Notas iniciais
Sei de nada.... Só sei que a única coisa que sei escrever é drama.... ç.ç.
Boa leitura.

Red Like Roses

"...Você era quem eu precisava, e me deixou como eu sempre temia que faria.

Será que eu mudaria, se pudesse?

Não importa como.

As pétalas que se espalham agora.

Cada pesadelo se revela.

E é o seu sangue que é vermelho como as rosas.

E não importa o que eu faça.

Nada tomará o teu lugar..."

Red Like Roses — RWBY

Não importava, não naquele momento, nada importava mais; exceto por Ele, aquele que tomou cada pedacinho de si, que lhe deu conforto quando precisou, carinho mesmo diante de suas arrogâncias, que o abraçou docemente mesmo desmerecendo isso. Ele sempre lhe era tão bom e amável, sempre presente, sempre atencioso; ás vezes em demasia. E lá estava, a figura que tanto amava, debulhando-se num pranto que partia o coração de qualquer espectador, tudo isso por um descuido estupido.

Ah, como se odiava por arrancar lágrimas daquele doce rapaz. Se pudesse, se ainda conseguisse ficar de pé... Se ao menos possuísse alguma força, engoliria todo o orgulho que possuía e abraçaria aquela triste alma que se feria por sua causa.

- Taichou... — ouviu o sussurro sôfrego e pode sentir naquele momento o coração doer mais do que todos os ferimentos de batalha que possuía. Ah, aquele garoto o mataria antes mesmo da morte derradeira. Como era cruel amá-lo, e mais cruel ainda não ter palavras para responder a tal suplica.

O nó em sua garganta, junto ao sangue que o afogava aos poucos, o impedia de pronunciar qualquer coisa. E em meio ao silencio, fechou os olhos deixando-se vagar na escuridão. Os soluços do único que estava presente escoavam por sua mente, lhe torturando; mas talvez, alguma parte dentro de si, o dizia que ele merecia aquilo, aquela dor; e Levi sabia que merecia, realmente, isso como um pagamento por tudo de ruim que fizera em juventude e por ter sido tão estupidamente duro com Eren no começo do treinamento. Talvez devesse ter dado mais credito ao adolescente, e talvez se tivesse feito isso teria percebido mais cedo que tudo o que sentia era reciproco e que poderia ter sido feliz por muito mais tempo ao lado daquela alma tão pura.

Mais sua ignorância o levara a aquela clareira banhado pelo sol que se punha e apunhalado pelas lágrimas salgadas do jovem Jaeger. De todos ele fora o único que sobrara para chorar por cada cadáver do que um dia fora as Tropas Exploratórias, era até irônico de se pensar que até mesmo aqueles considerados os melhores, mais fortes e destemidos cairiam perante os indomáveis titãs, e que seria um desses titãs quem choraria pelas almas que partiram. O mais irônico ainda, talvez, fosse admitir que aquele dado como a "esperança da humanidade" havia se apaixonado por alguém considerado uma "besta", um titã.

E com suavidade o Cabo abrira os olhos, sua respiração saiu forçada e seus olhos turvos mal conseguiram ver os cabelos castanhos, ou os olhos verdes que se fechavam; mas mesmo em meio ao torpor Levi Rivaille pode sentir a maciez doce dos lábios que tantas vezes perdera-se. Ao fim deste pequeno ato o soldado sorriu em meio as lágrimas que pingavam sobre a face ferida e sangrenta de seu superior, e teve tal ato respondido com apenas um sussurrar de seu nome antes da alma sangrenta e culposa de Rivaille abandonar de vez aquele mundo apocalíptico.

Fungando enquanto enxugava o próprio pranto, Eren ergueu-se. Os joelhos trêmulos se firmaram sobre os pés; as mãos fecharam-se em punhos doloridos enquanto a figura alta de cabelos castanhos passava o olhar pelos corpos — ou o que restara de corpos — que se espalhavam por todo a clareira, sangue manchava a terra e este marcava cada vez mais o interior do soldado, do único sobrevivente. Ele sabia que precisava partir, que precisava voltar as muralhas, mas não queria abandonar os amigos mortos e aquele homem que tanto amou, e que mesmo agora, quando este jazia morto a seus pés, ainda amava. Precisava dar a eles um funeral, não poderia enterra-los, não teria lugar e mesmo assim aqueles soldados tão nobres mereciam algo melhor, maior. E então, usando um pedaço de madeira de alguma carruagem partida, improvisou algumas tochas; por fim ateando fogo a toda aquela clareira de corpos e sangue.

Observou seguramente o fogo se espalhar e aumentar. E como seu ultimo ato de honra aos mortos uniu as pernas e levou o punho fechado ao peito enquanto murmurava com olhos lacrimosos:

"Pela glória da humanidade."

Fim.

Notas finais
Ficou bom?
Não tenho certeza ainda se ficou bom, a ideia veio de uma imagem que vi... Que usei como capa é claro... o/.
Jya'ne, Ree.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!