Notas iniciais
Demorei, mas cheguei com um capítulo IMENSO com letras maíusculas!! hahaha

Queria dedicar esse capítulo para a Festus, que foi muito querida ontem! (E olha que esse capítulo, não é um capítulo qualquer, hein??? hahaha)E também para a Lu Nandes que me deixou emotiva com o seu comentário! hahaha

Bom, apresento-vos uma autora com vergonha.

Espero que gostem.


“Not really sure how to feel about it

Something in the way you move”

Stay — Rihanna


Edward Masen e Isabella Swan decidiram em comum acordo que não era viável voltar para a cidade, e deveriam passar a noite em algum hotel de beira de estrada para que no dia seguinte retornassem e colocassem o plano de Isabella em prática.


Plano esse que ela recusava veemente em compartilhar com Edward, o que já estava enlouquecendo o federal.

Não demorou muitos minutos depois que deixaram a estrada principal para encontrar um hotel de qualidade duvidosa, mas que parecia minimamente higienizado e tinha uma lojinha de conveniências própria.

Isabella estacionou e pediu Edward para alugar um quarto, abriu o porta-malas, pegando uma mochila preta, de onde retirou uma quantia em dinheiro vivo que deveria ser suficiente para arcar com as despesas. Quando questionada sobre aquilo, Isabella perguntou de que planeta ele viera e se lá ainda não desenvolveram rastreamento por cartão de crédito.

Claro que Edward achava aquela atitude exagerada, mas percebeu que com Isabella Swan o cuidado nunca seria demais.

Mais tarde, instalados no quarto pequeno com duas camas e um banheiro, Isabella o convenceu a destruir o chip do celular, e lhe mostrou um aparelho próprio. Impossível de rastrear segundo ela, e que quando quisesse comunicar com alguém era só avisá-la.

Edward saiu para encontrar algo na lojinha de conveniências que servisse para tampar o estrago do carro, não poderiam atrair olhares curiosos ali. Quando voltou encontrou uma Isabella de banho recém tomado, penteando com os dedos os longos cabelos negros em frente ao espelho do quarto. Parou um pouco absorvendo a cena. Apesar de não ter nem uma escova para os cabelos, ela parecia ainda mais linda do que quando saíra.

Ele deixou uma sacola com comida ao lado da criminosa, e avisou que ia tomar um banho também, mas que se ela quisesse poderia começar a comer antes. Isabella simplesmente meneou a cabeça, cansada demais para levantar alguma barreira contra aquele que lhe oferecia comida. Estava faminta. Vislumbrou o saquinho; duas cocas, dois sanduiches, uma maça e um iogurt. Franziu a testa tirando do pacote os dois últimos, não percebera que o federal a observava.

– Pensei que gostaria de comer algo saudável pela manhã. – Ele esclareceu, entrando para o banheiro sem esperar uma resposta da mulher.

Isabella avaliou a maça vermelhinha que parecia crocante. Oh sim, ela gostaria.

Abriu a coca tomando um generoso gole, mas antes de realmente começar a comer ela tinha algo que deveria ser feito. E o dever sempre vinha antes de qualquer coisa.

O telefone chamou várias vezes antes que a pessoa do outro lado da linha atender.

– Olá, Isabella. – a voz de Charles Swan soou irônica do outro lado do telefone – Estava pensando quando você iria me contatar...

– Tio Charles...

– Não me venha com os seus “Tio Charles” – ele bradou – Pode me explicar o que aconteceu essa tarde? Você deixou Paul Lahote para ser preso? É isso mesmo? Que inferno estava pensando?

– Aquele infeliz estava muito seguro de si... Sabia que ele estava passando algumas das nossas regras para trás? Eu só quis lhe dar uma lição!

– Sim, eu sabia, Isabella. Eu sei de tudo que se passa na minha organização, e não preciso que você decida quem deve ou não receber uma lição! Você comprometeu toda a nossa organização por uma birrinha. Paul está ameaçando te entregar.

Isabella engoliu em seco, realmente não havia pensando muito sobre suas ações no galpão.

– A sua sorte – Charles sibilou – É que Jacob Black interferiu ao seu favor. Agora, o preço dele, é você quem vai ter que pagar.

– Tudo bem. – Ela retrucou.

– Não está tudo bem. — O Swan disse pausadamente – Você já matou Edward Masen?

Isabella fechou os olhos por um instante, encostando a testa na parede fria do quarto. Como ela falaria aquilo?

– Pois sei que ele estava vivo até algumas horas atrás, já que pelo visto você o levou para um passeio em um galpão cheio de drogas e armas traficadas. Acha que as provas que ele já possuiu contra você são poucas? Quer fornecer para ele uma pilha delas? Porque é isso que você está fazendo enquanto se diverte com essa estúpida briguinha de cão e gato.

– Não! – Ela tentou falar, mas foi interrompida.

– Nós não medimos forças, não entramos em joguinhos de poder com policiais, Isabella. Nós os eliminamos. Simples e fácil. Então, pela última vez, você já matou Edward Masen?

