Faziam exato três meses que comecei a namorar a Mino, nosso namoro era basicamente igual ao nosso relacionamento anterior alternado com andar de mão dadas, trocar alguns beijos enfim seria maravilhoso se eu tivesse 13 anos novamente.

O pior é que esse recato era muito mais da minha parte que da dela, toda vez que um beijo se aprofundava eu disfarçava, inventava alguma coisa, sair tomar um sorvete, ir ao cinema etc.

O fato é que minha família considerava que éramos um casal realmente, Seiya e Saori chamou-nos para sermos padrinhos de Akemi, relutei dizendo que o certo seria Shiryu e Shunrei mas insistiram e Mino ficou tão animada que ficou impossível de não aceitar.

O batizado ocorreria hoje, como o mesmo estava marcado para às 11 teria tempo para minha corrida matinal, o complicado é que desde começamos o namoro Mino acha que deve manter uma rotina saudável de exercícios e eu concordo com ela, o problema é que ela gosta de correr comigo aos domingos, então basicamente ela corre e eu passeio.

Ouço tocar a campainha, imagino que seja a Mino pelo motivo que somente ela e meus irmãos tem a permissão de subir ao meu apartamento sem serem anunciados, estranho pois sou sempre eu a passar na casa dela.

Abro e ela sorri me mostrando uma pequena mala...

– Posso me arrumar aqui depois da corrida, adivinha estamos com problemas na maravilha do abastecimento de água daquele adorável prédio onde moro- ela diz sarcástica.

– Claro que pode!- eu respondo pegando a sacola de suas mãos e colocando no sofá.

Ao virar ela pula em meus braços e me dá um beijo estalado nos lábios eu retribuo e solto seu abraço.

– Pronta para correr, vamos senão nos atrasaremos para o batizado...

Como de costume fazemos nosso trajeto, eu vou falando porque aguento correr e falar ao mesmo tempo e ela vai concentrada apenas em correr, eu acho isso extremamente engraçado e para irritar sempre falo:

– Ei você podia me responder né, só eu que falo.

Ela pára coloca as mãos nos joelhos e olha para mim:

– Você tá cansado de saber que ou corro ou falo, mas deixa, já estou bem melhor que antes, você um dia vai se arrepender de tirar sarro.- ela promete

Realmente seu esforço é louvável ela já está bem melhor consegue correr mais quilômetros utilizando o tempo disponível para o treino, adicionalmente a corrida ela treina comigo duas vezes por semana na academia.

Chegamos ao meu apartamento e falo para ela ir tomando banho e se arrumando enquanto eu passo minha camisa, naquela semana a diarista não pode ir e então estava tendo que me virar.

– Não quer que eu passo sua camisa enquanto você toma banho?- ela pergunta.

– Não, eu tomo banho rápido e me arrumo rápido, até você tomar banho e se arrumar...deixa que eu passo, obrigado!- respondo sorrindo.

Ela me dá um selinho e vai para o banheiro do quarto de hospedes e eu começo a passar a camisa quando escuto um estouro e de repente tudo está desligado.

Droga!–penso, eu esqueci que o chuveiro do quarto de hospedes tá com problema.

– SHUN! O CHUVEIRO EXPLODIU!- grita Mino

Vou até a chave de força e religo a mesma novamente, ouvindo a Mino reclamando alguma coisa que ainda bem que não entendi, pois não deveriam ser palavras bonitas.

Chego a porta do banheiro e bato:

– Tá tudo bem aí?- pergunto

– Não, se fosse para tomar banho gelado tinha ficado onde eu moro, que droga tô com o cabelo com condicionador ainda...- ela reclama

– Vai tomar banho no meu banheiro- eu falo

Ela abre a porta enrolada na toalha com cara de brava e cabelos todos ensaboados, sem dúvida era uma bela visão e passa por mim resmungando.

Volto a passar a minha camisa e ouço-a gritar novamente que água do meu chuveiro também está gelada, vou até lá bato na porta:

– Deixa eu entrar para ver se conserto isso- digo irritado

Ela fica parada enrolada na toalha me olhando com cara de tédio enquanto eu mexo no chuveiro:

– Pelo visto queimou esse também, você vai ter que tomar banho gelado mesmo, só falta enxaguar o cabelo mesmo- digo mais irritado nem sei por quê.

