Notas iniciais
O QUE ACHARAM DA NOVA CAPA??? Eu adorei! hahaha
Queria agradecer imensamente as meninas que comentaram! Graças a vocês é que Rede de Segredos é postada! Obrigada pelo carinho, e um enorme abraço de boas vindas as leitoras novas!
Bom, é isso ai, boa leitura e nos vemos lá em baixo! :)

Edward apertou o play e ouviu novamente a voz dela inundar sua sala de estar. Não saberia dizer quantas vezes tinha repetido aquele mesmo gesto e sabia que se encontrava viciado no fato, seus dedos automaticamente já procuravam o botão. Recostou a cabeça no sofá e fechou os olhos absorvendo-se na fala da mulher.

– Matei Thomas Barclay sim. Porque para a máfia, ele precisava morrer. Era uma testemunha e não poderia sair daquele quarto andando. Eu não sei por que Charles matou aqueles homens e, francamente, não me interessa saber. Certamente se meteram no que não deviam, ou então não estariam em sacos pretos agora.

– É impressionante o modo calculista com que você trata o assunto.

Edward ouviu a risada de Isabella, maléfica.

– Porque são negócios, e negócios devem ser tratados assim. Ou você acha que os traficantes que eu lido, os donos das casas de prostituição, e mais tantas outras figurinhas da criminalidade, me respeitariam se eu fosse tomada de piedade?”

Um barulho se fez na sala e Edward parou a gravação. Eram palmas. Sua respiração travou e teve que conter-se para não esfregar os olhos.

Encostada em um canto escuro, totalmente vestida de preto, estava a dona da voz que ouvia repetitivamente nos últimos dias. Não soube detalhar o que sentiu, era inacreditável o fato dela se encontrar ali, parada em seu apartamento. Teve vontade de sorrir, há dois dias não a via, e por um momento chegou a pensar que ela não estivesse bem.

Levantou-se rapidamente do sofá, ao mesmo tempo em que as palmas dela cessavam. Nesse instante percebeu o que ainda carregava nas mãos, e consequentemente o que ela tinha ouvido...

– Isabella... – Começou receoso, mas a mulher não lhe deixou terminar a frase.

– Meus parabéns, Federal. Conseguiu gravar uma confissão de culpa sem que eu ao menos desconfiasse. Por um momento fiquei impressionada.

Edward deu um passo para frente, ao mesmo tempo em que a criminosa também o fazia. Ela estava com uma calça jeans colada, botas de salto alto, e uma jaqueta de couro. Esse estilo de roupas definitivamente caia bem para ela.

– É uma pena. – Ela suspirou, uma pitada de ironia tingindo a sua voz.

Edward franziu as grossas sobrancelhas. Sua mente formulando o porquê de Isabella se encontrar ali. Teria conhecimento da gravação? Não era mais relevante, no entanto. Se ela não soubesse antes, tinha acabado de descobrir. O agente sabia que aquilo não era uma coisa boa e condenou-se mentalmente por toda sua procrastinação.

– O que é uma pena, Isabella?

Os olhos da mafiosa congelaram-se no rosto de Edward Masen.

– Que você tenha que morrer.



–--



Alguns minutos atrás...



Isabella passava o lápis preto com destreza, adornando os olhos azuis, tentando enviar algum sinal de saúde para seu rosto sem vida.


Não dormia há algum tempo.

Passou os últimos dias estudando os horários de seu alvo, juntamente com a sua vida. Chegou cogitar ligar para Charles e falar sobre a mãe e a irmã de Edward Masen, e de como poderia chantagea-lo. Chegou a considerar desvendar o caso de Carlisle e utilizar o que descobriria como moeda de troca. Porém, não adiantaria. E aquela demora incomodava Isabella. Era apenas matar uma pessoa. Uma vida, como muitas que ela já tirara.

Só que se tratava de Edward Masen. E não saber por que a porra do fato chegava a arranhar a parede de sua consciência, estava deixando Isabella louca.

