Redenção
2 Cecidere aparece. Uma certeza inesperada?
Notas iniciais
Porque ele esta aqui? Eu estava certo de que teria férias sem perturbações... Aquele Angelus, com certeza esta aqui para observar meus movimentos. Tenho que tirar isso a limpo.
E com isso Venator saiu da piscina da onde estava e voltou a seu apartamento, trocou de roupa e saiu. Bateu na porta a frente que se abriu. Venator ao ver seu inimigo a sua frente pegou-o pela gola da blusa o levantando e deixando próximo ao seu rosto.
- Angelus, o que você quer aqui desgraçado?
Um casal passa pelos dois. Entreolham-se e seguem cochichando.
- Dirija-se a mim como Sawada Tsunayoshi nesse mundo Venator.
- Como?
- Sawada Tsunayoshi – deu um tapa na mão de Venator fazendo com que ele soltasse a gola da camiseta — seu mestre deve ter te dado um nome também. Mesmo que seu nome não seja tão conhecido como o meu é muito incomum e vários humanos estudam latim. Presumo que seu mestre o nomeou não?
- Hum. Você esta certo. Então nesse caso dirija-se a mim como Gokudera Hayato.
- Voltando ao assunto, eu estou de férias aqui como você...
- Como sabe disso maldito?
- Não lhe interessa
Venator empurrou Angelus para dentro do apartamento e fechou a porta atrás de si.
- Tudo bem que eu não saiba, mas eu lhe avisei não foi?
- Avisou?
- De que na próxima você não iria escapar
Venator o empurrou de novo, mas desta vez fazendo com que ele caísse no chão. Ele encarou os olhos alaranjados do seu alvo e hesitou.
Ahh de novo aquela sensação terrível. Mas afinal o que é isso? Eu não consigo me mexer, não consigo socar ele... Por quê? Porque não consigo? Parece que meu corpo rejeita a idéia de ver ele caído e sem vida no chão ou no mínimo socá-lo. Eram minhas ordens antes de tudo, porque não consigo?
- Hesitante como sempre ou é só comigo Venator insolente? Ou como é chamado agora Gokudera-san
- Não lhe interessa.
- Acho que devo lhe falar que posso adivinhar mais coisas do que você imagina
- Adivinhar – Venator riu – é adivinho agora?
- Não.
- Então o que maldito? – Venator alterou-se
- Como as humanas fêmeas eu tenho o sexto sentido. A percepção. Foi assim que adivinhei que você estava aqui de férias e que você estava se aproximando aquele dia...
- Porque esta revelando isso a mim? Não sou considerado seu inimigo?
- Não sei por quê. – levantou-se -.
- Como assim não sabe por quê. Você não acaba de dizer que tem o “sexto sentido”?
- É irrelevante. Agora por favor, retire-se
- Você e eu ainda não acabamos.
Venator saiu do apartamento de Angelus e foi para o seu. Entrou e deitou-se no sofá.
- Porque ele me contou aquilo? E no meio da conversa... Pff se aquilo se pode chamar de conversa. E porque hesitei de novo? É a segunda vez. É terrível, não ter controle sobre o próprio corpo. Porque não consigo me mover para atacar ele? E Porque ele? Entre tantos anjos que já matei nunca encontrei um que me fizesse parar e pensar se aquilo é realmente necessário. Tanto sangue em minhas mãos de criaturas tão belas e que nunca fizeram o mal a ninguém e que só querem evitar mais mortes... – Venator se estapeou – Porque estou pensando assim? São minhas ordens e eles que estão errados... Escondendo a verdade desses mortais imprestáveis. Mas aquelas orbes laranja me fazem pensar o que os humanos fizeram de tão mal assim... – Venator estapeou-se pela segunda vez – Porque eu to pensando nele de novo? Afinal o que ele tem de tão especial assim em? Só mais um anjo... Um anjo lindo – A imagem da criatura divina de calção de banho veio em sua mente – Chega! Tenho que sair desse lugar pelo menos até esquecer esse assunto... Depois eu volto.
Venator saiu em direção ao elevador deixando um rastro de barulho por causa das pesadas passadas que dava. Dentro do apartamento de Angelus o barulho ecoou.
- Ele vai acabar quebrando o chão desse jeito
Venator que tinha os cinco sentidos apurados mais apurado do que um animal ouviu a reclamação de Angelus gritou da porta do elevador.
- Angelus isso não lhe interessa se eu deixo ou não de quebrar o chão seu maldito
Angelus só escutou o grito e se surpreendeu.
Como ele ouviu o que eu disse?Hum... Interessante. Acho que devo descobrir se ele tem mais algum sentido apurado. Provavelmente ele venha a ter todos eles apurados. Tenho certeza de que não tem o sexto sentido se não ele poderia ter adivinhado o que eu estava pensando na hora em que ele me tocou no chão – pensou despreocupado em quanto se lembrava -.
- Hehe’ o quanto ele deve ter malhado para conseguir músculos definidos desse jeito? E esse temperamento explosivo... – repreendeu-se mentalmente –.
- De novo com esses pensamentos sujos Angelus, assim acabara como eu...
- Cecidere, O 9º filho de Miguel caído. Nosso pai não o proibiu de vir a contato com os nossos demais irmãos?
- Ele não manda mais em mim não? E eu sou muito chegado em você irmãozinho...
- O que quer aqui Cecidere?
- Você anda pensando muito nesse Venator... Por quê?
Angelus hesitou por um momento como se parecesse buscar uma resposta para a pergunta feita.
- Não faço a menor idéia, mas para você não importa o que penso ou não.
- Acho que você sente atração por ele... Não te repreenderia até porque ele é realmente bonito – mordeu o lábio inferior-.
- Não ouse falar assim.
- Ahh ai esta a prova, você gosta dele
- Maldito. Sempre me sondando o que quer – franziu o cenho colocando a mão na testa – Está satisfeito?
- Ainda não, quando eu conseguir provar que você o ama eu não desistirei
- Esta em uma busca perdida Cecidere, eu nunca o amarei
- Isso é o que você diz, como mamãe dizia: não seu pode escolher por que vai se apaixonar...
- Por favor, Cecidere retire-se
- Eu vou, mas em breve estarei aqui irmãozinho
- Apareça quando precisar, mas não toque nesse assunto novamente.
- Você não pode me impedir Angelus.
- Vá, agora!
Cecidere desapareceu em pleno ar. Angelus ficou parado olhando para o nada pensando no que seu irmão lhe disse.
Apaixonar-me por um Venator? Impossível.
Deitou-se no sofá e ficou pensando em como resolveria a ordem dada por seu mestre. Ouviu passos vindos de fora do seu apartamento.
- Venator, finalmente voltou... Aonde esteve esse tempo todo?
Venator que do outro lado do corredor estava a abrir sua porta não se conteve em soltar um grito de raiva
- Não lhe importa Ange... – se conteve e pensou no que os humanos fariam se ouvissem o nome Angelus – Sawada Tsunayoshi
Venator entrou e bateu a porta.
- Boa noite Gokudera Hayato – cochichou e sorriu -.
Do outro apartamento Venator ouvia tudo o que Angelus falava.
- Boa noite Sawada Tsunayoshi – sorriu por final -.
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