Notas iniciais
Olá meninas! Meu Deus, é sério mesmo que estou aparecendo aqui dentro do prazo estipulado? Sim!!! haha

Obrigada pelos comentários do último capítulo, ainda não respondi todos mais faço isso até amanhã! Li todos, e fiquei toda abobalhada com eles! Obrigada, de novo!

Vamos ao capítulo, sim?!

ps: Peço perdão pelos erros que por ventura existam! Não tive tempo de reler cuidadosamente esse capítulo, mas não poderia não posta-lo para vocês hoje!

“A porta se abriu e Irina olhou com os olhos azuis esbugalhados para o filho.



– O que significa isso, Charly? – perguntou, exigindo uma resposta.



Charles Swan ignorou a matriarca, preso em seus próprios dilemas internos sorvendo de seu whisky Ballantines de vinte e um anos, um dos muitos presentes com que fora agraciado por seus afilhados.



– Eu vi James entrando no quarto de Isabella. Eu não acredito que você...



– Sim, Irina – Charles a cortou, olhando friamente para a mãe – Você tanto viu assim como supôs corretamente. James está lá justamente para isso.



– Eu não acredito... Como pôde?



Charles simplesmente deu de ombros bebericando mais um pouco do líquido amadeirado. Queria aparentar não estar afetado, mas sabia que nada escapava aos olhos da mãe. Foi então que ouviu algo que o tirou da máscara de passividade que carregava.



– TIO CHARLES!!!



Isabella o chamava, um grito de desespero. Com o rosto contorcido pela dor Charles balançou a cabeça sentenciando que aquilo era preciso. Seu coração, no entanto, se encontrava como se fosse mil pedacinhos de vidro, que lhe fincavam e dilaceravam o peito.



Não moveu um músculo sequer para dar fim aquilo, mas levantou-se da mesa quando a enxurrada de gritos começou. Ele não conseguiria ficar ali em seu escritório escutando sua menina gritar daquela maneira. Nem que bebesse todo o seu estoque de whisky conseguiria embriagar-se o suficiente para ouvir aquilo.



Decidiu sair, pegar seu carro e dirigir sem rumo pelas ruas enquanto aquilo acontecia. Mas foi barrado por sua mãe quando tentou sair do escritório.



– Onde pensa que vai? Você vai ficar aqui e escutar cada grito.



Charles balançou a cabeça, negando.



– Não foi homem o suficiente para mandar que ele violentasse nossa Bella? – Irina disse baixo, fungando — Pois agora seja homem para escutar enquanto a sua menina grita de dor por estar sendo partida em duas!



As palavras fizeram efeito em Charles que caiu instantaneamente na poltrona.



– NÃO, NÃO, AHHHHHHHHHH, POR, POR FAVOR... AHHHHHHHHHHHHHH AIIIII AI.



Charles colocou os cotovelos sobre as pernas, tentando tampar os ouvidos como podia. Irina vendo aquilo se levantou e abriu a porta do escritório, os gritos pareciam que vinham do corredor agora, de tão alto que estavam.



Charles pode ouvir sons abafados e sabia que se tratava de tapas, talvez socos que seu funcionário desferia em sua garotinha. Ela nunca deixava de gritar.



– Se seu irmão estivesse aqui... – Charles percebeu a mãe caída no chão perto de onde ele estava sentado, ela se encontrava mergulhada em um choro sentindo.



– Ele não poderia fazer nada sobre isso! – Charles explodiu.



Irina riu em meio aos soluços.



– Poderia e o faria. Ele nunca ia permitir que você fizesse com Isabella o que anda fazendo! Ele a amava demais!



– Eu também a amo! – ele retrucou furioso.



– Não se atreva a comparar o seu amor e o do seu irmão por Bella! Ele nunca faria algo assim, ela era uma menininha feliz com ele, não se lembra? Pare de tentar, Charly. Você estragou tudo e mesmo que tentasse nunca seria melhor que seu irmão para ela, mesmo que ele esteja... morto.



Então uma menina pequena entrou correndo pelo escritório.