– Não... – A palavra ficou entalada na garganta saindo como um guinchado.

– E quando pretende fazê-lo? – O mais velho exigiu, raivoso.

– Eu... Não sei... – Isabella disse a verdade, ou pelo menos a verdade que ela conhecia. Não tinha ideia do que estava acontecendo e porque ela não conseguia disparar o gatilho quando seu alvo era Masen. Ela apertou os olhos, as sobrancelhas franzidas quase se unindo. Doía falhar. Doía ainda mais expor a sua falha na frente do tio. Fazia com que ela parecesse fraca. Mas ela não era. Não podia ser.

– Você não sabe? – Charles repetiu, sua voz refletindo uma falsa calma que era de longe o verdadeiro estado de espírito do Swan. – Pode me dizer por quê?

– Não sei. – Isabella disse por impulso, mas logo corrigiu-se – Estão nos seguindo! Nós dois. Acho que vale a pena saber quem poderia querer algo de nós antes de matá-lo.

– PARE DE ELABORAR DESCULPAS, ISABELLA! Estão sendo perseguidos há o que? Três horas? Você poderia ter o matado diversas vezes nas últimas horas, ou melhor, nos últimos dias, mas não o fez.

Ela abaixou a cabeça olhando para os seus pés descalços.

– Eu lamento muito, Tio Charles. Mas eu não compartilho da sua opinião. Edward Masen não é uma ameaça para mim.

– Sabe o que ele quer de você, Isabella? Sabe por que ele esta bancando o bonzinho? Não seja ingênua, mia figlia, você sabe muito bem o que os homens querem de você. Esse agente vai usa-la de todas as formas que puder antes de joga-la para os leões.

– Eu não sou uma bonequinha frágil, Tio Charles – Isabella crispou, pensando no quão irônica era aquela frase vinda de Charles. E o que ele fazia com ela dentro da máfia? Não era usa-la?

Charles deu uma risada seca.

– Eu vou estar aqui, Isabella, quando tudo isso acabar. Quando esse agente lhe passar a maior rasteira da sua vida. Eu estarei aqui, te esperando. E quando você chegar, eu vou dizer que avisei, eu vou rir nas fuças desse seu rostinho bonito, e você vai apanhar tanto Bambina, tanto! E mesmo sabendo disso você vai correr para mim, implorar pelo meu perdão, porque eu sempre estarei aqui para você, Isabella. Sou a única pessoa no mundo em que você pode confiar. E vai aprender isso do modo mais difícil.

A mafiosa mordeu o lábio inferior com força. As mãos em punho. Todo o seu rosto estava queimando. Mas, os olhos de um azul límpido permaneceram secos. Há muito tempo não chorava.

– Apenas um conselho, não se meta quando pessoas dispostas a realizar esse trabalho forem atrás do Masen.

Isabella balançou a cabeça uma vez em entendimento.

Mi dispiace*, Tio Charles. – lamentou.

– Eu entro em contato com você, Isabella. – a voz fez uma pausa e Isabella perguntou-se se ele tinha desligado – Você me decepciona, Bambina.

E então ela foi mergulhada em suas lembranças, há alguns anos atrás, quando tinha apenas doze anos de idade.


“ – Você me decepciona, Bambina.


A menina abaixou os olhos, tentando se entreter com o polegar que fazia círculos invisíveis na palma da mão. Observou pela visão periférica o tio se aproximar lentamente dela.

– Perdonami, Tio.

O homem pegou firmemente a mandíbula de Isabella fazendo com que ela levantasse os olhos para encara-lo, os azuis se revelaram tristes e marejados. A dor do toque irradiando por todo o rosto de criança.

– Quantas vezes já te disse que não pode entrar sem ser convidada?

– Eu só queria lhe dizer que acertei todos os alvos do meu treinamento! Os parados e os em movimento também! – Ela esclareceu com uma pitada de orgulho na voz fina.

– Não me interessa porque veio. O que interessa é que você interrompeu uma reunião importante! O que eu faço com você? – Charles perguntou enraivecido, mais para si mesmo do que para a garotinha.

– Eu sinto muito. – Bella murmurou, tentando controlar as lágrimas, sabia que Charles as encarava como sinal de fraqueza.

– Palavras, palavras... Você sempre se desculpa, Isabella. Você tem mesmo é que ser castigada. – Charles refletiu, sentando-se na cadeira.

Isabella engoliu em seco enquanto esperava a sua sentença. Será que ele a privaria de começar a estudar fora de casa no ano que vem?

– Tire a calça. – Charles mandou, começando a desabotoar a fivela que deixava a calça social no lugar.

Isabella arregalou os olhos, tentando entender o que aquilo significava. Reprimindo uma pergunta levou as mãos trêmulas até o botão da calça jeans, livrando-se dela. Colocou as duas mãos na frente da calcinha infantil, numa inútil tentativa de sentir-se coberta.

Charles Swan balançou a cabeça em aprovação.

– Agora, venha para o meu colo.

– Tio Charles? – Isabella perguntou incerta e levemente aterrorizada, mesmo com seus doze anos, ela sabia o que aquilo significava.

