Notas iniciais
Olá, gente. Eu sei, parece até um milagre. (E não é um milagre? hahahaha) É claro que eu tenho toda uma explicação por causa do sumiço absurdo, não me odeiem, tá bem? Mas agora são 1 da manhã e vocês merecem um texto mais bem elaborado do que o que eu consigo fazer agora depois de um dia e um começo de madrugada cansativos. :/ Até o final de semana, nova atualização com as explicações, hoje, capítulo novo! Espero muito, muito mesmo, que ainda estejam comigo. Saudades imensas de vocês. Boa leitura ;)

— Só diga oi, Jas. Ela não vai morder você. — Alice afirmou, percebendo o desconforto do homem, mas sem a verdadeira intenção de amenizá-lo. Na verdade, ela se divertia imensamente enquanto trabalhava para deixá-lo ainda mais em evidência.

Emmett analisou a figura de Jasper paralisado desde o instante em que a mafiosa adentrou o apartamento de Alice juntamente com Edward, dando-se conta, pela primeira vez naquele dia, que o Whitlock era o único no cômodo que nunca estivera com Isabella Swan antes.

— Deveríamos chamar um médico? — Ele entrou na onda de Alice, acertando o ombro de Jasper com um breve soco — Eu não tenho muita experiência com ataques de pânico paralisantes.

O Whitlock finalmente piscou, dando-se conta de que não fazia aquilo desde que aquela mulher entrara ali, deixando a sala espaçosa de Alice subitamente pequena e abafada demais. Era como se ele tivesse desaprendido a respirar. Por que eles não entendiam aquilo? Aquela era Isabella Swan.

Era como encontrar um membro da família real inglesa.

Uma princesa real.

Uma princesa real do crime.

Ele arfou.

— Senhorita... Swan — Ele balbuciou, incerto. Era assim que ele deveria se referir a ela? Existia algum protocolo? O que ele deveria fazer com as mãos que mais pareciam dois pesos mortos ao lado do corpo? — É um prazer conhecê-la... Em circunstâncias amigáveis... Para ser honesto eu nunca pensei que chegaria a... a senhorita sabe... dar de cara com você... como agora...

— Jasper — Alice tentou intervir, vendo a sobrancelha arqueada de Isabella.

— Oh, espere... Eu acabei de chamar você... quer dizer a senhorita de você... E... Desculpe. Como eu dizia... Não pensei que chegaríamos a nos ver assim e sinceramente eu fico feliz que sejam em circunstâncias em que a senhorita não esteja aqui para me matar e cortar em pedacinhos e jogar em um rio qualquer... por que, francamente, quem quer ficar de cara com um mafioso? — Os olhos de Jasper se arregalaram, percebendo o que acabara de dizer — Não que eu esteja dizendo que não gostei de ter conhecido a senhori...

— Whitlock, não é? — Isabella finalmente interrompeu, surpresa com o fato de que, em outras circunstâncias, ela teria até mesmo se divertido com aquele monólogo desconexo.

— Sim, senhorita... Jasper Whitlock... Eu es...

— Julgo que seja melhor com computadores do que com diálogos.

— Oh sim, sim... — afirmou de modo efusivo — Com certeza... Sou mu...

— Reconfortante. — Cortou por fim e enconstando-se ao parapeito da janela lançou seus olhos para Edward.

O queixo de Alice quase pendeu. Aquilo era ela dando ao Masen o benefício da fala?

— Acho que não é necessário fazer rodeios, todos vocês já estão a par da situação, uns mais, outros menos... Mas a parte que realmente importa é que eu quero chegar até os russos. Isabella e eu precisamos que isso aconteça rápido, eles vem fazendo contado... Deixando envelopes. Envelopes com conteúdos pertencentes a Renée... Mãe de Isabella. Sobre seu passado, sobre seus... sua outra gravidez.

— Bambola... — Alice balbuciou, mas o olhar dado por Isabella a manteve quieta no lugar. Não era o lugar. Não era a hora. Não com os olhos de Emmett e Jasper atentos observando a tudo.

— Dentro desses quatro meses — Edward continuou — nós fomos seguidos por eles, Isabella levou um tiro na coxa por um russo que matou dois membros da máfia italiana…

— Eles mereceram… — Emmett murmurou, trincando os dentes, recebendo um par se olhos azuis sobre si, no entanto, Alice tomou a palavra antes que um confronto começasse dali.

— Nós sabemos o que eles tentaram fazer, Emmett… Ninguém está marcando uma missa de sétimo dia para eles. Mas o fato é que é muito estranho que esse russo simplesmente estivesse passando por lá e se deparado com tudo o que aconteceu naquela noite.

