Rede De Segredos
19 Capítulo 17
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo de RDS!
Muito obrigada a todas as meninas que comentaram o último capítulo! Vocês me fazem mais feliz e inspirada.
Boa leitura.
AVISO: Capítulo com cenas fortes.
“…but all the choirs in my head sang no ohhh …
Who's side am I on? Who's side am I?
Who's side am I on? Who's side am I?...”
Breath of life – Florence and the Machine.
– EDWARD?! Edward.... Por favor... Me ajude! – a voz feminina estava em prantos e desesperada – Eu acho que estou sendo per...perseguida.
A ficha caiu e Isabella imediatamente arrependeu-se de ter atendido ao telefone.
– Ed... – a voz foi tomada por soluços profundos – Me ajude... Me...
Desligue o telefone, Isabella. Desligue! – A mente da mafiosa mandava, mas o celular permanecia colado em sua orelha.
Ela não poderia ter atendido. Sabia, que não deveria! Mas, que merda! Que grande merda!
Seu tio tinha agido.
Finalmente.
– Eles... Eles estão batendo no meu carro... – a voz chorosa disse do outro lado.
DESLIGUE!
NÃO INTERFIRA!
NÃO!
– Edward?
IGNORE!
– Não... – a voz de Isabella estava seca – Não é o Edward.
A menina chorou mais alto do outro lado.
– Onde está o meu irmão? Eu pre... preciso dele.
Isabella suspirou.
– Ele não está aqui.
Ouviu os soluços do outro lado. Que sentimento era esse que se instalara em seu peito?
– Eu estou sendo per... perseguida. – repetiu a menina – Me ajude...
Não! Pensou Isabella. Eram as ordens do seu tio... Ela deveria deixar que aquilo acontecesse, deveria deixar...
Ele estava atacando a família de Edward. Seu tio queria que o federal sofresse, era obvio. E ela tinha que deixar que aquilo acontecesse. Não poderia interferir. Não conseguiria...
– Eu estou com tanto medo...
Não podia.
Mas... O federal ia sofrer... Por que aquela constatação a perturbava daquela maneira?
Merda!
– Onde você está? – não acreditou na própria voz.
– Eu... Eu não sei... É um bairro pobre e afastado, e eu estou na rua 3... tem uma loja de bebidas, e os prédios não são pintados... Eu não sei...
Isabella sorriu amargamente. Realmente, se Deus existisse, ele não simpatizava nem um pouquinho com ela. A mafiosa conhecia perfeitamente aquela descrição.
A tal rua era no bairro onde ela estava.
– Arranque o carro e não pare, mesmo que eles batam em você.
Isabella revirou os olhos assim que percebeu o que disse. Não estava falando com um profissional. Era uma menina do outro lado, como conseguiria dirigir e controlar o volante quando batessem nela?
Merda!
– Eles me fecharam... eu não tenho passagem... Eu...
Isabella balançou a cabeça, a luta interna sendo travada. Não interfira! Não interfira! Por que ela deveria interferir?
Edward.
O sofrimento de Edward...
A máfia.
A decepção do tio...
De que lado ela deveria ficar? Ela tinha que escolher? Mas, quais seriam as consequências disso? Ela não conseguia... Estava confusa demais. Isabella apoiou-se na parede, a tontura passando pelo seu corpo, sua cabeça fervia, não conseguia pensar corretamente. Não conseguia raciocinar.
Aquilo chegava a lhe infligir dor física. Algo apertado em seu peito. Ela não sabia o que fazer.
– Rosalie, me escute. Saia do carro e corra para as ruas adjacentes. Corra para cima! O mais rápido que puder... E não saia do bairro!
NÃO! – a voz em sua mente gritava, alertando-a. Não poderia trair a máfia.
Isabella puxou os cabelos negros, e rumou para o quarto, calçando a bota e colocando um sobretudo...
– Eu estou com medo... – a menina repetiu do outro lado.
– Eu sei. Eu sei – Isabella falou, eloquentemente. – Mas correr é sua única chance, agora. Vai criar tempo até que eu possa acha-la... Eu estou indo atrás de você...
NÃO! – Charles ficaria extremamente decepcionado. Ela não podia!
– Eles são dois.
– Só corra! E se eles a pegaram, grite! Grite muito! Assim eu vou achar você.
– Ta... ta bom.
Então Isabella desligou o telefone. Olhando-se no espelho do quarto visualizou a confusão que sentia presente em seus olhos.
O que estava fazendo?
Merda, merda, merda.
Mil vezes merda!
Tinha que ligar para o Edward! Pegou o celular depois que colocou as luvas negras.
NÃO! DEIXE QUE ELES A PEGUEM, ISABELLA! – Seu subconscientes a alertava. Por que ela não conseguia? Por que ela não conseguia ignorar a irmã do federal?
Discou o número com os dedos quase trêmulos.
~-~
– Isabella, o que foi? – a voz dele saiu preocupada pelo telefone, afinal, para ela ligar para ele era obvio que alguma coisa acontecera.