– Vov... Irina – corrigiu-se rápido quando viu que Charles estava presente, ele não gostava que chamasse Irina de avó, sempre dizia que ela não era, nem nunca seria sua parente – Você tem que ajudar a Bella!



– Alice, meu amor...



– Ela está chorando – Alice disse, seu próprio rostinho molhado pelas lágrimas – O que está acontecendo? Eu estou com medo...



– Tire essa fedelha daqui, Irina.



A Swan mais velha levantou-se, e encarou o filho com fúria, limpando as lágrimas.



– Nunca mais a chame assim! – Mandou e virou-se para Alice – Principessa, vá para o seu quartinho.



– Mas...



– Tudo vai ficar bem, mio piccolo angelo... Eu já estou indo!



Alice secou as lágrimas e correu pelo corredor novamente.



Os gritos de Isabella finalmente cessaram e Charles pode voltar a respirar.



– Como pensa que será quando Isabella for obrigada a trabalhar com James no futuro? Você vai infligir dor na nossa pequena toda vez que ela ver a cara do maldito...



– Isso não acontecerá – Charles murmurou perdido em seu transe.



– Como pretende essa façanha, filho? James é seu melhor funcionário, é mais que obvio que ele e Isabella se cruzarão várias vezes!



Charles Swan voltou seus olhos gélidos para a mãe. E ela reconheceu o olhar, aquele com que Charles matava a sangue frio, por isso não se surpreendeu em demasiado quando o homem voltou a falar.



– Ela nunca mais vai ver a cara dele, porque vou matá-lo.



Irina suspirou.



– Você mandou um subordinado executar uma ordem, e porque ele o obedeceu vai matá-lo?



– Ele tocou em Isabella... Não posso deixar que viva.



– VOCÊ MANDOU QUE ELE O FIZESSE! – Irina gritou, exasperada.



– E eu já sabia que iria matá-lo caso aceitasse fazê-lo!



– E caso negasse também, é claro. – Irina contra atacou ironicamente.



Charles ia responder, mas foi interrompido por um novo grito.



– ABRA ESSAS PERNAS, VADIA! – Era a voz de James, e ele chamara sua menina de vadia. Socou ambas as coxas com as mãos em punho.



Irina o olhava com os olhos esbugalhados.



– Uma vez já não basta, Charly?



E para o terror dos dois os gritos de dor de Isabella recomeçaram.



– Você acabou de enterrar nossa menina com isso – ele voltou os olhos com as sobrancelhas franzidas para Irina – Porque matá-la você já matou há muito tempo.”



~.~



Grazie a Dio! – Alice disse efusiva quando a porta foi aberta revelando Isabella. Ela praticamente se jogou contra a mafiosa, abraçando-a pelo pescoço feito uma menininha.



– Você está bem, você está bem – repetia feito um mantra agarrada a uma Isabella congelada em sua posição, os braços presos ao redor do corpo dando a impressão que Alice abraçava uma estátua de pedra. – Tive tanto medo quando vi na televisão a invasão do galpão! O que aconteceu, Bella?



Mas ela não deu tempo para que a criminosa respondesse voltando seus olhos para um Edward Masen que observava a cena com ar de divertimento. Surpreendendo aos presentes, Alice quicou até a direção de Edward abraçando-o quase tão efusivamente como tinha feito com Isabella. Teve que ficar nas pontas dos pés para abraça-lo pelo pescoço, e a qualquer momento seus pés poderiam sair do chão, ficando literalmente dependurada, o que só evidenciava o quanto era baixinha, e o quanto o federal era alto. Ao contrário de Isabella, o homem passou os braços pelas costas pequenas de Alice, retribuindo um pouco receoso o abraço.



Mesmo aborrecida pelos gestos de carinho vindos de Alice para ela, Isabella não pode deixar de perceber o quanto a cena na sua frente era cômica. Seu rosto, no entanto, estava com a mesma máscara indiferente de sempre.



– Eu também estou feliz por você estar bem, Edward!



Alice lhe sorriu, voltando para o chão.



– Obrigado Alice. – Edward limpou a garganta lançando para a baixinha um sorriso de lado. Então ela pareceu se lembrar de uma coisa.