— E o jeito que eles morreram… — Emmett acrescentou, relaxando um pouco. — Pelo que Isabella narrou sobre a cena com Rose… O russo viu o que aconteceu. Pareceu... Pessoal.

— Sim… Mas… Porque um russo poderia levar para o lado pessoal o que aconteceu com a irmã de Edward? — Foi a vez de Jasper perguntar, um tanto quanto incerto, do lugar de onde estava.

Isabella suspirou ruidosamente de onde se encontrava, mudando a posição e cruzando os braços na frente do corpo, chamando a atenção de Edward.

— Isabella?

— Ele poderia ter me matado.

Edward endureceu diante da lembrança. Sim, é claro que sabia daquilo. Ele mesmo, no momento, havia pensado que a bala tinha se alojado em um lugar possivelmente fatal em Isabella. Mas ter aquela informação tão escancarada, tão simples e racional ecoando pela sala, fazia com que um calafrio subisse por sua espinha. E não era só sobre a existência da possibilidade no passado. Edward temia muito mais pelo futuro. O russo possuiu uma oportunidade e resolveu descartá-la.

Como ele agiria em uma próxima vez?

— E por que não o fez? — foi Emmett quem voltou a falar — Eu também vi você na mira dele. Era um tiro limpo, estava toda exposta como se fosse a tal mulher titânio. Ele poderia atirar em qualquer lugar. Qualquer lugar.

— Mas preferiu um tiro de raspão… — Alice complementou, pensativa. — Poderia ter matado…

Um resmungo alto e discordante cortou a fala feminina.

— Claro que ele não poderia, uma coisa é matar dois membros insignificantes da máfia italiana, outra coisa é matar a primeira sobrinha… Ele teria provocado não só um confronto entre as duas máfias, mas também uma puta de uma guerra.

Jasper mordeu a língua quando sentiu os olhos da mafiosa decaírem sobre si, e controlou o impulso de pedir desculpas pela fala ininterrupta. Como Emmett e Edward poderiam se sentir aparentemente tão a vontade no mesmo cômodo que aquela mulher? Céus… Ela era intimidadora. E isso, sendo eufemista.

— Uma guerra, você está certo. — A Swan disse, parecendo a contragosto, mas surpreendendo o Whitlock — Seria o estopim perfeito. Mas ele não errou o tiro apenas por isso. Era uma aviso. Eu recebi a mensagem.

— Mas não conseguiu decodificá-la. — Alice complementou, entortando os lábios em uma careta. — Você acha que é esse russo que está mandando esses envelopes para você, Bambola?

A mafiosa estreitou os olhos azuis.

— Não acho que dois russos se atreveriam a tentar me tirar do sério, Alice.

— Ele pode ter levado para o lado pessoal por um motivo que nós desconhecemos. — Edward recomeçou. — Como pode ter feito isso apenas para prejudicar mais Isabella… E então voltamos ao ponto inicial de que ela é único foco.

A mafiosa arqueou as sobrancelhas levemente, surpresa com a conotação de Edward. Ela mesma pensara naquilo, mas ainda não havia dito.

— Ele pode simplesmente ter matado aqueles dois, para complicar a vida de Isabella. O Swan já sabia que ela havia interferido na missão. Mas uma coisa é interferir, outra é matar homens da mesma… — Masen torceu o nariz para a palavra que usaria — Instituição. Talvez o modo pessoal como eles foram mortos fosse até mesmo uma armação para que Charles pensasse que Isabella deixou que eu matasse os dois.

Edward lançou seu olhar na direção da mafiosa. Ela mantinha os olhos estreitados, vidrados em algum ponto qualquer, as sobrancelhas unidas. Ele tinha certeza que Isabella tentava entender alguma coisa. Mas também estava certo de que ela não planejava externar o que quer que fosse agora.

— De qualquer forma, esses últimos acontecimentos… Os envelopes que chegam ao apartamento...

— É um circulo se fechado… — cortou Emmett, resumindo muito bem o que Edward iria dizer.

— E eu não gosto de como soa. — o federal complementou, trocando um olhar significativo com o Mccarty. Era assim que eles falavam quando uma missão estava praticamente perdida, ou a situação acabara de se complicar em demasiado.

— Bom... — Alice chamou a atenção da pequena plateia para si — Eu venho pesquisando sobre os russos, Edward, como você bem sabe.

— Sim e mais do que nunca, nós temos que saber com quem estamos lidando. Jasper também está pesquisando sobre eles, Alice, mas agora temos que parar com essa pesquisa do todo e focar em que realmente interessa.

