Red Sky
1 Capítulo 1- Norman
Notas iniciais
“Deus usa engravatado, tatuado, roqueiro, skatista... Usa quem ele quer!”
Posso dizer que sou bem normal, talvez nem tanto eu podia ser o único ou um dos poucos que teria “essa sorte”. Se posso chamar de sorte, acho que não sou adequado acho que ninguém acha adequado um cara que tem tatuagens e anda de vans e skate que escuta rock e músicas que tem a “letra caidinha”. Nunca fui de ficar rezando ou de ter uma opinião formada sobre deus ou sobre a terra eu sinceramente nem sei o que estou fazendo aqui. Minha mãe dizia que se eu não acreditasse naquele cara lá de cima eu não poderia acreditar em mais em nada ele era literalmente “uma pessoa” que todo o mundo, o universo completo conhecia mesmo aqueles que não acreditam ou seguem algum tipo de outro “Deus”. Eu acho que estou perdido, eu realmente queria saber o motivo de estar aqui é de ter sido escolhido. Acho que deus cansou de pessoas que fazem as promessas e que não comprem, ou das que rezam e fazem aquelas coisas de jurar amor e ser “esposa” de deus.
Mais tudo começou quando eu resolvi de que deveria deixar a garota que eu mais amava ou que pensava que amava, não sei bem como eu disse nem sei o que estou fazendo aqui.
A Lola era linda era segura e foi a única que me ajudou quando minha mãe morreu ela meio que me ensinou como ser normal ou tentar ela me fez mudar de nome de personalidade me fez sair da casa da minhas tias que minha mãe também morava lá mais ela não era nada egoísta ou chata ela era especial ela que escolheu meu nome de Norman foi para Josh, Lola falava que Norman era sinistro e que é estranho eu ter o nome de um protagonista de romance Psycho de um filme de terror eu até que gostava do meu nome minha mãe tinha dado ele para mim e outra que o filme era famoso não é todo mundo que tem um nome desse.
Mais aqui estou eu olhando para esse vasto espaço de água e terra sinto como se estivesse sem casa mesmo tendo uma, sem uma vida mesmo ainda estando aqui eu acho que deveria mudar de lugar mais uma vez e ir para algum lugar onde eu já não tenha ido e que eu ainda não olhe ele desse jeito.
Eu acho que tudo aconteceu por acaso eu nunca teria ganhado isso se primeiro minha mãe estivesse viva eu vejo tantas pessoas mais não as conheço eu as escuto mais não sei o que falam, eu assinto elas mais não sei o que elas querem eu admito que sinto medo por não conhecê-las, algumas pessoas ficam me encarando como se eu fosse louco ou tivesse fumado ou bebido, todos pesam isso de um cara tatuado que usa uma jaqueta de coro preta e os mesmo vans preto e velhos que tem escritos o nome de pessoas importantes ou que pelo menos pareceram importantes eu gostava desse estilo eu era diferente para os outros mais para mim era como se fosse normal aquilo muito diriam que eu sou louco, ou o tipo “rockeiro” estilo Alex Turner, mas não.
Preciso ir ao médico acho que estou ficando louco, e se não estou vou ficar.
São 6h da manhã eu estou na rua e mesmo assim tem muita gente acordo eu estou sozinho mesmo com toda essa gente perto, eu penso em procurar Lola mais ela não gostaria de me ver depois que ela descobriu que sou “supostamente louco” Lola era louca no nível que as pessoas aceitam ela estava mais para rebelde do que para louca talvez divertida seja o termo certo para defini-la, eu não sei eu realmente me apaixonei por ela talvez eu tenha amado ela, senti saudade dela mais sinto bem mais saudade de não ficar sozinho e de não conversar com minha própria mente ou com o cara que vejo todos os dias na porta do apartamento do lado que sempre me olha como se quisesse dar oi mais ele nunca deu um simples e tão pequeno Oi eu acho que ele fica esperando alguém sair daquele apartamento mas mal sabe ele que as duas pessoas que moravam morreram a mulher se matou na banheira e o cara eu não fazia ideia de como tinha morrido eu soube dessa história a pouco tempo e não gostava de ouir sobre pessoas mortas ela faziam eu me lembrar de todas as pessoas que já tinha perdido e é claro minha mãe que era a única que fazia sentido para mim.
Eu tive tudo, sem ter nada eu não posso dizer que ela não me educou ou que não me deu amor pelo ao contrario ela me deu até demais eu acho que ela se culpo pelo meu pai ter ido embora quando ela ficou doente. Minha mãe tinha câncer, acho nunca fui de rezar mais eu rezei muito para ela ficar melhor mais nada acontecia ela só piorava, eu agora penso que tem gente que fala que já encontrou deus no sonho ou que já viu ou sentiu alguma coisa em um momento de fraqueza ou de dor, eu só espero que ela tenha sentido isso ela era tão religiosa e tão carinhosa e atenciosa com os outros eu diria que ela era meu deus, minha felicidade minha vida minha família. Mais ela se foi e levou tudo embora com ela.
Às vezes fico com medo falando dela, mas sempre me prendo para não falar dela não gosto de falar de mortos.
O início de tudo:
–Sexta feira 17h30
A casa estava em um silencio só, minhas tias estavam fora e me deixaram sozinho para poder pensar e relaxar e tentar parar de chorar por causa da minha mãe e também que elas não queriam ficar com um garoto de 19 anos bipolar que a mãe tinha acabado de morrer, preferia assim elas longe eu sozinho com meus problemas e com o meu próprio silencio. Mais tarde elas foram me buscar para ir ao enterro, foi a primeira vez que coloquei um terno e uma gravata e seria a última vez que faria isso. Chegando lá eu vi todos os “ amigos” da minha mãe alguns eram irmãos outros eu conhecia de longe mais tinha um homem que estava longe de todo mundo ele era grande e velho aparentava ter uns 52 anos ou mais ele tinha idade para ser meu pai ele estava sério, e ficava olhando para mim e para o caixão da minha mãe como se me conhecesse e conhecesse ela. (Eu nunca mais vi aquele homem talvez tenha sido mais um desses que só eu vejo, todos podiam ter visto mais ninguém ter tido a coragem de ter ido falar com ele)Levei flores azuis para minha mãe ele gostava de coisas azuis ela dizia que era por isso que tinha olhos claros na gravidez ela usava bastante azul dizia ela, o caixão foi fechado mais eu sabia que ela estava bonita ela sempre estava bonita. Depois do enterro resolvi para em algum lugar para comer alguma coisa e não queria ir para casa e ver todos os meus parentes de novo falando dela e de como era uma mulher boa e que não teve sorte quando me teve e quando morreu de câncer. Eu só queria ficar sozinho tomando chá quente com aquela roupa quente em plena sexta feira.
Fale com o autor