– Edward, onde você está? – Então Masen teve a confirmação, algo realmente acontecera. Ela não estava usando o irônico Federal, nem o raivoso Agente Masen.
– Eu estou quase chegando ao baile, mas estou preso em um pequeno engarrafamento, houve um acidente na pista. Isabella...
– É melhor você voltar – Ela o interrompeu.
– Isabella, dá para dizer que porra está acontecendo?
A mafiosa respirou fundo, firmando o celular entre o ombro e o ouvido, pegou uma arma e munição necessária em seu closet.
– É Rosalie. Sua irmã está aqui. Tem gente a perseguindo, Edward... Gente da minha máfia.
Todo o corpo do Masen mais velho congelou. Sua Rose, sua irmãzinha... Sua menina tão frágil e doce... Não! NÃO!
– Edward?
A voz de Isabella o despertou. O agente deu uma guinada no volante, acelerando o Impala.
– Eu estou indo, Isabella.
A mafiosa carregou a arma e guardou os outros cartuchos no bolso do sobretudo.
– Estou saindo de casa para procura-la. Ela não tem tempo. Não dá para esperar você chegar aqui. – Isabella digitou a cena da porta apressadamente.
– Isabella...
– Quando a encontrar eu entro em contanto. Até lá, fique rondando a rua 3. Foi onde começou a perseguição.
Edward passou a mão pelos fios acobreados, em um dilema interno. O provável sequestro foi ordenado por Charles Swan. Ele poderia confiar em Isabella? Na primeira sobrinha? Ela era tão cega quando se tratava das decisões do tio. Não seria aquilo uma cilada? A culpa era dele. Era inteiramente dele. Seria sensato colocar a vida de sua irmãzinha nas mãos de Isabella Swan? Edward não sabia, mas algo lhe dizia que talvez...
– Isabella...
– O que foi, Edward?
– Eu confio em você – algo no fundo do peito do homem dizia que aquilo era verdade. – Salve a minha irmã, por favor.
~-~
Rosalie correu com todas as forças que possuía, mas parecia que de nada adiantava... Quanto mais velocidade aplicava nas pernas mais ouvia os homens atrás dela.
– Não sair do bairro, não sair do bairro... – Ela dizia como mantra em sua cabeça, mesmo que as batidas do seu coração praticamente a ensurdecesse.
Embolando-se com a barra do vestido caiu no chão, ouvindo as risadas atrás dela Começou a engatinhar antes de se levantar, voltando a correr. Virou em uma nova rua, úmida, estreita e mau iluminada. Levantou o rosto, olhando para frente, aturdida. Alguns metros adiante, impunha-se uma alta grade de aço, barrando-lhe o caminho.
Seu coração falhou uma batida, e seus pés viraram rapidamente para trás, apressando-se em sair depressa daquele beco.
Porém, virando a esquina estavam seus dois perseguidores. Todo o corpo da menina congelou, e ela olhou a sua volta buscando uma saída.
– Olha só, Jason... Ficou encurralada, a pobrezinha... – o negro falou e sorriu maldosamente. O tal Jason, que era pálido como uma folha de papel, simplesmente manteve seus olhos cravados na figura feminina.
Gritar... Se eles a pegassem tinha que gritar.
Rosalie abriu a boca, gritando por socorro o mais forte que conseguia, mas rapidamente o loiro estava atrás dela, tampando-lhe a boca com força, tentou desvencilhar-se, mas não conseguia.
Rosalie fechou os lábios com dureza da mesma forma que juntava as duas coxas, colando-as. Um instinto primário de sobrevivência... Sentiu o tal Jason lhe agarrar pela cintura, e passar o nariz fortemente pelo seu ombro e pescoço. O estômago da menina revirou, os olhos queimaram prenunciando as novas lágrimas.
– A putinha é cheirosa – Eles riram, as risadas ecoando pelo beco.
A cabeça dela girava.
Sentiu o outro homem inclinando-se para ela, um cheiro forte de cigarros invadindo suas narinas... Ele pegou uma mecha de seu cabelo, brincando com os cachos caídos e trabalhados do penteado.
– O chefe disse que poderíamos nos divertir com você no cativeiro, docinho... Mas quem está com pressa de ir para lá? Esse é um bom lugar para o que eu pretendo fazer com você.
– Eu sempre quis comer uma riquinha! – Jason disse, rindo perto do ouvido de Rosalie, ela se contorceu e tentou sair dali, ganhando uma bofetada de Laurent. Sua face ardeu e lágrimas grossas desceram pelas bochechas.
– Quietinha docinho... – Jason disse ao seu ouvido – Não quer desfigurar esse rostinho de boneca, quer?
Mais risadas.
O negro a olhou de cima em baixo, absorvendo todos os detalhes do corpo, passando a língua pelos lábios. Os olhos famintos.
