Red Eyes
1 Os tons de vermelho
Notas iniciais
Os olhos vermelhos realmente ficavam bem no informante, quase como se refletissem seu "eu" interior. Vermelho que escurecia dependendo de seu humor, as vezes se transformava em um vermelho vinho quando estava excitado ou mesmo furioso, mas normalmente era apenas o bom e velho vermelho sangue.
Vermelho; uma cor quente. Significa paixão e amor, seu amor pelos humanos, aquelas amadas e complexas criaturas. Significa energia, era o que sentia enquanto movia as peças em seu tabuleiro, formulando planos em sua mente. Significa excitação, a sensação que tomava seu corpo quando via a expressão de sofrimento no rosto das pessoas, ah, pobres almas infortunadas que cruzavam seu caminho.
Vermelho, seu elemento é o fogo. E Orihara Izaya era como o fogo, era agradável nos dias frios se você mantivesse a devida distância, mas se você se aproximasse demais, você acabaria machucado ou até mesmo morto. Vermelho, a cor do sangue. Ele não se importaria de te fazer sangrar até morrer, mas não, ele não é esse tipo de pessoa. Ele mata com as palavras, uma morte lenta e dolorosa, que te corrói por dentro e destrói suas noites de sono. O que é a dor física comparada à dor psicológica?
Vermelho simboliza o perigo, destruição, guerra e conquista.
Orihara Izaya é de fato perigoso, e o maior perigo é o que vive nas sombras, escondido, observando cada passo de sua vítima, esperando a hora certa para atacar. Assim é o informante. E quando ele ataca, não sobra nada, porque ele é assim, destrutivo.
Ele gira em sua cadeira no seu apartamento, tremendo de prazer e gargalhando de felicidade enquanto pensa em seus amados humanos. O sentimento de realização e conquista enchem seu corpo e mente, ele sucumbe mais uma vez à ideia de ser um deus. Ele amava todos eles, todos eram iguais diante de seus olhos, os olhos de um deus. Mas mesmo com todo esse amor, ele não hesita em fazê-los sofrer, deixá-los em situações miseráveis para ver suas reações. Melhor do que sexo, mais doce do que chocolate, a dor deles era seu prazer.
Ele pode ser considerado um demônio, pode ser considerado um deus. Um louco ou um gênio. A linha entre esses é tênue, talvez todo gênio tenha um pouco de loucura e todo louco tenha um pouco de genialidade. Não importa o quanto olhasse para aqueles olhos vermelhos e intimidadores, nunca iria descobrir. Aqueles olhos que eram como o fundo do oceano, cheios de segredos, e por mais que procurassem, nunca achariam todos.
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