Red Duchess

1 Origens


Cristina nasceu no ano de 1517 em Florença na Itália. Seu pai era um Barão falido que tinha algumas terras próximas a Florença. Sua mãe havia morrido no seu parto, possuía um irmão mais velho.

–--Falta apenas um inverno. Falava Cristina a sua serva enquanto ela apertava seu espartilho.

–-- Sim senhorita, logo a senhora será uma duquesa. Respondeu a serva.

–-- Ah isso é maravilhoso. Não vejo a hora de sair dessa casa velha.

Cristina estava prometida ao duque de Fiori. Seu casamento foi adiado a 2 anos por causa de um conflito na região. Seu pai vendeu quase todas as terras de um modo de pagar o dote de sua filha mais nova.

–-- Já tenho 17 anos e ainda não me casei. Todas a minhas primas são casadas. Cristina sempre reclamava com sua serva Francesca enquanto se observava no espelho.

Cristina possuía longos cabelos castanhos, tinha pele branca e não possuía mais de 1,65. Tem o gênio forte como o seu irmão mais velho. È romântica e sonha em se casar desde sempre. Nunca tinha visto o seu noivo, mas já imaginava sendo o mais lindo dos homens.

Três batidas foram ouvidas na porta e Luiz seu irmão mais velho entrou abruptamente no quarto.

–-- Cristina , vamos logo Sophia já esta em trabalho de parto.

Sophia era a esposa francesa do seu irmão. Casados a cinco anos já possuíam 4 filhos e o 5 estava a caminho e Cristina seria obrigada a ver o parto.

–-- Já estou indo. Gritou ela.

–-- Não sei como vocês irão sustentar outra criança, ainda mais se for mulher. Do meu dinheiro você não vai ver nenhum tostão. Reclamava o Barão para o filho que aguentava calado as palavras do pai.

O barão não queria que seu filho se casasse com uma estrangeira. Foi totalmente contra esse casamento e ameaçou deserda-lo e tirar seu titulo caso o casamento se concretizasse. Não adiantou as ameaças. Porem permitiu que seu filho morasse na propriedade depois do nascimento do primeiro neto.

–-- Não quero ouvir choro de criança na casa grande. Continuava o Barão.

Cristina apareceu no alto da escada.

–-- Meu único orgulho é você minha doce e pura Cristina.

Luiz olhava enquanto Cristina abraçava seu pai. Ele já tinha um plano em mente. Sabia como sustentar sua esposa e seus cinco filhos e preservar seu titulo. Alguns sacrifícios seriam feitos.

Alguns meses haviam se passado. E numa noite de inverno. O inverno do casamento o inesperado aconteceu.

Já era quase meio dia quando se ouviu barulho de cavalos na redondeza.Todos estranharam por que todos os caminhos estavam bloqueados pela neve e faziam dias que nenhuma carruagem passava por ali.

–-- Não imagino como ele conseguiu passar por esse caminho. Falava Luiz ao capataz enquanto observava uma carruagem negra puxada por cavalos brancos que se aproximava do portão.

–-- Provavelmente é de um nobre ou até mesmo desses novos burgueses.Continuava

Da carruagem saiu um homem franzino, com cabelos grisalhos. Vestido como um lorde de um país estrangeiro. Ele abriu o portão principal e seguiu até a casa grande.

Com um sotaque diferente o homem falou com as pessoas que estavam na varanda.

–-- Boa noite senhores. Sou vassalo do Duque de Hastings. Nobre da Grã-Bretanha, subordinado da majestade Henrique VIII.

Luiz olhou para o homem com curiosidade e admiração. Estava pensando em como conseguir algum dinheiro.

–-- Boa noite. Sou o primogênito do Barão, dono dessas terras. Como posso ajudar? Disse tentando imitar o sotaque do homem.

–-- Não conseguimos seguir caminho até Florença, onde meu lorde tem assuntos. Estou pedindo que o Barão dono dessas terras nos abrigue por uma noite.

Luiz quando ouviu isso já imaginou como adquirir dinheiro.

–-- Sabe não temos espaço para hospedar qualquer pessoa. Alem do mais temos três donzelas só na casa grande. Não seria adequado hospedarmos dois homens desconhecidos.

O homem tinha entendido o que Luiz queria.

–-- Senhor, não se preocupe. Pagaremos nossa estadia.

Quando Luiz ouviu essas palavras logo pediu para dois servos prepararem o quarto no ultimo andar.

–-- Claro, só irei avisar o Barão que um grande Duque está aqui.

Ao saber que um Duque iria se hospedar em sua casa, o Barão logo ficou de bom humor.

–-- Quero receber esse lorde da Grã-Bretanha.

–-- Claro pai. Falei a eles que nos o hospedaríamos de graça.

–-- Mas é claro. Não iremos cobrar uma honra. Falava com rispidez ao filho.