Consertou o cabelo pelo espelho do retrovisor, tentando deixa-lo civilizado, já que não parou em nenhum momento de passar a mão por ele, assanhando-o, como se tivesse desenvolvido uma espécie de toque. Achando que as madeixas negras já estavam comportadas, decidiu por dar o detalhe final de seu visual.

Chegou a abrir a caixinha do batom, mas assim que ela viu a coloração vermelho sangue desistiu de usa-lo. Sangue. Entraria em contato com o sangue de Edward Masen em alguns minutos... Não. Não passaria o batom vermelho. Guardou o estojinho e mordeu seus lábios fortemente para dar um rosado a mais a sua coloração natural, tentando não analisar a fundo porque se renegara a utilizar o cosmético.

E agora ela estava ali, parada no meio da sala de Edward Masen. Lugar onde nunca imaginou se encontrar antes. Planejava interroga-lo sobre a existência das provas, mas agora não era mais necessário. Ele realmente as possuía.

E ela deveria fazer o seu trabalho.

– Pretende me matar, Isabella? – Edward abriu um sorriso de canto, duvidando das palavras da mulher a sua frente.

– Pretendo e vou, Agente Edward Masen. – Ela respondeu firme. Mas em seu interior ela quase tremia. Não por ter que mata-lo, mas sim por estar perto dele. A figura masculina despertava coisas em seu intimo que ela não estava habituada, não sabia lidar e, definitivamente, não gostava.

– E por que devo acreditar dessa vez? – Isabella quase voou no pescoço largo pelo comentário jocoso, mas controlou-se, tratando de manter os pés firmes no chão.

– Porque não sou eu quem quer que isso aconteça, Federal. – os olhos verdes alargaram-se alguns milímetros, analisando o sentido daquela frase – Você é meu alvo, Masen.

Edward engoliu em seco.

– Charles Swan me quer morto?

Isabella limitou-se a balançar a cabeça.

– Por que? – perguntou descrentemente.

Os olhos de Isabella voltaram-se para o gravador.

– Ainda pergunta?

Edward deu mais um passo para frente, e ao contrário do que pensou, Isabella não fez menção de se distanciar.

– Eu disse para sair do meu caminho, Federal. Não pode dizer que eu não o avisei. Mas você contraria tudo o que eu peço, não é? Em que porra estava pesando? Acha que pode tocar em um membro importante da máfia como eu? Nem os melhores agentes conseguiram fazer isso em toda a história da existência da instituição.

– E o que você pretende fazer Isabella? – Ele escrutinou a figura feminina, medindo os possíveis lugares que poderiam abrigar uma arma.

– Primeiro – ela disse dando um passo e ficando tão perto de Edward que os corpos quase se encostavam – Vou te ensinar uma lição que a socialite da sua mamãezinha não foi capaz de ensinar. Deve-se sempre respeitar os superiores, Agente Masen. Depois, talvez eu deixe você escolher o local que a bala fatal vai lhe atingir. Acho que vai querer um caixão aberto, certo? Isto é, se acharem o seu corpo...

Edward sustentou o olhar dela com impetuosidade.

– Estou pagando para ve...

Ambas as mãos de Isabella atingiram os ouvidos de Edward fortemente, deixando-o zonzo e impossibilitado de reagir a qual quer que fosse o próximo golpe, no caso, um chute atrás do joelho que fez com ele caísse no chão instantaneamente. Assim que seus joelhos atingiram o piso de madeira do apartamento, recebeu um chute no meio do peito, seu corpo pendeu para trás caindo em um baque surdo enquanto ele soltou um gemido de dor.

Assim que foi capaz de localizar a mulher novamente viu como seus olhos estavam frios e impiedosos.

– Levante-se e me enfrente, Masen.

Mas Edward não o fez, aspirou o ar e rodou noventa graus rapidamente pelo chão, firmando sua perna boa e dando uma rasteira em Isabella. Mas, devido sua recente letargia, não fora rápido o suficiente, e alguns instantes antes Isabella pulou, escapando de seu golpe e lançando-lhe um olhar surpreso.

Edward tentou sugar mais ar e pendeu seu dorso para trás, ganhando impulso e logo jogando-se para frente, levantando em um pulo, mesmo que seu joelho direito protestasse com o movimento.