– Agora, Isabella! – Ele mandou, levantando a voz.

Ela caminhou o mais lentamente que pode parando de frente para o tio, antes de sentar-se cuidadosamente na ponta dos joelhos do homem.

– Não assim, sua imbecil! – Ele gritou novamente, pegando a menina pela cintura fina, manuseando-a como uma boneca de pano.

A colocou de bruços, a bunda alva para cima. Por um momento Isabella aliviou-se. Entendera finalmente o que o tio queria fazer.

– Sabe, Bambina, em contado com a pele desnuda assim – Charles deu um tapa na nádega de Isabella e ela gritou, tanto pela dor quanto pelo susto – dói muito mais.

O Swan mais velho ajeitou o cinto em sua mão direita.

– Já devia ter te dado um surra de correia há muito tempo! – Ele disse, descendo com força o material de couro sobre a bunda de Isabella.”



Isabella bateu a testa contra a parede uma, duas, três... Inúmeras vezes. Não ligava para a dor que se instalara em cima da cabeça ou para o fato de estar quase estragando a parede por completo. A tinta de má qualidade descascava diante do atrito que a sua testa exercia.



A única coisa que Isabella queria no momento, era exorcizar tudo da sua cabeça. Não conseguia, não poderia, conviver com o fato de decepcionar Charles, ainda mais por culpa de Edward Masen. Um Policial! Socou as mãos contra a superfície lisa, tentando extravasar a incapacidade que sentia, e aquela mistura de sentimentos que não sabia identificar.

Um lado dela, o que odiava decepcionar o tio, ansiava por matar Masen, dar fim a sua missão e satisfazer Charles. Mas, havia um outro lado que a fazia relutar, que a impedia de ir em frente e tirar a vida dele. Isabella sentia que aqueles dois lados simplesmente não cabiam dentro dela, e que estava prestes a explodir.

Bateu a cabeça outras várias vezes, cada batida mais forte, até que sentiu dois braços firmes apertando-a, logo após a girando para frente. Suas costas sendo imprensadas contra a parede.

– Que merda é essa que você está fazendo? – Edward inquiriu, a voz grave ainda mais grossa. Os olhos verdes injetados de uma preocupação raivosa.

Por um momento, tudo o que Isabella foi capaz de sentir era o ódio. O federal era o culpado. Ele nunca deveria ter aparecido em sua vida. Teve vontade de fazê-lo pagar, de lhe infringir dor... De deixa-lo se sentir mil vezes pior do que ela se sentia agora.

– Não me toque! – Disse entre dentes, Edward apertou mais os braços finos com as mãos, exigindo uma resposta.

– Eu estava pensando, Diabos! Não é da sua maldita conta! – Isabella gritou contra o rosto masculino que estava a centímetros do seu.

– Pensando? – Edward fez um som parecido com um rugir – Parecia mais que estava tentando se matar!

Isabella riu sem humor.

– Sei de maneiras bem mais eficientes para dar cabo a minha vida, Federal!

Edward crispou, balançando contrariadamente a cabeça, gesto que fez com que uma gota de água dos cabelos recém lavados caísse pelo ombro largo, atraindo a atenção da mulher que percebeu que ele vestia apenas uma calça jeans.

A gota desceu pelo peito desnudo de Edward sendo acompanhada pelos olhos ávidos de Isabella, que notou o movimento acelerado de sobe e desce que a respiração conferia. A gotinha desceu ainda mais, passando lenta e torturosamente por cada gominho do abdômen perfeitamente definido, sem ser musculoso demais. Na proporção perfeita. Por fim, a gotinha chegou ao cós da calça jeans, sendo absorvida pelo tecido, deixando o resto à cargo da imaginação.

Isabella engoliu ruidosamente sentindo-se compelida a olhar para cima, mesmo que suas mãos desejassem refazer o caminho da inocente gota de água. O calor em seu baixo ventre reacendera e sentiu que todos os pelos de seu corpo estavam arrepiados. Quando seus olhos finalmente encontraram os de Masen, viu a presunção presente neles. Aquele irritante sorriso de lado dele que fazia com que algo vibrasse em seu interior.

– Não precisa babar, Swan – Edward levou a mão até o rosto feminino, brincando com o queixo com a ponta dos dedos.

Isabella tentou se desvencilhar de seu toque.

– Ora, seu...

Edward não deixou que ela recomeçasse a falar, não quando a tinha presa em seus braços, não quando a maldita tinha acabado de atiça-lo com aquele olhar! Grudou seus corpos, a puxando para um beijo, mas a mulher resistiu mantendo a boca em uma linha firme, virando o rosto. Edward Masen grunhiu e começou a beijar a base do pescoço feminino.

– Me... largue! – Isabella tentou mandar, mas sua voz saiu pateticamente sôfrega.

Edward riu, todo o corpo másculo tremeu fazendo com que os dois se encaixassem ainda mais.

