Red Thunder the Dog

1 Red Thunder #01: A justiça de cada dia.


Notas iniciais
Seja bem vindo a floricultura Cosmos Flower.

Era uma tarde tranquila como qualquer outra, eu estava da minha pequena loja especializada em flores, uma floricultura. Bem vindos ao meu dia-a-dia, eu acordo umas 8:00 em ponto, tomo banho, seco meu pelo tomo café e vou para minha pequena floricultura que fica em frente à minha casa.

Eu moro em um prédio no subúrbio da cidade de Licantown, meu “apartamento” é pequeno e por isso moro sozinho, más não reclamo nem um pouco disso. Minha floricultura é pequena e delicada também, sem muitos caprichos, ela tem à disposição variados tipos de flores, desde Rosas a até Dente de leão.

Más o mais notável de tudo, são minhas Rosas, que cuido com todo amor e carinho, e ficam tão belas que quase todos os moradores vêm até mim justamente para comprar pelo menos uma delas.

Eu entreguei um buquê de rosas para uma idosa ovelha que estava na loja. –Muito obrigado senhor. –Disse ela com a voz rouca.

Na verdade, minha idade é de 25 anos, e não sei porque acham que sou mais velho. –Estou aqui a disposição, sempre que precisar.

Nesse momento sentimos um tremor, parecendo um terremoto, e um alto e bom som de explosão vindo de algum lugar ao norte.

-O que foi isso?! –Disse a ovelha assustada. –Veja! –Ela apontou para a pequena tv que costumo deixar ligada para passar o tempo.

A programação normal foi interrompida pelo jornal. –Vejam essa explosão! –Disse o repórter, um cão assim como eu, com orelhas largas com pelagem marrom e algumas manchas pretas, um Beagle. –Os danos causados pelo monstro estão se expandido cada vez mais. Nesse momento, nem mesmos os oficiais conseguem deter essa monstruosidade. –E então a imagem e reportagem se foram deixando apenas uma tela com estática.

-Santo Deus. –Disse a velha ovelha.

-É melhor fecharmos a loja por hoje. –Falei me dirigindo até a saída acompanhando a senhora. –Vá para sua casa, eu farei o mesmo.

Os tremores continuaram, e por isso fechei minha loja mais cedo, provavelmente eu teria prejuízo mas isso não seria nada perto do dano que a cidade estava sofrendo.

Entrei no meu pequeno apartamento, e fui até o armário, e vesti meu uniforme; capa vermelha, braceletes pretos e máscara vermelha, não literalmente uma máscara, mas servia para dar um charme a mais no uniforme.

Respirei fundo serrando os punhos. –Eu vou até lá...

Fui até o alto do prédio onde moro, parando de pé olhando na direção dos estrondos, eu não conseguia ver um mostro, mas apenas fumaça e explosões. O vendo soprou forte fazendo minha capa esvoaçar.

-Mamãe! É o Red Thunder! –Um filhote disse ao puxar sua mãe para me ver pela janela de seu apartamento.

Deu um sorriso cumprimentando o jovem. E nesse momento com minha audição aguçada, eu escutei um choro infantil vindo da direção dos estrondos.

Voei o mais rápido que pude na direção do choro, faltava poucos metros quando consegui ver uma jovem felina chorando de joelhos.

-Mamãe! Papai! –Ela gritava ao lado de dois corpos chamuscados.

Tentai aumentar a velocidade quando notei, que de traz dela surgiu uma grande sombra, parecia ser um grande urso de coloração roxa que escorria um liquido verde de sua boca. Ele estendeu a mão até a pequena e indefesa felina, e minutos antes dele espremer a pobre gatinha, eu consegui salva-la.

Levei ela para longe, e a deixei junto de civis que estavam se protegendo alguns quarteirões do monstro. –Cuidem dela, por favor. –Após deixa-la em segurança, retornei para onde o urso gosmento estava e me coloquei de pé em sua frente.

Ele era realmente grande, ultrapassando fácil os 5 metros, se tratando de altura eu estava em desvantagem, mas isso não é problema para mim.