–-- O que você está esperando. Traga logo o duque a casa grande.

O Barão quase nunca saia da casa grande. Tinha problemas de locomoção que chegaram com a idade.

Os dois homens entraram na casa grande.

–-- Agradeço a hospitalidade. Falava o jovem que estava a porta.

O Barão ignorou o jovem e saudou o homem franzino. Que o corrigiu dizendo que era apenas um vassalo e o jovem que estava a porta era o duque.

–-- Mil perdões senhor. Sou um homem velho. Não enxergo muito bem.Disse o barão confuso.

Cristina logo soube que teria hospedes na casa grande. Tratou logo de colocar seu melhor vestido e se aprontou inteira. Finalmente ela conheceria um duque, tal como o seu noivo.

Quando desceu as escadas viu os dois homens. Um deles era estranho, curvado e tinha cabelos brancos. O outro era estonteante. Era alto , possuía os cabelos negros a pele branca e os olhos mais azuis que ela tinha vistos. Era a pessoa mais bonita que ela tinha visto na vida. Na primeira vista ela ficou apaixonada.

–-- Senhores essa é minha filha, meu orgulho. Cristina cumprimente o duque.

Cristina desceu as escadas. Quase caiu. Mas o duque rapidamente a ajudou. Ela corou.

–-- Obrigada senhor. Disse ela escondendo o rosto com as mãos. Ela nunca tinha sido segurada por qualquer outro homem alem do seu pai.

Ela fez uma reverencia aos dois homens.

O barão pediu aos servos que matassem o maior porco e servissem os melhores vegetais.

Na hora do jantar estavam a mesa o barão, o duque, seu vassalo, Cristina, Luiz, Sophie, suas duas filhas mais velhas e Giuseppe o único filho homem de Luiz.

O Barão achou uma ofensa Sophie estar a mesa com o duque.

–-- Uma plebéia, sem classe, estrangeira, dividindo a comida com nobres. Pensava ele.

Foram servidas as melhores partes do porco salpicados com ervas. Batatas assadas com queijo. E uma espécie de massa com tomate. E o melhor vinho que o barão tinha. Tudo com grande fartura

Cristina nunca tinha comido assim. Normalmente havia racionamento de comida, para que ela durasse um bom tempo e ainda sobrasse para dar aos servos como pagamento. Ela só havia imaginado um banquete assim no seu casamento.

Cristina ficou olhando para o duque o jantar inteiro. Desviava o olha quando encarava aqueles olhos azuis olhando para ela. E pensava

–-- O meu marido será tão lindo como esse duque

Não demorou muito e o céu já estava escuro. Já a luz de velas o Barão contava ao duque de suas aventuras na Grã-Bretanha. A maioria mentiras como sabia Cristina. O tempo passou rápido. Sophie e as crianças se retiraram. Logo em seguida era a vez de Cristina ir dormir. Mas ela relutava com o pai, para que ficasse mais um pouco.

–-- Meu doce. Já está na hora de mulheres irem dormir.

Cristina ficava brava quando o seu pai a tratava assim. Mas ela obedeceu e se retirou.

Os que sobraram conversaram mais um pouco.

Logo o barão pediu a Luiz que levasse os hospedes até o quarto que ficava no ultimo andar da casa, uma espécie de sótão.

Antes de se despedir do hospedes. Luiz falou com o vassalo.

–--Sei que vocês irão partir amanha cedo. E gostaria de acertar o pagamento.

–-- Pois não senhor, filho do barão. Disse o Homem com desdém enquanto retirava da cintura uma adaga.

–-- Aqui está o pagamento. Uma adaga do tesouro do duque adornada com rubis e outras pedras preciosas.

Luiz ficou surpreso com o pagamento e muito feliz. Nunca tinha imaginado que um tesouro desses chegaria a sua mão. Com a adaga em mãos pensou.

–-- Tudo que um grande barão precisa.

E se retirou.

Cristina antes de dormir escova seu cabelo pelos menos 100 vezes antes de cair no sono.

No meio da noite, quando Cristina estava adormecida ela ouviu um barulho na porta do seu quarto. Eram batidas

Assustou-se a principio, achou que tinha acontecido alguma coisa. Mas levantou e abriu a porta.

Era o duque, ele ainda estava vestido com as roupas de antes. A primeira coisa que Cristina olhou foram os seus olhos a encarando. Ela se perdeu no olhar dele e quando o percebeu, já estava dentro do seu quarto fechando a porta.

–-- O senhor deseja alguma coisa. Disse ela ruborizada.

–-- Sim. Desejo você.

Quando ele disse isso. Ela sentiu todos os pelos do seu corpo se eriçar. Seu coração acelerou de uma forma que ela nunca tinha sentido. E sua barriga estava a mil voltas. Imediatamente seu rosto ficou mais vermelho do que já estava.

