Redenção
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Então acabei de fazer este capítulo, espero que gostem, estamos no começo da fic então já sabem estamos conhecendo como são os personagens, tenham paciência...rsrsrsrs
Não está betado.
Capítulo 01
Angel abriu a janela dupla do seu quarto na * Maison de Plaisirs, sentindo o vento gelado da tarde, que carregava com ele o fedor do desencanto. Após cinco anos sendo violentado por Dominique ou melhor treinado, como o dono do bordel costumava dizer. Angel foi transferido para aquela mansão que ficava na mesma propriedade de Dominique, só que era algo mais “reservado”. O local era um prostíbulo onde somente os mais ricos e milionários frequentavam. Afinal não era qualquer um que conseguia pagar pelos favores sexuais dos mais belos homens e mulheres da cidade, sem falar o alto valor que era cobrado para se ficar por poucas horas com o único Tal Neo do lugar.
Após três anos Angel tinha se tornado o melhor prostituto do lugar sendo disputado por muitos , ele era a mina de ouro de Dominique que o guardava a sete chaves e não permitia que o garoto ficassem nem um momento sem ser vigiado, pra isso tinha sempre um dos homens de Dominique dia e noite o vigiando, os únicos momentos que se não tinha os olhos de alguém sobre si, era na hora em que estava trancado em seu quarto, quando ia ao banheiro ou quando estava dormindo. No restante do tempo tinha sempre alguém lhe acompanhando aonde quer que fosse. Depois da tentativa de fuga há dois anos, Dominique se tornara mais perverso e possessivo.
Angel fechou as janelas com um sorriso triste na face. Era sempre doloroso lembrar-se de Max e do seu filho que não conhecera. Max era o filho do jardineiro da mansão, ele se aproximará de Angel e os dois se apaixonaram, ele foi o único que Angel se entregou com prazer e após algum tempo descobriu que estava grávido, não havia tomado os cuidados necessários e isso era algo que Dominique jamais poderia saber. Quando contou sobre a grávidez para Max ele se mostrara feliz e planejou a fuga dos dois, mas antes de conseguirem passar pelos portões da imensa propriedade ele foram capturados. Max foi espancado até a morte junto com o pai, e quando Dominique descobriu sobre a grávidez contratou um médico para fazer o aborto. O procedimento fora feito sem anestesia ou cuidado exigência de Dominique, disse que era para que Angel não se esquecesse deste dia e assim nunca mais tentasse fazer nenhuma das duas besteiras, fugir ou engravidar. Depois de três dias de infecção e que quase morreu, ele começou a se recuperar, o médico lhe informara que provavelmente não poderia mais ter filhos e Angel chorou até que as lágrimas secassem.
Depois deste episódio ele desistiu de sua liberdade, finalmente Dominique o havia domado, o havia quebrado por inteiro.
Ele caminhou pelo quarto repleto de riquezas e requinte. A decoração, os moveis, quadros, tapetes, roupas de cama, as jóias e a própria roupa que usava todos presentes de clientes que o bajulavam e falavam juras de amor quando estava na cama. Tinha se tornado bom na arte de seduzir, os mesmos tolos da sociedade que fingiam não o conhecer, quando suas esposas o chamavam de promiscuo quando o via na rua, eram os que procuravam consolo exatamente onde sabiam que não teriam: em seus braços.
O moreno de olhos vermelhos entrou no banheiro e ligou a torneira para encher a banheira, ainda perdido em seus pensamentos não viu quando a porta do banheiro foi aberta.
Dominique permaneceu parado encostado no umbral da porta, não cansava de admirar aquele corpo, angelical tantas vezes o tomou e nunca ficara satisfeito por completo. Sua mina de ouro, nesses oito anos em que Angel fazia parte do seu bordel enriquecerá de maneira absurda e mais do que isso, sua influência na sociedade tinha aumentado assustadoramente. Por isso é que perdoava certos deslizes daquele garoto de espírito indomável. Foi tirado de seus devaneios quando o menor o olhou por sobre os ombros e sem dar mais atenção ao invasor se despiu e entrou na banheira.
