Notas iniciais
Oi leitoras lindas! Aqui estou eu com mais um capítulo de RDS! Queria agradecer as meninas que comentaram lindamente o último! Muito, muito, muito obrigada mesmo!

E vamos à leitura!

AVISO: O FLASHBACK DESSE CAPÍTULO CONTÉM CENAS FORTES: CENA DE ESTUPRO (Se decidirem por pular, a falta da cena não vai interferir na continuidade da história — vocês só vão saber tão quanto o federal.)

ps: Devem estar pirando e com o coração na mão com o "cenas de estupro" né? :(



~~


Isabella acordou com seu estomago roncando graças ao cheiro que vinha da cozinha, olhou de cara feia para ele, nunca acordara tão faminta como agora. Entretanto, o fato não era surpreendente levando-se em conta as atividades em que estivera envolvida pela madrugada.

Espichou-se na grande cama de casal, sentindo algumas partes de seu corpo levemente doloridas, mas a sensação surpreendentemente não era ruim. Na realidade Isabella tinha certeza que nunca se sentira tão descansada.

Tentou afastar os pensamentos que sempre caminhavam para a lembrança da noite anterior e levantou-se da cama, fez rapidamente sua higiene matinal, e abriu o grande guarda roupa na tarefa de vestir algo para encobrir sua nudez. Acabou por escolher a primeira coisa a mostra, uma blusa comprida, originalmente usada com legue. A peça bege vinha até quase a metade de suas coxas e deixava seus ombros à mostra. A mafiosa nem se deu ao trabalho de procurar um sutiã sem alças para a peça, vestindo apenas uma calcinha e saindo do quarto.

Assim que seus pés delicados tocaram o mármore frio do corredor ela se recordou da real existência de Edward Masen naquela casa e desejou ter vestido algo mais comportado. Porém já era tarde de mais, ele acabara de lhe lançar um sorriso sem dentes de onde estava, que no caso, era a cozinha.

Isabella aproximou-se vagarosamente instigada pelo faro. Tinha certeza que era ovos mexidos. E mesmo que a fome lhe castigasse naquele momento, não deixou de perceber o edredom dobrado no sofá usado pela federal. Seria ele do tipo organizadinho?

A visão de alguém parado em sua cozinha já era estranha, mas Edward Masen vestido apenas com uma calça jeans e mexendo com desenvoltura na frigideira, causava coisas em seu âmago que Isabella não sabia compreender. Era como um grande desconforto, uma sensação que lhe subia pela espinha acabando em sua nuca, dando-lhe a vontade de arrancar seus cabelos, fio por fio da cabeça. Sentia-se invadida, como se perdesse lentamente o controle do que acontecia a sua volta.

Sentou-se em um dos banquinhos observando atentamente os músculos das costas desnudas do federal que se evidenciavam conforme os movimentos que ele fazia. Alguns arranhados marcavam-lhe a pele, o que fez com que Isabella, perdia em seus devaneios encarasse a mancha arroxeada na parte interna de sua coxa esquerda. Pelo menos ele não fora o único a deixar marcas, refletiu vitoriosa.

O federal virou a cabeça para trás sorrindo largamente para uma mafiosa mal humorada.

– Bom dia, Isabella. – desejou, olhando rapidamente para o corpo dela, ou para a parte que a bancada permitia que ele visse, que para a infelicidade de Masen, era muito pequena.

– Dormiu bem? – virou-se novamente, dando assistência para a panela. Isabella bufou audivelmente, não tinha paciência para quem distribuía bom humor matinal.

Edward retirou os ovos mexidos colocando-os em um prato e os trazendo para a bancada. O verde se perdeu no azul pela primeira vez naquele dia, mas antes que alguém pudesse dizer algo, o estomago de Isabella roncou vergonhosamente, fazendo um sorriso nascer nos lábios do federal.

– Acho que tem alguém faminta e extremamente mal humorada – Isabella rolou os olhos – Poderia ser um café da manhã muito melhor se eu tivesse comprado alguns mantimentos, mas não tenho a senha que abre a porta...

Isabella decidiu ignorar o olhar de cachorrinho que o agente Masen lhe lançava. Será que aquele homem era daquele jeito todas as manhãs?

– Não sou guia de excursão para acordar alegre e saltitante achando a vida linda!

Foi a vez de Edward ignorar, concentrado em encontrar a data de validade de um suco de laranja, sorrindo e trazendo-o para a mesa junto com café feito por ele e dois pratos pequenos para os ovos mexidos.

