Red Angel

35 Capítulo 35- Acabou.


Notas iniciais
Yo! Bem, como esta temporada de Red Angel está a terminar, estou a querer despachar os últimos capítulos... Agora só faltam dois!! Oh meu Deus!! Enfim, o capítulo é pequenino mas espero que gostem! Boa leitura!

Pov Malina

Os três acabamos por voltar para o campo. Não havia nada que pudéssemos fazer, não encontrávamos nada e só nos restava voltar para o campo, aquecer e preparamo-nos para o início do jogo. No campo, alguns dos rapazes pareciam admirados com a quantidade de pessoas que estavam a assistir. De repente, o grito do Shishido foi o que mais se ouviu naquele estádio. Eu e o Mamoru desatamos a correr para junto do nosso companheiro, estendido no chão, tal como os outros faziam. O Kabeyama foi logo ajuda-lo a levantar-se. Via o pânico na cara do nosso companheiro.

—Sinto muito. Não vou voltar a fazê-lo.- Mas do que estava ele a falar? Foi então que vi o Someoka abaixar-se e pegar numa das pequenas peças brilhantes que estavam no mesmo local onde o Shishido estivera deitado momentos antes.

—Foi isto que caiu.- O Mamoru pegou num- Isto é muito perigoso. E se tivessem acertado no Shishido, o que teria acontecido? Aqui não há manutenção ou quê?

Duvidava que falta de manutenção fosse coisa que aquela escola tivesse. Olhei para cima, era impossível ver o que fosse, o teto era muito alto para além de não haver qualquer tipo de luminosidade. Tive que deixar isso de lado, não valia a pena continuar a olhar, não valeria de nada. E assim que o árbitro no avisou que o jogo tinha de começar, pegamos em todos os pregos e pedimos, rapidamente, a um dos detetives que encontramos logo para os entregar ao detetive Onigawara da nossa parte, antes nos dirigirmos para a parte de baixo das escadas, aguardando a chegada dos árbitros e assim que chegaram, parecia que o meu coração tinha ficado a mil e a bater com imensa força enquanto caminhávamos em direção ao campo... Ao momento que iria decidir tudo.

Ficámos frente a frente com os jogadores da Teikoku, silenciosos e atentos, apenas o Kidou parecia inquieto. Imaginava porquê. E de seguida, após o árbitro ordenar, fomos cumprimentar os adversário, porém assim que passei pelo Kidou, pediu-me para esperar um pouco. Limitei-me a ficar de costas voltas para ele enquanto cumprimentava o Mamoru, o último de nós. Foi então que nos disse as suas suspeitas, foi difícil ouvi-lo com todo o barulho que havia à nossa volta, mas consegui perceber tudo e assentir, pondo-me a andar para junto dos rapazes. Chamei os nossos dois atacantes e os centro-campistas para lhes contar sobre o Kidou nos tinha dito, enquanto o Mamoru fazia o mesmo com os defesas. Pedi-lhes para que não se alarmassem e reagissem naturalmente, sendo exatamente o que eles fizeram, escutando-me até ao fim, para de seguida corrermos para as nossas posições.

Ouviu-se o apito do árbitro e eu só me lembrei de olhar para cima antes de desatar a correr para trás, tal como fizeram os meus companheiros assim como lhes tinha indicado. Só que, para minha surpresa, o Goenji agarrou-me pela mão e puxou-me com ele. Agradecia o gesto e por, mas não me importava muito com isso, apenas queria correr e pôr-nos a salvo, enquanto as vigas de metal caiam sobre o nosso campo, levantando imensa poeira atrás delas. O Kidou bem nos tinha avisado que algo iria cair, mas nunca pensei que algo assim tão grande.

—Estás bem?- olhei para o Goenji e depois para a minha mão fortemente agarrada à sua, vendo-a tremer. Devia estar a magoá-lo. Soltei-o de imediato.

—Sim. Obrigada.- Tentei sorrir, mas não consegui.

Estava tão nervoso e com medo que sentia as pernas tremer e parecia que ia cair a qualquer instante, porém, assim que o Kidou sair a correr do estádio, fiz o mesmo, assim como o Mamoru, o nosso treinador e dois jogadores da Teikoku, o goleiro e um atacante. Ele devia querer ir falar com o treinador da sua equipa, o qual só podia ser o responsável.

—Comandante! Aquilo foi coisa sua, não foi?- entramos todos a correr na enorme sala onde estava o treinador adversário, sentando numa enorme cadeira, de maus cruzados em frente à face- Aquela frase de "Quem cospe para o céu, só consegue que ele lhe caia em cima" era uma pista que me estava a dar. Mas cometeu um erro ao fazê-lo.

—Não sei do que falas.- Paramos todos junto ao Kidou, vendo aquele homem completamente sereno, antes de se encostar na cadeira com um sorriso- Por acaso tens alguma prova?- de repente, um enorme saco branco voou sobre as nossas cabeça, indo parar diretamente à grande mesa, mostrando um saco todo rasgado de onde saiam vários parafusos- São estas as provas.- Voltei-me para trás vendo logo o detetive Onigawara já junto a nós. Sorriu-nos antes de levar ao walkie talkie ao ouvido- Adiante.

Sim.— Foi o que começou por dizer a voz do outro lado- É evidente que esses parafusos foram desaparafusados e foi alguém que o fez com as próprias mãos.— De seguida a voz calou-se.

—Detetive.- Voltamo-nos para trás, vendo um outro detetive agarrando um homem com as mãos atrás das costas- Este homem confessou que Kageyama Reiji o contratou para o fazer.- Então tinha sido mesmo ele.

—Já não quero continuar a jogar sobre as suas ordens.

—E nós opinamos o mesmo que o Kidou.- Fiquei bastante contente com as palavras do Goleiro.

—Obrigado rapazes.

—Façam o que quiserem.- Mas fiquei surpresa com as do Kageyama, e ainda mais com o sorriso que fez- Para dizer a verdade já não preciso de vocês.- O que queria dizer com aquilo?

—Muito bem, Kageyama, porque não vem connosco?- o detetive foi até ele, parando ao seu lado. O Kageyama limitou-se a levantar da cadeira- Há muitas coisas que queremos perguntar-lhe. Pode ser que consigamos responder a quarenta anos de dúvidas.

Foi assim, em silêncio, que vimos detetive prender as mãos do Kageyama atrás das costas do mesmo antes de o levar consigo, e foi em silêncio que vimos a porta fechar, vendo-os desaparecer.

—E pensar que confiávamos num homem como ele.

—Treinador. Mamoru. Malina.- Os três olhamos para o Kidou, vendo-o curvar-se- Pedimo-vos desculpa por tudo. Não temos direito a jogar com vocês depois do que fez o nosso treinador. Damo-nos por vencidos.

—O quê?!- como assim?

—Mas o que estás a dizer?

—Devemos assumir as nossas responsabilidades.

—Mas... A culpa não é vossa!- o treinador colocou as mãos sobre o meu ombro e do meu primo, fazendo-nos encara-lo.

—Deixo-vos a vocês a decisão. Podem aceitar a desistência deles ou jogar. É como vocês quiserem.- Olhei para os nossos adversário e de seguida para o Mamoru. Ambos sorrimos, percebendo logo o que o outro estava a pensar.

—Jogar, claro!- a decisão não podia ser outra.

—Viemos aqui para isso, não? Para jogar contra a Teikoku!- assenti. Era exatamente isso.

Sem mais demoras, após o campo estar novamente apto e arranjado, tornamos a ir para os nossos lugares e desta vez, para jogar a final.

Notas finais
Reviews?! Kissus!