Dominique suspirou e começou a levantar as mangas da camisa, se ajoelhou do lado de fora da banheira e pegou uma espoja com sabonete liquido começou a lavar as costas do moreno.
— Você sabe que não gosto deste tipo de atitude, Angel. – ele falava enquanto esfregava com cuidado as costas brancas – Ele veio reclamar comigo, queria o dinheiro de volta disse que você simplesmente não quis obedecer. Sabe que ele é o maior empresário da nossa cidade.
— Eu não...
— Shii... Eu sei que você não queria tranzar com ele o filho ao mesmo tempo. Sei também que isso é minha culpa por mimá-lo demais – Ele falava calmo mas havia certa frieza em seu tom – Para me compensar por essa atitude, você estará recebendo o senador Carter e dois amigos dele na suíte especial, e como presente deixarei que sirva somente eles por esta noite.
Angel se levantou de súbito derramando água para fora da banheira. Seus olhos vermelhos olhavam com fúria para o francês.
— Eu não farei isso. – Falou com os punhos fechados.
Dominique se levantou devagar e limpou a água do rosto. Se virando para sair do banheiro ele avisou:
— Tudo bem, mandarei a Mai Ling, mas não sei se o senador será tão gentil com ela. Lembra-se como ela ficou da última vez.
Angel retesou no lugar fechando as mão em punhos. Apesar de toda benevolência, que o senador demonstrava com ele, as vezes, com os outros poderia ser um verdadeiro tirano.
— Eu vou.
— Muito bem sabia que tinha juízo ainda nessa cabecinha linda. – O francês voltou para perto de Angel – Agora senta-se hoje eu irei cuidar de você, vou ajudá-lo a se arrumar, o senador disse que quer você vestido com o quimono que ele enviou, coloquei-o em cima da sua cama. – Dominique agora lavava os cabelos do menor – Não sei que fixação é essa por coisas da Ásia.
O homem continuou falando enquanto banhava Angel que tentava engolir todo o ódio que sentia, não poderia demonstrá-lo tinha que continuar fingindo. Sabia o que lhe aguardava esta noite o Senador era um sádico, e se ele pediu a suíte especial e ainda por cima traria amigos, esse com certeza seria a pior noite de Angel que até então, nunca ficará com mais de um cliente por vez e nunca aceitará participar das orgias na suíte reservada para isso e para sadomasoquismo. Mas o que poderia fazer jamais deixaria que sua única amiga na mansão, a pessoa que era como uma mãe para ele estivesse no seu lugar.
— Prontinho, agora vamos para o quarto vestir uma roupa e descer para o lanche, daqui à uma hora abriremos. – O tal neo sentia asco ao ouvir aquela voz irritante do homem que fingia ser algo que não era.
Sem dizer uma única palavra Angel se deixou ser tocado pelo maior, que com a desculpa de vesti-lo aproveitou para acedia-lo e somente depois que Angel o fez gozar através do sexo oral foi que o homem o deixou sozinho. O moreno terminou de se arrumar e penteou os cabelos negros que estavam com um corte repicado que ia até os ombros, passou um lápis preto nos olhos fazendo assim com que a cor vermelha fosse ressaltada. Arrumaria o restante depois do lanche, pois essa era hora que todos os meninos e meninas da casa se reuniam, ninguém poderia se ausentar e deviam ser pontuais sob pena de serem castigados, outra exigência de Dominique. Angel suspirou e saiu do quarto vendo Carl o seu vigia parado do lado de fora. Sem mesmo olhar para o homem imenso que já o seguia, ele seguiu através do longo corredor até as escadas. Desceu as escadas duplas e atravessou o grande salão onde alguns empregados já arrumavam os sofás e divãs que seriam usados mais tarde, cumprimentou-os educados e seguiu até uma porta dupla de madeira maciça, nem mesmo bateu e a mesma foi aberta pelo mordomo de Dominique. Angel ainda sentia calafrios toda a vez que olhava para aquele homem, não conseguia esquecer a cena em que Robert fora morto por ele estrangulado. Ele abaixou a cabeça sobre o olhar do homem e caminhou até a mesa onde todos estavam reunidos, se aproximou de onde a amiga chinesa estava e sentou-se ao seu lado ignorando o gesto de Dominique para que sentasse ao seu lado.
