Notas iniciais
Olha quem vem toda linda e tímida postar nessa madrugada! Isso mesmo, eu! hahahaha Muitíssimo obrigada pelos comentários, serão respondidos ao longo da semana! s2 Capítulo dedicado a Evelyn Thuane, M. Você sabe muito bem porque, Eve! ;) Sem mais delongas, Boa leitura! Nos vemos lá em baixo!

Isabella pulou da cama assim que ouviu o barulho que denunciava que o box havia sido fechado e o chuveiro, ligado. Não fora tão difícil convencer o federal de que eles deveriam tomar banhos separados. Ela simplesmente argumentou que gostaria de sair daquele apartamento o mais rápido possível. Que não se sentia confortável estando exposta quando ainda não tinha um plano de ataque para a máfia russa.

O Agente Masen cedeu quase instantaneamente, concordando. Exatamente como ela pensou que ele reagiria.

Mas ela não fora de todo honesta.

A mafiosa atravessou o corredor para encontrar o objeto que necessitava no chão da sala de estar. A lâmina afiada, jogada de qualquer maneira sobre o carpete, reluziu diante dos seus olhos, e Isabella se apressou para pegá-la. Em seguida voltou rápida e silenciosamente para o quarto, entrando no closet e trancando a porta.

Suspirou pesadamente. Isabella possuía a consciência de que tinha feito o federal acreditar que não haveriam mais segredos e, o fato de que estava prestes a esconder mais uma coisa dele, fazia com que um estranho aperto despontasse na boca de seu estômago.

Entretanto, a mafiosa precisava lidar com Diogo Bertolazzo. As prioridades estavam muito claras em sua cabeça, agora, e resolver aquele assunto ocupava o topo da lista.

O que ela faria não era nada demais, no final das contas. Nada que o federal não aprovaria, ao menos. Não era como se ela estivesse tomando uma decisão como a da última vez. A única coisa que Isabella Swan faria era deixar claro para Diogo quem ditava as regras ali.

Determinada, a mafiosa abriu a última porta do seu armário, deparando-se com os casacos de frio dependurados. Tateou, à procura do dispositivo que revelava o fundo falso, afastando as roupas dali, achou e o destravou, o fundo de seu armário se transformando em uma porta corrediça.

Deparou-se com seis caixas divididas em duas pilhas. Fechou os olhos, concentrando-se, tentando copilar todos os arquivos e se lembrar da ordem deles. Por final, Isabella puxou a primeira caixa da segunda pilha, certa de que o conteúdo que precisava estaria dentro dela.

Utilizando a faca que trouxera, a mafiosa retirou o lacre da caixa, abrindo-a em seguida. Suas mãos ágeis foram de encontro às pastas pardas, passando uma por uma rapidamente, até que encontrou o arquivo de que precisava, a etiqueta assomando-se diante de seus olhos.

Diogo Bertolazzo

A mafiosa encarou o arquivo por alguns instantes, a sobrancelha levantada em desafio. Seus dedos roçaram pelo material levemente poroso e o abriram. Sem nem mesmo dignar uma segunda olhadela para a foto de Diogo, Isabella passou as folhas impressas rapidamente. Nelas constava uma breve história da vida de Diogo e aquilo não era o que a interessava no momento. Continuou passando as folhas até deparar-se com um novo título em negrito:

O Caso de Atlanta

Diogo Bertolazzo era o tipo de criminoso que sabia executar muito bem “o crime perfeito”. Não ter evidências e testemunhas era matéria básica de seus serviços. O que ele fazia era muito além disso. Ele criava uma história, ele criava acidentes, ele criava fatos. Ele nunca cometia erros.

Bom... ou era isso que sua reputação dizia – Isabella sorriu sardonicamente. Se para toda regra existe uma exceção, o erro de Diogo estava firmemente preso entre os dedos dela. A única vez que ele errou. O Caso de Atlanta.

O sorriso da mafiosa abriu-se mais, o brilho da vitória apoderando-se dos olhos azuis. Não havia nada que uma boa informação não pudesse barganhar. Já era hora de Isabella fazer uma pequena ligação.

– Isabella? – a mafiosa sobressaltou-se com a voz do federal, que veio antes mesmo das batidas na porta. – O que faz trancada aí?

A mulher praguejou baixinho, deixando o arquivo de Diogo ao seu lado e fechando a caixa.

– Nada de importante. Só estou pegando algumas coisas. – Colocou a caixa em seu devido lugar, encaixando o fundo falso em seguida. Puxou uma bolsa de seu maleiro, grande o suficiente para abrigar o arquivo que imediatamente colocou lá dentro. Cobriu a pasta com um par de roupas e produtos cosméticos, ambos aleatórios.

– Por que fechou a porta, Isabella? – A voz de Edward soou mais uma vez e a mafiosa soltou um impropério. Aquele era o federal, sempre inconveniente, sempre querendo saber de tudo na hora que achava mais certa. O que, na opinião de Isabella, sempre era o momento errado.

Consternada, mas ainda tomada pela tensão de ter sido, tecnicamente, pega no flagra, Isabella andou duramente até a porta, abrindo-a em um rompante.

– Fechei a porta porque estava assassinando alguém e escondendo o corpo em um fundo falso no meu armário. Afinal, qual é a finalidade de um closet, senão armazenar corpos sem vida para a inevitável decomposição? – declarou de uma vez só, mantendo os olhos azuis banhados por uma falsa indolência.

– Isabella... – O federal disse, o tom de censura. Arriscou uma olhada rápida para dentro do ambiente, mesmo sabendo que cogitar alguma veracidade naquelas palavras era ridículo.

Entretanto, o federal já conhecia a mulher o suficiente para saber que aquela fala banhada de sarcasmo era um dos muitos artifícios dela, um dos meios de escape característicos que a mafiosa utilizava quando queria desviar o foco de algo.