– Vamos ver se é tão gostosa quanto parece... – Laurent disse, levando as mãos para o decote do vestido. Rosalie tentou lutar contra ele, desferindo tapas, mas tudo em vão. Sentia seu colo ser arranhado pelas mãos do homem, e com desespero, ouviu o som de tecido rasgado, seus seios pulando para fora e ficando expostos aos olhos negros.
Suas mãos foram puxadas para trás, seus braços presos por um forte aperto no pulso.
– Belas tetas. – Laurent disse, apertando os seios de Rose com ambas mãos. Ela soltou um grito desesperado, mas os homens apenas riram.
Então Rosalie sentiu com extremo nojo, o negro cair de boca em seus seios, sugando e mordendo sem resquícios de piedade. Marcou toda a pele branquinha dela com os dentes, a marca perfeita dos caninos se instalando. Puxou os bicos rosados com os dentes, que devido a extrema violência estavam vermelhos.
– Socorro! – Rosalie gritava – por favor, NÃO! NÃO! Não, não, não! Por favor...
– Isso gostosa! – ouviu em seu ouvido, era Jason – Geme e chora!
Laurent ainda marcava seus seios quando Rosalie sentiu as mãos de Jason em suas coxas, subindo o tecido de seu vestido, deixando sua bunda a mostra.
– Que traseiro mais bonitinho, putinha...
–NÃO! – ela se contorceu, tentando tirar as mãos dele dela, mas apenas ganhou um tapa estalado em seu glúteo direito. O grito de dor passando pela sua garganta.
– Já deu o cuzinho de riquinha? – Jason perguntou – Eu sei que não... Mas vou mudar isso, lindinha... Vou te arrombar hoje até não conseguir sentar mais.
– Não... – Rosalie soluçou, sentindo outra palmada.
– Quietinha...
Laurent a pegou pelo queixo, com a outra mão sacou a arma.
– Abra o fecho da minha calça, gracinha.
– Não... – ela negou com a cabeça. Sentia Jason brincar com sua calcinha agora, e sabia que estava prestes a vomitar. Sentia-se imunda. Tinha vontade de arrancar a própria pele fora.
– ABRA! – Laurent mandou, colocando a arma na cabeça de Rosalie.
Chorando ela levou as mãos trêmulas até a calça do homem, e fechando os olhos, a abriu.
– Bom, bom... Agora, abaixe minha cueca...
– Por favor... – Rosalie implorou, a arma desceu pelo seu pescoço, sua garganta, o vão dos seios...
– Abaixe a minha cueca – Laurent mandou novamente e mais uma vez Rosalie o fez, com as mãos trêmulas.
– Agora, incline-se até meu pau, boneca. Quero foder a sua boquinha...
~-~
Isabella finalmente encontrou a rua de onde vinham os gritos abafados. Chegou a tempo de ouvir um de seus subordinados, com o membro exposto, pedir para que a frágil menina se inclinasse para ele.
As imagens que preencheram a cabeça da mafiosa foram inevitáveis.
“James entrava e saía de dentro dela, mordendo seu pescoço e seus lábios já machucados.
– Olha só o que temos aqui... Você está molhadinha ou isso é ainda mais sangue?
A dor era imensa. Isabella sabia que poderia morrer a qualquer momento. Ela não aguentaria muito mais daquilo.
– Que feio, delícia! Você está encharcada... de sangue.
E com uma risada começou a estocar ainda mais forte dentro dela.
– Está gostando, putinha? Quer que eu me derrame de novo em você? Quer sentir minha porra quente? É pra já...
E Isabella sentiu mais uma vez o homem ejacular dentro dela. Ela não sabia mais onde estava, só queria morrer.
– Você estará sempre marcada por mim, não importa quanto tempo passe.”
Isabella não suportaria assistir aquilo de novo, não suportaria ouvir os gritos de Rosalie. Ela era tão frágil e pequena... Parecia tão pura e inocente... Eles acabariam com a menina, como James uma vez fez com ela.
– INCLINE-SE PARA ELE, VAGABUNDA! – Jason gritou, desferindo outro tapa na bunda de Rosalie que gritou e chorou alto, ainda negando-se.
Saindo das sombras e adentrando de vez o beco, Isabella deixou que sua figura fosse revelada.
– Laurent, Jason... Larguem a menina agora.
Os dois homens olharam assustados reconhecendo a mulher a sua frente, e trataram de se recompor rapidamente.
– Senhorita Swan?
– Não... Sou uma mulher que estava passando e decidiu se juntar a pequena suruba de vocês. – ela disse sarcasticamente — Claro que sou eu, imbecis. Agora, larguem a menina.
Jason soltou lentamente uma Rosalie que esperneava. Mas assim que ela deu alguns passos na direção de Isabella, Laurent a pegou pelos cabelos, puxando para trás, e colocando a arma contra a sua cabeça.
– Não! – o negro disse, despertando a ira de Isabella enquanto uma Rose sem forças choramingava.
– Como é que é? – A mulher disse entre dentes, dando um passo a frente, a mão encostada no cano da arma que estava no cós da calça.