Isabella lançou-se para ele como uma ferina poderosa, mas o agente conseguiu segurar o braço que o atacaria, e o girou bruscamente, fazendo com que o corpo de Isabella ficasse de costas e colado ao seu.

– Será que você pode me ouvir por apenas um segundo? – Ele perguntou, em um tom rude e baixo perto do ouvido dela. Nada poderia ser mais sedutor. O corpo de Isabella se arrepiou completamente e ela ficou em estado de choque por alguns instantes. Edward, valendo-se do estado da criminosa, desceu suas mãos pela lateral do corpo dela, e retirou a arma que se encontrava guardada no cós da calça, não sem antes apertar descaradamente o quadril da criminosa.

Ela se virou instantaneamente desferindo um cruzado de esquerda que acertou um pouco acima da mandíbula do Masen.

– Não se atreva a me tocar dessa maneira – ela sibilou.

Edward riu, massageando o local atingindo.

– Como se você não desejasse por isso, não é mesmo, Isabella? – ele jogou a arma em qualquer canto da sala, e vendo a mulher correr para cima dele não teve alternativa ao não ser desarma-la, girando-a em seu próximo eixo, logo após soltando seu corpo.

Isabella caiu com força em cima da mesinha de centro da sala, o vidro espatifou-se em pedacinhos que se espalharam nas mais variadas direções. Ela soltou quase um grito de dor, e aquele som se instalou diretamente no peito de Edward.

– Isabella... – aproximou-se um pouco dela, e a viu retirando um caco de vidro da coxa com um gemido – Eu... Eu vou pegar o kit de primeiros socorros...

Ele a machucara, ela estava ferida. Então porque era ele que se sentia atingido?

Deu as costas para procurar os medicamentos no armário do banheiro, mas sentiu duas pernas rodeando seu quadril, um braço fino prendendo o seu pescoço.

Ela estava bem.

– Não seja patético, Agente Masen. Eu não sou uma donzelinha que precisa de cuidados. – disse ao pé do ouvido dele, e foi a hora de Edward Masen tremer. Por extinto, levou suas mãos embaixo das coxas de Isabella, apoiando-a naquela posição.

– Preferia que estivesse de frente, mas não posso dizer que não aprecio essa posição Isabella. – Ele disse, acariciando as coxas da mulher.

Isabella soltou um grunhido e desprendeu suas pernas do quadril de Masen. Seu corpo ficou sustentado no ar apenas pelo braço ao redor do pescoço de Edward, sufocando-o instantaneamente.

– Você pediu por isso Isabella – ele falou, rouco pela falta de ar, e bateu o corpo de Isabella três vezes na parede, até que a mulher finalmente soltou seu pescoço e caiu no chão.

Edward já lhe dava as costas novamente quando ela o puxou pelos tornozelos, fazendo com que ele caísse ao chão, arrependeu-se do fato instantaneamente. Jamais ganharia um luta de imobilização contra ele.

Foi então que ela visualizou a arma. Perto dos dois, uns dois metros do Agente Masen. Passou por cima dele, arrastando-se pelo chão, e vendo o que Isabella planejava Edward puxou seu pé, recebendo um belo chute em resposta.

Isabella pegou a arma, ofegante, e levantou-se. A empunhou para o Agente Masen.

– Alguma última consideração?

Edward levantou do chão e lançou um olhar desafiador para ela.

– Vá em frente. Me mate, Isabella.

– Está achando que eu não vou? – Isabella engatilhou a arma.

Edward deu um passo a frente.

– Tenho certeza... – Edward disse, apesar de que no fundo seu senso de proteção gritava para lutar pela sua vida.

Isabella fechou os olhos em duas fendas, completamente enfurecida.

– E o que te faz ter tanta certeza?

Ele suspirou, dando mais um passo.

– Porque você já teve várias oportunidades, e não foi adiante em nenhuma delas.

– Antes você não era meu maldito trabalho! – Ela praticamente gritou, querendo convencer, sobretudo, a si mesma.

