Anne's POV

Eu trocava de roupa no quarto ao lado da sala de Stephan. Não que eu tenha escolhido o lugar, mas eu normalmente não me encomodo com isso. Eu vestia a minha calça jeans skinny. Você não imagina o quanto é bom para mim usar calça jeans quando eu vou trabalhar. Eu odeio usar aqueles vestidos longos. Eu normalmente tropeço na barra deles e eles limitam os movimentos. É muito ruim. Eu me sentei na cama para calçar o meu Vans preto velho. Stephan abriu a porta.

–-Ei! --Eu disse.-- Eu posso ser uma matadora de alguel, mas eu ainda quero alguma privacidade quando se trata de me vestir, o.k.?

–-Desculpe senhorita Irritadinha. Anda logo. O museu vai abrir.

Eu me levantei e peguei minha arma. Dei uma olhada de quantas balas tinham nela. Duas. Dá pro gasto. Eu sempre mato no primeiro tiro, então duas balas eram mais que suficientes. Desci as escadas e andei ate o carro de Stephan. Eu odeio o fato de que ele quase sempre vai comigo em tudo que eu faço. Eu posso ter dezesseis anos, mas eu sei matar um homem! Isso já não é suficiente para me deixar sozinha?

–-Entra, miss Lerdeza!--Stephan disse abrindo a porta.

–-Quando você ficou tão grosso?

Ele bufou.

–-Tá, desculpa. É só que nós estamos atrasados. O museu vai abrir em quarenta minutos.

Eu entrei no carro e liguei o radio. Ele dei partida e saiu dirigindo. Eu fiquei quieta por um tempo. Ele me olhou e perguntou num tom solidario.

–-Algo errado?

–-Não. Eu estou bem.

Stephan parou o carro perto de um estacionamento de um museu ou sei lá. Eu ia abrir a porta, mas ele me impediu.

–- Você parece um pouco deprimida.

–-Eu já disse que eu estou bem.-- Eu não estou tão bem. Noite passada, eu tinha encontrado uma foto minha e do Phillip. Eu fiquei... sei lá qual o nome disso! Acho que é saudades... Eu fiquei com um pouco se saudade do Phillip. Fiquei com saudade de ter um amigo. Eu não considero Stephan um amigo, amigo. Stephan é meu amigo meio que por obrigação. Eu sinto falta de ter um amigo de verdade. É meio que... Mas o que é isso, Anne? Foco, foco.

–-Eu sei o que você esta pensado. Adolecentes de dezesseis anos precsam de amigos e de namorados.-- Quando ele disse isso eu comecei a rir. Ele manteve a expressao meio seria.

–-Eu estou falando serio!--Ele disse.-- Não gosta de ninguem da sua classe?

–-Não. Eu odeio todos. Nenhuma pessoa fala comigo. Bom, só um garoto chato chamado Zayn, ou alguma coisa assim.

–-Você gosta dele?

–-O que? Não! Ele é legalzinho as veses, mas, sinceramente, não é meu tipo.

Ele desligou o radio. Eu ainda acho que ele pensa que eu gosto Zayn, mas eu realmente não gosto dele. O Zayn é um cara até legal, mas, como eu disse, não é bem o meu tipo. Não me entenda mal, ele é legalzinho e bonito, mas...

–- Anne, vai. O museu abre em vinte minutos. Entre pelos fundos, ou pela frente. Não se esqueça que precisa mata-lo antes que esse lugar abra. Boa sorte.

Ele meio que me jogou para fora do carro. Eram tres e meia da tarde, mesmo parecendo umas seis. "Hum, vai chover" pensei. Fui correndo até os fundos do museu (ou sei lá). Eu meio que arrombei a porta. A fechadura quebrou, e eu espero que não tenha feito tanto barulho quanto eu penso que fez. Esquece aquela historia de arrombar portas com um grampo de cabelo. Isso não da certo, e acredite, eu tentei a um tempo atras. Andei de vagar tentando não fazer barulho com os meus pés. Eu olhava para todos os lados procurando o meu alvo. Quando eu subi no sugundo piso, eu finalmente o vi. Polindo algum vaso antigo ou coisa parecida. Eu puxei a arma do bolso. Eu devo ter feito algum misero barulho, porque o homem se virou. Ele era alto, tinha a pele branca e olhos escuros, assim como seus cabelos. Ele tinha um sorriso sombrio que fez meu sangue gelar. Também tinha uma cicatriz no queixo. Eu mirei a arma nele. Ele ficou parado. Apertei o gatilho. Mais um... espere... ele... ele desviou?