— Não o provoque, Nathan. – Mai Ling disse sorrindo para o amigo ela era dez anos mais velha que o tal neo, Apesar de ser uma prostitua não abria mão de ir a igreja todos os domingos e arrastar Angel com ela dizia sempre que ele devia ter fé. Depois que ele fora tomado por Dominique na noite em que chegara a mansão, fora ela quem cuidara do garoto. Depois disso se tornaram inseparáveis, ela o defendia quando era necessário e graças a ela que Angel não começou cedo, somente depois dos quinze anos como ela tinha conseguido convencer Dominique. Ela cuidou dele quando era criança e ficava doente, ensinou-o a ler e escrever e no momento mais difícil de sua vida quando teve o filho e amante assassinados, foi a chinesa quem o tirou do abismo o trazendo a tona novamente, com palavras e gestos de carinho. Sempre dizendo que tudo iria ficar bem, que tudo ia mudar. Mas Angel não acreditava na esperança, não acreditava em uma segunda chance e não acreditava em Deus. Ainda se lembrava onde a esperança e a fé tinha levado seu pai.
— O que ele pode fazer? Me bater? Me estrupar? – Disse emburrado – E além disso meu nome é Angel. Nathan morreu há oito anos, quando cheguei neste maldito lugar.
— Nathan foi o nome que seu pai lhe deu, o qual você foi batizado, não rejeite a única coisa que lembra o quão humano você ainda é. – disse a mulher sabiamente.
Ficaram em silêncio por um tempo degustando as guloseimas e sucos que estavam dispostos sobre a grande mesa. Angel correu os olhos pelo local havia cerca de trinta garotas e garotos ali, a casa era mista podendo assim satisfazer os mais variados gostos, existiam prostitutos ali de vários lugares. A maioria detestava Angel por ele ser um Tal Neo ou tinham inveja por que achavam que ele era favorecido por Dominique, por ser o favorito dos clientes, e por ser o mais caro ali somente os mais poderosos poderiam tê-lo. Mas apesar disso Angel não tinha nada, nem um tostão, muitos dos presentes que recebia dos clientes todos de maior valor em sua maioria estava bem guardada no cofre de Dominique, ele conseguia desviar uma ou duas jóias de vez enquanto as guardava em seu esconderijo no jardim. Nenhum deles recebiam nada por esta ali, não eram pagos. Não passavam de escravos do sexo enchendo os bolsos de Dominique de riquezas e o tornando um homem importante. Ele desviou o olhar quando percebeu Gabriel o fitar intensamente, ele era apenas mais um que deixava bem claro, todos os dias, o quanto odiava o moreno.
— Soube que ficará com o senador esta noite e que ele trará amigos. – Ele disse ainda fitando Angel – Então finalmente vai descer do pedestal. Se bem quem que ele deve esta pagando uma quantia absurda para comprar essa sua bunda. – O latino falava com desdém – Só assim para o mestre permitir que estraguem o brinquedo mais precioso dele.
— Do que ele está falando, Nathan? – A amiga perguntou.
— Isso mesmo que você escutou, hoje estarei servindo o senador.
Nesse momento Angel sentiu um arrepio passar pelo seu corpo ao perceber que a amiga se levantou e começou a caminhar em direção ao dono da mansão.
— Mai Ling, não...
Ele olhou para Gabriel que sorria debochadamente. Se levantou indo até os dois viam o ódio crescendo nos olhos de Dominique à medida que a chinesa falava. Ele chamou o mordomo com um olhar e quando esse se aproximou dos dois.
Angel prevendo o que acontecia se aproximou rapidamente.
— Mai ling venha comigo por favor. – disse puxando a chinesa pelo braço.
— Ela não vai a lugar nenhum com você Angel, Magowan irá conversar com ela.
A última vez que o mordomo conversou com um dos garotos este permaneceu em coma até a morte. Angel sentiu o corpo tremer e chegou perto de Dominique e se ajoelhou ao seu lado.