– Aqui estão suas roupas! – ela disse, apontando para a mala. – Você tem uma dívida eterna comigo, aquele seu amigo metido a “ciber geek”... Há alguém mais irritante do que ele?



Masen franziu as grossas sobrancelhas.



– Jasper? – seu tom era duvidoso.



– Nem me lembre desse nome! – Alice gritou, levando a mão a testa teatralmente – Acho que posso ter desenvolvido uma séria alergia a ele.



Edward Masen praticamente gargalhou, pensando que deveria ter feito o pedido à Emmett, tanto o grandão quanto Alice tinham sérias tendências para fazer drama.



– Perdão, da próxima peço o Emmett para te auxiliar! Acho que vai gostar dele... – fez uma cara engraçada, encarando melhor Alice e seus trejeitos – Na verdade, vocês são até parecidos!



A baixinha revirou os olhos.



– E aqui está minha contribuição para o almoço! – Alice continuou entregando uma sacola para Edward, sem se deixar intimidar pelo olhar de Isabella – Sim, vou ficar para almoçar. É lasanha, Bella! Aposto que vocês estão pobres de mantimentos por aqui.



– E estávamos mesmo, Alice, até cinco minutos atrás quando Isabella finalmente permitiu que eu descesse ao mercadinho. – Edward disse ironicamente levando a lasanha até a cozinha funcional, abriu um sorriso quando escutou a mafiosa bufando.



– Gostei daqui – Alice continuou divagando – você decorou tudo muito bem bonita!



– Alice – Isabella começou, interrompendo a mais nova e indo direto ao que interessava – Ontem, eu e o Agente Masen fomos seguidos. Depois que saímos do galpão.



A pequena arregalou levemente os olhos.



– Por quem?



– Acho que eu daria a informação completa se tivesse conhecimento dela.



Alice revirou os olhos e Edward olhou divertido para a cena que presenciava, era tão divertido ver as duas interagirem. Ele sabia que Alice era como uma irmã, a única família que Isabella realmente contava.



– Por que está me contando isso, Bella? – Alice perguntou curiosa, tombando a cabeça levemente para o lado.



Isabella remexeu as mãos inquietamente.



– Eu quero que você investigue para mim – Quando voltou a falar era como se as palavras lhe infringissem dor.



Um brilho surgiu no olhar de Alice.



– Eu entendi bem? Você está confiando no meu trabalho como investigadora?



Isabella desviou o olhar para qualquer ponto da sala. Edward, que preparava a lasanha para ser assada parou seus movimentos por um breve momento, simplesmente para prestar atenção nas atos de Isabella.



– Eu não disse isso. – acusou, em tom esclarecedor.



Alice riu.



– Eu sou muito, mas muito boa mesmo em ler nas entrelinhas!



Isabella rangeu os dentes.



– Você pode fazer isso ou não, Alice?



A baixinha praticamente pulou de alegria.



– Mas é claro que eu posso, ora essa! Você tem alguma pista? Ah, Isabella estou tão feliz que tenha me pedido isso... Significa tanto vindo de você! Obrigada.



– Não faça disso grande coisa, Alice. Porque de fato, não é. – Isabella falou – E sim. Tenho a placa do carro.



Edward riu da cozinha.



– Você anotou a placa do carro? – Ele indagou — Que pergunta a minha... Claro que anotou!



Isabella deu de ombros.



– Quase isso. Está aqui. – e levou o dedo indicador para a cabeça.



Edward sorriu maravilhado. Ela estaria sempre pronta e alerta.



–Eu vou te passar algumas informações escritas, minhas impressões. – disse para Alice, e virou-se para Edward – Você pode lê-las e acrescentar algo se quiser, Federal.



Ele balançou a cabeça uma vez.



– E vou te dar uma arma. – acrescentou. Seu tom irredutível.



Alice arregalou os olhos cor de mel.



– Ah não – levantou as duas mãos – não, não mesmo! Não quero andar por ai armada, Isabella!



– Se bem me lembro você era até mediana no manuseio...



– Eu era muito boa! – Alice a interrompeu, e Isabella fez um gesto displicente – Eu não quero carregar uma arma por ai. Não quero voltar a me sentir como uma criminosa!