– Até que gosto de vê-la assim, aborrecida – ele disse, contornando a bancada e preparando-se para sentar ao lado de Isabella – Você faz esse biquinho com os lábios e me deixa louco para beija-los.

Isabella engasgou com a própria saliva, e observou o federal pegar o prato destinado para ela, colocando uma quantidade considerável de ovos mexidos. Comportava-se como se o último comentário fosse a coisa mais comum que poderia ser dita. Isabella não simpatizava com declarações de qualquer espécie, ainda mais aquela que soou tão casalzinho em seus ouvidos. Enervou-se ainda mais com a atitude do federal de servi-la.

Ela não é dependente. Ela não precisa ser “cuidada” por ninguém.

Mas que depressa serviu-se do suco de laranja, não deixando espaço para Masen cogitar fazê-lo. Não queria render-se tão rapidamente aos ovos mexidos feitos por ele, mas quando deu por si já estava comendo sua porção com vontade, atribui o delicioso sabor a fome que estava sentindo, e não aos possíveis talentos culinários de Edward Masen.

– A propósito, adorei a sua roupa Isabella. – Ela sentiu o calafrio percorrer cada parte de seu corpo graças ao tom rouco empregado pelo federal. Rogou para que não ficasse evidente demais a falta de seu sutiã quando sentiu o arrepio atingir os seios. Maldito seja aquele homem!

– O que deu em você essa manhã, Agente Masen? Está mais insuportável que normalmente!

Edward sorriu, não se deixando abalar pelo tom cortante utilizado pela criminosa.

– Digamos que tive uma noite extremamente produtiva...

Isabella fechou os olhos, e bateu o garfo com mais força que o necessário no prato de porcelana. Aquilo era o inferno. Nunca fora de acreditar em Deus, mas não podia negar a existência de algum tipo de força universal agora. Afinal alguém definitivamente estava a punindo por todos os seus muitos pecados. Ela se via obrigada a travar uma convivência por tempo indeterminado com a figura prepotente e piadista que é Edward Masen. Se aquilo não era o inferno, Isabella não sabia qual outra classificação teria.

– Isabella, eu... é... – o embaraço do federal chamou a atenção dos olhos azuis – Nós... Ontem e no hotel, nós não usamos camisinha.

Isabella deu um sorriso seco. Via-se obrigada a confessar que tinha esquecido totalmente da camisinha quando fizeram sexo pela primeira vez. Mas ontem já estava consciente do assunto.

– Você realmente acha que eu permitiria que algum feto começasse a crescer de surpresa em meu útero, Agente Masen? Não se preocupe, faço uso de anticoncepcional. E se pensou em qualquer tipo de DST, relaxe... Estou limpa.

– Eu também estou. – Edward a informou, ainda um pouco chocado com a frieza que Isabella se referia a um possível bebe. Mas logo balançou a cabeça, livrando-se da ideia. Afinal, que assunto Isabella não tratava de modo calculado e frio?

– Eu sei. – ela murmurou saboreando mais uma garfada.

– Sabe? – Edward perguntou confuso.

– Eu fiz uma investigação sobre você Agente Masen. Acha que eu não tenho acesso a exames que você fez?

Edward a olhava incrédulo. Ela realmente investigara tudo da sua vida, até mesmo sua saúde?

– Jamais me sujeitaria a pegar alguma merda sexualmente transmissível. – Isabella esclareceu, dando de ombros.

– Isso quer dizer que – Edward começou, já recuperado da sensação de invasão de privacidade – não precisamos de camisinha?

Isabella fez uma careta, ficando estática. Aquela pergunta pressupunha que eles iam repetir as atividades que começaram no hotel. É claro que Isabella tinha consciência de que isso provavelmente ocorreria, mas falado em voz alta tomava outras proporções. Suspirou resignada. Não adiantava tentar fugir da atração que sentia pelo federal. Não com ele sempre por perto.

– Bom... Se você quiser podemos passar a usar – murmurou por fim e viu o federal sorrir.

– Não. Gosto mais da ideia de tê-la sem nenhuma borracha no meio.

Isabella engoliu em seco mais uma vez. O formigamento em seu baixo ventre aumentando. Juntou as pernas tentando amenizar o que sentia, mas o atrito só fez com que a sensação se potencializasse.

– Eu posso te fazer uma pergunta?