Edward cruzou os braços sobre o peito desnudo, a linha da mandíbula tencionada, os olhos verdes atentos a qualquer mínima expressão dela.

– O que está tentando esconder de mim?

Isabella lutou para permanecer impassível diante da pergunta direta. Como? Como ele poderia ter tanta convicção daquilo? Manteve a saliva dentro da boca, com medo de que uma simples deglutição a delatasse. Pensou em suas possibilidades. Por um lado, não fazia mal algum contar para Edward o que estava planejando, ele provavelmente concordaria e diria que interferiria se Diogo causasse problemas. Só que o Bertonelli não causaria, logo o federal não interferiria, e estaria em segurança. Porém, por outro lado, ele poderia alegar que ela estava se preocupando com a segurança dele, se preocupando com ele.

Isabella não se sentia confortável para começar aquela conversa sobre suas preocupações, sobre o porquê de olhar pela segurança dele, de novo. E por isso, escolheu continuar na omissão.

Ma che cosa, Federal! Eu não estou tentando esconder nada – proferiu com ultraje calculado. – Uma mulher não pode ter um pouco de privacidade? – contratacou, e puxou uma alça da bolsa que segurava, abrindo-a. Levou os olhos para dentro dela ao mesmo tempo em que o federal levava os seus. A única coisa que se via eram os tecidos de suas roupas e produtos cosméticos variados. Isabella voltou os olhos para a figura masculina, aliviada pela pasta ter permanecido tampada. – Isso era o que eu estava fazendo lá dentro, mas não tiro sua razão, afinal roupas e cosméticos são coisas extremamente secretas.

Edward juntou as duas grossas sobrancelhas, enquanto cerrava os olhos levemente. Isabella suspirou, deixando a falsa irritação esvair-se. Ele não comprara totalmente, e ela estava ciente disso. Não sabia quanto mais tempo conseguiria enrolá-lo e, por isso, necessitava de uma mudança de assunto imediata. Varreu a cabeça tentando pensar em alguma coisa... qualquer coisa... A resposta estava no rosto do federal.

– Como conseguiu isso? – Isabella apontou o canto do próprio lábio, para ilustrar. A mudança de assunto era bem´-vinda, mas no final das contas, a pergunta não serviu apenas para isso. Desde que ela pôs os olhos no machucado que maculava os lábios masculinos, quis saber o que tinha acontecido.

Edward visivelmente tencionou e Isabella franziu as sobrancelhas bem talhadas, esperando a resposta.

O Agente Masen tentou medir qual seria a reação de Isabella quando soubesse que ele e Charles enfrentaram-se, porém não conseguiu. A única coisa que sabia era que ela definitivamente não iria gostar. Além do mais, será que Isabella estava pronta para conversar sobre qualquer coisa que envolvesse o tio? Por mais que desgostasse, o federal estava ciente de que ele significava muito para ela, e o fato de que Isabella descobriu ontem que o Swan mentira para ela, deveria tê-la desestabilizado de várias maneiras, até mesmo imperceptíveis.

Edward olhou para o rosto dela, a expressão de uma expectativa frustrada, provavelmente pela sua demora. Tão voluntariosa... Conteve o sorriso, de certo modo triste, que lutava para escapar de seus lábios. Não causaria um conflito psicológico em Isabella agora. Suspirou pesadamente.

– Um pequeno acidente... Não foi nada. – Ele declarou por fim. – Ossos do ofício.

A mafiosa franziu a tez de alabastro da testa, intuindo que não era algo tão simples assim. Que talvez fosse algo que ela gostaria de saber. Mas como cobrar aquilo dele quando a maleta que carregava pesava uma tonelada em suas mãos? Acenou a cabeça em falsa concordância e tentou passar por ele, porém foi brecada pelos braços fortes e pega de surpresa com um beijo rápido em seus lábios.

– O que foi? – Edward perguntou quando visualizou a expressão aturdida dela. – Só estou te dando um beijo de bom dia.

Isabella colocou a mão livre na cintura.

– Você já me deu um beijo de “bom dia” hoje, federal – retrucou de modo censurador, como se de fato se incomodasse em ser beijada daquela forma espontânea por ele.

O Agente Masen arqueou ambas sobrancelhas em desafio.

– Bom, é melhor você se acostumar com o fato, Isabella, porque eu não tenho uma cota limitada de beijos. E, mesmo se tivesse, eu a ignoraria.

Dizendo isso o federal tomou os lábios vermelhos no terceiro beijo de bom dia da manhã.

~-~

Isabella observou a decoração da sala de estar do federal como se fosse a primeira vez que a visse. Não era, entretanto, ela não pôde prestar muita atenção da última vez.

Estava claro que não fora ele quem escolhera as peças naquele ambiente, mas sentia que, ao mesmo tempo, elas traziam algo que a mafiosa não costumava ver muito... uma sensação de conforto. Ela apostaria como Edward deveria sentir-se completamente em casa quando estava ali.

O som da campainha soou, despertando Isabella de seus próprios pensamentos.

– Isabella... – a voz do federal surgiu, vinda da cozinha. A mafiosa olhou para ele, fato possível pela sala em que estava ser conjugada com a cozinha. – Estou com sabão, pode atender?

Ela franziu o nariz empinado, mas balançou a cabeça uma vez, concordando. Não sentia-se muito à vontade fazendo aquilo. Quem quer que fosse, no entanto, ela despacharia. O federal tinha malas para fazer, ele não poderia perder tempo com algum tipo de visita indesejada.

Abriu a porta sem sequer olhar pelo olho mágico. O semblante da mafiosa tornou-se ainda mais inamistoso quando visualizou a pessoa que tocara a campainha.

Instantaneamente, as duas mulheres encararam-se de forma simultânea, medindo uma à outra.

– Quem é você? – Victoria foi a primeira a se pronunciar. E Isabella arqueou a sobrancelha em resposta à pergunta.