– Que droga! Odeio banho gelado, nem no calor eu tomo banho gelado- ela reclama.

– Nossa não pensei que você fosse fresca assim- eu retruco

– Beleza então! Poderia se retirar – ela diz bravinha.

Eu começo a sair do banheiro e sinto um jato de água nas minhas costas:

– EI TÁ GELADO, CARAMBA!- eu grito

Ela havia pegado o chuveirinho e agora me molhava inteiro e ria divertidamente.

– Ué você não disse que era frescura- ela diz irônica.

Eu vou até ela evitando o jato de acertar meu rosto bloqueando com as minhas mãos e tomo o chuveirinho dela fechando o mesmo, olho para ela fingindo de bravo e abro o chuveiro no máximo, pego ela facilmente tirando-a do chão e colocando embaixo da água abundante.

– NÃO, TÁ MUITO GELADO!!!- ela reclama gritando

– É só enxaguar o cabelo!- eu digo prendendo o corpo dela com um braço bem perto do meu e com outro braço passando mão nos seu cabelos para tirar o condicionador que havia ali.

Estávamos em sopa, minha roupa toda molhada assim como a toalha que protegia o corpo dela, ela tenta desvencilhar-se de mim e ao fazer isso sua toalha cai no chão do banheiro.

Ela está nua na minha frente, seu corpo todo arrepiado devido a água gelada fornecia uma bela visão, e pela primeira vez eu a olhei como a mulher atraente que ela era, sentindo muito desejo para tê-la ali mesmo.

Ela parou de se debater e me olhava um pouco assustada, isso me deixou muito excitado, eu a beijei, retirando a camiseta que vestia, senti o corpo dela junto ao meu, pele com pele, fechei o chuveiro e carreguei ela para minha cama.

Deitei-a ali e comecei a beijá-la novamente, passei para seu pescoço, seios, beijava seu abdômen plano, lambi seu umbigo sorvendo o pouco de água que ali se retinha enfim mordisquei delicadamente sua virilha e comecei a chupá-la delicadamente e depois como mais vontade e então...o interfone tocou.

Tentei ignorar porém a porcaria do interfone lembrou-nos que já estávamos atrasados para o batizado de Akemi, faltavam 20 minutos para começar o mesmo e não estávamos nem vestidos, provavelmente eram Geki e Sam que estavam prontos e interfonando pois havíamos combinado de irmos juntos.

– Desculpa, mas eu preciso atender- eu disse

– Eu sei, vai lá- ela assentiu visivelmente frustrada.

Fui até a cozinha onde ficava o interfone, tentando acalmar minha respiração e fazer com que meu corpo voltasse ao normal...

– Pronto!- disse atendendo

– Sr Shun, uma moça está querendo subir para falar com o senhor, posso permitir?- o porteiro perguntou.

– Shun, é a Sam, eu pedi para ela subir para me ajudar com a roupa e o cabelo.- gritou Mino do quarto.

– Claro, pode subir sim!- eu respondi para o porteiro.

– Você sabe que a gente tá atrasado né Mino!- eu gritei lembrando que era bom passar da parte arrumar cabelo para prender de qualquer jeito e vamos embora.

Fui para meu quarto, Mino já estava se arrumando no quarto de hospedes e o apartamento inteiro estava molhado, suspirei, Geki ia me zuar muito.

Tirei a roupa molhada e coloquei uma cueca e a calça do terno que iria utilizar, pegando outra camisa já que não terminei de passar a que queria usar.

Escutei a campainha fui atender a porta, vestindo a camisa, abri a porta prestando atenção aos botões da camisa...e sem olhar para quem estava na minha frente imaginando que era a Sam falei:

– Sam, por favor, abotoa os punhos!

– Claro! Mas eu não me chamo Sam

Então olhei para a pessoa que estava parada ali na minha frente que segurou delicadamente minha mão e abotou um punho e depois repetiu o que havia feito no outro punho.

– Olá Shun! Poderia falar alguma coisa parece que viu um fantasma- disse June sorrindo.

June estava ali, depois de mais de quatro anos de ausência, ela havia voltado, o que eu sempre havia desejado nesses anos estava acontecendo finalmente.

E a única coisa que pensava era uma frase que havia escutado uma vez para termos cuidado com os nossos desejos, pois eles podem se realizar.

Notas finais
Espero que gostem e nesse exato momento sintam uma certa raiva da June...rs abraços