Isabella rolou os olhos.



– Você invade redes de computadores, quebra senhas, e faz investigações ilícitas. Você é uma criminosa, Alice. Quanto a arma, ou você aceita, ou não precisa investigar mais nada!



A baixinha bateu um pé no chão de mármore, e fez um muxoxo com a boca.



– Irina se deixa levar por essa sua cara de cachorro pidão, Alice. Não eu.



– Tudo bem, tudo bem! – a mais nova bufou, rendendo-se.



Isabella aprovou a atitude dela com um piscar de olhos.



– Vou fazer minhas anotações e trazer a arma para você.



Isabella estava saindo da sala quando percebeu que deixaria Alice e Edward juntos. Franziu o cenho, pensando o que aquelas duas criaturas poderiam conversar em sua ausência.



– Eu volto – ela olhou de Alice para Edward, e refez o caminho de volta –logo.



Frisou a palavra e rumou para o quarto.



– Edward? – Alice sussurrou assim que Isabella deixou a sala, seu tom era de confissão.



– Sim? – O Federal respondeu, franzindo levemente o cenho. Olhou a mulher remexer em sua bolsa tirando de lá o que parecia uma fotografia, rapidamente o entregando. Olhou nervosa para o corredor por onde Isabella voltaria.



– É para você. – Ela disse e Edward virou a foto deparando-se com a imagem de um bebê. Tinha os cabelos negros e os olhos azuis. Um sorriso sem dentinhos lindo e divertido estampava seu rostinho cheio.



– Esta é...É a Isabella? – A surpresa não poderia estar mais evidente em seu tom de voz.



– Xiiii – Alice murmurou com a menção do nome colocando o dedo indicador na boca nervosamente, quando voltou a falar sua voz não passava de um sussurro.



– Sim, é a Bella.



Edward encarou duvidoso a foto por vários segundos. A semelhança “física” era evidente. Mas, aquele olhar cheio de vida, o ar inocente, puro e divertido... O lindo sorrisinho da criança... Tudo aquilo fazia com que a menina da foto e a atual Isabella parecessem duas pessoas completamente diferentes.



– Por que está me dando isso, Alice? – Edward perguntou por fim e olhou para a figura jovem e pequena, mas que agora parecia carregar uma sabedoria ascendente.



– Para que você se lembre de quem Isabella realmente é.



Edward crispou os lábios e já estava pronto para abrir uma discussão com a mulher quando Isabella retornou pelo corredor. Ele rapidamente guardou a foto no bolso da calça e Alice tentou incluí-la na conversa.



– Estava começando a contar para o Edward do dia em que você me salvou na floresta, Bella.



Isabella revirou os olhos colocando sua anotação e uma arma em cima do braço do sofá.



– Devo continuar, ou quer fazer as honras?



Isabella deu de ombros, mas Edward pode perceber que ela ficara levemente desconfortável com o assunto o que fez com que quase imediatamente a curiosidade do agente aumentasse. Ele virou-se para Alice com os olhos ávidos, a baixinha com um pequeno impulso sentou-se em um dos banquinhos da cozinha. Quando recomeçou a falar seus olhos carregavam um brilho diferente.



– Charles sempre gostou de nos passar esses desafios... – Sua voz era nostálgica, porém nada saudosista.



– Treinamentos – Isabella corrigiu, começando a separar os vegetais recém comprados pelo federal para uma salada. A lasanha já assava no forno.



– Treinamentos, que seja! — Alice revirou os olhos e voltou sua atenção para o federal que absorvia tudo encostado a mesa. – Nesse dia, Charles nos levou até essa floresta, reserva... Eu não sei bem. Só sei que cada uma deveria encontrar uma bandeira escondida em algum ponto da floresta, para isso recebemos um cartãozinho com um enigma que indicaria o caminho certo. Enigma! Tinha oito anos na época e ainda trocava o p pelo b! Me sentia no meio de um treinamento militar.



Edward sentou-se também em um dos banquinhos, seu olhar preso em Isabella, pronto para capturar qualquer mínima reação dela.