Por mais que quisesse ignora-lo, Isabella voltou o rosto em sua direção. Algo no tom do federal alertava que dali não sairia boa coisa. Simplesmente deu de ombros sorvendo de um longo gole do suco de laranja.

– No hotel, você disse algo que me deixou intrigado. – A garganta de Isabella travou, nada mais passando pela sua glote. Ela esperava que ele tivesse se esquecido daquilo. – Algo sobre não ter com o que comparar...

– Não é da sua conta, Agente Masen. Estava apenas pensando alto.

– Pode até não ser, mas eu quero saber, Isabella. Eu te perguntei sobre um orgasmo e você me disse aquilo... Quer dizer então que você nunca...? – Edward perguntou deixando a frase morrer, franziu as sobrancelhas e cerrou os olhos. Uma perfeita feição duvidosa.

Isabella suspirou decidindo por dar aquilo que ele tanto queria. Tinha acabado de acordar e simplesmente não tinha forças para travar qualquer discussão com o Federal.

– Não. – não passou de um sussurro, mas a mafiosa logo acrescentou – Ninguém nunca me proporcionou um orgasmo.

Ela não se dignou a olhar para ele, cedendo toda a sua atenção às gotículas de água que se formavam no exterior do copo de suco. O silêncio permaneceu por um longo período, Edward absorvendo o fato e Isabella tentando ignora-lo. Se a criminosa o olhasse agora veria uma expressão de surpresa e alegria no rosto masculino. Sim, Edward Masen se sentia feliz pela revelação mesmo que não conseguisse precisar exatamente o porquê.

– Até dois dias atrás. – A voz rouca foi como um cobertor para o corpo de Isabella. Esquentando e envolvendo-o.

– Até dois dias atrás. – Ela repetiu, mas a frase dessa vez não teve o mesmo poder sobre ela. Recebeu uma punhalada no peito, como se o fato explícito deixasse suas defesas baqueadas. Estava dando um trunfo para Edward Masen. Um ponto fraco de onde poderia tirar proveito. Ele mesmo.

– Você percebe que isso a torna levemente dependente de mim, certo? – Edward falou, dando voz aos medos de Isabella. A mulher apressadamente tentou corrigir a impressão que passara, virando-se e encarando um Edward ainda desacreditado.

– Não seja ridículo, Federal! Eu disse que ninguém me levou ao orgasmo, não que nunca tinha experimentado um. Eu não preciso de ninguém para isso.

Edward alargou levemente os olhos, abrindo um sorriso embasbacado.

– Você se tocava... – seu tom era maravilhado, e suas pupilas estavam levemente dilatadas. Isabella fez um trejeito de escárnio. – Isso é algo que eu definitivamente gostaria de presenciar.

Ele capturou a mão feminina em cima da bancada, acariciando-a com seu dedão, gesto que no inicio pareceu aquecer Isabella, mas depois se abateu sobre a mulher como um balde de água fria. Edward Masen estava a acalentando.

– Quantos – Edward limpou a garganta – Quantos homens não conseguiram lhe dar um orgasmo, Isabella?

Isabella soltou um murmúrio de irritação enquanto tratava de afastar a mão dele da sua.

– Quantos homens me foderam, Federal. – ela disse. O tom, apesar de provocador, sairia estranhamente amargurado. — É isso que quer saber.

Edward fechou os olhos brevemente, por mais que tivesse adorado o fato de que só ele lhe proporcionara um orgasmo, não gostava de imaginar Isabella na cama com outros homens. Assustou-se e tratou de afugentar o pensamento com a mesma rapidez que veio. Não estava com ciúmes de Isabella Swan. Não poderia estar.

Mas quem ele estava tentando enganar, afinal? É claro que estava com ciúmes da criminosa. E não era a primeira vez que tinha aquele sentimento, atentou, lembrando-se instantaneamente de Barclay sorrindo e dançando com ela, logo depois com ela em sua cama... Edward engoliu a saliva audivelmente, detestando ver a imagem de Isabella em cima dele, mesmo sabendo que ela não tinha intenções de consumar o ato.

Agora, somente em pensar nos homens que já possuíram Isabella intimamente antes dele, o federal tinha vontade de socar alguém, qualquer infeliz desavisado que aparecesse na sua frente. Ou talvez se contentasse em morder o pescoço alvo, totalmente a mostra, graças ao nariz empinado da mulher, que o encarava com o rosto altivo. Sim, marca-la talvez resolvesse seu problema momentaneamente. A coloração avermelhada e arroxeada que a pele dela tomaria, serviria de um alerta, um lembrete de quem estava em sua cama agora.