– Laurent, ficou maluco? É a Swan! – O outro sussurrou, aterrorizado.
– Seu tio me incumbiu de levar a putinha até o cativeiro, Senhorita – Laurent começou.
– E eu estou te desincumbindo! Charles passou a tarefa para mim, podem ficar tranquilos...
Jason deu um passo a frente, tentando trazer o amigo para a realidade.
– Você ouviu, Laurent. O chefe passou a tarefa para a senhorita Swan! Vamos embora daqui.
– Não. – O negro falou mais uma vez, dançando com o cano da arma pelo rosto de menina de Rosalie.
– Eu estou começando a perder a paciência, Laurent. – Isabella avisou.
– O chefe ligaria. Essa missão é importante para ele. Eu tenho ordens para levar Rosalie Masen até o cativeiro, custe o que custar... Talvez, ele se referisse a você.
Isabella riu seu riso fingindo, tentando esconder quanto já estava preocupada com a situação, não contava com a reticência por parte dos homens para lhe entregar a menina.
– Você até que é divertido, Laurent. Acha que viveria mais um dia, se por acaso se livrasse de mim para prosseguir uma missão? Esqueceu quem eu sou? O que significo para o meu tio? E mais importante, que Charles não é imortal e um dia serei eu quem ditará as ordens de tudo?
Isabella via o brilho de coragem do homem desvanecendo pouco a pouco.
– O que essa riquinha é para você, Swan? Por acaso tá ficando sentimental agora? – ainda foi audacioso o bastante para dizer.
Isabella levantou a arma em direção a cabeça dele, aquela última frase sendo demais para ela.
– Talvez eu precise relembra-lo o quanto sou sentimental visitando a casinha da mamãe, onde você ainda deploravelmente mora. Acho que a senhora sua mãe, vai adorar conferir meu sentimentalismo com uma arma colocada no céu da boca dela!
Os olhos do homem inflaram-se de fúria.
– Não ameace a minha mãe!
Isabella não riu dessa vez. Apenas cerrou os olhos, como se fosse capaz de assassina-lo daquela maneira.
– Não falte com o respeito a mim, Laurent. Ou sim, a mamãezinha sofrerá as consequências! Agora, solte a menina ou receba um tiro na cabeça. A escolha é sua.
Laurent sorriu.
– Se você não percebeu, Senhorita Swan, eu também tenho uma arma, e está apontada para a menininha que você quer tanto ver livre!
Isabella apenas levantou as sobrancelhas em desafio...
– Pois eu aposto que seus miolos estarão esparramados pelo chão antes que pense em puxar esse gatilho! Vamos fazer o teste? Eu não tenho nada a perder. Já você...
E então finalmente Isabella viu Laurent soltando Rosalie, que estava completamente assustada e com os olhos arregalados, o rosto inundado pelas lágrimas. Seu cérebro registrou quando ela correu para trás de si, ficando encostada na parede úmida de cimento que rodeava aquele beco.
– Bom menino. – Isabella disse, como se falasse com um cachorro – Agora, sumam daqui. AGORA!
– Desculpe senhorita, Swan! Perdão! – O loiro murmurou, rapidamente, enquanto se encaminhava para longe.
Laurent foi praticamente empurrado por Jason para sair daquela rua. Quanto viraram a esquina Isabella pode finalmente soltar a respiração que estava contida em seu peito. Pegou o celular rapidamente e mandou uma mensagem para Edward com as coordenadas do beco. Não dava para chegar ali de carro e vendo o estado de Rosalie sabia que ela não conseguiria leva-la a pé até a rua 3. Precisava da ajuda do Masen.
Isabella olhou para menina encolhida no chão, os braços finos tentando proteger o colo descoberto, os olhos verdes olhavam assustados. Ela era tão parecida com Edward! No entanto o brilho do olhar estava desfocado, ela tremia, parecia uma gatinha precisando de cuidados.
Isabella conhecia aquele olhar. Já viu ele nela mesma.
– Você... Você conhecia eles... – ela murmurou, trêmula.
– Sim – Isabella afirmou com cuidado, dando um passo para frente. Mas a menina se encolheu ainda mais e a mafiosa cessou a aproximação.
– Co...como? – Rosalie tartamudeou.
Isabella soltou um suspiro cansando.
– Bom, traduzindo de uma forma que você possa entender... Digamos que eu trabalho na mesma “empresa” que eles.
A menina arregalou ainda mais os orbes esmeralda e começou a choramingar. Não tinha acabado então? Ela não aguentaria aquilo... Não aguentaria ser levada... Preferia morrer.
– Eu não vou te fazer mal, Rosalie – Isabella assegurou, olhando diretamente para ela. Quase fez uma careta quando continuou – Eu estou com o seu irmão.
A menina relaxou um pouco.
– Onde está o Ed?