– Eu decidi andar sem rumo pela floresta, pensei que se tivesse sorte acharia a bandeira... Mas não tive. As horas foram passando e veio a noite. Eu estava tão assustada! Não consegui mais andar. Simplesmente sentei encostada ao tronco de uma árvore e chorei. Queria ir embora para casa, para a Itália, meus pais nunca me trataram com muito carinho, é verdade, mas pelo menos lá eu não tinha que fazer coisas daquele tipo.



Edward colocou a mão máscula no ombro de Alice, dando leves batidinhas, um gesto quase irracional. Alice sorriu.



– Está tudo bem, Edward. – ela assegurou e ele recolheu a mão com um aceno de cabeça.



– Isabella, vulgo a garotinha prodígio, claro que tinha conseguido completar sua tarefa antes do anoitecer. Quando ela percebeu que eu não voltaria, mesmo proibida por Charles embrenhou-se na mata a minha procura.



Edward arregalou os olhos olhando surpreso para uma Isabella impassível.



– Ela se importou comigo a ponto de desobedecer Charles. – Alice pontuou, seu olhar cheio de significados procurando os verdes de Masen.



– Pare com isso, Alice! – Isabella avisou – Eu só te salvei aquele dia por causa de Irina. Ela ficaria arrasada.



– Irina é a avó de Isabella – Alice explicou com um sorriso para a expressão confusa de Edward – Ela gosta de mim.



– Sim – Isabella continuou – Como eu disse, ela ficaria arrasada se você morresse ou algo do gênero.



Alice balançou a cabeça, incrédula.



– Para de mentir para si mesmo, Bella. Você se importa comigo. Você gosta de mim.



Isabella parou um momento seu trabalho com a faca para olhar para Alice, porém nada disse. Manteve os lábios em um linha firme e voltou rapidamente para o que fazia.



– Bom, mas essa não é a melhor parte – a mais nova franziu o cenho, abominando a escolha de palavras – Quer dizer, a pior. Isabella me encontrou, mas começou a chover muito e perdemos os rastros dela que nos levariam de volta. Passamos a noite completamente encharcadas tentando sair de lá. Quer dizer... Isabella tentou, já que eu só chorava enquanto era praticamente arrastada por Bella.



– A cerca altura choraminguei e disse que iriamos morrer. Nunca me esquecerei do olhar que você me mandou, Bella. Me olhou de uma forma tão raivosa que eu pensei que começaria a me xingar no meio da mata – Alice parecia ter sido transportada para aquela época – Mas não... – ela virou-se para Edward – Isabella me abraçou forte, e prometeu que tudo ia ficar bem.



Edward olhou para Isabella tentando associar a pessoa das ações descritas com o personagem que as executava. A foto do bebê sorridente pesou uma tonelada em seu bolso. O que teria acontecido com ela para mudar tanto? Charles Swan era tão manipulador assim? De onde tirou coragem para fazer tudo aquilo com uma criança? Sua própria sobrinha.



– Quando finalmente conseguimos sair daquele lugar verde horroroso, um funcionário de Charles estava a nossa espera. Sentia tanto frio e medo... Foi um alívio quando chegamos a mansão e Irina estava na porta aguardando. Me lembro de como ela abriu os braços e tudo o que pude fazer foi correr para a sua direção.



Isabella fechou os olhos bruscamente chamando a atenção do federal para si. Lembrou-se daquela cena que parecia tão distante.



“ Alice saiu do carro na sua frente, correndo em direção a Irina. Isabella também sentia vontade de correr, mas não o fez. Charles sempre dizia que era coisa de covarde correr para a barra da saia da avó.



– Meninas – Irina falou beijando o alto da cabeça de Alice, pegando-a no colo – Vocês vão ficar com um belo de um resfriado. Venha, Bella! – Ela chamou estendendo a mão na direção de Isabella que andou mais rápido. Mas uma mão pesada pairou sobre o ombro infantil a detendo.



Isabella olhou para cima e encontrou seu tio Charles com os olhos raivosos e um pouco maldosos.



– Não. Isabella vem comigo. – A voz saiu fria e impiedosa.



– Filho, ela precisa de um banho quente.