No entanto Isabella estava ali na sua frente esperando por alguma maldita declaração. E sua curiosidade era maior que qualquer coisa.

– Que seja. – Respondeu por fim, seu tom cortante e raivoso.

Quase pode visualizar um sorriso de divertimento no rosto feminino, mas em um instante ele estava lá, e no outro já não restavam vestígios dele, fato que fez Edward ponderar se teria o imaginado.

– Seis com você, Federal. – ela disse provocante e Edward remexeu-se no banquinho.

– Sei somente de Jacob Black. – ele explicitou à contra gosto.

– Jacob foi o mais fácil de aguentar – ela disse incerta, como se aquela não fosse a escolha certa das palavras. – Quer dizer, eu não fiquei enojada com ele.

– Ele conseguiu te excitar, minimamente? – Edward perguntou, não muito certo se quereria ou não saber a verdade.

– Ele foi o último, e quando o vi pela primeira vez pensei que talvez pudesse sentir algo com ele. Ele era diferente dos anteriores. Mas não.

– Diferente, como? – Edward perguntou, querendo render o assunto. Tentava parar de pensar que estavam falando sobre parceiros anteriores de Isabella e focar no fato de que, imperceptivelmente, ela se abriria um pouco para ele.

– Jacob é até... Bonito. – Edward fez uma careta e Isabella olhou para ele como quem diz “foi você quem pediu”. – Melhor parar com esse assunto?

Edward percebeu que Isabella estava o provocando, mas não podia parar agora que ela parecia tão disposta a conversar. Por mais que isso despertasse uma ira de homem das cavernas em si.

– Não. E como eram os outros? – perguntou, ciciando.

– Teve o Mike Newton. Ele estudava na mesma sala que eu no ensino médio. Era um frangote metido a garanhão, e por alguém motivo desconhecido morria de amores por mim.

Edward sorriu sem humor. Ele poderia imaginar bem os motivos.

– Naquela época eu não sabia que não era capaz de me excitar, e por isso não utilizava de... – Edward se admirou que por um momento a mulher de ferro que era Isabella parecesse envergonhada – lubrificante. Doeu como o inferno. Os outros dois foram senadores que começaram a dar apoio para o Tio Charles, e exigiram seu próprio preço.

Isabella deu de ombros, potencializando a fúria do federal. Ela era sempre tão conivente com os assuntos que se tratavam de Charles Swan... Como uma perfeita vítima de lavagem cerebral. Controlou os seus sentimentos que estavam prestes a explodir, afinal estava atento àquele relato dela e sempre fora muito bom em matemática.

– Falta um, Isabella.

E então viu uma coisa que jamais pensou que presenciaria na mulher. O corpo dela inteiro paralisou. Nem sequer os músculos torácicos se mexiam. Seus olhos estavam levemente arregalados e seu rosto muito pálido. Edward rapidamente pegou em sua mão por cima da mesa, sentindo-a mais fria que o normal. Isabella nem parecia ter sentindo o toque.



~~



Flashback.

“ – Levante-se da cama e tire a roupa. – Ele disse, fechando a porta do quarto dela.

Isabella se encolheu na cama cobrindo com o lençol seu corpo que estava apenas de pijama.

– O que?

– Levante-se da cama, e tire a roupa. – o homem repetiu, desafivelando o cinto e descendo as calças. Ficando apenas com a cueca na parte de baixo. Isabella sentiu a bile subir pela sua garganta, e a medida que ele contornava a sua cama por um lado, ela levantava pelo outro, tentando se sentir minimamente segura pela distância que impusera.

– Não... – ela começou balançando a cabeça – Eu pensei que poderia, poderia tentar...

– Não – ele a interrompeu – Eu vou te arrombar hoje, Isabella. Agora.

Ela engoliu audivelmente, e deu um passo para o lado.

– Mas... Eu ia poder perder a minha virgindade antes, foi esse o combinando.

Ele bufou, massageando o pênis por cima da cueca branca.

– Será muito mais eficiente se você perder a sua virgindade assim, Isabella. Sendo estuprada.

Ela fechou os olhos, sentindo o peso da palavra. Claro que aquele era o termo, mas pensar daquela forma acabava com ela. Em uma ação desesperada, correu até a porta do quarto, mas assim que girou a maçaneta uma mão forte lhe puxou pelos cabelos negros, jogando-a para trás, Isabella bateu a cabeça na quina da cama, caindo no chão logo em seguida.