– Ele estará aqui a qualquer momento – Isabella garantiu, tentando tranquiliza-la, e deu mais um passo em direção a ela, vendo que dessa vez seu avanço não fora mal recebido.
– AFASTE-SE DELA! Quem é você? – Isabella olhou para o começo do beco vendo uma figura masculina vestida em um terno e portando uma arma na mão.
– Vejamos... – começou, com ironia, reconhecendo de quem se tratava. Já tinha visto várias fotos dele quando estudara o arquivo de Edward. Emmett também a reconheceu assim que ela se virou para ele, mas olhava incrédulo mesmo assim. Aquela era Isabella Swan? A Isabella do Edward?
– Eu sou a pessoa que acaba de impedir que essa menina, a qual você pede que eu me afaste, fosse estuprada!
Rosalie tremeu a menção da palavra. E o agente engasgou. Olhou para a garota que o encantava encolhida no chão, o rosto sujo, o vestido em frangalhos.
– Estu... – Emmett não conseguiu terminar de pronunciar a palavra. Tentou encontrar os olhos esmeralda doces dela, mas a menina mantinha-os presos ora no chão, ora em Isabella.
– Rose? – ele tentou chamar, em vão. Ela simplesmente virou a cabeça para a direção dele, mas não o olhou nos olhos. Emmett deu um passo para frente, mas foi parado por Isabella que agora apontava sua própria arma para ele.
– Não se aproxime! – ela sibilou.
Emmett olhava dela para uma Rose acuada na parede fria. Queria toma-la nos braços... Queria tentar consola-la.
– Eu tenho que vê-la. – ele disse, seu semblante esbanjava sofrimento.
Isabella negou com a cabeça, indo depressa para a frente de Rosalie. Nem ela mesmo sabia o porquê da atitude quase protetora, mas Charles possuía alguns infiltrados em vários órgãos do governo. Claro que com o FBI não seria diferente. O Agente Emmett McCarty tinha chegando ali rápido demais.
– Está tudo... tudo bem – Rosalie murmurou atrás dela – Ele é amigo do Edward.
Isabella manteve seus olhos no homem.
– Como chegou aqui? Como sabia que Rosalie estava correndo perigo?
Emmett balançou a cabeça.
– Eu simplesmente soube.
– Soube? Simplesmente soube que ela precisava de ajuda? É adivinha nas horas vagas? – Isabella arqueou as belas sobrancelhas ironizando a fala – Você estava no baile.
– Sim... Por favor, Isabella, deixe-me vê-la.
Tentou chegar mais perto.
– Nem mais um passo. – Isabella avisou, os olhos mortíferos. Emmett andou de um lado para o outro, irritado com a sua incapacidade. Poderia chegar a força até elas, se levasse um tiro pelo menos teria tentado... Mas qualquer ação bruta que tivesse poderia assustar ainda mais Rosalie, e ele não queria isso. Não poderia conviver com isso.
– Me responda! Como chegou aqui?
– Eu... – ele tentou pensar com clareza – ela sumiu do baile, e eu percebi que tinha ido embora... Então... eu ativei o GPS que instalei no carro quando Edward me pediu para tomar conta dela e cheguei até a rua principal, e ouvi os gritos e...
– Edward pediu para que olhasse por ela? – Isabella perguntou simplesmente para alfinetar. Já estava mais tranquila, talvez tivesse sido desconfiada em demasiado – Belo trabalho que vem realizando, Agente Emmett McCarty!
Ele não teve tempo de se surpreender pela mulher saber o seu nome completo. Aquela declaração dela caiu como uma bomba em seus braços. Era tudo culpa dele. Ele fora um completo idiota no baile. Se tivesse ficado com ela aquilo nunca teria acontecido. Nunca.
Isabella deu as costas para o homem que estava em completa confusão. Tirou o sobretudo e o estendeu para que Rosalie passasse pelos ombros. Tanto para tampar o colo exposto e machucado como para aplacar o frio que deveria estar sentindo. Ajoelhou-se na frente dela.
– Vista – disse. E a menina pegou a peça de roupa um tanto quanto trêmula. Ela estava com medo, Isabella pode perceber, ajoelhada bem a sua frente. O rosto na mesma altura que o dela.
– Rosalie? – ela disse, fazendo um enorme esforço para conter a sua mão que queria afagar os cabelos loiros, eram mais claros que o de Edward, seu sistema treinado processou rapidamente – Vai ficar tudo bem.
Aquilo não pareceu melhorar o estado da pequena que, mesmo meneando a cabeça, fechou os lábios em uma linha firme, enquanto mais lágrimas silenciosas desciam pela sua face.
– Rose? – ambas ouviram a voz de Emmett, que agora se aproximava.
Olhando rapidamente para a menina Isabella viu que ela não o encarava. Estava com vergonha. Ela conhecia aquele sentimento.
Emmett também se ajoelhou, ficando ao lado de Isabella que, desconfortável com a proximidade, se levantou, conferindo o celular. Edward não respondeu a mensagem, mas tinha a certeza que ele estava chegando.