– Não. – Charles negou – Eu avisei Isabella que ela seria castigada se fosse atrás de Alice. Eu sei como educa-la, Irina. Não interfira.



A avô balançou a cabeça em negação mas mesmo assim entrou com Alice para dentro da casa, deixando Isabella sozinha com frio e cansada para ser castigada porCharles.”



– Mas Charles a pegou – a voz de Alice interrompeu as lembranças da criminosa – Ele bateu tanto em Isabella até ela não conseguir se levantar do chão. Literalmente a espancou. E ela era só uma criança...



– Pare, Alice! – Isabella mandou, dardejando-a com os olhos azuis.



– É verdade, Isabella? – O federal perguntou, levemente horrorizado. A raiva fulminando em seu sangue.



– Sim. É verdade, Edward! – Foi Alice quem respondeu – E mesmo sabendo que iria apanhar, ela foi atrás de mim. Não entendo como não pode ter ressentimentos, Bella. E não me refiro somente a esse episódio.



– Ele só estava me corrigindo, Alice. Educando. – Isabella passou a picar, agora os legumes, com mais rapidez.



– Educando? – a baixinha exclamou indignada – Você ficou na cama por um mês Isabella!



– Não por um mês! E eu já disse para parar com esse assunto! Oh... Oh droga! – Isabella gritou enquanto a faca lhe atingia o dedo indicador e o do meio. No mesmo instante Edward estava ao seu lado, a pegando pelos pulsos e examinando o corte, não era profundo, mas era comprido e estava saindo bastante sangue.



O federal franziu as sobrancelhas e olhou para os olhos de Isabella, a mulher não soube bem identificar os sentimentos ali presentes.



– Eu vou cuidar devocê. – Edward afirmou, a voz doce e baixa. Por vários segundos Isabella permaneceu estática, tentando raciocinar e descobrir as implicações impostas naquela frase. Tinha a impressão de que ele quis dizer muito mais do que pareceu. Por fim, puxou suas mãos para si.



– É só um pequeno corte – disse, tentando se virar, mas foi impedida pelo federal.



– E eu vou fazer um curativo nele – não era um pedido.



– Não seja patético, Agente Masen.



– Não há discussão quanto a isso, Isabella.



Os olhares dos dois se encontraram travando uma batalha, gesto que vinha ficando típico entre eles. Medir forças pelo olhar. Por fim Isabella murmurou derrotada e Edward abriu um sorriso de lado. Ele tinha vencido.



MARIA, LA VERGINE SANTISSIMA!!!– Alice gritou, tirando Edward e Isabella de sua exclusão – VOCÊS ESTÃO TRANSANDO!



Isabella abriu a boca surpresa, mas nada saiu de dentro dela. Como Alice chegara àquela maldita conclusão? Ouviu a risada do federal ao seu lado.



– Definitivamente. – Edward assegurou, sorrindo para uma Alice que entrou em combustão, e recebendo um olhar feio da criminosa.



– EU NÃO ACREDITO! Quer dizer, eu sabia que isso cedo ou tarde aconteceria... E pelo visto foi cedo! – Alice pareceu se lembrar de alguma coisa e passou a fazer algumas caretas e gestos de mãos para Isabella. A mafiosa simplesmente a olhou incrédula e Edward logo percebeu do que se tratava.



– Sim, Alice. – murmurou convencido – Eu dei muitos orgasmos para Isabella!



A mafiosa o encarou incrivelmente indignada e raivosa, o que Edward fez questão de ignorar, divertindo-se com a cena que Alice fazia. Ela batia palmas e quicava em seu assento em aprovação a última revelação.



O federal saiu da sala risonho para pegar um kit de primeiro socorros que havia visto no banheiro. Quando voltou para a cozinha, encontrou um clima já não muito bom. Isabella parecia estar com ódio, e a euforia de Alice já tinha cessado, fazendo com que o ambiente estivesse em pleno silêncio.



Assim que Edward se posicionou ao lado de Isabella, ela simplesmente lhe estendeu a mão machucada, sem nem olhar para ele no processo. Entendeu que ela não queria conversa no momento, e resolveu respeitar isso enquanto cuidava do ferimento nos dedos longos e delicados. Alice assumiu a tarefa de fazer a salada, tentando ocupar-se com alguma coisa.