Ela não conseguiu dizer uma palavra enquanto ele desfazia um nó da sua camisola. Tudo o que ela sentia era que o queria também. Seus olhos eram tudo o que ela via.

Ele a despiu. Ela ficou envergonhada e assustada, mas não conseguia parar. Parecia que alguma coisa a estava a fazendo aceitar tudo isso. Ela nunca viu um homem nu, sabia que eles eram diferentes porque tinha visto o seu sobrinho bebe.

Calmamente o duque a deitou na cama. E começou a beijar seu pescoço. Uma sensação a atingiu, uma que ela nunca tinha sentido. A pele em contato com outra o suor que começava a escorrer dos seus corpos mesmo estando frio e o desejo de retribuir o que ele fazia. Ela começou a responder aos estímulos que o duque. Para ela tudo era como um sonho. Sua noite de núpcias. A dor veio em um lugar que ela não esperava. O duque a mordeu profundamente no pescoço. A dor era boa, a fazia sentir e êxtase, só que ele não parava. Ele bebia dela como um bebê mama na sua mãe.

Ela não sentia mais nada. Todas as sensações desapareceram e ela apagou.

O duque notou que ela não estava respirando. Rapidamente ele levantou da cama e viu que a mesma estava encharcada de sangue, calmamente se vestiu e saiu.

Um instante depois o duque e o vassalo voltaram ao quarto.

–--Vossa alteza não deveria ter exagerado e tirado alem da inocência também a vida dela.

–-- Mais Manfred, o sangue dela é delicioso e viciante. Respondeu o duque.

–-- Eu sei senhor, mas não podemos deixá-la nessa situação. Disse o Vassalo pegando no pulso da moça.

–--Veja senhor. Ela ainda está viva. Cure ela e acabaremos com nossos problemas

–-- Provavelmente ela não vai lembrar de nada

–-- Mas se ela morrer com meu sangue em suas veias ela se tornará uma de nós.

–-- Essa moça é bem cuidada, saudável e amada por todos aqui. Dificilmente ela vai morrer por agora. E em menos de um dia o corpo dela já estará livre do seu sangue, meu senhor.

Ao ouvir essas palavras o duque abriu um corte em sua mão e despejou o sangue nos lábios da moça. Ela começou a tossir.

–-- Pronto senhor. Só precisamos só livrar das evidencias.

Rapidamente o vassalo se livrou das roupas de cama sujas, limpou o corpo da moça e a vestiu novamente.

Antes de o sol nascer o duque e o vassalo já estavam longe da propriedade.

O dia amanheceu belo. Não havia uma nuvem no céu.

–-- Nem parece inverno. Disse Cristina enquanto se espreguiçava na janela.

Sophie entrou no quarto sem bater.

–-- Cristina, meu marido quer falar com você. È urgente.

Cristina com um mau pressentimento se vestiu as pressas.

Luiz estava longe da casa grande. Perto do lago na propriedade. Cristina foi rapidamente ao seu encontro.

–-- Cristina! Veja o lago ele derreteu.

–-- Sim. O que você quer? Arrumei-me às pressas e você fala do lago?

–--- Receio que tenho uma má noticia para te dar.

Cristina sentiu um aperto forte no peito.

–-- Nessa madrugada, nosso pai faleceu. Ele bebeu demais ontem a noite e se afogou com o próprio vomito. Luiz pronunciava essas palavras com uma calma que até parecia um evento cotidiano.

Cristina não sentiu, mas as lágrimas já escorriam do seu rosto. Seu coração estava aos cacos e todo o seu mundo havia desabado.

Luiz tentou consolar a irmã.

–-- Não me toque. Você queria que isso acontecesse. Disse Cristina aos gritos.

–-- Sinto muito. Mas precisamos ser mais práticos. Hoje mesmo mandarei uma carta ao duque e cancelaremos seu casamento. Precisamos do dinheiro do seu dote.

Aquilo a enfureceu. Já não bastava ele arrancar o seu pai mas também o restante da sua vida.

–-- Você enlouqueceu? O papai morreu e você fica falando isso. O duque nunca devolveria o dote comigo aqui.

–-- Isso eu sei irmãzinha. Com a adaga que ele tinha ganhado do duque, Luiz apunhalou a irmã duas vezes na barriga.

Ela sentiu a dor invadindo o seu ser. E caiu agonizando no chão.

–-- Com o papai foi mais fácil, apenas o sufoquei com o travesseiro.

Ela não conseguia mais ouvir nada, já estava inconsiente.

Luiz com a ajuda de seu capataz fiel, a enrolou em um pano com pedras e a jogou no fundo do lago.

–-- Logo, logo ele está congelado de novo. Direi ao duque que ela fugiu com algum amante e receberemos o dinheiro do dote. Disse Luiz enquanto limpava o sangue da adaga na roupa