– É isso que você realmente quer? – Edward perguntou de forma rouca, enquanto começava a intercalar os beijos com mordidas indo até a orelha de Isabella – Me diga, Isabella! – Ele demandou, a voz autoritária, mordeu o lóbulo da orelha feminina fazendo com que ela se contorcesse sob o seu toque.

A criminosa tentou colocar as mãos contra o peito musculoso, na vã esperança de afasta-lo. Esse foi o maior erro dela. Assim que suas mãos tocaram o peito desnudo do federal, um arrepio lhe tomou o corpo, sua pele parecia estar em chamas juntamente com a de Edward. Sem conseguir resistir, escorregou preguiçosamente os dedos pelo abdômen definido, sentindo uma sensação desconhecida, uma espécie de eletricidade, vários pequenos e deliciosos choques.

– Você vai me enlouquecer, Isabella... – Edward praticamente gemeu – Você já está me enlouquecendo!

Procurou mais uma vez os lábios femininos, e dessa vez Isabella não ofereceu resistência, entregando-se completamente ao que seu corpo desejava. As línguas estavam sedentas uma pela outra, como se não se encontrassem a séculos. Isabella levou as mãos até os fios aveludados de Edward, ela simplesmente amava toca-los.

Edward apertava a cintura fina, tentando castigar a mulher por lhe deixar daquele estado com apenas um beijo. Seu pau estava explodindo nas calças como um adolescente tarado por sexo. Desceu com as mãos pelo lateral do corpo dela, puxando o quadril delgado de encontro ao seu para que ela sentisse o que fazia com ele. Isabella gemeu assim que sentiu o volume em sua barriga lisa, para a perdição de Edward aquele som fez com que o seu membro pulsasse dentro das calças. Levou as mãos até a bunda dura e empinada dela, dando um aperto forte e prolongado como se fosse um castigo por deixá-lo assim.

No momento em que Isabella sentiu o aperto firme e preciso dele um gemido alto ficou preso em sua garganta, fazendo com que ela arfasse e ficasse sem ar, cessando o beijo. Os lábios de Edward rumaram para a pele de seu pescoço novamente, os dedos que brincavam com a barra da blusa dela, começaram a puxar o material de malha para cima, deslizando a palma da sua mão pelas curvas que se revelavam pouco a pouco.

Perdeu completamente a sanidade quando o sutiã preto de renda se revelou, guardando os seios volumosos, a peça era pequena, e o contraste que fazia com a pele branca de Isabella era simplesmente delirante.

Voltou a sugar os lábios da mulher, mas dessa vez ela estava diferente. Parecia incerta? Edward franziu o cenho, não compreendendo. Separou-se dela minimante, apenas o suficiente para que pudesse ver seus olhos.

– Isabella? – Ele indagou, chamando-a com um sussurro. A mulher abriu os olhos escuros pelo desejo e o encarou.

Palavras não foram necessárias. Edward claramente queria saber se estava tudo bem, se poderiam continuar, porque, a partir daquele momento, não havia mais volta.

Isabella se viu com um sentimento que sempre abominou. Medo. Não gostava de sentir aquilo, porque sempre foi capaz de realizar tudo, sem grandes esforços, sem a possibilidade de errar. No entanto, era aquele sentimento há muito esquecido que figurava agora o seu interior. Tinha medo daquilo, tal qual os primeiros navegantes a zarpar pelos mares, por aquele terreno ser desconhecido. Nunca havia sentindo aquelas sensações com alguém e isso a confundia terrivelmente.

Abriu a boca para falar algo que ainda não sabia o que era, mas nenhum som saiu e ela comprimiu os lábios novamente, encarando os orbes verdes em chamas. Tão decididos, tão penetrantes. Tentou não pensar no fato de que Edward interrompera carícias tórridas simplesmente para saber se ela estava bem. O que era aquilo? Algum gesto de carinho?

Seu corpo desejava Edward Masen com todas as forças. Seus olhos estavam presos aos dele. Ambos hipnotizados. Isabella decidiu que precisava experimentar aquelas sensações. Precisava conhecê-las.

Levou as mãos, agora decididas, até as suas costas e abriu o fecho do seu sutiã, deslizando as alças negras sobre a pele alva dos seus ombros. Edward engoliu em seco quando percebeu o que a mulher estava fazendo, fez um esforço enorme para continuar encarando Isabella, já que seus olhos queriam desesperadamente observar o colo da mulher que estava aos poucos sendo revelado.

Graças ao silêncio do quarto, onde a respiração dos dois parecia o maior dos barulhos, Edward foi capaz de ouvir quando a peça diminuta caiu aos seus pés. Aquela foi a gota d’agua. Segurou Isabella por uma grossa mecha de cabelos e a trouxe de volta para si. Ambos gemeram com a sensação dos seios desnudos em contato com o peito masculino. Pele com pele.

Edward Masen tirou Isabella da parede começando um beijo luxurioso, logo após jogando o corpo da mafiosa na cama, junto com o seu. Parou o beijo para observa-la de cima. Os seios durinhos, com os mamilos já intumescidos, praticamente imploravam pelo seu toque. Edward levou a mão até o seio esquerdo, apertando-o. Isabella gemeu alto, fechando os olhos e se deliciando com a sensação que se instalara no meio das pernas.