– Okay, não consigo ficar nesse silêncio sepulcral – ela começou – por isso estou mudando de assunto.



Edward sorriu, ela realmente se parecia com Emmett.



– Eu beijei Jasper.



Aquela declaração ganhou a atenção dos dois presentes instantaneamente.



– O... o que? – o federal gaguejou – Você não disse que ele era irritante?



– Eu sei... Deprimente! – Alice completou. E passou vários minutos explicando como ele a encarou quando um suco de uva que bebiam na casa do federal derramou em sua blusa e ela teve que tira-la para passar água imediatamente. Não poderia deixar que manchasse! Ficou só de sutiã e os olhos de Jasper a comiam viva – nas palavras dela – estava babando tanto que ela decidiu o beijar, logo após o irritando e perguntando se nunca tinha visto uma mulher na vida.



O almoço passou mais leve, e tudo ficaria bem se Alice não tivesse se lembrando de um recado para Isabella quando ia embora. Charles queria vê-la, sábado, às sete e meia da noite na mansão Swan. O recado deixou uma Isabella ansiosa e um federal temeroso. Afinal, o que será que o tio queria com ela?



~. ~



Isabella acabava de tirar o sabonete do corpo, deliciando-se com a água quente quando ouviu um gemido baixo, e dois olhos verdes cravados em suas costas. Levantou a cabeça por sobre o ombro e empinou levemente a bunda. Comemorou internamente vendo o federal praticamente rugir e se livrar da calça e da cueca ao mesmo tempo.



Sentiu seu corpo ser imprensado contra os azulejos do boxe, seus seios esmagados pela parede fria deixando seus mamilos ainda mais túrgidos. Isabella soltou um gemido contido e sentiu as mãos do federal agarrando seu quadril, trazendo sua bunda para perto dele. Arfou com o membro duro cutucando seu cóccix.



– O que você fez, heim Isabella? – Edward sussurrou, pegando os rios negros que eram os cabelos dela como um rabo de cavalo, forçando seu rosto para o lado e mordiscando a orelha da mafiosa, que rebolou perigosamente perto do pênis do federal – Que feitiço jogou em mim que me imagino toda hora dentro de você? Só você, diaba!



Edward levou os dedos até o clitóris e beijou o pescoço e a pele clara dos ombros femininos, deliciando-se com o sabor que tinha a água morna nela. Agora a mafiosa deu um grito sem pudores, e Edward deslizou a ponta dos dedos pelas costas dela, o toque conseguindo ser mais quente que a água do chuveiro.



– Você é tão linda...



Dizendo isso ele levantou a perna direita dela pela parede, e penetrou Isabella de lado.



– Quente, apertada e molhada como o inferno!



Não demorou muito e os dois chegaram ao orgasmo, completamente suados e molhados pelo vapor da água quente. Edward sustentou o corpo feminino que convulsionava, beijando diversas vezes as costas e os ombros da mulher.



O sexo com Isabella era o melhor que já tivera em sua vida. Pareciam se encaixar perfeitamente, literalmente falando. Os toques mais suaves já os ascendiam por completo. Edward se deu conta de que estava feliz, como há muito tempo não estava. E foi naquele momento, abraçando a cintura da mulher possessivamente, trazendo-a para de baixo do chuveiro novamente, que decidiu:



Não importava quantos tios entrassem no caminho, quantas máfias o perseguisse. Edward não deixaria Isabella escapar de suas mãos por um bom – e longo — tempo.



Foto Isabella



Notas finais
foto da Isabella se a imagem não aparecer: http://data.whicdn.com/images/62402953/large.jpg

Viu, que comentar não cai dedinhos? Fiquei MUITO feliz que 20 pessoas comentaram o último capítulo e cumpri com o proposto!
Estou tão feliz, que se o número de comentários continuar assim, posto na próxima sexta novamente! ou seja, uma vez por semana!
Depende de vocês, lindas leitoras!

Super beijos e comentem!