Muito menos contido que Isabella, Emmett chegou a levar a mão até a cabeça de Rosalie, mas ela se encolheu mais na parede, virando o rosto de lado, e choramingando um “não” baixinho.
O McCarty recolheu a mão rapidamente, odiando a si mesmo.
– Não precisa ter medo de mim, Rose. Eu nunca te faria mal. Nunca!
Isabella revirou os olhos, observando a cena.
– Ela não está com medo de você.
Ele olhou para a mafiosa, confuso.
– Ela só não quer ser tocada. É isso. – respondeu, dando de ombros.
E então Isabella viu Edward apontando na curva do beco, sem que pudesse se conter seus pés andaram até ele, como se fosse atraída.
Pela primeira vez na noite, enquanto caminhava em direção à figura alta e máscula ela não se sentiu bombardeada pelos questionamentos internos. Não havia uma voz interior gritando para honrar a máfia, ou a seu tio, não havia imagens de James...
Isabella teve que admitir, era uma sensação boa.
– Rosalie? – ele perguntou os olhos verdes transtornados.
Isabella apontou com a cabeça para o canto do beco onde Emmett ainda encontrava-se ajoelhado. Edward fez menção de ir até lá, mas Isabella o deteve com uma mão espalmada no peito masculino.
– Edward... Eu cheguei a tempo, mas, ela quase foi estuprada e... – Os olhos do federal arregalaram-se, um pequeno rugido saindo de seu peito.
– Eu vou matar aquele filho da puta! – bradou.
A raiva subiu pelo peito de Isabella.
– Ah é mesmo, Agente Masen? E quem seria esse filho da puta?
– Não se finja de boba porque você está longe de ser isso. Sabe muito bem que estou falando de Charles Swan!
– Meu tio, Agente Masen. – o tom dela era de aviso.
– Você está tentando defende-lo? Eu não me interesso pelo seu parentesco com ele! Eu não me interesso pelo que pensa sobre isso — Edward olhou firmemente para ela. A raiva saindo por seus poros, nem sequer media as palavras... Muito menos pensava no que dizia – O que me interessa é que ele é o homem que mandou estuprar e sequestrar a minha irmã, ele é o homem que fez de você a criatura fria e sem sentimentos que é.
Isabella engoliu em seco. Essa era ela, não é mesmo? Alguns dias atrás ela não poderia concordar mais com ele. Mas, se era tão fria e sem sentimentos o que estava fazendo ali, salvando a irmã dele e não ganhando nem um aceno de cabeça como agradecimento?
Ela escolhera o lado errado, e estava saindo dos trilhos.
Assumindo a postura rígida, simplesmente falou:
– O que eu queria dizer é que talvez ela não queira muito contato ainda e é melhor que vá com calma...
– E quem é você para saber o que a minha irmã quer ou não em uma situação dessas, Isabella Swan?! A porra de uma psicóloga? Agora saia da minha frente, Rose precisa de mim.
A mulher arregalou os olhos, levemente atingida e deu um passo para o lado. Em sua mente ela gritava que talvez fosse uma mulher que foi estuprada várias e várias vezes de forma cruel e impiedosa. Mas simplesmente calou-se.
Virou-se a tempo de assistir o federal ajoelhando-se do lado da irmã.
– Rose?
– Ed... Edward?
– Sim, Rose... Sou eu... Minha linda irmãzinha – Edward a pegou pelos braços trazendo-a para um abraço, Rosalie debateu-se murmurando vários ‘nãos’, e Edward simplesmente a balançava, prensando-a mais em seus braços, acalentando-a.
– Sou eu, Rose... Edward... Seu irmão.
Isabella estava pronta para lançar um olhar convencido, quando, para seu espanto, Rosalie se entregou aquele abraço. Apertando o irmão o mais forte que conseguia com os braços finos.
“- Bella?
Ela encolheu-se mais ainda contra a cabeceira da cama quando viu a porta se mexer. Mas era apenas a sua avó. Tentou respirar mais calmamente, abraçando as pernas contra o peito.
– Meu bem... – Irina murmurou aterrorizada. – O que James fez com você?
Isabella sentiu a bile subindo só pela menção do nome dele. A menina estava abraçando o corpo nu cheio de hematomas, as pernas e a intimidade sujas de sangue, bem como a boca e o lençol branco.
– Oh minha linda bellinha – Irina se aproximou – Vem, vamos lavar você sim? Quando estiver limpa Charly vai chamar um médico da confiança dele para examina-la.
Irina levou as mãos afáveis para o cabelo de Isabella.
– Não! – A menina alertou. Afastando-se do toque.
– Querida... – Irina tentou novamente toca-la.
– Não me toque! – Isabella praticamente gritou. Eu quero ficar sozinha... Me deixa.
Irina afastou-se pesarosa da cama.
– Meu amor, quando você precisar eu estarei logo na porta. É só me chamar.
E então foi embora, deixando Isabella sozinha no quarto de criança escuro.”