– Exatamente como eu imaginava... – Edward comentou, analisando como o seio farto cabia perfeitamente em sua mão grande. Levou a boca até o direito, beijando e mordendo com fervor. As costas de Isabella saíram da cama e o corpo feminino foi em direção a Edward, a cabeça pendendo para trás enquanto ele continuava com as mordidas, e com a mão livre massageava o seio esquerdo.

Trilhou um caminho de beijos pelo vale dos seios, descendo pela barriga e mordendo a cintura fina de lado, fazendo Isabella se contorcer, elevando o quadril de encontro ao dele, o que o fez grunhir. Grunhir de desejo, antecipação, puro tesão. Já não pensava coerentemente.

Com as mãos experientes Edward retirou a calça jeans da mulher, juntamente com a calcinha. Encarou a intimidade depilada dela que brilhava, já úmida. Isabella perdeu uma batida do coração enquanto encarava a cena que se desenrolava abaixo. Edward Masen encarando sua feminilidade tão de perto, e ela sequer sentia vergonha, somente um imenso calor e desejo. Ansiava desesperadamente sentir o toque dele.

Mal acreditou em seus sentidos quando Edward, que passava o nariz e a boca pelo interior de suas coxas, a beijou bem ali. No clitóris inchado. Arqueou os quadris em direção a ele novamente, deixando escapar um gemido desavergonhado pelos lábios. Edward envolveu o clitóris com os dentes, enfiando dois dedos dentro de Isabella.

Aquilo era muito melhor do que qualquer um dos orgasminhos que a mulher já concedera a si mesma. E isso porque ele estava só começando. Retirou os dedos, entrando com eles novamente, simulando os movimentos que queria realizar dentro dela. Sua boca nunca deixou a intimidade molhada, a sugando, beijando e mordendo com avidez. Isabella levou as mãos até os lençóis da cama, agarrando-os enquanto mordia o lábio inferior para não gritar. Aquilo era simplesmente delicioso.

Edward parou abruptamente o que fazia, e Isabella arregalou os olhos para encara-lo. Por que diabos ele havia parado? Edward sorriu maliciosamente para a mulher.

– Você é deliciosa, Isabella – Ele começou, deixando um rastro de beijos pela barriga dela – E ainda vai gozar na minha boca, linda.

Isabella fez um bico, levando as mãos até a calça de Edward, desabotoando o botão e abrindo o zíper.

– Isabella... – Ele murmurou em transe.

– Por que não agora? – ela perguntou, com certa angústia. Tinha adorado a sensação da boca dele nela.

Edward levou a sua própria mão até a sua calça, livrando-se dela e da boxer. Isabella arriscou uma olhada para baixo e arfou. Ele realmente era... Grande.

O Federal sorriu convencido diante da atitude da mulher.

– Porque o responsável pelo nosso primeiro orgasmo, Isabella. – Edward agarrou as coxas da mulher, abrindo as pernas dela em um ímpeto, ela gemeu e Edward grunhiu, posicionando-se entre as coxas torneadas. – Será o meu pau.

Penetrou-a profundamente de uma vez, rápido e com certa violência. Isabella gritou de prazer a plenos pulmões e Edward gemeu alto, seu desejo por ela aumentando ainda mais, mesmo ele achando que aquilo fosse impossível. Ver aquela mulher sempre fria e calculada gritar daquele jeito por causa dele era muito melhor que qualquer merda afrodisíaca.

Teve que usar o autocontrole de uma vida para não continuar investindo em Isabella. Ela era quente, molhada e extremamente apertada. Suas paredes abrigavam perfeitamente o seu membro. E Edward não ficaria surpreso se gozasse apenas com aquela investida. Mas, por ser pequena, aquilo deveria ter doído em Isabella. Lamentou-se por não ter começado a penetrando de forma mais devagar, ele simplesmente perdia a noção com aquela mulher.

Isabella estava acostumada a dor naquele determinado momento. E não foi diferente agora. Edward era “grande” e se admiraria se aquilo não doesse. Mas, ao contrário de todas as outras vezes, o prazer imenso que lhe assolou quando foi preenchida pelo membro pulsante, sobrepunha-se a qualquer dor que poderia sentir, transformando-a aos poucos em uma simples ardência.

Isabella circundou o quadril de Masen com uma chave de pernas, rebolando levemente, pedindo por mais.

– Porra Isabella! – Edward rosnou. Apertando os dois seios da mulher, e tomando a boca carnuda em um beijo violento.

Os movimentos recomeçaram, as investidas do Federal sempre profundas e duras. A cada vez se enterrava mais dentro dela, e a cada nova enterrada conseguia um novo grito da mulher, que recebia um gemido dele em resposta. Era simplesmente delicioso o quanto ela era entregue ao momento.