Alice arqueou as sobrancelhas, surpresa não só com o modo como Edward tomou a frente do problema e Isabella parecia concordar com aquilo, mas também pelo modo como ele parecia saber de todo o assunto como se fosse seu próprio. Saber de coisas que nem mesmo ela sabia. Um lado dos lábios da baixinha se repuxou em um sorriso singelo.

— E quem seria essa ou essas pessoas, exatamente? — Perguntou, curiosa.

— Yagnel Vinográdov. — Dessa vez foi Isabella quem respondeu e todos os olhares se voltaram para ela — E quem quer que tenha vindo depois dele.

Edward balançou a cabeça, concordado.

— Mas por precaução vocês terão mais três nomes que também estão em pauta.

— Nós? — Alice inquiriu, olhando de Isabella para Edward.

— Você e Jasper ­— Ed informou, pela primeira vez na noite parecendo levemente receoso e, ao mesmo tempo, divertido. — Eu e Isabella chegamos à conclusão de que seria mais eficiente trabalharem juntos.

A mafiosa bufou enquanto uma Alice arregalava os olhos e um Jasper engasgava. No entanto, a reação mais memorável em relação a notícia foi certamente a gargalhando vinda de Emmett.

— Isso vai ser... divertido. — O Mccarty disse, em meio uma risada e outra.

— Claro — Alice lançou um sorriso forçado —, se você acha funerais engraçados.

Jasper coçou a cabeça, dando um passo para frente.

— Edward... Você sabe que eu gosto de trabalhar sozinho.

— Sim, eu sei. Mas duas pesquisas separadas é inútil. Não há mais tempo para vocês dois procurarem isoladamente alguma pista, trazerem informações repetidas.

— Ótimo. Então eu faço sozinha. — Alice se adiantou.

— E não vai achar nada... Eu não trabalho com amadoras, Edward — Jasper se posicionou, arrancando uma risada incrédula da baixinha.

— Eu vou mostrar para você o que é uma amadora, seu hackerzinho metido a besta.

— Sem colocações de duplo sentido, por favor... — Emmett alfinetou — Essa é uma reunião séria.

— É muito simples — a voz da mafiosa fez com que tudo parecesse morbidamente silencioso por um momento — Se os dois quiserem continuar nisso, vai ser nessas condições. É perda de tempo da outra maneira. Se não quiserem, não façam.

— Você deveria ser mais gentil, Isabella... Ou se esqueceu de que os dois estão procurando coisas para você? — Emmett provocou, em uma piscadela.

Edward viu o semblante da mafiosa mudar, enquanto ela dava um passo a frente.

— Acontece, agente Mccarty, que eu não estou pedindo nada.

— Mas eu estou — o Masen interveio, colocando-se entre Isabella e Emmett, olhando para o homem — Eu estou pedindo, Emmett.

— E o agente Mccarty deve tanto a Edward, não é mesmo? — Foi a vez de Isabella alfinetar, o que calou qualquer coisa que Emmett iria dizer.

O Mccarty sabia exatamente ao que a mafiosa se referia.

Rosalie.

— Ele não me deve nada. Absolutamente nada. Mas nós somos amigos, Isabella. E Emmett sabe, que se fosse ele me pedindo, eu faria a mesma coisa. — Edward suspirou, olhando para cada um presente naquela sala — Eu reuni vocês aqui hoje porque essa situação... Ela precisa se resolver. De uma vez por todas.

— Você meio que já disse isso. — Alice bufou, rolando os olhos — Tudo bem.

Edward balançou a cabeça, olhando para o Whitlock.

— Jasper? — Quis saber, e recebeu um aceno contrariado, mas positivo — Emmett?

Mccarty olhou uma vez para a mafiosa antes de finalmente responder.

— Câmeras. Nós vamos precisar de câmeras discretas do lado de fora da porta de vocês. Quando a pessoa que vier deixar o envelope aparecer novamente, vocês vão saber.

— Muito provavelmente é só um simples mensageiro... — Alice completou — mas já é um grande passo.

— Mensageiros falam. — Isabella arqueou uma sobrancelha — Já é suficiente para mim.

O queixo de Edward endureceu quando entendeu ao que ela se referia. A informação sairia de quem quer que estivesse entregando a carta. Por bem, ou por mal.

— Belle, talvez... – Alice prendeu os lábios, incerta. O gesto chamou a atenção de todos os presentes justamente por ser tão atípico da Brandon. — Você não se lembra totalmente do que aconteceu... Mas tem alguns flashes de memória. Então, não sei... Talvez se fosse alimentada por lembranças...