Ele fechou a porta, agora a trancando, voltou-se para ela. Incrivelmente seu membro parecia mais ereto agora. É claro que estava. Ele se excitava com aquilo.

– Não... – ela murmurou, não acreditando. – Deixe-me... Deixe-me perder pelo menos minha virgindade primeiro, por favor.

Ela se odiou por mendigar. Mas sabia que aquilo ia doer terrivelmente se ainda estivesse com o seu hímen. Ele riu, ajoelhando-se no chão, e contornando o rosto dela com a mão grande.

– Não, Isabella.

Ela fechou os olhos bruscamente, tentando controlar as lágrimas. Já fazia um tempo que não chorava, mas diante daquela ocasião não poderia controlar.

– Agora, quero ver como você é.

Ele puxou a blusa de pijama dela, fazendo com que os botões da frente se arrebentassem, revelando os dois seios ainda não totalmente crescidos, mas já fartos na opinião do homem. Ele riu, e desceu a mão pelo vale dos seios, até chegar ao elástico do short. Isabella prendeu a respiração, sentindo que poderia vomitar a qualquer momento.

Tinha que ser forte. Mas ele, aquela situação, tudo era extremamente nojento.

Foi despida rapidamente, ficando nua, e encolhendo-se na parede. O homem a puxou novamente, fazendo ela se deitar contra o chão, mesmo que ela esperneasse.

– Você é tão gostosa.

Ele rumou para os lábios dela, forçando-os com a língua. Isabella tentou resistir, mas ele bateu sua cabeça duas vezes no chão, fazendo-a arfar de dor, e impondo sua língua na boca dela, entrando e saindo duramente.

Uma lagrima caiu pela bochecha da menina. Era seu primeiro beijo.

Ele apertou os seios dela com força. Arranhando e os puxando de um jeito que Isabella chegou a pensar que os arrancaria. Apertou fortemente e Isabella gritou a plenos pulmões. O homem apertou a sua mandíbula fazendo com que ela se calasse. Desferindo um tapa em seu rosto logo depois.

– Toda vez que gritar, vai apanhar, Isabella. – ele sorriu sardonicamente – E se não gritar, vai apanhar até as suas cordas vocais sangrarem.

Ela fungou, engolindo o maldito choro. E respirou profundamente tentando relaxar. Aquilo era inevitável, e se conseguisse relaxar doeria bem menos.

– O que pensa que está fazendo, vadia??? – ele urrou e deu um tapa no seio esquerdo dela, logo depois o apertando e puxando. Isabella gritou, seu corpo contorcendo-se. – Não se atreva a relaxar! Quero você tencionada. Quero literalmente abrir um buraco no meio das suas pernas grossas!

Ele apertou as pernas dela, levantando-as e colocando-as de encontro ao quadril dele já que se encontrava sentando sobre as pernas. Isabella perdeu a sustentação e bateu a cabeça mais uma vez no chão. Ele apertou a bunda dela. Batendo logo em seguida.

– Você é muito gostosa. – repetiu com a voz embargada. – Tão branquinha e cheirosa.

Ele abriu mais as pernas dela, olhando para a sua feminidade intacta.

– Rosinha e pequena. – ele murmurou, e Isabella soltou um som de puro sofrimento quando sentiu o membro dele encostar-se a sua bunda. Tentou fechar as pernas, ele colocou seu dorso no chão novamente, impondo seu corpo entre o dela.

Puxou o cabelo preto deixando o ouvido de Isabella exposto.

– Sente o meu pau, lindinha? – ele esfregou o quadril de encontro a ela. Isabella sentiu novamente o membro dele encostando-se nela. Tentou se afastar, o gesto de esquiva mexeu com os nervos do homem que deu um tapa no clitóris de Isabella fazendo com que uma dor lacerante percorresse todo o corpo da menina.

– Quero tanto foder essa bucetinha linda – o ar quente da respiração dele bateu de encontro ao ouvido dela, enojando-a ainda mais – E quero ver essa bundinha linda enquanto faço isso.

Então ele a virou bruscamente no chão, se colocando entre as pernas dela imediatamente.

– TIO CHARLES – Isabella gritou em desespero, para depois murmurar – por favor...

Então sentiu o membro do homem literalmente a rasgando no meio.”