Isabella olhou mais uma vez para a cena a sua frente.
– Foi horrível, Edward... Horrível... – Rosalie falou, a voz abafada pelo terno dele.
– Vai ficar tudo bem, pequena... – Edward passava as mãos pelo cabelo dela — Eu prometo.
Ele tinha razão, Isabella pensou. Ela não sabia o que era melhor para a irmã dele. E talvez, nem para ela mesma.
~-~
Eles andavam bem devagar em direção a rua 3, em respeito a Rosalie que vinha agarrada ao irmão, embolada no sobretudo de Isabella. A criminosa vinha à frente, perdida em seus próprios pensamentos, no modo como traíra a máfia essa noite.
Uma coisa era falhar em suas próprias missões, outra era atrapalhar uma missão praticamente bem sucedida de outros membros. Ela apunhalou a instituição e sentia o punhal cravado em suas costas.
Ela era a própria máfia, toda sua vida era voltada para a instituição. E mesmo assim tinha a traído hoje para salvar a honra de uma menininha que nem conhecia. Para ajudar um policial, um agente federal. E pela reação que ele teve quando chegou ao local, Charles estava certíssimo... Ele só estava colhendo mais informações sobre ela...
Como poderia pensar outra coisa? Alias, o que pensara antes? Confiar nele?
Isabella teve que se controlar para não bater a cabeça na primeira superfície sólida. Queria sofrer. Tinha que sofrer pelo que fez hoje...
Por quê? Por que fez isso, por quê?
Sentiu uma figura grande, que antes andava atrás de Edward e Rosalie, passar a caminhar ao seu lado. Ele se inclinou e murmurou.
– Ele foi grosso comigo também, se serve de consolo. – Emmett murmurou.
Isabella revirou os olhos, levando-se no automático.
– E eu lá sou mulher de ficar sentida por grosserias? – ironizou.
Emmett riu brevemente, mas era um som melancólico.
– Eu ouvi o que ele disse, Isabella. E eu vi o seu olhar. Aquilo te afetou, eu sei.
Isabella olhou para ele com desdém. Mas não se permitiu falar nada.
– Ele tinha razão de ser rude comigo... Eu mereço, não cuidei da Rose como deveria – Isabella arriscou um olhar para ele, os olhos tristonhos mirando a calçada – Mas não com você. A única razão de Rose estar aqui conosco, e de não ter acontecido alguma coisa pior, é você.
Aquilo não fez o efeito que o homem esperava em Isabella. Emmett pensou que um reconhecimento faria bem para ela, mas não foi muito bem o que aconteceu... Assim que as palavras saíram de sua boca a única coisa que Isabella conseguiu pensar foi que, em primeiro lugar, Rosalie só tinha sido perseguida por culpa dela.
Se conseguisse fazer a porra do seu trabalho direito, Charles nem mexeria com a caçula Masen porque Edward estaria morto.
A palavra lhe trouxe calafrios, aos quais ela ignorou. Ele era nada para ela, e deveria continuar permanecendo assim. Seu corpo ela já entregara e isso não tinha mais volta. Mas, sua alma, jamais revelaria para Edward, ou para qualquer outra pessoa.
– Obrigado, Isabella – as palavras a despertaram e ela olhou surpresa para o Emmett – Obrigado por ter salvado Rose. Sei que deve ter sido muito difícil para você ir contra a máfia, nem posso imaginar o conflito que passou, por isso, muito obrigado.
Ela olhou para ele incrédula, como ele entendia o que estava pensando apenas a olhando? Algo em seu peito aqueceu, aquelas eram as palavras que ela esperava de Edward, aquilo era o que ela esperava ouvir quando foi de encontro a ele no beco.
O agradecimento saiu antes que pudesse conter, e era extremamente sincero.
– Obrigada, Emmett... – Isabella franziu as sobrancelhas, sem saber como articular as palavras – Pelo reconhecimento...
O agente balançou a cabeça.
– Quanto a Edward, não se preocupe. Do jeito que ele está olhando para você não vai demorar a pedir desculpas. Ele só estava nervoso por Rosalie, com a possibilidade do que poderia ter acontecido.
Isabella cerrou os olhos.
– Eu não estou preocupada. – sibilou.
– Aham. Ta bom. – Emmett murmurou, fazendo a mafiosa grunhir de irritação. Ele parecia a Alice quando a irritava dessa maneira, era só o que faltava.
Que merda de rua 3 que não chegava nunca!
– Emmett? – a mafiosa ouviu a voz de Edward chamando atrás de si. O federal se desgrudou da irmã apenas para tirar a manga do paletó – Dê para Isabella, ela deve estar com frio.
Foi só então que Isabella percebeu que dando o sobretudo para Rosalie ela ficara apenas com a calça jeans, uma blusinha de alças finas e as luvas pretas que chegavam aos punhos. Seus braços realmente estavam gelados, e prestando a atenção agora, o vento os castigava como mil farpinhas. Mas a dor que sentia em seu íntimo por ter traído a máfia era muito maior para que outras fossem notadas.