– A pergunta certa é: quem é você? – A mafiosa desceu os olhos até as mãos da mulher. Ela carregava pacotes com o logotipo de um restaurante.Nós não pedidos comida.

Apesar da fala Isabella sabia que aquela mulher não se tratava de uma entregadora de comidas. Mediu-a novamente. Cabelos de um ruivo intenso, olhos verdes azeitonados, um corpo – Isabella torceu o nariz – aceitável. A mafiosa se viu querendo saber quem era aquela mulher e o que estaria fazendo ali, na porta do federal.

– Não. Você não pediu. Eu trouxe almoço para mim e Edward.

Isabella cruzou os braços diante do tom petulante, os olhos frios jamais deixando o rosto da ruiva.

Edward – a mafiosa disse, imitando o tom por Victoria usado. – Já almoçou. Comigo.

Victoria cerrou os olhos, segurando com força os pacotes com o almoço.

– E quem é você?

Isabella deu um passo à frente.

– Eu sou a mulher que está com ele – a mafiosa sorriu diabolicamente. Quem era ela, diante disso, era o que menos importava.

– Linda, quem está aí? – Edward chegou até a porta e por um minuto sentiu como se seu mundo fosse ruir. Victoria.

O que a mulher estava fazendo ali?

Aquilo não poderia estar acontecendo... não! E se... Victoria tivesse visto o retrato falado do policial que Isabella quase matou no galpão?

O Masen mediu o semblante da agente, mas ele não parecia nada mais que inamistoso. Ela não brandia uma arma, ou algemas, muito menos ligava a pedido de reforços.

O federal suspirou, forçando um sorriso para Victoria.

Estava tudo bem. A identidade de Isabella estava segura, por enquanto.

– Olá, Victoria... – ele pigarreou, voltando-se para Isabella. – Linda, essa é a agente Victoria Lewis, ela trabalha comigo.

Uma agente federal — Isabella torceu os lábios, seus olhos jamais deixando a tal Victoria. – Ela deveria saber.

A agente Lewis sorriu debochadamente.

– Colega de trabalho e também... – manteve seu olhar fixo nos olhos azuis da desconhecida. Mesmo que ela não lhe parecesse tão desconhecida assim. Victoria detestava admitir, mas a mulher a intimidara. Principalmente pela beleza clássica notável, pelo corpo bem delineado, mas também pelo gênio que aparentemente portava. Encarando os olhos frios de Isabella, Victoria os assemelhou a duas estalactites prontas para cortá-la ao meio. Porém, jamais se mostraria abalada. – Ex-namorada. Olhando para ele não preciso dizer que pretendo tirar o prefixo, certo?

Isabella cerrou os olhos. A mulher queria provocá-la, era evidente. Mas ela não daria o gosto a ela. Deu um passo para mais perto do federal e abraçou a cintura masculina displicentemente.

– Pretender não é conseguir. E esse é definitivamente o seu caso, Agente Lewis. Como disse anteriormente, Edward e eu estamos juntos. Ele é meu.

O Masen arregalou os olhos levemente, recebendo Isabella em seus braços. A mafiosa realmente falara aquilo? Seu coração bateu mais forte e ele não pôde conter o sorriso. Puxou a mulher mais para si, depositando um beijo nos cabelos negros dela. Se toda vez que visse Victoria ela soltasse algo assim, a mulher seria convidada a vir sempre.

– Oh, mesmo? – a ruiva começou a falar, ironizando. A raiva pela cena que presenciava a corroendo. – Se Edward é seu tanto quanto pensa que é, por que ele me concedeu, há não mais que uma semana, o melhor beijo que já trocamos na vida?

Isabella deglutiu audivelmente enquanto as palavras dela faziam sentindo, lentamente voltou seus olhos para um Edward que a encarava com o semblante cuidadoso. Era verdade! A mafiosa sentiu algo nunca antes vivenciado. Algo que subia pela sua coluna e fazia seu sangue borbulhar.

Ele tinha sentindo a falta dela! Claro... mas enquanto não se viam, que mal fazia matar um tempo com a mulher a sua frente, certo? – Isabella ironizou em sua cabeça, desvencilhando-se do abraço do federal, um grunhido saindo por seus lábios.

– Sendo assim... – a ruiva prosseguiu, contente. – Você deveria rever seu conceito de pertencimento. Porque um homem que beija daquela forma não pode estar envolvido com outra.

Isabella lutou para manter a frieza que sempre possuía. Bom... pelo menos queria que ela durasse até ter suas mãos na garganta da ruiva e socar a cabeça dela repetidamente contra o assoalho. Mediu a mulher como oponente de luta, pensando em que lugares atacaria primeiro. Decidiu que primeiramente danificaria as cordas vocais. Aquela voz... a irritava. Decidida, Isabella ergueu o queixo, evidenciando o nariz empinando. Seus olhos frios e implacáveis decaíram sobre os de Victoria.

A ruiva quase deu um passo para trás, inconscientemente abalada pela presença imponente.

– Você vai se arrepender tanto por isso – a voz saiu calma e gélida. Premeditada.

Um calafrio de alerta transpassou o corpo da Agente Lewis, como acontecia em situações de risco em seu trabalho. Sentiu como se a mulher pudesse ler cada pensamento seu, descobrir qualquer medo ou segredo, apenas olhando em seus olhos.

Pronta para pular na garganta da ruiva, Isabella deu um passo para frente. Porém, de forma quase instantânea, sentiu suas duas mãos serem brecadas pelo federal.

Edward sabia o que aconteceria e, por mais envaidecido que estivesse pelo motivo da iminente briga, não poderia deixar que aquilo acontecesse. Isabella não brigava como uma civil comum. Na verdade, o Masen tinha certeza de que ela era muito mais qualificada que a própria Victoria, no combate corpo a corpo.

Se deixasse que o enfrentamento físico ocorresse, Victoria saberia instantaneamente que Isabella era alguém absolutamente treinada.

