Red Dress

2 Gothic Lolita


Notas iniciais
Nenhum comentário a fazer sobre a melhor história fake da minha vida!

Seu marido ainda estava dormindo... Quer dizer, era para estar ali, da mesma forma, com ele, pois não fazia muito tempo que haviam dormido.

Espreguiçou-se, ligeiramente, e voltou seus olhos para o espelho que ficava a frente da cama, a poucos passos dali. Observou atenciosamente cada milímetro de seu corpo despido previamente pelas mãos habilidosas do marido, sorrindo com aquelas leves marquinhas avermelhadas em sua pele tão branca e clara que mal poderia se conter de sorrir.

Ah, não apenas isso. Como gostava mesmo de sentir a posse do marido e fazer dele a sua própria, ainda tinha o objeto de couro e metal com um pequeno pingente em forma de coração que descansava em seu pescoço e adornava-lhe o sustento da cabeça. E daí que era uma coleira? Aquilo era, de fato, o que menos estava lhe incomodando naquilo tudo.

O semblante do loiro que ainda estava posicionado na cama como se abrigasse o corpo frágil e macio de seu moreno era simplesmente apaixonada, silenciosamente calma e amorosa com seu pequeno, como dizia para ele.

Deu pequenos passos, devagar, seu corpo ainda doía depois ter feito amor com o marido de forma avassaladoramente intensa. Sentou-se devagar sobre o banquinho na frente da penteadeira e olhou para sua própria figura refletida na camada de prata e vidro que tinha ali, no espelho.

Seus lábios curvaram-se timidamente em um sorriso pequeno, mas bastante carregado de todo aquele puro e fiel sentimentalismo que tinha ali. Mexeu cuidadosamente em seu cabelo ainda bagunçado e meio úmido de seu suor, olhando cada detalhezinho, por menor que fosse, impresso em sua pele e mostrando ainda mais o quanto era de um, apenas uma pessoa, aquele que ainda dormia na cama tranquilamente, envolvo na colcha escura como as paredes em vinho do local.

O amava. Muito, demais. Era inegável que passar os olhos por todo o quarto, ver as peças de roupa que antes compunham seus figurinos agora largadas ao chão e conseguir registrar cada momento em slow motion do caminho traçado até sua cama só fazia sua pele arrepiar-se e sua vontade de voltar para os braços dele crescessem.

Suspirou. Não precisava ser muito alto, não precisava ser pesado. Era só um daqueles suspiros felizes e relaxados, aliviados por ter ele à seu lado... Era um suspiro de amor. Ou do amor, que exalava por seus poros e transbordava em suas veias.

Não precisava de muito, só precisava dele. Olhou o vestido de veludo preto com detalhes em branco ainda meio manchado de sangue e o empurrou com o pé um pouco para o lado. Sentou-se na cama e deslizou os dedos calmamente pela face tão amada que dormia ao lado. Ele era belo. Não, era mais do que isso. Era bonito, lindo... Era subliminal.

Deitou-se novamente acomodado e aninhou-se nos braços dele. Beijou seu nariz e riu baixinho – mesmo que nenhum som emitisse ainda que risse alto, já que a voz lhe faltava por razões indiscutíveis – antes de sussurrar um breve eu te amo para ele.

Se ele estava dormindo mesmo ou não, não sabia e também não interessava. Apenas gostou de sentir as mãos do marido envolverem-lhe pela cintura calmamente e puxarem-no para mais perto, enquanto este sorria e depositava um selinho breve nos lábios do seu pequeno moreno. Ou de sua hime-chan.

Quem sabe, Jin não estivesse mesmo o observando todo esse tempo, do caminho que fez até o espelho para admirar-se no reflexo daquilo tudo que pertencia a uma única pessoa até o caminho de volta para deitar junto da pessoa que conseguia mexer com seu ser...

Aliás, a única que faz seu coração palpitar.

Não é, sensei?

Notas finais
Wee~~ Ficou fofo? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!