-Quem é você? O Herói responsável por essa cidade? –Ele sorriu mostrando seus dentes afiados e brilhantes. –Tão pequeno, vou brincar bastante com você.

-Eu? –Fazia tempo que um monstro desses em Licantown. –Eu sou aquele que chamam de Trovão vermelho.

-Ah, o grande trovão vermelho. –A criatura serrou os punhos e começou a salivar. –Vai ser uma delícia explodir você.

-Explodir? Não acha que está enganado?

-Hehe. Não me olhe com essa cara de superior. –Disse o urso purpura. –Eu sou Popel Bear, eu era um morador de rua e após comer lixo toxico fiquei dessa forma, e é por isso que estou reduzindo tudo a lixo! Quanto mais lixo existir mais terei do que me alimentar! E assim mais poderoso ficarei! –O urso gargalhou espalhando sua saliva acida por todos os lados. –Eu apodreci! E me tornei altamente toxico! Nem mesmo você pode me derrotar!

Ele disse que apodreceu? Então o corpo dele está flácido, não apenas ossos mas todo o corpo.

-E então tende me derrotar “faísca vermelha”! eu te desafio!

Respirei fundo e quando o urso correu na minha direção, tremendo o solo eu podia sentir ele se aproximar, mesmo estando de olhos fechados.

-Fechou os olhos! Está com medo de encarar a mo-

POW!

Acho que senti ossos se quebrarem quando soquei a cara dele, mas não deveria ser. Ele mesmo disse que estava podre. –Você é corajoso. –Falei vendo a criatura se ajoelhar e cair morta com a face amaçada. –Bem, mais um dia foi salvo.

E esse é meu dia-a-dia, salvando civis e salvando a cidade de bandidos e coisas que aparecem tentando destruir tudo. Eu sou um super herói, um cão super herói. Sim você deve conhecer muitos cães heróis, mas que tal conhecer um pouco da minha vida? Que tal você descobrir um pouco mais sobre Red Thunder! Ou Trovão Vermelho. Como preferir.

“A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustenta-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.”

~Theodore Roosevelt

Acho que era umas 06:00 da manhã quando fui acordado por outro tremor gigantesco e um forte estrondo no solo. –Bom dia... –Falei sonolento, geralmente o dia não começa assim, com um monstro atacando a cidade. Porém, é bom acordar e aquecer os músculos.

Rapidamente me dirigi até o local dos sons. –Oque? –Me senti confuso ao ver alguns quarteirões da cidade em completa destruição, e nenhum monstro a vista. –O que significa isso? –Senti uma forte pancada na minha nuca, me arremessando rente ao solo me fazendo bater o rosto contra um corrimão na beira da calçada. –Que forte... –Falei me recompondo em meio a fumaça de terra que pairava ao meu redor. –Quem fez isso?

-A resposta não é “quem” mas sim “oque”. –Outra criatura estranha, parecia um misto de vários animais, cobra, peixe, touro... Eu não consegui distinguir o que era.

-O que acha do meu novo guerreiro? –Disse uma pequena tela que ligou igual a uma tv no peito musculoso do monstro. –Sei que você é forte Red Thunder, eu ainda irei descobrir a fonte de seus poderes. –Não podia ser diferente, outra criatura feita por Cornish Rex, ou Mecha Rex como a mídia se refere.

Cornish Rex é meu inimigo, acho que o principal inimigo, ele costuma enviar criaturas para me atacar na esperança de descobrir de onde tirei meus poderes, um Gato da espécie dele tinha tudo para ser um ótimo cientista, mas ele decidiu seguir para o lado errado.

-Cornish... –Murmurei.

-Tente não morrer, meu caro amigo. –A tela finalmente desligou, deixando apenas eu e a criatura.