E se ela percebesse isso... Edward balançou a cabeça com vigor... Não! Apertou os pulsos de Isabella mais fortemente. Ele não poderia deixar isso acontecer.

A mafiosa virou-se para o federal, furiosa. Ela não entendera, a princípio, por que ele fazia aquilo. Estava tentando proteger a puttana, então? A raiva que subiu foi animalesca e Isabella por pouco não conseguiu se segurar.

– É verdade, Victoria – Edward virou-se para a agente federal, deixando que um sorriso sem graça escapasse por seus lábios. – Eu e... – parou de repente, ele não poderia revelar o nome de Isabella assim, tão facilmente. E se Victoria somasse dois mais dois?

Não! O federal puxou a mafiosa em um meio abraço, mesmo contra a vontade da mulher. Passou o braço musculoso sobre os ombros dela.

– Nós estamos juntos – confirmou, com um sorriso feliz dessa vez, beijando novamente o topo da cabeça de Isabella, ciente de que a mafiosa não poderia se desvincular de seu gesto de carinho visível, porque sabia que ela detestava se expor para desconhecidos. – Nós começamos a ficar juntos antes do meu sequestro, mas terminamos... A linda só soube de tudo ontem... Eu não estava comprometido naquele dia, na cabine de tiros, Victoria, mas agora eu estou.

A declaração pegou a ruiva de surpresa, e ela deu um passo para trás, vencida. Edward olhou falsamente para o relógio.

– Desculpe, Vic... mas nós temos um compromisso daqui a meia hora. Veio falar algo importante? – O federal sorriu, tentando ser amistoso. Gostava de Victoria, ela era uma boa pessoa. Porém, não poderia comprometer a segurança de Isabella. Quanto mais cedo ela saísse dali, melhor.

Victoria forçou um sorriso.

– Não. Só estava passando e pensei que talvez você não tivesse almoçado ainda... – Ele não tinha culpa, a ruiva tentou forçar-se a entender. – Mas fui informada de que já almoçou.

Edward coçou a cabeça.

– Sim. Eu já almocei. Foi muita consideração a sua, entretanto. – Isabella franziu o nariz, enojada. Porém sustentou seu olhar vitorioso sobre Victoria. Edward recomeçou a falar. – Bom... se era só isso...

Victoria apressou-se.

– Sim, era. Te vejo segunda no trabalho, Ed.

O federal sorriu, balançando a cabeça, e murmurou uma despedida. Sim, eles se veriam. Só esperava que Victoria esquecesse as feições de Isabella.

Foi só fechar a porta para que a mafiosa saísse bruscamente de seu abraço. Edward suspirou profundamente. Ela rumou à cozinha, sem dizer nada.

O federal apressou-se, chegando a tempo de vê-la pegando a bolsa que trouxera.

– Isabella? – Murmurou, confuso.

A mulher estava quieta, com os olhos baixos e, por um segundo aquilo assustou o federal.

– Isabella, fale comigo.

Ela virou os olhos azuis para o federal, e ele foi atingido intensamente pelo que viu ali. Parecia... mágoa.

– Isabella.

– Eu vou embora.

Edward arregalou os orbes esmeraldinos. Ela queria se afastar! Afastar-se dele.

– NÃO! – Gritou – Você não vai embora. Isabella, fale comigo!

– Você a protegeu. Você me... segurou – ela acusou, a voz baixa e mordaz. – Tem medo de que a sua amiguinha se machuque, federal?

– Isabella! Não era sobre ela. Era sobre você. Se eu deixasse que lutasse com Victoria ela perceberia que você não é uma civil comum. O que aconteceria se ela descobrisse sua verdadeira identidade? – O federal passou as mãos pelos cabelos aloirados, transtornado. – Escute, Isabella... durante esse tempo todo, não houve um minuto em que eu não pensasse em você.

Isabella o encarou, circunspecta. A calma evaporando-se para o espaço. Sentiu o sangue ferver novamente em suas veias, aquela sensação nova que a enlouquecia.

Não houve um minuto em que eu não pensasse em você. – Ironizou. — Então era assim que você pensava em mim? Atracando-se com aquela água de salsicha? Una cagna è quello che è!

A mafiosa atravessou a sala, as mãos repuxando os fios negros de seus cabelos. Rumou os olhos em direção ao federal mais uma vez, a expressão furiosa.

– Quantas mulheres beijou nesse meio tempo? – inquiriu, exacerbada. — Você gosta da variedade, agente Edward Masen? Uma loira vai aparecer por aqui também? Reivindicando você? Ou gosta de algo mais exótico? Algo... ruivo?!

Edward piscou, aturdido com a cena que presenciava. Ela definitivamente estava com ciúmes dele, e não tentava conter o sentimento que provavelmente a corroía. — Isabella...

– Pare! Não me venha com "Isabella"! Eu não quero ouvi-lo, va bene? Io non voglio. Por que não chama sua amiguinha do FBI? Ela parecia interessadíssima em bater um papinho e outras coisas mais com você!

O federal agarrou o braço da mafiosa, prendendo-o entre as costas dela e puxando-a para ele. Os peitos colidindo.

– Me largue! — Isabella debateu-se. — Lasciami solo!

– Você está com raiva por que eu beijei Victoria, é isso?

– Eu não estou — Isabella tentou soltar-se uma última vez, mas o federal a imobilizara de modo eficiente. Com as mãos em punho prensadas entre os corpos deles, Isabella bateu como pôde no peitoral másculo. — Com raiva! Os lugares sujos em que você põe a boca é um problema exclusivo seu! Eu não me importo!

O federal não conseguiu conter o sorriso de lado que logo se espalhou por todo o seu rosto, chegando aos olhos, tornando as esmeraldas mais quentes e brilhantes.

– Você está com ciúmes.