A mafiosa franziu o cenho, não entendendo o ponto da mais nova.

—Alimentar as lembranças? — Repetiu, ironizando — O que sugere, Alice? Uma sessão de hipnose?

A Brandon bufou, rolando os olhos.

— Eu sugiro... voltar lá.

Todo corpo de Isabella congelou, a respiração suspensa e os olhos desfocados. A compreensão vindo com força total.

Preocupado com reação da mulher, o federal que ainda não havia entendido direito a proposta de Alice, deu um passo a frente.

— Lá? — repetiu, incerto — Do que você está falando?

Brandon lançou seus olhos castanhos para Edward, e ele não pode deixar de reparar no quanto eles pareciam cuidadosos.

— Da casa. A casa que Belle viveu com a mãe e o tio, quando criança.

Edward arregalou os olhos levemente, para depois estreitá-los, olhando para lugar nenhum. Valia a tentativa, ele tinha que admitir. Mas, mesmo assim, algo em seu interior gritava.

O que aquela visita poderia fazer com Isabella?

Bom, de qualquer maneira, ele estaria lá para puxá-la de qualquer buraco que aquelas lembranças ameaçassem soterrá-la.

— Ir ao hospital atrás de registros antigos... já me parecia uma boa ideia. Estaremos na cidade... Poderíamos facilmente passar um tempo na casa. Se você quiser... — Diante da demora para a resposta, Edward completou — Isabella?

Os olhos da mafiosa voltaram-se para ele como se só o tivessem ouvido no momento em que o nome foi proferido e Edward, diante daquelas duas pedras azuis imersas em tantas coisas, ficou em dúvida se deveria ou não repetir a pergunta. Foi com surpresa, que antes de abrir a boca, recebeu um aceno positivo por parte da mafiosa.

— Então — Alice voltou a falar, nitidamente interrompendo o assunto, porque sabia que Isabella já não mais queria perdurá-lo — Quando nós podemos começar?

— Hoje é meu dia de folga, então... Agora — Jasper relevou, colocando as mãos no bolso — Mesmo que eu não esteja muito animado para trabalhar com uma amadora.

Alice estreitou os olhos.

Pezzo di merda.

— Uau! Eu aposto que isso é um palavrão em italiano. — Emmett comentou, animado — Pezzo di merda... Gostei. Tem seu estilo.

Alice arqueou uma sobrancelha, desviando seu olhar do de Jasper para encarar Emmett.

— Não é que você leva jeito para a pronúncia?

— Em geral, eu sou muito bom em atividades que envolvem língua.

Edward e Jasper rolaram os olhos enquanto a expressão de Alice se franzia em uma careta.

— Ridículo.

— Alice — Isabella cortou a conversa com ar descontraído que parecia querer começar a se instalar — Preciso falar com você um instante.

E dizendo as palavras, sem olhar para trás, Isabella simplesmente se encaminhou para o andar de cima.

— Sim, alteza — a baixinha ironizou, seguindo o caminho feito pela mafiosa — É claro que eu posso falar um instante com você.

No entanto, ao ver a expressão de Isabella quando as duas finalmente chegaram ao andar de cima, Alice deixou o bom humor de lado, sendo envolta de uma preocupação latente.

Se preocupava sim, com Isabella. Justamente por ela aparentar sempre ser tão segura, tão fria, tão imperturbável. Alice sabia que aquela premissa não era totalmente verdadeira, o que a fazia se sentir como se estivesse em um quarto escuro com apenas dois botões. Um, que acenderia a luz, esclarecendo tudo, trazendo resolução, o outro, que explodiria todo o cômodo.

Que explodiria a própria Isabella.

E a probabilidade de uma das duas coisas acontecer era assustadoramente a mesma. Alice não sabia o quão perto do botão de explodir a Swan estava.

— Belle... Sobre os envelopes... Sobre a sua mãe.

Isabella balançou a cabeça, mordendo a parte interior das bochechas.

— Agora não, Alice.

A baixinha se aproximou cautelosamente.

— Mas você tem que falar comigo...

— Eu estou recebendo envelopes — Isabella cortou, começando seu monólogo. Sabia que a baixinha a sua frente não descansaria enquanto não estivesse a par de toda a situação —, como o federal já disse. Envelopes que só poderiam ter vindo do assassino dos meus pais. Porque é o diário da minha mãe. O diário da minha mãe dissecado e me mandado em partes. Um diário que nem ao menos sabia que existia. Meu pai já bateu nela. Ela não engravidou de um menino, ela engravidou de gêmeos. Eu não sei se é um casal, se são dois meninos, duas meninas. Eu só sei que foram gêmeos. Mas ninguém nunca me falou sobre gêmeos. Nem naquela época. Nem zio Charles agora. Ele não sabia? Não sabe? Onde eles estão?