–-Nossa, boa mira, ein?--Ele disse num tom sarcastico. Agora eu percebo o quanto foi grande o meu erro de não pegar mais munição.

–-Agora é minha vez.--Ele disse tirando uma faca da tornozeleira.

–-Ah, uma faca. Acha que vai conseguir chegar perto de mim?

–-Se seus reflexos forem como sua mira, não terei problemas.

Eu dei uma risada falsa. Ele veio correndo até mim. Eu desviei do corpo dele e da sua faca. Corri pelo corredor. Eu queria guardar minha arma para a hora certa. Olhei para tras. Ele estava muito perto de mim. Mas, como eu tenho tido muita sorte ultimamente, eu cheguei a uma parede sem saida.

–-Merda.--Disse enquanto ele se aproximva e diminuia a velocidade.

–-Pois é. Valeu a tentativa de fugir. Mas, nós dois sabemos que eu vou te matar no final.

–-Você é bem confiante. Confiante até demais.

Ele riu. Correu ate mim e eu fiquei parada. Me abaixei no exato momento em que ele ia acertar minha cabeça. A faca dele ficou presa na parede. Eu deslizei pelo lado das pernas dele. Subi no parapeito do segundo piso, que dava uma vista para o esqueleto de dinossauro do piso de baixo. O homem tirou a faca da parede e olhou para mim.

–-Acha que eu não vou matar você só porque você esta ameaçando se matar?

Eu fiz um sinal de reverencia. Ele deu impulso para jogar a faca dele em mim, mas já era tarde de mais, eu já tinha pulado. Não vou dizer que cai de pé e depois me levantei o fui mata-lo. Eu, na verdade, cai de costas. E a faca? A faca caiu do meu lado, fincada no chão. A lamina dela tinha raspado no meu braço. Tinha feito um corte de uns oito ou sete centimetros, e estava ardendo. Ele me olhou de cima do segundo piso, e abriu um sorriso maldoso quando me viu sangrando. Eu tentei me levantar, mas estava doendo muito e eu mal conseguia mexer meus dedos. Ele descia correndo a escada. Eu sentia que meu braço estava queimando. Aquele homem chegou perto de mim. Eu movi meu braço para tentar estancar o sangue do meu braço, mas ele pisou no meu corte.. Trinquei os dentes. Ele chegou o rosto dele perto do meu ouvido e disse:

–-Diga adeus, para tudo que você ama, sua vida acaba aqui.

–-Eu não amo nada nessa vida!

Eu passei minha mão não machucada devagar até a faca dele, que continuava fincada no chão. Ele ficava dizendo alguma coisa para mim... Blá blá blá "sua morte" blá blá blá "ninguem vai se lembrar que voce existiu" blá blá blá...

–-Logo, logo, você vai dessa para uma... pior!

Meus dedos chegaram a ponta da faca. E eu a segurei.

–-Eu acho que não dessa vez.--Eu disse.

Eu enfiei a faca entre as costelas dele. Eu empurrava cada vez mais a faca. Os olhos dele arregalaram e ele caiu em cima de mim.Eu joguei o corpo para o lado. Fiz o maximo de força para me levantar. Finalmente consegui. Rasguei um pedaço da minha blusa e amarrei ele em volta do corte, que não parava de sangrar. A faca estava fincada no meio do peito dele. Os olhos estavam abertos, assim como sua boca. A camisa dele já tinha uma poça de sangue. Eu puxei a faca do peito dele e levei ela comigo.

Sai do museu cambaleando, com dor no braço. Eu andei do jeito que pude até o carro de Stephan. Ele me olhou e arregalou os olhos.

–-Ah, meu Deus! Venha, vamos para o hospital!

–-Eu... eu to bem.--Menti.

–-Vamos, agora!

Notas finais
Talvez eu demore para escrever de novo, então, me desculpe desde já..
Espero que tenham gostado!!
Reviwwsss???