Edward revelou e as palavras possuíram o poder de parar os movimentos da mafiosa como um balde de água fria. Os músculos estáticos. Os olhos azuis arregalados e genuinamente surpresos.

– Eu não... — tartamudeou depois de um tempo, e então balançou a cabeça negativamente, soltando uma risada de desdém. — Você enlouqueceu.

– Eu? — Edward testou, arqueando uma sobrancelha. Inclinou-se para beijar o queixo fino da mafiosa. — Se alguém aqui não está em seu juízo perfeito esse alguém é você. Você enlouqueceu de ciúmes de mim.

Isabella sentiu a glote fechar.

– Você... – balançou a cabeça em uma negativa. — Você é tão prepotente, Agente Masen.

– É só pensar nas suas últimas falas, Isabella. Você começou a despejar coisas em italiano. Você só fala italiano desse modo quando está fora do controle dos seus próprios sentimentos. Sem controle de si mesma. Eu já aprendi isso sobre você.

– Você... não... Você não sabe de nada!

– Oh... Eu sei, sim. Nós dois sabemos. Você ficou furiosa porque eu já tive um relacionamento com Victoria, e principalmente pelas palavras dela... Por ela ter dito que foi o melhor beijo de toda a sua vida. Mas isso não é recíproco, Isabella. Eu não compartilho da mesma opinião. Existem beijos infinitamente melhores que os dela... E eu já os tenho para mim. Eu não preciso de outros.

– Oh... Mesmo? Agora você não precisa de outros? Mas aparentemente precisava dois dias atrás!

Edward sorriu abertamente, subindo uma de suas mãos pelas costas da mafiosa.

– Apenas... Escute a si mesma, Isabella. Escute o que acabou de dizer. Como pode negar que está com ciúmes, linda?

A mão masculina entrou em contato com o cabelo macio da mulher e o prendeu em um rabo de cavalo, puxando em seguida. O federal sorriu com a pele macia do pescoço dela totalmente exposta para ele.

– Sabe... Isabella... — a ponta do nariz masculino roçou a pele da clavícula da criminosa, trazendo-lhe um arrepio que subiu e desceu pela coluna, espalhando-se para as extremidades. – O que você fez para a minha segurança, as suas reações agora... Tudo isso me leva a crer que você estava mentindo, ou ao menos estava errada, quando disse naquela noite que não poderia gostar de ninguém.

Edward deixou o pescoço alvo para encarar a mafiosa nos olhos. Aquela coloração azul era simplesmente indescritível, e os segredos e traumas que guardava era o que mais impelia o federal para a mafiosa. Os dois orbes de água marinha queimavam como o frio de um inverno rigoroso, que maltratava um pedaço de pele desprotegido.

Sem poder se conter, Edward levou a palma da mão até a bochecha bem esculpida da mulher, em uma carícia disfarçada.

– Eu penso que... – sorriu de lado brevemente, soltando um longo suspiro. — Penso que você gosta de mim, Isabella. Do mesmo modo que eu gosto de você.

A mafiosa sentiu o peito comprimir. Era como se não houvesse oxigênio suficiente para satisfazer a demanda de seus pulmões. A declaração caiu sobre ela com a força de uma sentença imutável.

Gostar dele?

Mas como? Ela não era capaz disso! Não fora criada para isso. Simplesmente não sabia como gostar de alguém daquele jeito. Ela não... poderia.

– Vínculos, Isabella. Criar vínculos é fadar-se à desgraça. Possuir sentimentos é criar pontos fracos.

A pré-adolescente ponderou, compreendendo o que tio falava.

– Então eu não posso criá-los.

Charles sorriu, satisfeito.

– Não se quiser ser uma grande mafiosa. Não se quiser ocupar meu lugar um dia. Responda-me, Isabella, quem é a única pessoa em quem você pode confiar? Por quem pode desenvolver algum tipo de laço?

A aspirante a mafiosa respondeu de imediato.

– Você, tio Charles.

O Swan levou a mão até os cabelos negros da menina em um contato breve, que não durou mais que um par de segundos. Entretanto, aquele gesto fora para Isabella a maior demonstração de carinho que recebera dele durante toda uma década.

– Boa menina, Isabella. Boa menina.

– Me deixe, Federal! – a voz saiu engasgada, trêmula e, o pior de tudo, distante.

Edward viu os olhos azuis à sua frente ficarem opacos e sem vida, de certa forma atormentados, tornando o semblante ausente adotado pela mulher ainda mais aterrorizador. Do que ela se lembrara? E o que estaria pensando?

O federal teve vontade de infligir dor física em si mesmo. Ele não poderia deixar-se levar pelo momento quando o assunto era relacionado à mafiosa. Ela certamente não estava preparada para ouvir algo como aquilo e, forçá-la a enxergar aquela obviedade não era a decisão mais acertada que ele poderia ter no momento.

Sentiu quando o corpo de Isabella começou a escapar de seus braços, porém não deixaria que aquilo acontecesse. Levou as mãos até o rosto delicado, prendendo-o de um modo firme, mas ao mesmo tempo cuidadoso.

– Não, Isabella... – Edward disse por fim, a voz próxima a um murmúrio sofrido.

A mafiosa respirou fundo, tentando sugar o ar já escasso e fechou os olhos fortemente.

– Federal... – Repreendeu, mas o som era muito mais de lamento que qualquer outra coisa. Sua mente estava tão cheia pelos últimos acontecimentos, pelo dia anterior, pela fala do federal... Isabella mal conseguia ouvir seus próprios pensamentos.

– Me desculpe, linda. Eu não deveria ter dito aquilo. – Edward engoliu em seco e olhou dentro dos olhos da mafiosa. – Esqueça isso, Isabella, não se preocupe com denominações... EU não me preocupo.

A criminosa tentou balançar a cabeça. Seus lábios se abriram para falar o que quer que fosse, mas suas palavras foram brecadas pelo federal. O polegar direito do homem descansou sobre a boca de Isabella, fechando os lábios carnudos.