~~



Isabella foi despertada daquele momento com o seu nome sendo repetido enfaticamente por um federal preocupado. Ela virou-se para ele, deixando aquelas lembranças para trás. Já não doía tanto pensar naquilo, ela sabia que fora necessário.

No entanto assim que virou-se para ele, sentiu-se suja. A vontade de ter os braços fortes ao seu redor, sustentando-a, era imensa. E queria que aquelas lembranças fossem substituídas por outras. Arrepender-se-ia depois, mas naquele momento era tudo o que precisava:

– Me faça esquecer – foi tão baixo que Edward quase não chegou a ouvir. Sabia que aquilo tinha relação com o que perguntara, e preferiu não pensar nisso. O modo como ela o disse fez algo desconhecido retumbar em seu peito. Queria fazê-la esquecer, não importava o que fosse. Queria sentir o corpo dela no seu, mas no momento ela parecia incrivelmente quebrada e não sabia se seria certo.

Levantou-se do banquinho e deu dois passos até ficar de frente para ela, que permanecia sentada. Tomou seu rosto com uma mão escrutinando os olhos azuis frios, e agora um pouco perturbados.

Foi Isabella quem juntou os lábios em um beijo sôfrego. Mas o federal o tranquilizou. Beijando-a lentamente. Sugando os lábios carnudos com delicadeza. As línguas se encontraram em um beijo luxurioso, mas não feroz como os outros que já tinham trocado.

Ela puxou os cabelos da nuca dele, fazendo com que se aproximasse mais dela, ficando entre as pernas torneadas. O federal beijou a bochecha dela, saboreando o gosto de sua pele, logo depois partindo para a mandíbula, o pescoço, o colo... Sua boca deixava um rastro de fogo por onde passava.

Isabella tentou retirar sua blusa, mas teve as mãos contidas pelo federal, que voltou a beijar seus lábios sem pressa, quase a matando de ansiedade. As mãos másculas rumaram para as coxas femininas descobertas, acariciando-as do joelho até a virilha. O coração da mafiosa perdeu um compasso quando sentiu as mãos dele perto do local que tanto necessitava. Mas Edward simplesmente rumou para a barriga dela, agarrando a blusa pelo cós e a suspendendo. Passando o pedaço de pano pela cabeça de Isabella.

Voltou a beija-la no pescoço descendo pelo colo, e lambendo envolta de um mamilo, sem encosta-lo. Isabella gemeu, e trouxe suas mãos até a cabeça de Edward, instigando-o a continuar. O federal apenas migrou para o outro seio, fazendo o mesmo. Isabella se remexeu na cadeira em antecipação.

– Tão linda. – Edward murmurou, e tomou um seio com a boca, o gemido da mulher surtiu efeito imediatamente no membro que já pulsava. Edward se perguntou de que maneira aquelas duas coisas estavam tão fodidamente conectadas.

Deixou o seio feminino, para abocanhar o outro, sua mão acariciando o lado interno da coxa da mulher, perigosamente perto da intimidade já úmida.

Edward desceu seus beijos pela barriga dela, deixando uma mão brincando com o seu seio direito. Beijou e lambeu toda a extensão interna das coxas firmes, arrancando gemidos sem pudor da criminosa que se remexia do banquinho. Assim que chegou a mancha arroxeada que fizera ontem, Edward parou por um instante passando o dedo pela área. Isabella sentiu uma pequena dor e um calafrio que percorreu toda a extensão de seu corpo.

O federal aproximou o seu rosto e deu um casto e demorado beijo na área machucada. Olhou para cima, os olhos dos dois se encontrando. Isabella via o desejo nos verdes e algo a mais.

– Me desculpe por isso. – ele lamentou-se, se referindo à área roxa considerável. Isabella ia responder que não se importava, mas perdeu o poder de articulação das palavras quando sentiu o federal soprando sua intimidade inchada.

– Oh merda... – gemeu, arrancando uma risada dele que beijou o clitóris da mulher.

A cabeça de Isabella pendeu para trás e sentiu o federal acariciando o clitóris dela com a língua, movimentando-se como se formasse um oito, ou era aquilo que o estado de raciocínio dela conseguia discernir. O que não era lá muita coisa. Só sabia que a sensação era maravilhosa.

Edward sugou os grandes e pequenos lábios, descendo até a entrada molhada. Contornou-a com a língua fazendo Isabella gritar, e a penetrou entrando com sua língua dentro dela, logo depois tirando e sugando. Repetiu o processo inúmeras vezes.