– E também – ele continuou, fingindo não ter ouvido o comentário anterior – pelo mesmo motivo que eu não consegui te entregar até hoje.

Isabella arregalou os olhos.

– E que porra de motivo seria esse?

Edward deu uma risada triste.

– É o que venho tentando descobrir, Isabella. – Deu mais um passo, se estendesse o braço tocaria o cano frio da pistola.

– Não se aproxime! — ela ameaçou, empunhando agora a arma com as duas mãos.

Mas Edward não deu ouvidos, e andou mais um longo passo.

– Atire Isabella!

Os olhos azuis fervilhavam na frente dele. Edward sabia que as engrenagens da cabeça dela estavam a mil. Contava com a sorte agora, e esperava que sua abordagem desse certo.

– Atire Isabella! – Mandou, impetuosamente.

– CALE A SUA MALDITA BOCA! – ela gritou.

Edward deu o passo final, pegando o cano da pistola com a mão e o colocando sobre o peito. Quando falou sua voz era praticamente um sussurro.

– Atire, Isabella.

Ela sustentou o olhar com o dele. Os olhos verdes a encaravam vivazmente. Um arrepio passou por sua espinha, e imaginou aquelas duas esmeraldas perdendo o brilho gradativamente enquanto o sangue se esvaía.

Mordeu o lábio inferior e continuou com aquela luta, sabendo que sairia perdedora. Passou o que para ela pareceu uma eternidade e finalmente Edward Masen tirou a arma das mãos de Isabella, não encontrando a mínima resistência para o fato.

O que estava acontecendo com ela?

– Como eu pensei... – Edward disse sem se afastar dela.

Isabella manteve seu olhar preso ao do federal. Seus olhos azuis inflados pela raiva. Edward agarrou o quadril da criminosa colando o corpo dela ao seu com um baque surdo. Isabella levantou o queixo e murmurou feito uma cobra destilando veneno:

Eu odeio você.

Edward sorriu e a puxou para si, colando as bocas em um beijo duro. Isabella teve que se controlar para não gemer enquanto sentia o seu corpo se encaixar ao dele como duas peças de um quebra cabeças. Como ele fazia aquilo?

Edward invadiu a barra da jaqueta de couro com sua mão sentindo a textura da pele dela na ponta de seus dedos, subiu a mão lentamente apreciando com o tato tudo aquilo que ainda não vira. Aquela pele era tão macia! Jamais deixou de beija-la, era simplesmente bom demais. Certo demais. E ele precisava daquilo.

– Eu senti sua falta, Isabella. — se permitiu murmurar, mas não deu tempo para a mulher processar a frase, beijando e mordendo a pele alva e cheirosa de seu pescoço. Subiu sua mão até o aro do sutiã, e sentiu todo o corpo dela tremer em antecipação, mas permaneceu ali, brincando com o tecido de renda que fazia loucuras com seu imaginário. Mordeu o lóbulo da orelha dela, ao mesmo tempo em que puxava seus longos cabelos negros para trás. Isabella gemeu desavergonhadamente, Edward a empurrou até a mesa da copa, jogou todos os arquivos de casos em que ele estava trabalhando no chão, e sentou Isabella no mármore frio, posicionando-se entre as suas pernas.

Voltaram-se a se beijar ferozmente, as mãos do agente passeando e apertando toda a região da coxa torneada da mulher, sempre parando as carícias perto da virilha, a deixando completamente louca por um toque mais íntimo. Sentiu a mão feminina descendo lentamente por seu peito, em direção ao cós de sua causa jeans, seu membro pulsou dentro da boxer ansiando por libertação.

Com um puxão forte abriu o fecho da jaqueta feminina que Isabella usava, atacando seu colo logo em seguida, cobriu de beijos toda a extensão da pele alva que se encontrava a mostra, uma pouca porção na opinião de Edward. Isabella lhe instigava forçando sua cabeça em direção a ela, e assim que Edward apertou o seio direito da criminosa por cima da blusa, o corpo feminino arqueou-se em sua direção, roçando as intimidades ainda cobertas pelos tecidos, fazendo com que os dois gemessem alto.