Sem poder se conter, Edward desviou os olhos para a boca rosada, deslizando seu polegar pelos lábios macios que se entreabriram sob seu toque. A respiração quente dela de encontro ao seu dedo. Como ele queria tomar aquela boca para ele, sentir o sabor, a textura dos lábios de Isabella contra os seus. Ele precisava dos beijos dela como se fosse algo extremamente vital. Suspirou, refreando-se, e voltou seus olhos para os olhos da mafiosa novamente.

– Eu não me importo com denominações, Isabella. Desculpe-me por sempre tentar trazê-las à tona.

Isabella engoliu em seco, lutando contra as sensações que cresciam dentro dela. Por que seu corpo tinha que ser tão suscetível aos toques daquele homem?

Scusa sai se provo a insistere...* – Edward começou, sussurrante, e assistiu os olhos da mafiosa arregalarem-se.

*Desculpe se tento insistir.

Ele estava falando italiano? – Isabella decidiu que definitivamente sim. As palavras chegaram até seus ouvidos, trazendo uma onda de relaxamento em seus músculos. O hálito bateu sobre o seu rosto, como se acariciasse sua pele. Instantaneamente a comichão cresceu entre suas pernas.

Divento insopportabile... – Edward continuou, a voz máscula rouca e pausada. Inclinou-se para Isabella, sem poder mais resistir, e fechou o lábio inferior dela entre os dentes, sugando e o reivindicando para ele. – Io sono.

*Me torno insuportável. Eu sou.

Todo o corpo da mafiosa se tencionou enquanto ela esperava a continuação da letra. Ela conseguira reconhecer a canção e sabia qual era o próximo verso. Porém, com aquilo ela definitivamente não saberia lidar.

Edward, entendendo de modo errôneo a surpresa da mulhe,r sorriu de lado de uma forma convencida.

– O que foi? – perguntou, divertido. — Eu sei italiano o suficiente para citar “Imbranato”.

Isabella respirou aliviada, sentindo as mãos de Edward se afrouxarem em seu rosto. Ele assumiu um semblante mais sério, concentrado, cuidadoso.

– Eu já tive um relacionamento com Victoria, Isabella. Ano passado.

A mafiosa cerrou os olhos. Ótimo, então eles já tiveram um relacionamento. Não apenas um beijo. Sentiu aquela estranha sensação borbulhar em suas veias novamente e mais uma vez tentou afastar-se, sendo brecada.

– Mas acabou, Isabella. – Ele garantiu, olhando profundamente nos olhos azuis. Só a verdade transparecendo dos olhos verde-esmeralda dele.

– Acabou? Então o beijo que deram dias atrás não conta? – Mesmo que ouvisse sinceridade nas palavras dele, Isabella não foi capaz de se controlar. – Isso se chama recaída, Agente Masen. Você quer o significado?

Edward grunhiu e balançou levemente o corpo feminino com suas mãos.

– Eu só beijei Victoria porque eu não aguentava mais pensar o tempo todo em você! – ele revelou, de uma só vez. – Porque eu não poderia tocá-la, não poderia beijá-la, não poderia sequer vê-la. Você deixou isso bem claro, Isabella. Você deixou claro que não me queria mais em sua vida. Você terminou o que nós dois partilhávamos, não importa qual seja o nome. E mesmo assim, tudo em que eu pude pensar desde o momento em que deixei aquele apartamento foi em você.

A mafiosa engoliu em seco, ao passo em que relaxava nos braços dele novamente. Sem perceber, levou suas mãos ao peitoral firme, mas dessa vez não era para impor alguma distância, ou tentar sair dali.

– Federal...

Edward infiltrou os dedos nos cabelos da nuca feminina, acariciando o couro cabeludo.

– Foi por isso que eu beijei Victoria, Isabella. Para esquecer você – soltou uma risada escarninha. – O que não aconteceu! Na verdade, só piorou a situação. Faltava algo... e eu só pensava em como seria se fosse você ali, como o seu corpo reagiria aos meus toques. – Edward inclinou-se, enterrando o nariz na curvatura do pescoço feminino e sorvendo do cheiro dela. – Victoria ainda usava um perfume parecido com o seu, linda... Mas, adivinhe, esse cheiro só é bom em você. Só me agrada quando misturado ao cheiro intrínseco à sua própria pele.

Aquelas palavras mexiam com o interior de Isabella de uma maneira que ela não sabia explicar bem. A sensação deixava-lhe dividida entre sair dali, ou deixar que o federal continuasse falando aquelas coisas. Insanamente, decidiu-se pela segunda opção.

– Eu não gosto de variedade, Isabella. Não depois de conhecer você... Você elevou meu padrão de tal maneira, que apenas uma única mulher tem a capacidade de satisfazê-lo. – Edward fechou seus lábios sobre a pele alva do pescoço dela, sugando a pele. – Você, linda.

A mafiosa absorveu as palavras com um sorriso vitorioso, mas ao mesmo tempo, viu que aquele era o momento de parar. Muitas coisas estavam saindo pela boca do homem naquela noite, e Isabella não sabia se estava preparada para o que poderia vir.

– Tudo bem, Federal... – murmurou, sem saber ao que se referia exatamente. Ela estava concordando com a explicação dele sobre Victoria? Balançou a cabeça e saiu do aperto em que ele a mantinha, virando-se de costas. – Vamos pegar o que você tem que pegar e sair daqui.

Edward sorriu da tentativa dela de mudar de assunto. Assistiu a mulher dar-lhe as costas, mas não deixou que ela fosse longe, puxando o corpo feminino, colando-a a ele. O federal levou uma mão até a barriga da mulher enquanto a outra subiu em direção aos cabelos negros, afastando as mexas do pescoço. Rumou a boca para a orelha de mulher.

– Não. Nós vamos sair à noite. Chama menos atenção e assim teremos muito tempo ainda...