— Por favor mestre não faça mal a Mai, ela estava nervosa, por gostar muito de mim não quer que eu sofra, ela ainda não sabe o quão forte eu posso ser. Por favor prometo recompensá-lo.
Neste momento todos os olhares estavam voltados para a cena, o ar pesado estava quase que palpável.
— Acalme-se minha criança, claro que deixarei passar. – Ele fez um sinal para que ele senta-se em seu colo. Angel fez o que ele pediu – Mas dá próxima vez nem você poderá salvá-la.
Ele aproximou a boca da orelha do jovem tal neo e mordiscou o lóbulo para dizer em seguida:
— Agora me mostre o quão agradecido você está.
— Sim vamos para o meu quarto. – O moreno disse fazendo menção de se levantar – Não aqui está bom, gosto de platéia.
Ele desamarrou o quimono que Angel usava enquanto o garoto perplexo olhava a amiga abaixar o rosto. O mordomo e o segurança olhava tudo com um sorriso sínico na face. Quanto aos outros alguns constrangidos demais voltaram-se para seus pratos de comida. Enquanto a maioria se divertia com a cena incluindo Gabriel, que adorava ver Angel humilhado.
Dominique levantou Angel do seu colo e deitou seu corpo nu em cima da mesa, abriu as pernas dele e sem cuidado enfiou seu falo duro na entrada não lubrificado. Angel gritou de dor e sentiu seu corpo tremer. As estocadas começaram enquanto ele ouvia alguns cochichos e risadinhas dos outros que ainda estavam sentados a mesa.
O homem metia com violência e parecia ficar mais excitado a cada expressão de dor que arrancava de Angel. Para todos os lugares que ele olhava alguém estava com os olhos sobre si envergonhado ele fechou os olhos.
— Abra os olhos. – Dominique ordenou.
— ....
— Abra os olhos ou prefere que eu chame o Gabriel para me ajudar.
Angel abriu os olhos e ficou encarando Dominique com ódio e rancor. Não agüentava mais aquele homem. Angel odiava ávida que levava. Odiava Dominique. Odiava Carl. Odiava Magown. Odiava a própria impotência deprimente e acima de tudo odiava os homens, por sua incessante busca de prazer em seu corpo.
Sentiu o outro gozar dentro de si, para retirar o seu membro agora flácido e fechar ascalças. O francês olhou para o corpo nu em cima da mesa.
— Acho que fui bem recompensado. E você está preparado para a noite. – Virrou-se para o restante que o olhavam apreensivos – E vocês vão se arrumar abrimos em meia hora. No mesmo instante ouve-se um murmúrio na sala de jantar todos saindo para seus aposentos. – Você também Mai Ling suba e vá se arrumar e agradeça a Angel por ter livrado seu rabo duas vezes hoje.
O mordomo saiu segurando a mulher que estava chorosa e não disse nada apenas se deixou ser guiada.
— Levante-se Angel não foi tão ruim assim, você não pode ser tímido nesta profissão e não pode dizer que não está preparado para esta noite. Vá tome um banho e se arrume. – Angel se ergueu com dificuldade sendo ajudado por Dominique.
— Carl leve-o para o quarto e fique com ele até o senador chegar. – virou-se novamente para o tal neo – E meu beijo cadê? – Perguntou sorrindo.
Angel alcançou os lábios do maior e depositou um selinho ali.
— É por isso que te amo. Sempre obediente no final. Essa noite dê prazer para o senador, pois preciso que ele me ajude, afinal preciso de outros assim como você, mas estou tendo problemas para consegui-los, então vou precisar da ajuda dele. – Ele ajudou o menor a colocar o quimono – Nada que o poder de um anjo não consiga. Carl acompanhe-o.
Dominique ordenou saindo da sala.
O segurança fez que ia pegar o moreno no colo vendo que mal ele ficava em pé, mas Angel o afastou com brutalidade e saiu da sala a passos lentos. Suspirou ao entrar em seu quarto e sentar em sua cama, estava cansado. Sim, aos 18 anos, já estava cansado de viver e resignado pelo fato de que nada jamais mudaria.
Notas finais
Agradeço o carinho e os reviews que são o meu termômetro e vcs a minha inspiração. Bjs e até o próximo.
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