão.
— Você aconteceu... – falou entre dentes encarando-o – Por sua culpa eu não consigo montar, seu tarado sem alma.
— Ah, meu amor não fica bravo. Afinal de contas quem toma a iniciativa na maioria das vezes. – disse pegando o menor no colo e o colocando sentado de lado na cela do seu próprio cavalo. Ele subiu na montaria, para depois depositar um beijo nas bochechas rubras, segurou nas rédeas da égua com uma mão e com a outra guiava o seu animal com Nathan sentado a sua frente. Seguiram em direção a cabana conversando banalidades e apreciando o anoitecer. Nathan viu que já estavam chegando podia ver do alto da colina a cabana com as luzes acesas lá embaixo, viu também a cinco cabeças de gado pastando e resolveu perguntar para Joshua algo que sempre teve curiosidade, claro que Sara lhe contara a história por alto, mas ele queria ouvir da boca de Joshua.
— Joshua, o que aconteceu com os animais da fazenda? E porque você não tem empregados?
Joshua olhou para os fios negros as sua frente e os cheirou com carinho. Era normal a curiosidade do outro ele pensava, e já era tempo de falar sobre o passado. Depois de um longo silencio o maior suspirou, fitando o pasto a sua frente.
— A fazenda Redenção está em nossa família a muitas gerações. Eu costumava cuidar dela com meu pai, minha mãe morreu quando eu nasci então da família éramos somente nós dois. Na época era um lugar próspero, meu pai tinha dezenas de empregados e centenas de cabeça de gado, fora outros animais que ele criava para o abate. – Nathan se ajeitou sobre a montaria e continuou escutando as palavras de Joshua – Então um dia meu pai me pegou na cama com o filho do capataz, ele ficou fora de si, me espancou e só não me matou porque o pai do garoto interferiu, meu expulsou-me da fazenda, eu tinha quinze anos na época. Então depois de alguns anos eu tinha um emprego no mercado da cidade, conheci a mãe dos meninos depois de uma noite, em que ficamos, ela engravidou, ela era filha única de uma família de tradição, nos casamos. Quando ela estava grávida de Sara recebi a carta do advogado do meu pai dizendo que ele tinha falecido e que eu era o herdeiro.
O cavalo parou em frente ao celeiro e o vaqueiro desceu ajudando Nathan depois. Ele entraram no celeiro para guardar os animais.
— Meu pai tinha deixado uma carta para mim. – Ele fechou a cancela onde tinha acabado de guardar a égua branca e ficou encostado na mesma fitando o vazio. Nathan escutava tudo com atenção. – Na carta meu pai me pedia perdão, pelas atitudes que havia tomado e disse que ele tinha orgulho de mim e por isso estava confiando à fazenda a mim.
O castanho riu, parecia se lembrar de algo.
— O que foi? – Nathan perguntou chegando mais perto. Joshua ergueu a face e encarou o amado.
— Ele confiou a mim, um lugar que estava fálido. A fazenda esta hipotecada Nathan, ele usou todo o dinheiro que tinha para quitar dividas com comerciantes, distribuidores e com o pagamento dos empregados. Restaram apenas algumas dezenas de cabeça de gado, que foram envenenadas. – Nathan pôs a mão sobre o ombro de Joshua e este a apertou com carinho, ele sentia o apoio que o menor tentava lhe passar e isso de alguma maneira o confortava – Existem pessoas com cacife que querem a fazenda e acho que estão pressionando o banco, que me deu até o fim do ano para pagar a hipoteca. Eu não tenho com conseguir esse dinheiro em dois meses.
— Mas você não irá vender os cavalos que domou e os legumes? A plantação de milho está linda...
Joshua balançou a cabeça em sinal de negação.
— Nathan isso não basta é muito dinheiro eu precisaria de dezenas de cavalos e de um hectare de plantação e eu e Brian não daríamos conta, sem a ajuda de mais mão-de-obra.
Nathan observou o maior alimentar os cavalos com um semblante triste. Ele queria fazer algo para ajudar, mas não via como. Ah não ser...
— Meu amor, acho que posso ajudar.
Joshua parou para escutar o amante.
— Bem, eu tenho algumas joias... Poderíamos vendê-las, são valiosas.
O castanho se ergueu e fitou o tal neo com um semblante serio.
— São as jóias que ganhou quando estava naquele lugar? – O maior falava de uma maneira sombria – De homens que se deitaram com você e se aproveitaram do seu corpo?
Nathan não gostou do tom que o maior usou ao falar.
— Não é bem assim, elas foram presentes de clientes, um pagamento foi à forma que eles encontravam de aliviar a consciência. Eu tenho direito de possuí-las, não fale como se isso fosse um crime. – falou magoado.
— Ah, então você quer que eu aceite o pagamento que você recebeu por vender seu corpo, para pagar as minhas dívidas. – Joshua alterou a voz – Quer me comparar com o tal de Dominique? Quer fazer de mim seu novo cafetão?
— Não é nada disso...
— Então o que é Nathan, Hã? você acha que eu não sou capaz de cuidar de você e dos meus filhos? Você não está gostando de viver aqui? Sei que não temos luxo, coisas belas e finas como você está acostumado...
— Para com isso Josh, não é nada disso... – O moreno sentia as lágrimas escorrendo pela face – Eu só queria ajudar.
— EU NÃO PEDI A SUA AJUDA!
Nathan estremeceu quando o outro gritou, nunca tinha visto Joshua tão alterado. Pareceu ao menor que tinha entrado em um terreno perigoso, decidido a não discutir mais, deu as costas para o castanho e seguiu em direção a saída, mas antes de conseguir chegar ao seu intento uma vertigem lhe atingiu e sua vista ficou embaçada, seu mundo começou a girar e, em seguida, houve trevas.
Joshua arregalou os olhos e antes que o menor fosse de encontro ao chão ele o tomou nos braços.
— Nathan... Nathan... Meu amor acorda... – ele dava leves tapas na face do outro que estava muito pálida. – Droga! – Balanceou o peso do tal neo em seus braços e saiu apressado em direção a cabana.
Continua...
Notas finais
PS: O photobucket bobo tá excluindo as imagens mais quentes então por isso não é possível visualizar as imagens em alguns capítulos. Gomen.
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