Red.
1 Thalia & Luke.
Notas iniciais

Universo Alternativo.
Thalia estava em sua casa, fazia dois meses que Luke havia partido.
Não, ele não morreu. Mas foi obrigado pelo pai a ir para o Japão com ele.
Thalia suspirou. Ela sentia-se como essas adolescentes bobinhas da Disney que quando ficam triste comem sorvetes e escutam músicas depressivas.
Olhou para uma foto deles, estavam em um Acampamento de Verão. Na foto estava ela, Luke, Annabeth e Percy, eles sorriam.
Foi lá que ela conheceu ele, duas semanas depois já estavam saindo. Um mês depois estavam namorando.
Suspirou novamente.
Só naquele momento ela percebeu que amá-lo era como dirigir um Maserati novo por uma rua sem saída, mais rápido que o vento, apaixonante como o pecado. Terminado tão de repente.
''- Amá-lo é como tentar mudar de ideia, uma vez que você já está voando em queda livre. — Contou para Annabeth. — Como as cores no outono, tão brilhantes antes de perdê-las''
Olhou para os lados.
Perdê-lo foi azul como eu nunca soube. Sentir falta dele foi cinza escura, totalmente solitário. Esquece-lo foi como tentar conhecer alguém que você nunca encontrou.-Pensou ela.
Mas amá-lo foi vermelho, ela sabia disso.
E toca-lo era como entender que tudo que você queria estava bem ali na sua frente. Memorizá-lo foi tão fácil como saber todas as palavras da sua velha música favorita.
Ela lembrou da primeira vez que brigaram e ali no escuro concluiu que brigar com ele foi como tentar resolver uma palavra cruzada e perceber que não há resposta certa.
— Me arrepender dele foi como desejar que você nunca tivesse descoberto que o amor poderia ser forte daquele jeito. — Disse ela pra as amigas dois dias depois da partida dele.
E ali vendo a chuva cair as lembranças vinham em flashbacks e ecos, ela dizia a si mesma que era preciso esquecer, mas se distanciar dele, mesmo que por lembranças, era impossível principalmente quando via tudo em sua cabeça.
Porquê amar o Luke era vermelho, vermelho ardente. Por isso ele ficava rodando em sua mente, voltando para ela.
Porque o amor dele foi como dirigir um Maserati novo por uma rua sem saída.
Fale com o autor