Red Angel - Sonho de um anjo
25 Capítulo 25 - Fantasma
Notas iniciais
Malina
Finalmente eu e a Aki conseguimos convencer o Mamoru a juntar-se a nós para jantar. Já estava quase pronto e os rapazes queriam terminar todos juntos, claro que o capitão não podia faltar. O Kabeyama e o Jin é que estavam algures dentro da escola. Segundo o Handa, o Kabeyama precisava de ir ao wc e o Jin foi com ele já que estava como medo dos fantasmas. Sinceramente não era de espantar tal coisa vinda dele.
No entanto, de repente, todos nós ouvimos um grito. Era do Kabeyama. Olhamos todos para trás vendo-o correr na nossa direção. Como gostava que ele corresse assim durante os jogos. Exceto com as lágrimas nos olhos e assustado.
—Eu vi.. Eu vi… Eu vi… — passou por nós com tanta velocidade que quase nos derrubou, escondendo-se atrás do Megane – Eu vi-vi-vi um fan-fan-fan-fantasma! Está na-na-na sala três.
—Na sala três?
—Estava na sala três! Eu vi! Eu vi! Era enorme!
—O que estás para aí a dizer? Como é que há fantasmas aqui num mundo que se rege pela ciência?
—Mas estava lá alguém. — Como o susto de ver o Jin aparecer de trás do Kabeyama, o Megane acabou por cair inanimado. Coitado — Era um adulto. De certeza. — Já ele parecia bem calmo em relação ao assunto.
—Que estranho. O treinador e os outros veteranos da Inazuma Eleven estão aqui. — A Aki tinha razão. Todos os adultos estavam ali bem à nossa frente.
—É o Kageyama. — Não pude deixar de me arrepiar ao ouvir o Handa dizer aquilo.
—O Kageyama? — tinha medo que isso só deixasse o meu primo mais perturbado.
—Sim. Não seria a primeira vez que ele organizava um acidente, mesmo antes da final para que a equipa contrária não se possa apresentar e ganhar por falta de comparência.
—É bem possível. — Ele já o tinha feito uma vez. Quem nos garantia que não fazia uma segunda?
—Muito bem! Então vamos em frente, malta! — fiquei ligeiramente surpreendida pelo entusiasma do capitão (se é que se pode chamar assim), mas pelo menos parecia empenhado em algo que não fosse a sua técnica – Vamos apanhar o intruso e veremos o que pretende.
Saímos todos a correr juntamente com a Haruna e a Aki que não quiseram ficar para trás. Entramos rapidamente na escola e era muito assustador à noite. Era estranho ver a escola de noite, parecia maior e tudo se mostrava um pouco tenebroso, ainda que sabia que não passava tudo do efeito noturno. Além disso, estava com os rapazes, não tinha o que te temer, apesar de nos termos dividido em dois grupos mais pequenos. Queríamos apanhar quem quer que fosse de surpresa.
—Parece que é ali dentro. — O Jin confirmou após o Mamoru se aproximar.
Do outro lado do corredor estava o outro grupo, com o Goenji e o Kidou na frente. O nosso estratega fez-nos sinal para que avançássemos e fizêmo-lo silenciosamente. O Mamoru agarrou na maçaneta da porta, abrindo-a rapidamente.
—Alto! Não tentes fugir! — no entanto, dentro da sala não estava ninguém. Pensei que tivesse fugido pela outra porta, mas nessa estava o outro grupo.
—Mas aqui não há ninguém.
—Será que fugiu? — era o mais provável.
—Mas então que é que o Jin e o Kabeyama viram? — seria mesmo um fantasma?
—Ah! Lá está!
Olhei para trás vendo o Ichinose correr o lado do corredor de onde tínhamos vindo. Saí a correr atrás dele sem dar tempo deles fazerem algo, agarrando na almofada que o Shido trazia nos braços. Atirei-a ao ar como se fosse uma bola de futebol e chutei-a com toda a minha força na direção do fugitivo que caiu ao chão mal a almofada lhe bateu na cabeça. Fomos de imediato na direção dele, já o Shido foi em direção à almofada.
—Vamos lá ver quem é. — Assim que o Mamoru o virou e ele se levantou, vimos que era um dos veteranos da Inazuma Eleven que nos sorria – Mas o quê…
—Ei! Para que é esta confusão? — nas escadas ao nosso lado, vimos mais três deles a subir.
—Mas o que se está aqui a passar?
*
—Então eram vocês.
Após vermos que eram afinal os fantasmas, fomos com todos até ao pátio da escola para podermos comer. Claro que os veteranos se juntaram a nós na refeição, elogiando-a bastante enquanto conversavam com todos nós.
—Soubemos que iam fazer um acampamento.
—Então nós pensamos em surpreender-vos trazendo isso para vos dar uma mãozinha.
—Isso? — encarei o Mamoru que comi ao meu lado.
—Isso, exatamente. — todos eles deram um grande sorriso.
Nenhum deles nos disse do que se tratava isso, até o treinador parecia ter uma vaga ideia do que seria, mas todos nós desconhecíamos aquilo de que eles podiam estar a falar. Disseram-nos apenas para comer e depois disso iríamos saber o que era. Claro que nenhum de nós demorou muito comer, até o Mamoru acabou por se engasgar, fazendo os veteranos rir e relembrando-o que não iria desaparecer para ele comer com calma. Claro que é o Mamoru e acabou a não dar ouvidos ao que eles disseram.
No final do jantar, fomos todos até à sala de treino especial. Era lá que estava isso de que eles falaram e nos deixou tão curiosos. Era uma máquina grande e comprida, escura e estranha. Estava cheia de estacas que saiam por todos os lados e também havia aquilo que parecia ser um tapete rolante.
—O que é exatamente? — perguntava-me o mesmo que a Aki.
—É a máquina especial que construimos à quarenta anos. A máquina de treinos da Majin The Hand.
—Para treinar a Majin The Hand? — claro que o meu primo era o mais interessado.
—Isso pode construir-se?
—É muito importante controlar a coordenação da parte inferior do corpo. Construimo-la precisamente para reforçar esse controlo.
—Relembro que passamos todas as tardes juntos até termina-la.
—E conseguiram a técnica? — isso sim era o mais importante.
—Não. A verdade é que não. — Isso já não era bom.
—Mas estivemos muito perto de consegui-lo.
—Então se usarmos esta máquina… — encarei o meu primo, que também me sorria – Talvez tu consigas…
—Vá lá, Endou!
—Sim. Temos de experimenta-la o quanto antes. Parece-lhe bem, treinador?
—Sabes que mesmo usando-a podes não conseguir dominar a técnica, sabes disso?
—Sim, sei.
—Bem, vamos lá então. — Finalmente deu autorização após uns segundos de silêncios.
Claro que o meu primo ficou radiante. Queria logo experimentar a máquina para conseguir dominar a Majin The Hand. Eu acreditava que sim, que desta vez ele ia conseguir e com isso, estaríamos mais perto de vencer a final.
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