Isabella levou as mãos até a cabeça de Edward, puxando os fios acobreados. Ele colocou as duas pernas femininas em seus ombros, se acomodando melhor de joelhos no chão.

– Deliciosa, Isabella. Você é deliciosa. – ele murmurou, mais para si mesmo do que para a criminosa que também se encontrava perdida nas próprias sensações, e voltou para a intimidade encharcada.

Uma mão do federal chegou ao seio durinho dela, massageando-o com o mesmo ritmo que passava sua língua pelo clitóris. Levando Isabella literalmente a loucura.

– Por favor... Federal... por favor... – Isabella engasgou – me dê meu maldito orgasmo!

Edward levou sua mão que estava trabalhando no seio de Isabella até suas costas, descendo com aponta dos dedos até seu cóccix. Espalmou a mão grande a prendendo no lugar enquanto sua boca se enterrava mais ainda nela, como se quisesse consumi-la inteiramente. Com a outra mão penetrou Isabella com dois dedos. Estocando rapidamente nela. Mordeu levemente e sugou o clitóris feminino, intercalando com movimentos de língua.

– Eu vou... – Isabella arqueou as costas, seu quadril indo ainda mais para perto de Edward. – Ah, céus!

Seu orgasmo veio forte e o federal a sugou, sentindo ainda mais o seu gosto. Colocou as duas mãos na cintura fina da mulher, sustentando-a enquanto seu corpo tremia e ela quase pendia para trás. Adorava quando ela ficava entregue daquela maneira em seus braços.

O que ele mais queria era sentir seu membro dentro dela. Mas não imporia aquilo agora, sabia que havia sido demasiado violento na noite anterior e ela com certeza deveria estar dolorida. Então por mais que seu membro estivesse praticamente rompendo a calça jeans, ele resolveria seu probleminha no banheiro.

Como um maldito adolescente, pensou.

Assim que a respiração de Isabella se acalmava e ela conseguia sustentar a si própria, Edward se levantou, prensando seus braços em suas costas. Só torcia para que a mulher não se desse conta de que ele estava a abraçando, sabia que ela não gostava desse tipo de coisas, mas para ele no momento era inevitável. Tomou-a pelos lábios, querendo que ela sentisse seu próprio gosto e Isabella o correspondeu rapidamente, trançando a sua mão pelos fios cobres do jeito que ela – e Edward – adorava.

O Federal, lentamente foi cessando o beijo. Não suportando mais a dor infligida em seu pênis. Deu um selinho demorado na mafiosa e afastou-se lentamente dela. Quando estava pronto para murmurar um sôfrego ‘volto logo’, ela lhe segregou:

– Quero você dentro de mim, Federal.

Seu pênis pulsou dentro da calça.

– Isabella...

– Eu quero... Quero sentir você... Não me faça pedir duas vezes. – ela parecia meio perturbada pelo que tinha falando, mas Edward não se continha de felicidade. Ela pedira por ele, sem ele ao menos tortura-la para isso.

Edward a pegou pela cintura e colocou-a sentada na bancada, deixando assim o quadril dela na altura de seu membro latejante.

– Por favor, me diga uma coisa, e responda sinceramente... – ele passou um dedo ao logo do braço dela, fazendo com que a mafiosa se arrepiasse, voltou as esmeraldas verdes para o rosto de Isabella – Você está dolorida?

Ela sustentou o olhar, não deveria mentir, mas poderia sempre amenizar...

– Só um pouco – ela disse, e o federal estalou os lábios, um som repreensor. Ele fez menção de se afastar, mas ela o puxou, cravando seus dedos nas costas másculas, fazendo com que sua intimidade entrasse em contato com a dele por cima da calça.

Pegou uma mão dele e levou de encontro a sua intimidade, que já estava encharcada novamente. O federal gemeu alto, acariciando os grandes lábios dela.

– Viu? – ela disse, arqueando as sobrancelhas – Estou pronta para você, Masen.

E então rebolou, quebrando toda a resistência do federal. Ele levou as mãos rapidamente até a calça se livrando dela e da boxer. Isabella sorriu maliciosamente, e se inclinou para beijar a mandíbula do federal. Sentir a sua barba... Adorava o atrito que ela lhe causava.

Sentiu Edward posicionar o membro em sua entrada com cuidado, e ela rebolou novamente, provocando-o.

