Notas iniciais
Yo! Sim, tem aqui um outro capítulo de Red Angel! Queria muito escrever este capítulo porque tem uma parte fofa com a Malina e o Goenji e final escrevi >w<O próximo também não deve demorar a sair! Boa leitura!

Malina

Mais um dia de treino se passou e tudo parecia igual; as aulas, os treinos… E o Mamoru. Ele continuava na mesma; distante e com um sorriso forçado. Os do primeiro ano começavam a aperceber-se do que se estava a passar algo de errado com o capitão, mas pareciam não querer comentar, pelo menos não connosco, apenas entre si. Não os censurava por isso. Também eles deviam estar preocupados.

Quando as aulas terminaram, o Mamoru pediu-me que fosse novamente com ele treinar no parque da torre. Fora a primeira vez que me pedira. Geralmente nem precisava de o fazer, eu ia de livre vontade. Não quis saber o porquê da pergunta, sorri e acompanhei-o até ao parque. Não planejava treinar. Precisava de descansar o corpo. Ao contrário dos rapazes eu precisava de um descanso diferente e o treinador proibira-me de fazer excessos para não destruir nenhum músculo. Mantive-me de pé, em silêncio, a observar o treino do meu primo, ajudando-o sempre que era necessário e tentando corrigir, por vezes, a sua postura.

—Sabíamos que estariam aqui. — A aproximar-se de nós estavam o Kidou e o Goenji.

—E então, Endou? Já conseguiste dominar a Majin The Hand?

—Não, mas por agora é tudo o que posso fazer.

—Vamos ajudar-te.

—A sério?!

—Eu também! — olharam os três para mim – Não posso ficar aqui parada enquanto vocês os três se esforçam! — sorriram, antes do Kidou encarar o Goenji.

—Será que nos convertemos em loucos?

—Pode ser que seja a única chave para derrotar a Zeus. — Eu e o Mamoru olhamos um para o outro. Não era a única a não entender aquela conversa.

Demoramos algum tempo a colocar tudo em ordem. Tivemos que retirar o meu pneu da sua árvore e pegar naquele que geralmente usava nas costas e pendura-lo no ramo onde geralmente ficava o pneu do Mamoru. Colocamos as bolas todas que tinham à disposição no chão antes que começarmos a por os pneus e balançar todos ao meus tempo, dando início ao treino.

Cada um de nós chutava a bola nada direção do nosso capitão para que ele a parasse, tinha de as conseguir defender, a todas, após passarem pelos pneus. No entanto, era difícil. Os pneus tapavam a bola e ele não conseguia ver onde ela estava para a deter, acabando por levar com ela em diversas parte do corpo, derrubando-o. O pior era quando um de nós acertava nos pneus e ele levava com eles em cima. Custava-me ver isso acontecer, mas era necessário. E quando eu ia chutar uma vez mais, tive de parar ao ver a Natsumi e a Aki correrem até ele.

—O que é que vocês fazer aqui? — a Natsumi ajoelhou-se a seu lado e agarrou-lhe o braço.

—Já chega. Para com isto, Endou. Vais ficar destroçado.

—Não. Ainda não. Não posso render-me agora. — Nada o faria mudar de ideias.

—É impossível. — O Goenji tinha razão.

—Achas que ele é de deixar as coisas só porque lhe dizem? — assim como o Kidou. O meu primo levantou-se novamente, com um sorriso no rosto.

—Vou descobrir como se faz a Majin The Hand e vamos usa-la na final conta a Zeus. Todos querem ganhar o torneio, não? — voltou-se para nós – Vamos lá!

Fui a primeira a recomeçar o treino após a Natsumi e a Aki se afastarem. Continuamos a rematar com toda a força, sem nunca parar. Os rapazes, claro, estavam a começar a exagerar. Não era tão forte como eles, mas sabia que aquilo já era muito. Principalmente quando percebi que o Goenji estava prestes a fazer a Fire Tornado, que acabou a separar os pneus das cordas, derrubando o meu primo aponto de terem de pegar nele pelos braços e leva-lo para o restaurante do treinador, porque se fosse para casa, a minha tia e dar-me na cabeça, além de que a minha mãe estava lá. Só que eles não se livraram de ouvir de mim! Ele podia estar mal, mas o três mereciam levar nas orelhas.

—Precisamos de gelo, treinador!

—Eles exageraram um pouco.

—Muito… — os outros dois nem se atreveram a olhar para mim. O meu primo estava tão tonto que nem deve ter percebido.

Entramos dentro do restaurante, sentando-o num dos vários bancos disponíveis já que não havia ninguém no restaurante. O treinador não demorou muito a trazer um saco com gelo, o qual coloquei com toda a força sobre a cabeça do Mamoru, que resmungou logo com a dor.

—Para que foi isso?

—Foi para ver se esfrias a cabeça. — Agarrou no saco para o deixar o local.

—Que loucuras fazes, rapazes.

—É um treino especial.

—Dizem que estás a tentar descobrir uma nova técnica.

—Sim, a Majin The Hand. — O treinador deixou logo de limpar o copo e olhou para nós.

—Conhece-a, treinador? — era possível.

—Sim, claro. Então tu também começaste com esse desafio.

—E conseguiu fazê-la?

—Não consegui domina-la. — O meu primo ficou surpreso – No entanto, acho que tu és capaz de conseguir. Anima-te.

—Sim! — finalmente estava a sorrir como devia ser. Nesse instante, ouvi a porta abrir. Era o detetive Onigawara.