Os corpos logo adquiriram um ritmo feroz, como se lutassem em uma guerra, uma guerra que nenhum dos dois poderia ganhar, ou perder. A cabeceira da cama batia na parede a cada nova investida, Isabella levou uma mão até ela, apertando a madeira como se fosse a tábua de sua salvação. Levou a outra mão até as costas do Masen, onde cravou as unhas, arranhando-o sem dó. Edward urrou de tesão em cima dela, aumentando ainda mais o ritmo de uma maneira alucinante. Rápido, violento e profundo.

Isabella trouxe sua outra mão para o corpo do homem, levando-a até a bunda masculina. Edward mordeu o lábio inferior dela, e Isabella sentiu o gosto de sangue na boca. Mas nada daquilo importava, ela só conseguia sentir o prazer a dominando completamente. Cada mísera célula do seu corpo participando daquele momento.

Ela estava tão perto.

– Eu acho que... Eu vou... – Isabella não conseguiu articular as palavras, seu olhar preso ao de Masen. Edward rugiu entre os dentes, e sem retirar os olhos do rosto de Isabella, lhe deu uma estocada tão profunda que culminou no orgasmo feminino.

A mulher revirou os olhos, todo o seu corpo tremendo. Gritou mais uma vez.

– Isabella... — Edward maravilhou-se com a cena abaixo de si, e seu orgasmo veio logo depois, graças as paredes da intimidade feminina que literalmente mastigaram seu pênis devido ao orgasmo dela. Edward e a mulher gemeram alto e juntos. Ainda a penetrou três vezes, enquanto liberava todo o seu líquido quente. Seu corpo caiu sobre o da criminosa, a cabeça no vão dos seios femininos.

Todo o corpo de Isabella se encontrava em espasmos. Poderia jurar que sua alma tinha saído do corpo. Choques elétricos transpassavam-na desde os dedos dos pés até o último fio de cabelo, passando por todas as suas terminações nervosas. Sentia como se tivesse alcançado um ápice que ela nem sabia que existia. Uma sensação maravilhosa de satisfação tomava conta do seu ser. Como ela vivera até hoje sem aquilo?

Os dedos da mulher rumaram para os cabelos castanho-acobreados de Edward, suas unhas brincando com os fios. O Federal a beijou entre os seios, saindo de dentro dela com um gemido de insatisfação, aquela grutinha parecia ser especialmente desenvolvida para abrigar o seu pau. Seu corpo ainda estava sobre o efeito do forte orgasmo, mas olhando para a mulher ao seu lado sabia que já estava pronto para uma próxima rodada. Sempre estaria.

Girou seu corpo para o lado, saindo de cima da mulher. Ambos ficaram deitados lado a lado, tentando inutilmente normalizar as respirações, perdidos em suas próprias sensações e divagações.

Edward arriscou uma olhada para Isabella, os seios dela subiam e desciam freneticamente, graças a respiração descompassada, e o federal teve vontade de provar da maciez que a pele dela adquiria sob os seus lábios. Conteve-se, entretanto, levantando os olhos para o rosto que ainda estava tomado pelo prazer. Isabella mantinha os olhos fechados e deixava escapar alguns gemidos baixos.

Ela era a própria perdição. Só de pensar no que faziam a poucos segundos atrás, e encarar o corpo curvilíneo completamente nu deitado ao seu lado, seu pau já dava indícios de vida.

Ele estava ficando duro, outra vez.

Isabella soltou um suspiro de satisfação ao seu lado e Edward não conteve um sorriso, cerrando os olhos falou de uma maneira sexy brincalhona.

– Pode admitir Swan, esse foi o melhor orgasmo que você já teve.

Isabella riu cinicamente, e antes que percebesse as palavras já saiam pelos seus lábios.

– Não é como se houvesse com o que comparar.

Edward virou todo o seu pescoço para ela, as sobrancelhas grossas praticamente se unindo enquanto ele franzia o cenho. O que ela queria dizer com aquilo? Sabia que aquela não era a sua primeira vez, e Isabella era uma mulher atraente... Além do que ainda existia as malditas coisas que ela fazia pela máfia, como deixara bem claro no episódio com Thomas Barclay.

– O que você quer dizer com isso? – Edward perguntou por fim, forçando-se a não pensar em quantos homens já estiveram com ela do modo que ele fizera a pouco. Sabia que Jacob Black era um deles em razão da conversa daquele desgraçado do Paul Lahote, que não tirou os seus olhos maliciosos de cima da mulher nem por um segundo.

Isabella chutou-se mentalmente, amaldiçoando sua boca grande e sua falta de papas na língua, características que só possuía perto do Federal.

– Nada – ela começou, e virou-se bruscamente, sentando na barriga de um Edward surpreso – importante.

Ela passou as mãos pelo abdômen definido, subindo-as em direção ao peito largo, aranhando a pele masculina e acordando completamente o membro que já estava praticamente ativo.

Roçou a sua boca na mandíbula do Federal, como fizera outrora, relembrando-se de como era bom sentir aquela textura de barba por fazer que ele sempre adotava. Edward deslizou as suas mãos torturosamente pelas costas brancas de Isabella, espalmando-as na bunda durinha, apertando as nádegas e soltando um gemido conjunto com a mulher.