A mão do federal, que estava na barriga de Isabella, desceu até a intimidade coberta com a calça jeans. A mulher fechou os olhos e abriu um pouco mais as coxas, de modo inconsciente. O federal escorregou com sua mão até onde o centro de Isabella estava, fechando a palma em concha, subiu e desceu, proporcionando um delicioso atrito.

– Soa bem para você? – Edward perguntou, mordiscando o pescoço alvo e dobrando os dedos longos na intimidade tampada. Quando voltou a falar, o homem teve o cuidado de pronunciar lentamente cada sílaba, falando o nome da mulher do modo italiano – Isabella...

A mafiosa mordeu os lábios com força, tentando controlar o gemido que, mesmo assim, saiu por entre seus dentes. Era demais para seu autocontrole ouvir o federal chamá-la daquela forma. Sem conseguir se refrear, Isabella remexeu os quadris, ciente de que suas nádegas resvalavam no membro do federal.

Edward soltou um gemido rouco e com a mão que acariciava a intimidade da mulher, empurrou-a ainda mais para ele, os quadris chocando-se, a bunda empinada dela comprimindo seu membro contido pelo tecido. Gemeram juntos e Edward envergou seu dedos mais uma vez em direção ao centro pulsante de Isabella.

– Oh... inferno... Me livre dessa maldita calça, federal!

Edward sorriu, satisfeito. Adorava as sensações que causava em Isabella. Adorava o fato de que em momentos como esse ela era sempre tão entregue, sempre tão receptiva. Levou as mãos até o botão da calça, abrindo e puxando o zíper. Engatou os polegares no cós da calça, puxando-a para baixo.

O federal ajoelhou-se à medida em que escorregava o tecido pelas pernas torneadas. Abriu as botas de cano médio da mulher, retirando-as, passando a calça jeans pelos pés delicados logo em seguida.

Edward espalmou as mãos nas panturrilhas de Isabella, sentindo a maciez da pele branquinha. Subiu as mãos, apertando a parte inferior das coxas, seus dedos indo até a curvatura da bunda empinada e durinha. As mãos másculas migraram para frente, instalando-se perigosamente perto da intimidade guardada apenas pela calcinha de renda.

A mafiosa soltou gemidos incoerentes, extremamente perdida nas sensações que ele causava em seu corpo. A intimidade pulsava quente e úmida, já pronta para ele, ansiosa para recebê-lo. Rebolou, tentando aplacar a sensação crescente entre as pernas, mas o federal apertou seu quadril com força, impedindo qualquer movimento. Isabella gemeu, num misto de prazer e frustração.

Edward soltou um som apreciativo e levou seus lábios até a parte interna do joelho direito da mulher, trilhando um caminho de beijos até a curvatura da nádega direita.

– Fed... – O chamamento em forma de gemido ficou preso na garganta da mafiosa. Ela revirou os olhos, deixando que vários sons incoerentes escapassem por seus lábios.

O Masen levou as duas mãos até as nádegas branquinhas e, sem aviso, fechou-as em cima da pele lisa, apertando com força a bunda firme de Isabella. A mafiosa soltou um grito de prazer e surpresa, sentindo, logo após o aperto, os dentes do federal em contato com a sua pele. Vários gemidos cadenciados começaram a sair por sua boca e Isabella viu-se tentando rebolar, mais uma vez sem sucesso.

Edward mordiscou a nádega direita da mafiosa, e vendo que ela tinha contido mais um movimento, subiu as mãos que prendiam os quadris femininos até a barra da blusa, tendo a ajuda de Isabella para retirá-la. O sutiã de renda preta revelando-se. Edward levantou-se e puxou o quadril da mafiosa mais uma vez contra o seu, gemendo com o atrito das nádegas praticamente desnudas em seu membro, ainda dolorosamente contido pela calça jeans.

Uma das mãos do federal fechou-se sobre o seio de Isabella, e ele começou a estimular o bico já intumescido com seu polegar e indicador, ainda por cima do sutiã. Levou a outra mão até a intimidade dela, acariciando-a por cima da camada fina de renda preta.

Per l'amore di Dio, Federal… — Isabella rogou, perdida. – Eu não aguento... mais!

O homem também não aguentava.

Em um movimento rápido e que pegou a mulher de surpresa, Edward levantou o corpo dela, prensando-a contra a parede mais próxima. Outro grito de prazer e surpresa saiu pelos lábios de Isabella e ela fechou os olhos, aproveitando a sensação.

– Eu nunca tive preferência por cor de cabelo, Isabella – a voz do federal surgiu no ambiente, rouca, despertando a atenção da mafiosa -, mas isso mudou. Prefiro cabelos negros — as mãos do federal desceram pela cintura da mafiosa, resvalando as pontas dos dedos na pele macia, criando um caminho de fogo pela área tocada.

– Mas eles têm de vir acompanhados por uma pele branquinha... Macia... — o nariz do homem resvalou nas costas femininas, acariciando a pele do mesmo modo que fazia com as pontas dos dedos. – Cheirosa e... – Edward agarrou a coxa direita da mulher, puxando-a para cima, encostando sua lateral contra a parede fria. Com a mão livre abriu a calça, retirando-a junto com a cueca, em um só movimento. – Quente! Como só a sua é...

Resvalou o membro rijo na entrada escorregadia da mafiosa, fazendo os dois gemerem alto, mas não a penetrou de imediato.

– Mãos na parede, Isabella! – a voz saiu dura, rouca. Era uma ordem. Mas a mafiosa pouco importou-se.

Rapidamente Isabella espalmou as mãos na parede fria. Edward suspendeu um pouco mais a coxa dela, penetrando-a até a metade de seu membro. A cabeça da mafiosa pendeu para trás e o federal mordeu e beijou a bochecha bem esculpida. Levou a mão livre até uma das mãos espalmadas dela, os dedos entrelaçando-se imediatamente.

