RedHeads - Floresta de Sangue

3 É o que você vai me ajudar a descobrir...


Notas iniciais
Olá, Mais um capítulo o/ Se você chegou até aqui significa que gostou (ou não T^T), enfim.. Boa leitura~

Capítulo três:

Uma grande tempestade cobria a floresta naquela noite, embora os raios e trovões preenchesse todo o som da floresta, havia uma calma inexplicável, um tom de tristeza que deixava tudo mais quieto... Nada mais além das gotas caindo podia ser ouvido.

Embora não houvesse nenhum sinal de vida naquela floresta, o jovem garoto continuou a andar sem sentido, procurando aquilo que não sabia o que era, sem rumo. A cada poça d’água que pisava o garoto parecia mais atordoado, quase enlouquecendo com o caminho que tomara, foi quando lhe chegou aos ouvidos um som que o fez duvidar da própria lucidez.

–Um… choro? –Se perguntou o jovem garoto –Quem será?

Indo em direção ao som, uma grande árvore negra entrou em sua vista, logo percebeu que aquela árvore havia sido queimada e em suas raízes, encolhida entre as pernas, estava uma jovem garotinha com um chapeuzinho vermelho. Reconhecendo a marca de sua linhagem o garoto soltou um grito de espanto que logo foi abafado por sua mão, suas pernas fraquejaram quando percebeu que a garota havia parado de chorar, aos poucos ela levantou a cabeça e se pôs a encará-lo. Olhos vermelhos e inchados, sua expressão não parecia nada amedrontadora, pelo contrário, parecia necessitar de proteção:

–Q-Quem é você? –Disse ela meio hesitante.

–Eu… sou Leõ –Disse sem piscar um segundo e sem mover um músculo –Um Werwolf. –Acrescentou.

A expressão da jovem logo mudou e ela decidiu levantar-se do chão, um leve sorriso no rosto a deixava com um ar misterioso, aos poucos se aproximou enquanto dizia:

–Humm… eu sou Alice, você disse que se chama Lelon? Acho que não consegui entender –Seu tom sarcástico intimidava o garoto. –Deve ser um nome difícil de pronunciar… esse nome de lobo.

–Leõ!! ... L-e-õ –Disse demonstrando certa irritação –O que aconteceu com a árvore? Você é uma RedHead?

–Red o que? Não faço ideia do que você está falando, garoto lobo –Disse num tom provocativo, quase insultante.

Um meio sorriso saiu de Leõ, dando uns passos pra trás, em quase um segundo, o garoto tomou a forma de um grande lobo, sua pelagem eriçada lembrava um leão, com pelos negros manchados de um vermelho vinho, um vermelho que o destacava, assim como Alice. Ele rodeou lentamente a garota que parecia não se intimar:

–Eu perguntei... –A voz do lobo saía grave e medonha –Se você faz parte da maldita raça que escravizou meus ancestrais!!

–Haha! Talvez, garoto lobo… talvez... –Disse enquanto acendia com fogo uma de suas mãos.

O jovem Werwolf pulou em direção à Alice com suas garras e dentes expostos, porém tudo o que viu foi um forte clarão e logo depois desmaiou por uns instantes. Enquanto abria levemente olhos, ele percebeu que estava em sua forma humana novamente e que algo pesado estava em cima de seu corpo:

–Pensei que ia desmaiar de vez –Dizia a garota que estava debruçada sobre seu corpo, analisando seu rosto.

Leõ, percebendo a posição em que estavam, corou, mas não se moveu, surpreso por seu inimigo não matá-lo enquanto teve a chance. Apenas permaneceu parado com seus olhos vidrados no dela… os olhos vermelhos da garota que o derrotara com um golpe só. E assim, encarando-se, permaneceram por longos segundos, até Alice quebrar o silêncio:

–Sabe… eu preciso de um guardião… pra me ajudar numa coisa… -Disse ela timidamente com a personalidade indefesa de antes. –Você faria… um contrato comigo?

A mente de Leõ estava muito atordoada pra pensar com clareza, porém a posição em que estavam, tão perto… ela poderia queimá-lo num piscar de olhos. Não disse nada, mas ele assentiu com a cabeça e os olhos. Foi quando num ato impensável ela o beijou, os olhos de Leõ se estalaram, observando o rosto de Alice muito mais perto do que antes, mas dessa vez seus olhos vermelhos não o encararam, mas se fecharam para que sua boca encontrasse a dele. Seu corpo formigou com a corrente quente que percorreu seu corpo, era como se as chamas o queimasse por dentro. Tão quente… Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, o calor o fez desmaiar novamente.

A madrugada estava fria e quieta, a lua havia sumido e os pássaros se recolhidos, nada muito longe podia ser visto, pois a escuridão tomara conta do lugar, o som da fogueira era a única coisa audível quando Leõ, aos poucos, despertou. Pensando ter vivido um sonho, Leõ se dá conta de que não está sozinho, embora um pouco afastada, Alice estava encolhida próxima à uma árvore longe da fogueira. Quando ela notou sua presença, levantou e andou em sua direção, ela usava uma única camisola com um gorro vermelho, um gorro que destacava seus cachos vermelhos em meio a toda àquela escuridão, “Com certeza não é humana”, pensou Leõ quando ela se aproximou e aos poucos a luz da fogueira a iluminou. Entreolharam-se por um longo tempo, inexpressivos… até que Alice, novamente, quebrou o silêncio:

–Pensei que tinha morrido, bela adormecida. –Disse com a mesma personalidade zombeteira.

Diferente de antes, Leõ não se irritou, tinha muitas perguntas à serem feitas…

–Quem… o que é você? –Sua voz demonstrava seu medo e apreensão.

A expressão de Alice se tornou calma e inofensiva novamente, deixando Leõ confuso todas as vezes com essas súbitas mudanças de personalidades.

–É o que você vai me ajudar a descobrir –Sua voz mansa o hipnotizava. –Mas antes… temos que ir à casa da minha avó.

Notas finais
Obrigado para quem leu até aqui e até uma próxima :3