Edward estava ciente de que Isabella queria enrolá-lo. Mas no momento, não se importava. Não poderia se importar.

Isabella aprumou o corpo ajoelhando-se na cama, descendo alguns centímetros pelo corpo do federal, olhou para ele por baixo dos cílios, e levantando uma sobrancelha levou uma mão até o pênis de Edward, circundando-o com os dedos angulosos.

– Porra, Isabella... – Edward grunhiu. Tentou fazer os movimentos como se estivesse fodendo a mão da mulher. Mas Isabella riu cinicamente, e com a outra mão manteve o quadril de Edward preso à cama.

Lentamente Isabella levou o membro até a sua entrada, revirando os olhos sentindo-o ali novamente. Edward gemeu alto, esperando o próximo movimento da mulher. Isabella introduziu levemente a cabeça dele dentro dela, arfando, e colocou as duas mãos sobre os ossos do quadril do homem, impedindo-o de qualquer movimento.

Abriu os olhos encarando com igual luxuria os orbes verdes e, rebolando lentamente, desceu até a metade do pênis ereto.

– Maldição, Isabe... – Edward gemeu. Sentindo o seu membro ser comprimido pelas paredes dela.

Isabella desceu mais, sempre rebolando até que Edward estava completamente dentro dela. Os dois arfaram com o fato. Rebolou ainda mais, ora lenta, ora rapidamente.

– Porra – Edward disse entre dentes, e olhou fixamente para a mulher que começou a fazer movimentos de sobe e desce. Os cabelos dela caíram parcialmente sobre os ombros, tampando e destampando os seios volumosos conforme se mexia. Os lábios dela estavam inchados devido aos beijos que trocaram, as mãos arranhavam os ossos do quadril de Edward, e sua grutinha se distendia para abriga-lo formando uma parede apertada a sua volta. Isabella era a imagem da luxúria encarnada.

O homem levou as mãos até a cintura fina, apertado-a e quase conseguindo juntar os dedos ao redor dela, o que fez com que ele gemesse, e por mais que gostasse de ver Isabella cavalgando por cima dele, queria desesperadamente ditar o ritmo.

Em um movimento rápido sentou-se, sem sair de dentro dela, que arfou, apoiando seus pés na superfície da cama. Ia protestar, mas as mãos de Edward que apertavam sua cintura fizeram com que ela subisse e descesse rapidamente. Isabella tinha certeza que ele acabara de atingir zonas erógenas até então desconhecidas.

Edward levou uma mão até o quadril da criminosa e a outra até a bunda, que apertava sem dó. Isabella se viu unhando qualquer pedaço de pele de Edward que passasse por seus dedos, mordendo e sugando o pescoço masculino que em seguida intensificou os movimentos, tomando um seio dela com a boca.

Entregaram-se a um beijo luxurioso quando chegaram ao ápice, juntos. Maravilhando-se com a sensação de imenso prazer que os arrebatava.

Isabella tombou para o lado, ficando de bruços na cama. Edward bateu a cabeça contra o travesseiro tentando recuperar o controle de si mesmo. Estava esgotado e mesmo assim a bundinha branca voltada para cima despertava nele pensamentos maliciosos.

Como ele poderia ter tanta fome daquela mulher?

Passou as mãos pelos cabelos negros dela, que agora estavam levemente ondulados, adquirindo um aspecto selvagem. Algo apertou dentro de si quando sentiu Isabella, tal qual uma felina manhosa, tombar a cabeça em direção a sua mão, para aproveitar mais do carinho.

Assim como Edward, Isabella também percebera o que fizera, e afastou rapidamente a cabeça da mão do Masen. O federal sorriu de lado devaneando sobre a personalidade da mulher e, como adorava desafia-la, levou a mão novamente para os cabelos macios.

– Quero dormir, Agente Masen. – Isabella disse, tentando se levantar e escapar daquele toque dele, mas foi impedida pelo braço forte de Edward que a enlaçou pela cintura trazendo o corpo feminino para perto de si.

– Então, durma Isabella. – Ele falou, e deu um selinho rápido no ombro desnudo dela.

A criminosa bufou, levando a sua mão até a de Masen, tirando-a da sua cintura.

– Para dormir, eu preciso ir para a minha cama! – ele exclamou, apontando para a cama de solteiro ao lado. Edward franziu o cenho, sentando-se.

– Isabella, não sei se a ficha caiu para você, mas nós acabamos de transar. – ele começou ironicamente, a mulher também sentou-se, encarando-o de frente – Não há necessidade de dormir em camas separadas!

– Você disse bem – ela levantou o queixo, inflexível – Nós transamos. Dormir na mesma cama depois de fazer sexo é algo muito... casal – fez uma careta com a menção da palavra – Algo muito íntimo.

Edward arqueou as sobrancelhas não acreditando no que ouvia.

– Você está mesmo falando sério?

Isabella levantou os braços, e o movimento atraiu a atenção de Edward para os seus seios.

– E eu lá tenho cara de comediante, Agente Masen?

