Reconstrução

2 A chegada (part 2)


Notas iniciais
Eu ia colocar essa parte como um segundo capitulo, mas resolvi colocar como continuação, espero que não haja problemas! Por favor não deixe de comentar criticas, sugestões e etc... Obrigada por ler minha historia!

Não sonhei naquela noite, acordei era exatamente duas da tarde, com batidas na porta do meu quarto, era a empregada da minha tia trazendo um café da manhã cheio de coisas naturais para “curar a ressaca”.

Logo depois da empregada deixar a bandeja no meu quarto, meu primo entrou sorrindo e feliz.

— Eeeeentão? Como foi a noite?

— Dormi ué?

— Eu sei, você ainda está com o vestido de ontem...

— Ça va! Eu preciso de um banho!

— Ça va?

— Tudo bem... desculpa...

— Ça va! – Ele riu – Se quiser ajuda com o banho...

— Meu Deus! Você é meu primo, tente ser menos pervertido ok?

— Ok priminha!

Ele saiu do meu quarto, eu terminei de tomar meu café e fui tomar um banho, acho que enrolei uma hora inteira no chuveiro, quando sai, enrolada na toalha dei de cara com Castiel, deitado na minha cama, lendo, ou pelo menos fingindo pelo menos, que lia Da Vinci Code.

— Uau! Se soubesse que você ia me receber assim teria vindo mais cedo!

— Ok! Quem deixou você entrar?

— Eu sou de casa, aliás, meu pai estava vindo pra cá e alguém disse que eu poderia vir te ajudar...

— Ah seu pai? O que?

— Meu pai, está namorando sua tia!

— Ai meu Deus! Isso não é estranho pra você?

— Não! Estranho é ver o quanto você demora no banho, eu estava até pensando em entrar no banheiro e ver se estava tudo bem...

— Claro, faria todo o sentido você entrar no banheiro não é?

— Era pra salvar sua vida!

Eu fiquei parada olhando ele, e ele me olhando, acho que demorou um minuto até eu me lembrar de que estava só de toalha, eu fui até o guarda-roupa e peguei um vestido preto de bolinhas brancas, e voltei para o banheiro.

Quando sai ele estava com duas taças de vinho na mão, e me ofereceu uma.

— Quem deixou você meu vinho?

— Quem disse que esse vinho é seu?

Eu comecei a degustar o vinho e logo percebi que realmente aquele vinho não era italiano, muito menos português, esse vinho era...

— Francês, Saint-émilion, safra de 2000. – Nós dois falamos juntos.

— Você conhece bem vinhos Cas.

— Oras, eu queria testar o seu conhecimento na verdade!

Eu fui até a penteadeira, sentei, e comecei a escovar meu cabelo, passei o mínimo de maquiagem possível, um delineador, e um rímel, fui caminhando até a porta, parei olhei para trás e sorri.

— Você não vem?

— Achei que você ia ficar o dia no quarto...

— Eu até ia, mas se vou me embebedar de novo, não vai ser com vinho francês.

— E o que você sugere Abby?

— Eu sugiro que você me leve ao mercado!

— Ok! Mas acho melhor você vestir calças ao invés de um vestido...

— Oh! Eu fiquei presa a calças e meias-calças o tempo todo na Europa, eu não quero voltar a colocar elas, eu quero sentir minhas pernas livres...

— Não diga que não avisei...

Saímos para fora e notei que não havia carro, só uma moto, uma bela moto pra dizer a verdade, era uma Suzuki Hayabusa 2012, preta, eu segurei pra não babar.

— Vou pegar o capacete do seu primo emprestado.

Ele entrou e saiu com um capacete, que tinha aparentemente orelhas de gato, e fiquei imaginando meu primo usando aquele capacete.

— Esse não é do seu primo, se é isso que você esta pensando...

— Então ta, eu já estava pronta pra fazer algum tipo de piada com ele, mas ok!

Eu coloquei o capacete e subi na moto, e meu Deus, que sensação maravilhosa, tirando o fato de que eu precisei dar um jeito pro meu vestido não subir, coisa que me eu me arrepender amargamente por não ter colocado uma calça, mas tudo bem, eu já estava ali mesmo.

Era libertador andar de moto, eu tinha a sensação de que poderia voar, não demorou muito até chegarmos ao mercado, entramos e ele me levou até a sessão de bebidas.

— O que você pensa que sou? Uma bêbada?

— Você disse que queria ficar bêbada, mas não de vinho!

— Ta! Eu quero groselha, vodka e vc tem um isqueiro?

— Pra que você quer um isqueiro?

— Vou reproduzir o shot de ontem a noite!

— Serio? Ninguém tem a receita, o barman te passou?

— Não!

— Então como você sabe o que vai?

— Confie em mim, eu só sei!

— Ça va! Eu não tenho isqueiro!

— Vamos comprar então!

Pegamos tudo, e algumas coisas pra comer, como chocolates, e também uns energéticos, passamos tudo e fomos para casa, quando chegamos em casa, tinha uma Mercedes preta.

— É o papai já chegou!

Eu olhei de lado para Cas, e subi para o meu quarto, guardei as bebidas no frigobar, e desci, Cas estava esperando no pé da escada.

— Vamos, eles estão no jardim!

Quando saímos para o jardim, havia uma mesa posta para o almoço, eu olhei meu relógio para me certificar que eram mesmo três da tarde, me sentei na mesa, ao lado de meu primo, e Cas ao lado do seu pai, que estava na ponta, minha tia, estava do outro lado.

— Dormiu bem querida? – minha tia perguntou sorrindo

— Oh! Sim!

— Bem, quero te apresentar, meu namorado, Felipe, Felipe essa é minha sobrinha Abby!

— Enchanté! – Eu sorri

— Vous parle français? – O namorado da minha tia sorriu admirado.

— Oh! Sim, eu acabei de chegar no Brasil, então as vezes eu troco as palavras, desculpe!

— Não tem problema!

— Minha sobrinha acabou de chegar da Europa, ela fala inglês também, e ela canta em italiano!

— Oh tia, não por favor!

— VOCÊ CANTA? Você não disse que cantava! – Cas olhou para mim, intrigado.

— Eu não achei que isso fosse relevante!

— Você poderia cantar um pouco para nós antes que eu formalize o pedido!

— PEDIDO? – todos olharam para Felipe e minha tia.