Edward estendeu o paletó para Emmett, que antes de aceitar olhou brevemente para Isabella.
– Não estou. – Ela assegurou olhando para McCarty. Por que a porra do federal não tinha se dirigido diretamente à ela?
Emmett deu de ombros simplesmente e voltou a caminhar. Edward desistiu de entregar o paletó, mesmo que percebesse que a mulher mantinha os braços junto do corpo. Não tinha como ela não estar com frio.
– Isabella?
A mafiosa simplesmente virou o rosto para o lado, dando a entender que estava escutando.
– Eu gostaria de levar Rosalie para ficar com a gente. Pelo menos por hoje. Tudo bem?
Ela demorou um pouco e depois simplesmente balançou a cabeça em afirmativo.
O Federal se condenou. Alguma coisa estava errada com ela. Isabella não era mulher de gestos. Era mulher de frases de efeito que simplesmente o deixava sem respostas. E ele ainda tinha sido um completo idiota com ela no beco. Por que falara aquilo? Por quê? Queria se desculpar, mas não o faria na frente de Emmett e Rosalie. Não por vergonha, era que aquela conversa deveria ser só deles, sem terceiros olhando.
Mas ela parecia já tão distante.
– Muito obrigado por hoje, Isabella. – Pelo menos agradecer ele já podia.
A mafiosa sentiu o olhar de Emmett pairando sobre ela, cheio de si.
– Eu serei eternamente grato pelo que fez. — Edward completou.
Mas, para desespero do Federal, a mafiosa simplesmente riu.
– Eu não preciso de gratidão eterna, Agente Masen.
Será que ela já tinha reposto todos os muros que ele conseguira derrubar? Não poderia acreditar nisso... Não queria.
Ele iria retrucar quando viu algo que o alarmou, Isabella e Emmett tirando as armas ao mesmo tempo, e olhando para a rua 3.
Por um breve momento Edward soube que nem tudo com a mafiosa estava perdido, porque, assim que ela virou seu rosto para ele, seus olhos conversaram como haviam aprendido durante todos aqueles dias. E aquele brevíssimo momento o encheu de esperança.
– EDWARD! – ela gritou, e apontou para o Impala estacionado logo acima – Leve sua irmã para o carro! AGORA!
A mafiosa virou-se para a rua, não acreditando no que os seus olhos mostravam. Eram Laurent e Jason, sentados dentro do carro. Mas, como? Ela ordenou que fossem embora, teria Charles dito que a missão deveria continuar, mesmo que para isso tivessem que passar por cima dela?
Bom, depois do que ela tinha feito, não duvidaria.
Olhou melhor então, e percebeu dois orifícios perfeitos na testa de ambos.
– Não! – ela sussurou e saiu correndo em direção ao carro.
– Isabella! – seu sistema percebeu que Emmett a gritava, mas não ligou. Tinha que ver de perto... Tinha que ter certeza.
Parou do lado da porta do motorista, onde Laurent se encontrava. Os olhos sem vida encarando o nada a frente.
– Assassinados... – Isabella murmurou, levando as mãos a cabeça. Mas por quê? Por quem? Como?
Emmett parou ao seu lado.
– Puta merda... Mas, o que? – falou, confuso.
Edward colocava Rosalie no carro, dizendo que tudo daria certo. Mas em nenhum momento deixou de notar o que acontecia com a mulher logo à frente.
Então, os dois agentes federais e a criminosa ouviram um barulho de motor, e viram, instantaneamente, uma moto preta sair de uma rua um pouco abaixo deles, distante quase 30 metros. O motorista também estava todo de preto, incluindo o capacete espelhado e a arma que apontava em direção a eles.
– Maldito... – Isabella sibilou, e deu um passo a frente. Mas Emmett a puxou com o braço livre, colocando ambos atrás do carro de Laurent, como proteção. Empunhou a arma para o motoqueiro.
– FBI! Desça da moto, largue a arma e coloque as mãos onde eu possa vê-las! – Emmett gritou e Isabella olhou para ele com fúria desacreditada. Edward queria ir até eles, mas Rosalie choramingava agarrada ao seu braço.
– Para o inferno com FBI! Eu vou é matar essa porra de motoqueiro! – ela disse, saindo de trás do carro e mirando. Mas, antes que a mafiosa pudesse disparar, o motoqueiro misterioso já puxava o gatilho.
Um tiro para ela.
– NÃO – Edward gritou aterrorizado – ISABELLA!
Notas finais
Estou muito feliz e muito triste. Feliz, porque Rede de Segredos tem 229 LEITORES. E extremamente triste porque apenas uma média de 18 LEITORES COMENTAM!
#ficadica.
hahaha
Mas é sério, FANTASMINHAS, o que custa dar um oizinho? um gostei? ou talvez um: "odiei e você é uma imbecil"?
obrigada, beeeeijos, e comentem! haha
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