Um silêncio pairou sobre o quarto, Alice digerindo tudo o que acabara de ouvir, não muito certa de ter conseguindo reter todas aquelas informações, e Isabella deixando que suas perguntas ressonassem um pouco mais por sua própria mente, como se pudessem ser respondidas.

— Belle...

— E, ah... — Isabella cortou — por último, mas definitivamente não menos revelador, minha mãe teve um caso com Tio Charles. Sim, eles traíram o meu pai.

Alice arregalou os olhos, engolindo ruidosamente. Tinha como piorar, não é? É claro que tinha. De um modo perturbador e premonitório a Brandon ainda teve a sensação de que todas aquelas revelações estavam só começando.

Em um momento, o silêncio era pesado, denso entre as duas italianas, e no outro Alice praticamente se jogava contra Isabella, apertando-a com os braços finos, pegando uma mafiosa totalmente desprevenida.

— Giova...

— Cala a boca — a baixinha cortou, apertando mais o corpo endurecido da mafiosa.

— Eu não sou do tipo que preci...

— De abraços? — completou a fala da mafiosa, dando de ombros — Eu não ligo para o que você acha que sabe nesse momento, Belle. Porque por mais que você esteja perturbada por eu estar abraçando você, e dura como uma pedra também, você não consegue me afastar.

— Eu não estou perturbada. — Isabella argumentou, franzindo as sobrancelhas negras. No entanto, não se afastou. Porque era verdade o que Alice dissera, de um certo modo.

Não havia palavras a serem ditas, e as duas sabiam disso. E a mafiosa deixou-se permanecer assim durante muito tempo, até que os braços da baixinha finalmente pararam de apertá-la firmemente.

Pareceu que tinha durado toda a eternidade e, ainda assim, não parecia ter sido o suficiente.

— Sabe a arma que eu te dei? — Isabella prosseguiu, séria e resoluta, ignorando, ou fingindo ignorar o que acabara de acontecer ali.

Alice suspirou, limitando-se a menear a cabeça.

—Você vai mantê-la sempre perto de agora em diante.

A baixinha rolou os olhos castanhos, a diversão passando por eles, mesmo que ainda carregassem a gama de sentimentos gerados por tudo o que acabara de saber.

— Você sabe que isso não é mesmo necessário, não sabe? Eu só estou xeretando um simples nome da máfia russa, Belle.

A mafiosa estreitou os olhos azuis.

— Você, o federal... Nenhum de vocês leva a sério o que estão lidando, não é? Vocês tem essa mania irritante de subestimar o inimigo. Mas esse não é um conselho, Alice, eu não estou pedido gentilmente para você manter a sua arma sempre por perto. Eu estou dizendo que você vai.

A mais nova colocou as mãos na cintura, arqueando uma sobrancelha na direção da figura imponente parada bem diante de si.

— Você não resiste, não é mesmo? Tem que bancar a poderosa chefona. E... se eu me recusar?

Isabella cruzou os braços firmemente na frente do peito.

— Se você se recusar, o agente Whitlock trabalhará sozinho.

Alice abriu a boca diversas vezes, incrédula o que acabara de ouvir, e enervada por ver o brilho nos olhos azuis da mafiosa que denunciavam a verdade sobre aquele impasse. Isabella havia ganhado.

— Tá. Tá, bem. Mas que coisa. — a baixinha cedeu, por fim, contra a vontade.

Swan deu um passo a frente e, quando voltou a falar, a fala ferina continha uma pontada de urgência.

— Prometa.

Alice piscou, aturdida por um momento, medido o que era aquilo que ela ouvira no tom de voz de Isabella. Um sorriso matreiro nasceu em seus lábios enquanto se dava conta da obviedade de tudo aquilo.

Isabella estava com medo que algo acontecesse a ela.

O sorriso cresceu mais, e com a ele a vontade de jogar na cara da mafiosa que a senhora coração de gelo se preocupava com ela, Alice.

Brandon não se preocupou em esconder o contentamento com a irritação de antes quando respondeu.

— Eu prometo.

Notas finais
Sei que se passou muito e muito tempo mesmo, por isso estarei a disposição para responder dúvidas e coisas que vocês não se lembram nos comentários e por mensagem privada também. Beijos e até o final de semana, Olívia Vert
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.