– Quem diria Isabella... – Edward disse, tentando controlar a respiração, os dedos se infiltrando pela blusa de malha dela – Que seria você quem procuraria. Que a suposta número dois da máfia estaria gemendo de prazer, na minha sala, por causa dos meus toques.

O corpo de Isabella se retesou, não estava mais a mercê das mãos Edward. Ela desceu da mesa, os olhos azuis sem nenhuma sombra da excitação de poucos minutos. O corpo de Edward chegou a doer com o afastamento repentino. Isabella deu as costas para ele, e começou a consertar sua roupa.

Edward Masen percebeu que tinha falado besteira, e odiava-se por isso.

– O que pensa que está fazendo? – colocou a mão no ombro dela, tentando a impedir de terminar de fechar a jaqueta. Isabella virou a cabeça para ele, encarando-o por cima do ombro. Edward esperava ver tudo ali, menos o que de fato encontrara. Chegava a ser uma expressão de... diversão.

– Ajeite-se, Federal. – Isabella falou, olhando sugestivamente para a calça dele. Seu membro pulsou apenas como o olhar daquela mulher. Como ela poderia conseguir aquilo? – Vou te levar para conhecer quem é a Isabella Swan de verdade.

A dúvida pairou na cabeça de Edward, vendo a confusão estampada em seu rosto Isabella continuou.

– Faz tantos comentários jocosos sobre minha colocação na máfia que decidi proporcionar uma pequena amostra da minha importância para o andamento dos negócios no mundo do crime. Você conhecerá a Isabella de verdade Masen. A mafiosa.

Ela abaixou-se para pegar a arma jogada ao chão, dando-lhe uma bela visão de seu traseiro. Seus cabelos estavam assanhados, e o rosto branquinho corado pelo que faziam anteriormente. E apesar de estar totalmente vestida, aquela era uma das cenas mais eróticas que Mansen presenciara na vida.

– Não vem? – ela chamou retoricamente, caminhando em direção a porta do apartamento.

Se ele iria? Nas atuais circunstâncias até o inferno na companhia dela pareceria atraente. E graças a seu péssimo trabalho em coloca-la atrás das grades, sua passagem para lá certamente já estava providenciada.

Deixou o agente do FBI em algum lugar de seu inconsciente e a seguiu como Edward Masen, o homem que daria tudo por mais um pouco de Isabella Swan.



–--



O silêncio mortal do carro foi cortado pelo barulho do telefone da mafiosa, que olhando para o visor fez uma careta enquanto decidia se devia ou não atender.



– É a Alice. – Explicou para Edward, repreendendo-se logo em seguida pelo fato. Não devia informações para ele. Transferiu a ligação para o dispositivo de Bluetooth do carro e a voz de Alice saiu pelas caixas de som.

ISABELLA! Você está bem? – a criminosa franziu o cenho, porque não estaria? Edward também teve a mesma reação, e esperou que a conversa se desenrolasse.

– Sim...

Oh meu Deus, oh meu Deus! Não me diga que você matou Edward Masen, Por Dio!

A voz de Isabella quase faltou.

– Como... Como você descobriu?

Não interessa! – a voz da pequena soou potente – Eu sei! E você o matou! É uma tragédia!

Edward controlou uma risada sonora, queria ver onde aquilo levaria. Isabella, por outro lado, parecia demasiadamente tensa.

Eu me recuso a acreditar que você fez isso! Edward foi o único homem capaz de te...

– ALICE! – Isabella gritou, freando bruscamente o carro, impossibilitando Edward de ouvir o que a baixinha iria dizer e deixando-o extremamente curioso. O que só ele foi capaz de fazer?

– Eu Não Matei Edward – Isabella sibilou pausadamente, demorando-se em cada palavra. Edward se deliciou com o fato, sempre gostava quando a mulher lhe chamava pelo primeiro nome.

Não se atreva a mentir para mim, Isabella Swan. Tenho um radar que sente suas mentiras a milhas de distância!

– Então seu radarzinho está precisando de uma regulagem! – ironizou.

Alice ficou em silêncio por alguns segundos.