—Olhem só! O que se passa? Isto está a abarrotar. — Fechou a porta ao entrar – Estás cá com uma pinta. — Estava todo suja de terra. A mãe dele ia dar-lhe nas orelhas quando chegasse a casa.

—Se com isto vencermos a Zeus, então não é nada! — revirei os olhos. Como se isso fosse algo de se orgulhar.

—Está tudo bem em ser-se forte, mas se um se obcecar demasiado em ganhar, pode acabar como o Kageyama.

—O Kageyama? — o que tinha ele a ver com esta história?

—Acho que o detetive Onigawara esteve com o senhor Fuyukai. — O espanto foi geral.

—Para ver se encontrava o Kageyama. Pensei que se quisesse aclarar esta série de misteriosos incidentes como o acidente da Inazuma Eleven há quarenta anos. Ou a caída das vigas durante a final contra a Teikoku. Precisava de conhecer o passado do homem chamada Kageyama Reiji.

—E o que descobriu? — se não conhecesse o Kidou diria que está impaciente. O detetive limitou-se a ficar ainda mais sério, colocando as mãos cruzadas em frente da fase.

—Eles também querem saber. — O treinador colocou um copo de água com pedras de gelo à sua frente – Será melhor que contes.

—Estou a ver. — Agarrou no copo e bebeu a água de uma só vez – Pode ter começado tudo há uns cinquenta anos.

—Há cinquenta anos? Tanto tempo?

—Já ouviram falar de um jogador chamado Kageyama Tougo.

—A mim sim. — Olhamos para o Goenji. Foi o único de nós que conheceu o nome – Há muito tempo acho que foi um membro da seleção japonesa de futebol.

—É o pai do Kageyama. — Assim que o Kidou acrescentou aquele detalhes, o espanto foi geral. Aquilo era a sério?

—Naquele época, Tougo, o pai do Reiji, estava no topo da popularidade. As pessoas pensavam que ele seria convocado para a seleção, mas decidiram que era melhor escolher um grupo de jovens, entre os quais estava Endou Daisuke. — O meu primo colocou-se de pé e encarou-me — Foi um completo choque. A partir daí, o Tougo perdeu todo o seu prestigio as pessoas começaram a critica-lo, até chegarem a dizer que era um engano e que cada vez que jogavam, perdiam. Finalmente, Tougo desapareceu e a sua esposa morreu com uma grave doença. De repente o Reiji viu-se completamente só no mundo. — Nunca pensei que ele pudesse ter passado daqueles – Começou a odiar o futebol… — então era isso que ele sentia? Como é que alguém podia odiar o futebol? — E começou a pensar que na vida, o único que valia era ganhar, sem importar o que fosse necessário fazer para consegui-lo.

—Sim. “Ganhar é tudo. Os perdedores não têm direito a existir.” Era uma frase que ele costumava dizer bastante.

—E para o conseguir, fez sofrer imensa gente. Goenji, tu és uma dessas pessoas.

—Como? — olhei para o Goenji. Não podia ser…

—É possível que o Kageyama tenho algo a ver com o acidente da tua irmã.

—D-Da Yuka? — era o que imaginava.

Olhei para o Goenji. Vi que tinha o colar com uma pequena chuteira de futebol em cima da mão direita, observando-a, antes de fechar os olhos. Talvez tivesse sido uma prenda da pequena Yuka. Tornou a abrir os olhos e a fechar a mão com imensa força. Notava-se a raiva na sua expressão. Não podia fazer nada para aliviar aquela sua mágoa, mas não pode evitar de colocar a sua mão entre as minhas, fazendo-o encarar-me, surpreso, vendo-me sorrir. Queria mostrar-lhe que estava ali ao lado dele apesar de um momento como aquele.

—Não me importa que desculpa seja, não há razão nenhuma que justifique manchar assim o futebol. Isso tudo errado.

—E onde está agora o Kageyama? — perguntei, sem nunca soltar a mão do Goenji, mesmo quando a baixou, agarrando uma delas em cima da mesa.

—Não sabemos. No entanto, o Fuyukai disse algo muito estranho. Falou no Project Z, algo que já tinha ouvido falar durante a final contra a Teikoku. Ele disse-me o Kageyama controla o torneio através desse projeto e que ele não se afastou do futebol, que ninguém conseguiu fazer com que ele se afastasse. Que neste momento o Kageyama olha para nós desde lá de cima, dos céus, como se fosse um deus e que se ri de nós. — Que tenebroso – Ao que parece, esse projeto e que o Kageyama esteja nos céus, estão relacionados. — O Mamoru sentou-se logo a seguir, pensativo.

—Project Z… Os céus… O que poderá ser?

—Kidou, tu estives na Teikoku, lembraste de ouvir falar algo sobre o céu ou assim?

—Não, nunca ouvi nada.

Perguntava-me o que poderia ser. O que tinha do Kageyama era assustador por si só vindo da pessoa que era, então quando nem sabias do que se podia tratar, era ainda mais assustador. Tinha medo do que podíamos ter de enfrentar, temia por mim e pelos meus amigos… Temia pela próprio futebol.

—Malina? — senti a minha mão ser apertada, fazendo-me encara o homem que o fazia — Está tudo bem? — sorri.

—Sim, não te preocupes!

Não era apenas o Mamoru que precisava de uma técnica nova. Se queria ser útil na final, necessitava de algo para poder ajudar os meus companheiros. E eu… Eu também tinha que me tornar mais forte.

Notas finais
Reviews?! Kissus!