– Isabella – Edward crispou, sua voz era sofrida quando voltou a falar – Não quero machuca-la.

Isabella passou suas unhas pelas costas másculas e pelos ombros largos, arranhando-o e tirando gemidos do federal. Ele levou uma mão para massagear o seio feminino, brincando com o mamilo túrgido.

Penetrou-a lentamente, testando seus limites, mas Isabella tinha uma feição de puro prazer, o que levou o federal a começar a se movimentar lentamente. Entrando e saindo dela.

– Oh... – Isabella murmurou e Edward sentiu suas unhas o ferindo.

Ela movimentou seu quadril rapidamente de encontro ao dele, e como Edward não via nada de errado na face da moça começou a correspondê-la com igual rapidez. Ambos estavam suados, e a cozinha era puro gemidos. Edward adorava ouvir Isabella gemer, um dos melhores sons que já escutara em sua vida, tinha certeza.

Estocou com vontade, sentindo que já estava próximo de alcançar o clímax. Olhou para Isabella, e por mais que suas paredes o apertassem deliciosamente não sentia os pequenos tremores que sempre antecediam o orgasmo dela.

– Estou próximo, Bella – o emprego do apelido afetou os dois por um décimo de segundo.

– Tudo bem... – Isabella murmurou, beijando a clavícula do homem.

– Você vai comigo, linda. – ele disse, e aquilo era uma ordem. Jamais deixaria Isabella insatisfeita.

Com uma mão começou a acariciar o clitóris dela, enquanto com a outra puxou os cabelos de sua nuca tomando-a em um beijo apaixonado. Isabella fechou as pernas no quadril de Edward potencializando aquele contato.

Não demorou muito e Edward teve seu orgasmo, gemendo o nome de Isabella por entre seus lábios e liberando seu líquido dentro do corpo quente. Sentiu as paredes dela o apertar mais e intensificou os movimentos em seu clitóris, estocando mais quatro vezes dentro dela. Os pequenos tremores começaram e ele apertou o ponto de prazer dela com um delicado beliscão.

Isabella rolou os olhos, seu corpo praticamente convulsionando, suas paredes mastigando o pênis do federal que assistia ao orgasmo dela maravilhado. Isabella pendeu a cabeça para trás gritando e Edward beijou seu colo. Não queria ser um vizinho agora, mas tinha certeza que todos – pelo menos os homens – queriam ser ele.

Retirou seu pênis de dentro dela, mas continuaram naquela posição. Edward a abraçou pela cintura, a trazendo para perto de seu corpo, a cabeça feminina em seu ombro. Acariciou as costas nuas, subindo e descendo com as pontas dos dedos, sentia Isabella mordiscar a pele de seu pescoço e só conseguia pensar no quanto aquilo era bom. No quanto aquilo tudo era bom. Porém, quando levou uma mão até o cabelo dela, acariciando-o, sentiu as mãos de Isabella em seu peito o empurrando com educação.

Olhou para o rosto dela e suspirou profundamente. Ela tinha voltado. A Isabella fria tomando conta de seu ser.

– Acho melhor nos arrumamos, Alice pode chegar a qualquer momento – ela começou a falar e desceu da bancada. Graças as suas pernas ainda fracas pelo orgasmo ela cambaleou levemente e Edward a amparou, roubando um beijo dos lábios que agora estavam inchados.

Isabella saiu logo depois um tanto apressada da cozinha. Apesar de tudo o federal sorriu, começou a descobrir como desarmar pouco a pouco a antes indomável Isabella.

Notas finais
A OLIVIA ENLOUQUECEU!!!
SÓ ESSA SEMANA, SÓ ESSA SEMANA MESMO EM REDE DE SEGREDOS:
Não, não estamos em um comercial... vou apenas fazer uma PROMO essa semana! Seguinte, se esse capítulo 12 de Rede de Segredos possuir mais de 20 COMENTÁRIOS, vou postar o próximo capítulo na sexta feira. Ou seja, daqui a 5 dias!!!

Pergunta: Vocês gostam de pontos de vista com Rosalie e Emmett, por exemplo? Gostaria de saber o que acham deles, e de mais cenas entre eles. As fundamentais é claro que eu já coloco, mas existem outras que simplesmente deixo para lá. (Como o encontro que Alice teve com Jasper para pegar as roupas do federal) Então, exponham a opinião de vocês nos comentários.

Beijos, e não se esqueçam: Comentar faz bem!