Você está falando sério? – Foi muito mais uma afirmação do que uma pergunta, apesar da voz da baixinha ainda se encontrar incerta.

Isabella bufou e olhou para Edward sugestivamente.

– Olá, Alice. – Edward a cumprimentou, um sorriso escapando pelos seus lábios.

OH MEU DEUS! – o grito agudo de Alice quase fez com que os ocupantes do veículo levassem as mãos aos ouvidos. – Você está vivo?

– E quase inteiro – Edward olhou para Isabella que revirou os olhos.

É um milagre! E vocês estão juntos! Espere ai, o que vocês estão fazendo juntos?

Essa era uma pergunta que Isabella não conseguiria responder. Por que?

– Não é da sua conta, Alice!

A baixinha suspirou.

Só estava preocupada...

Isabella estacionou o carro na parte de trás de um grande galpão. Aos olhos de um leigo aquele parecia um local normal para o uso de alguma fábrica. Mas, para os olhos de Edward tudo ali cheirava à criminalidade.

– Tenho que desligar, vou tratar de alguns assuntos com o Paul.

Paul Lahote? – Alice perguntou descrente, e continuou sem esperar a resposta – E Edward vai junto?

– Sim...

Isabella – Alice começou, tal qual uma mãe dando um sermão -, quando eu disse que você deveria se abrir com as pessoas eu estava me referindo a conversar amenidades... Não leva-las para um TRAFICANTE CAFETÃO! E de todos os indivíduos do mundo, você leva Masen com você? Não se pode confiar em um agente do FBI dessa forma! Eles ganham a vida prendendo gente como você! Dariam um fígado para de ter na mão, podem ser fingidos e dissimulados... Ops... Desculpe-me Edward... Você parece ser um cara legal, é só que...

– Sem problemas, Alice! — Edward riu.

– Sei o que estou fazendo. Adeus, Alice.

Isabella suspirou profundamente, fechando os olhos por um instante, percebeu que era encarada.

– Se quiser entrar lá com alguma proteção tenho uma arma reserva no porta luvas.

Ela ouviu o barulho da arma ser carregada alguns segundos depois, seus olhos ainda fechados.

– Tem certeza?

Ela franziu o cenho.

– Alice pode estar certa. – O federal prosseguiu.

Os olhos azuis se abriram e encararam o rosto do homem ao seu lado. Ele estava lhe dando uma escolha? O que aquilo significava?

– Sim – respondeu por fim – Vou fazer você engolir tudo o que pensa sobre o valor do meu trabalho.

– Está brincando com fogo, Isabella. – Edward avisou, os olhos verdes a repreendendo.

– Eu sei.

– Não tem medo de queimar essa pele branquinha de porcelana?

– Eu gosto da sensação, Agente Masen.

Uma ruga formou-se na testa masculina enquanto digeria o que estava prestes a fazer.

– Tudo bem – declarou, dando de ombros. – O que vamos fazer?

Isabella arqueou as sobrancelhas bem feitas.

– Uma pequena contagem.

Saindo do carro e colocando a arma no cós da calça, Edward constatou tardiamente que aquilo nada mais era que uma metáfora para assassinato.

Sentiu-se dragado para o mundo de Isabella antes mesmo de adentra-lo, temia por sua sobrevivência nele, e temia ainda mais que não houvesse volta. Mas, mesmo assim, seguiu a criminosa com passos firmes e resolutos. Como todo homem de coragem, mesmo temeroso, Edward avançou.


Um gesto de coragem não existe pela ausência do medo, existe como consequência do domínio sobre ele.”


Notas finais
AE!!!! FINALMENTE! HAHAHA
Gente, agora tenho face: http://www.facebook.com/olivia.oliveira.31521
Me adicionem lá! Quem sabe não rola uns spoilers??? hahaha
Espero MUITO que vocês tenham gostado, porque nossa, juntou a falta de inspiração com a dificuldade de escrever! Mas okay!
FASTASMINHAS, APAREÇAM!
É isso meninas, até o próximo capítulo e COMENTEM!
Supeeeer beijos!