– Eu amo estar dentro de você, Linda. – E então arremeteu-se com força, toda a sua extensão comprimida pelas paredes úmidas e estreitas dela.

Edward sorriu. Seria uma longa e deliciosa tarde.

~-~

Parecia que fazia um século que não subiam a escada daquele prédio, e mesmo sem que se dessem conta, ambos estavam saudosistas. Nenhum deles voltara ali depois da separação, nem mesmo Isabella.

A mesma estrutura precária, as mesmas escadas fétidas, o mesmo andar, a mesma porta com números mal trabalhados pelo marceneiro.

Isabella soltou um longo suspiro, ciente da presença do federal atrás dela, girando a chave na porta. E a casa bem equipada estaria esperando por eles por trás daquela fachada deplorável. Tudo igual. Tudo exatamente como tinha deixado.

A porta, porém, quando se abriu, teve seu movimento parcialmente contido, o que levou os olhos de Isabella até o chão.

Um envelope pardo estava ali, e aquela mudança de cenário trouxe certo desconforto a Isabella.

– O que é isso? – Ouviu o federal inquirir e deu de ombros, agachando-se para apanhar o envelope.

Para Isabella Swan.

A mafiosa franziu a tez da testa. Mas... como?

– Seu nome? – O federal, que olhava por cima da cabeça da mulher, explicitou. — Mas, Isabella... Ninguém sabe que você está aqui.

Ela concordou internamente.

– Ou era o que eu pensava – disse, fechando a porta e posteriormente abrindo a corrediça. Andou até o sofá, sacudindo o envelope, logo após tateando seu conteúdo.

O federal fechou a porta corrediça e o alarme da casa soou. Edward conferiu se a porta tinha se fechado devidamente, mas os olhos verdes tinham sua atenção voltada exclusivamente para Isabella.

– Eu não gosto disso – informou, preocupado.

A mafiosa franziu as sobrancelhas. Era intrigante, de fato. E ela mal poderia esperar para saber o conteúdo. Levou as mãos até uma aresta, preparando-se para rasgá-la.

– Isabella, cuidado! – o federal antecipou-se em direção à mulher, a mão levantada em um gesto inconsciente, porém claro. Ele pedia cautela.

Isabella soltou uma lufada de ar, incrédula. Edward Masen temia por um pedaço de papel?

– O que pensa que está aqui dentro, federal? – Ela começou, numa falsa prospecção.

Edward cerrou os olhos enquanto sua mente trabalhava. Ele não sabia, mas um envelope sem remetente endereçado para uma mafiosa? Boa coisa, com toda a certeza, não era.

– Você tende a subestimar as coisas... – Ele expôs e, mesmo que nunca tivesse se dado conta daquilo anteriormente, viu a veracidade das suas palavras. Isabella era muito boa no que fazia, e extremamente autoconfiante. Ele sabia que ela, com toda a certeza, estudava um inimigo pacientemente antes de atacá-lo. Porém, a leve arrogância que a mafiosa trazia pelas suas habilidades bem desenvolvidas poderia cegá-la em certos momentos, fazendo com que ela menosprezasse certas coisas que não deveriam ser menosprezadas.

– Eu não “tendo” a isso – Isabella retrucou, cruzando os braços na altura do peito, o envelope firme por entre os dedos angulosos. – Eu só vejo as situações de um modo racional, Agente Masen! Francamente, você poderia me explicar como um simples envelope poderia se tornar uma arma letal para mim?

– Eu não estou falando de uma ar...

Mas Isabella não deu chance para que ele continuasse.

– Você acha o quê, Agente Masen? Que um vírus extremamente letal foi colocado aqui para me matar em questão de segundos? – Ela debochou, soltando um chiado. – Por favor, se quisessem me matar, ou coisa parecida, enviariam indivíduos treinados. Eu não sou tão importante para ser assassinada por uma arma biológica – ponderou por alguns instantes, levantando o nariz naturalmente arrebitado. Quando voltou a falar, o tom de voz trazia uma leve prepotência. – Não ainda.

Edward rolou os olhos diante da arrogância nítida, suspirando ruidosamente. É claro que ela se orgulharia se fosse “importante” o suficiente para isso. Balançou a cabeça, dando uma válvula de escape para o furor que o consumia e deu um passo em direção à mafiosa. As feições fechadas, o maxilar trincado evidenciando o queixo firme e quadrado. O semblante fazia jus à tensão que o homem internamente sentia. Os orbes verde-esmeralda decaíram sobre o envelope pardo, em um claro incentivo, dessa vez. Afinal, ela abriria de qualquer forma, antes fosse cedo.

Isabella soltou um suspiro de incredulidade, ainda espantada pelas reações tão exageradas que o federal tomara. Tudo por um simples envelope pardo, desses que se encontra em qualquer esquina. Balançou o pacote, fazendo com que o conteúdo escorregasse para a o fundo, e rasgou sem cerimonia uma das arestas do papel marrom.

Algo que se assemelhava a uma radiografia praticamente pendeu para fora, e a mafiosa a fisgou, antes que pudesse cair. Franzindo as sobrancelhas bem feitas, ela analisou a imagem à sua frente, percebendo que se tratava de um ultrassom do útero de uma mulher grávida de gêmeos. A sua confusão aumentou ainda mais. Por que alguém mandaria algo assim para ela? Seus olhos rumaram para as informações presentes na radiografia, e então tudo parou por um segundo quando Isabella vislumbrou o nome da gestante.

Renée Dywer Swan.

Era preferível que aquilo realmente fosse um vírus letal.

Notas finais
Espera, Oli... A mafi dizendo que o federal é dela? A mafi com ciúmes? mas... mas... como assim????! Pois é, pois é, pois é! E o envelope do Carlisle finalmente chega as mãos esperadas! E ai, o que será que vai acontecer? hahaha Palpites? Beijos minhas linda, e até o próximo!