-Pode me chamar de Chimera Ein. –Ele parecia confiante, além de forte. –Fui criado pelo grande Cornish, para esmagar você. Pequeno cãozinho. –Eu permanecia em silencio o observando, olhando o corpo desfigurado procurando por pontos fracos. –Sabia que destruir 70% desse bairro faria você vir até mim. Por favor, compreenda que isso é uma batalha de vida ou morte, e você não outra escolha a não ser morrer e me deixar levar seu cadáver para Cornish.

-Uma única opção? Isso me deixa sem saída.

-Exato. –A voz da criatura era forte e grave.

-Eu morrerei se você merecer, mas saiba que não me dou por vencido. Venha com tudo que você tiver! Chimera Ein. –Nem ao menos notei ele mover os braços, mas senti a pancada me arremessando entre entulhos.

-Morra! –Ele correu até mim desferindo um soco, consegui desviar pulando por cima dele.

Parti subindo para cima dos prédios, permanecendo voando no ar. Sem nem hesitar ele pulou na minha direção agarrando meu rosto me levando novamente para solo, ficando meu rosto no asfalto. –Droga... –Falei com o rosto abafado com a mão dele me envolvendo. Senti também um leve gosto de sangue na minha boca.

Usei o solo como apoio e girei o corpo dando uma rasteira no monstro, consequentemente ele caiu sentado e aproveitei o momento para desferir o golpe em sua face.

-Maldito! –Disse ele limpando o sangue que escorreu do olho.

A luto continuou, de forma intensa, ele acertava seus socos em várias partes do meu corpo, e para proteger a cidade eu revidava o socando o mais forte possível. Em vários momentos eu poderia ter ficado com os ossos miúdos se não fosse minha resistência.

Mesmo tento uma grande resistência, isso não significava que eu não sentiria dor, e devido a isso acabei ficando sonso após bater com a cabeça no asfalto pela enésima vez. –E então. –A criatura se botou de pé sobre mim. –Morra, morra para o mais forte! –Eu senti cada soco dele batendo em cada milímetro do meu corpo, fortes impactos que quase se tornavam doloridos da mesma forma que seria para um civil normal.

Não sei quanto tempo ele ficou me socando, mas até mesmo o asfalto em nosso redor ficou destruído devido à os impactos. O último soco dele, atingiu em cheio meu olho e foi de um impacto tão forte que levantou a poeira ao nosso redor. E então percebi que socos não derrotariam ele.

Fingi estar desacordado, para achar a brecha e atacar. –Eu sou o mais forte, eu sou a perfeição feita do 0 pelo grande Mecha Rex. –Ele ficou me encarando e fiz menção de não me mover. –Agora que te derrotei... oque farei? Tenho utilidade para Mecha Rex ainda?

-Não é mesmo? –Ele trincou os dentes ao me encarar. –Você deve estar sentindo a velha sensação de vazio que sinto quando termino de ver uma serie.

-Oque?! –Não dei mais tempo dele pensar, usei uma pequena esfera vermelha de energia, para acertar em cheio o meio da testa do monstro. Obtendo 100% de êxito, finalmente havia derrotado mais umas das criaturas híbridas que Cornish Rex costuma fazer.

[Depois da batalha]

Finalmente fui para casa, retirei o uniforme ensanguentado e fui tomar um banho para relaxar os músculos. Era quase 14:00 horas, e eu sabia que a prefeitura ia dar um jeito de arrumar o estrago causado pelo monstro, da mesma forma que se livraria do cadáver.

Pensei em relaxar um pouco e ir para minha amada floricultura, mas no momento eu apenas queria relaxar sentado na minha cama e ver o noticiário que provavelmente falaria e mostraria imagens da minha batalha contra o Chimera Ein.

Acho que por hoje, se possível, eu tiraria o dia de folga do Red Thunder, e por hoje eu seria apenas eu mesmo, o civil canino Labrador Retriever que sempre fui. Por hoje, se me permitissem, eu seria apenas o florista Cosmos, tirando a tarde para relaxar.

Notas finais
Oque achou desse primeiro capitulo?
se possível deixe um comentário.

Rabiscos rápidos dos personagens.

http://xcat-theking.tumblr.com/post/157170905163/characters-from-red-thunder

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