Edward engoliu em seco, se dando conta de que estava discutindo com uma mulher nua. Não uma mulher qualquer, Isabella Swan, o demônio que o atormentava. Decidiu então ceder antes que algo começasse a subir. De novo.

– Que seja, Isabella. – disse por fim, cobrindo o seu corpo com o próprio lençol, tentando a todo custo não observar a bunda desnuda, e o gingado que o quadril dela tinha quando andava.

Ela deitou-se na cama ao lado cobrindo-se, o que contribuiu para preservar o pouco de sanidade que ainda restava no agente.

– Eu não precisava da sua permissão – ela murmurou, aconchegando-se na cama, virando-se de costas para Edward.

O federal sorriu novamente, balançando a cabeça em descrença. Apoiou o rosto na palma da mão colocando o cotovelo na cama. Não soube precisar quantos minutos passou observando o movimento de sobe e desce conferido pela respiração da mulher, que agora estava lento, indicando que ela deveria ter caído no sono.

Algo estalou dentro dele e lembrou-se que tinha algumas coisas que deveriam ser feitas. Chamou Isabella uma, duas, três vezes, até ter certeza que ela realmente estava adormecida. Pegou o telefone que ela disponibilizara caso ele precisasse ligar para alguém, e rumou para o pequeno banheiro do quarto.

Não se pode dizer que o maior erro de Edward foi apenas encostar a porta, deixando uma fresta aberta, porque, com aquelas paredes finas, qualquer um que estivesse no quarto poderia ouvir o que ele falaria, inclusive a “adormecida” Isabella.

– Jasper? – Edward murmurou, e o banheiro ficou em silêncio.

– Obrigado Deus? Por que você não está xingando por eu estar ligando no meio da noite?

Um grande tempo passou.

– Oh merda! Billy acordou! Você tem que manter isso sobre controle. Não pode deixar escapar para mídia.

Tempo.

– Rosalie? Vocês contaram para a minha irmã? Inferno!

Silêncio novamente.

– Sim, eu estou com ela. Preciso que faça uma coisa para mim. Bom, na verdade três coisas.

Mais um tempo.

– Primeiro, você tem que manter isso longe da mídia, até eu descobrir como me salvar desse suposto sequestro. Não vou poder simplesmente aparecer machucado, como tinha pensando... Há alguém atrás de nós, Jasper. Não só de mim, de Isabella também.

Silêncio.

– Isabella tinha que me matar, Charles Swan a ordenou que fizesse. Mas estou vivo, não estou? É uma longa história.

Edward afastou o celular do ouvido, já que o homem gritava do outro lado.

– Eu me viro quando Charles Swan aparecer, Whitlock. Não posso te dar detalhes sobre os perseguidores agora, porque tenho pouco tempo – Edward observou a mulher ressonando na cama. – Acontece que eu não vou poder reaparecer enquanto não tiver resolvido isso. Agora, segunda coisa, peça Emmet para falar com Rosalie que está tudo bem comigo, ela parece confiar nele desde que o deixei tomando conta dela no meu apartamento. Dê a ele esse número, e faça com que entregue para ela. Peça a ele que faça Rosalie entender que eu tenho que fingir que estou “sequestrado”. Diga que eu estou perto dela, que estou a cinco minutos, não interessa o lugar de onde me ligar. Mas diga para fazê-lo se realmente for necessário. E por Deus, não deixem isso chegar ao ouvido de Esme! Ela não pode saber que fui “sequestrado.”

Mais silêncio.

– Não me interessa que seja difícil deixar isso fora da mídia, Jasper. Faça o necessário. E terceiro, quero que vá ao meu apartamento, e guarde as provas contra Isabella em um lugar seguro.

Os olhos verdes lançaram um olhar para a cama de Isabella novamente.

– Não!

Edward passou as mãos pelos cabelos, preso em um conflito interno.

– Quero que você as guarde para mim, Jasper. E não, não destrua. Tenho que desligar agora. Não me decepcione!

Edward desligou o telefone, tentando fazer o mínimo de barulho enquanto voltava para cama. Sondou o corpo de Isabella e percebeu a respiração característica do sono. Admirou a mulher por alguns segundos. Ela era como um anjo caído, um demônio que perdeu as asas criado para mexer com ele, brincar com o seu imaginário, atraí-lo quando devia justamente afasta-lo.

Deitou-se na cama por fim, suspirando profundamente, evitando pensar como seria o dia de amanhã.

Assim que Edward fechou os olhos, Isabella abriu os seus. Estavam vívidos, gélidos, e não carregavam nenhum traço de que estivera dormindo, no entando, pareciam estar manchados por uma certa tristeza, quase um desapontamento.

Será que Charles Swan realmente estava certo? Isabella temeu que sim, e concluiu com um suspiro que precisaria submergir em sua banheira para dormir essa noite. Porém a peça vitoriana estava longe. Isabella estava condenada a passar a noite em claro, completamente à mercê de seus pensamentos.

Notas finais
Lálálálá...
Gente, que tensão, que vergonha... Preciso saber o que vocês acharam!!!

E poxa, Fastasminhas, vocês chegaram até aqui e não vão deixar um comentário???